Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CORTES DA CARRIS NA PORTELA
"Agora o 783 parece que está a transportar gado em vez de pessoas."

Mais um caso em que o filho, o 783, saiu pior que o pai, o 83.

Comentário do leitor Vasco, utente da carreira 783 (que substituiu a 83), no post TRANSPORTES PÚBLICOS NA PORTELA Sem Metro e com cortes nos autocarros da Carris:

"Passou pouco mais de uma semana e o que se esperava aconteceu mesmo! Com a desculpa do metro, a população da Portela e Prior Velho, e até da Encarnação, ficou pior do que estava no que diz respeito à mobilidade. 

E a revolta é grande! Basta ouvir as pessoas de manhã nas paragens! O metro não chega à Portela e ao Prior Velho! E há destinos que o metro não serve com a mesma vantagem do que o 83 e o 45 serviam! Agora o 783 parece que está a transportar gado em vez de transportar pessoas! 

E estamos no Verão! Se nos seguirmos pelos horários afixados pela Carris o horário de Verão é o mesmo que o horário de Inverno! Nem um reforço em hora de ponta ao fim da tarde! Nada! Quem trabalha não merece isto! Perder horas nos Transportes Públicos! Só nos faltava mais esta! 

Ficar à espera que a Junta de Freguesia da Portela faça alguma coisa?! Isso é o mesmo que ficar à espera de Godot!..."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GOVERNO QUER TIRAR CARREIRAS 22 E 28 À PORTELA
O PCP está contra. E os outros partidos?


Já por aqui no blog falámos do plano do Governo de acabar com as carreiras 22 e 28 para a Portela, e de encerrar mais cedo a Rede do Metro, deixando quem aqui mora mais dependente do transporte individual, e reduzido a uma única carreira da Carris, o 83, que actualmente não tem serviço à noite e ao fim de semana.

Claro que estes planos não são um facto consumado, especialmente se quem aqui mora estiver disposto a manifestar o seu desagrado e a exigir transportes públicos com horários e regularidade que satisfaçam as necessidade de mobilidade dos habitantes da Portela.

Ontem o PCP colocou uma faixa em frente duma das saídas do Centro Comercial da Portela a alertar os moradores do bairro para os planos do Governo, e apelando ao protesto contra a medida. Seria bom sabermos também qual a posição das outras forças politicas, e que iniciativas está a tomar a Junta de Freguesia quanto a este problema.

Mas acima de tudo, esta é uma questão que quem aqui mora não deve ignorar, apoiando os protestos e exigindo aos seus representantes que assumam a responsabilidade de defender os direitos de quem os elegeu. Neste blog continuaremos a divulgar eventuais posições de outros partidos, e as iniciativas de protesto contra a concretização do planeado corte do 22 e 28 e o encurtamento dos horários do Metro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JUNTA DE FREGUESIA MOBILIZA MORADORES CONTRA CORTES DA CARRIS
Em Camarate. E na Portela, o que é que a Junta de Freguesia está a fazer?


Hoje, não muito longe da Portela, em Fetais, Camarate, cerca de 500 moradores responderam à convocatória da Junta de Freguesia de Camarate para um plenário contra a supressão do serviço da Carris na Freguesia.

Entretanto na Portela, onde o Governo se prepara para nos tirar as carreiras 22 e 28, ficando a Portela reduzida ao 83, a Junta de Freguesia PSD não deve achar que isto seja problema para quem aqui vive. Como podem ver no site da Junta, tem outros assuntos a que dedicar a sua atenção, por exemplo:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

GOVERNO QUER TIRAR 22 E 28 À PORTELA
Será que o objectivo desta política de transportes é fazer-nos recuar ao tempo do Chora?


Já aqui tinha falado da supressão da carreira 22, Portela Marquês de Pombal. Agora, ao consultar a lista das carreiras da Carris que o Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo quer encurtar, verifico que o plano inclui também o encurtamento do 28 do Restelo ao Parque das Nações, ficando a Portela reduzida à carreira 83 que não tem sequer serviço ao fim de semana.

A isto há que a juntar o anunciado encerramento do Metro às 23 horas, com algumas linhas a fechar às 21h.

Parece no entanto que esta é uma questão que não assiste à Junta de Freguesia da Portela. Nem no site da Junta nem no Facebook vejo qualquer referência a mais este ataque às nossas condições de vida. Será que a lealdade partidária está acima das suas obrigações para com os eleitores?

Pela Internet tomo entretanto conhecimento que na reunião da Câmara de Loures de ontem, 9/11, a CDU apresentou uma moção, aprovada por unanimidade, rejeitando os cortes planeados para o concelho, e a mandatar o Presidente da Câmara a solicitar uma reunião com o Secretário de Estado dos Transportes para transmitir o desacordo da Câmara Municipal de Loures com estas medidas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Metro de Lisboa trava linhas para fora da capital.


"A expansão da rede do metropolitano lisboeta dentro dos concelhos que ficam junto à cidade, como Amadora, Loures e Odivelas, vai ser preterida no novo plano de investimentos da empresa", o que para quem tem acompanhado a prometida expansão do Metro a Sacavém e Loures, não é propriamente uma novidade.

Trata-se, na altura em que o Metro revê o seu Plano Estratégico, de reafirmarem aquilo que há muito sabíamos, que o anúncio da expansão do Metro a Sacavém e Loures não passou de mais um episódio da conhecida novela Promessas Eleitorais, no caso com a participação da administração do Metro, Governo PS, e Câmara PS de Loures.

Não se vislumbrando nos tempos mais próximos a possibilidade da extensão do Metro ao concelho de Loures, há que aproveitar da melhor forma a entrada em funcionamento da extensão da linha Vermelha, prevista para o final deste ano, onde a estação de Metro de Moscavide passará a constituir um importante interface com transportes rodoviários suburbanos, o que pode contribuir para uma significativa melhoria da mobilidade das populações das freguesias orientais do nosso concelho.

Como já dissemos por aqui, aos autarcas da Câmara de Loures e das Juntas de Freguesia desta parte oriental do concelho, exige-se agora um empenhamento efectivo na forma como se irá concretizar a articulação dos transportes rodoviários com a linha Vermelha do Metro, auscultando os munícipes e defendendo o interesse dos utentes junto de todas as entidades envolvidas no processo, nesta questão tão importante para o dia a dia dos que moram por estas bandas.


Alguns posts neste blog sobre a extensão do Metro a Sacavém e Loures
.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Qual foi a parte que a Câmara PS de Loures não percebeu? Que o comboio é um meio de transporte pesado ou ...


Depois da castanha legume, a imaginação conceptual/classificativa da Câmara PS de Loures não pára de nos surpreender. Agora é o seu vice-presidente, João Pedro Domingos, que nos vem dizer que "Somos o quinto maior concelho do país e continuamos a ser o único da Área Metropolitana de Lisboa que não é servido por um meio de transporte pesado".

Será que os comboios passaram agora à categoria de ultra leves? Ou o senhor Domingos ainda não se apercebeu que Santa Iria da Azóia, São João da Talha, Bobadela, Sacavém e Moscavide, também fazem parte do concelho de Loures? Que deste lado oriental do concelho com comboio suburbano à porta, ou não muito longe, vive quase dois terços da população do concelho de Loures?

Isto vem a propósito do Programa Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML), cuja proposta de alteração está em discussão pública até segunda-feira, e que é tão mauzinho que até as Câmaras PS se abstêm ou votam contra a proposta do Governo PS, o tal que nas eleições de 2009, acolitado pela Câmara PS de Loures, nos brindou com a promessa, entretanto metida na gaveta, da extensão do Metro a Loures e Sacavém.

E a pergunta que aqui deixo a todos os leitores é: como é possível que alguém que se sai com aquele desconchavo esteja em posição de dar parecer e/ou tomar decisões sobre questões tão importantes da vida deste concelho, de fazer opções que vão afectar, por muitos anos, todos os que aqui vivemos?


Sobre o Metro e mobilidade no concelho de Loures pode ver também:

Metro e interface rodoviário em Moscavide
Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Já que o Metro não vem à Portela...
Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?


I LIKE TO MOVE IT, MOVE IT

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Metro e interface rodoviário em Moscavide
Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Foto de Maio de 2009. Agora da rua apenas se vê as escadas de acesso à estação.

No final de 2011 (ver Adenda 2 sobre nova data) entrará em funcionamento a estação de Metro de Moscavide, pelo menos de acordo com o que disse ontem o Presidente do Metropolitano, em visita às obras da extensão ao Aeroporto da linha Vermelha do Metro, que chega assim finalmente às portas do lado oriental do concelho de Loures.

Durante a visita foi ainda dito que "a estação Moscavide constituirá um interface com transportes rodoviários suburbanos", o que pode contribuir para uma significativa melhoria da mobilidade das populações das freguesias orientais do nosso concelho, devendo por isso assegurar-se que estes novos equipamentos e serviços contribuam para melhorar as tão deficientes ligações à capital, e não apenas para aumentar os lucros das empresas concessionárias dos transportes de passageiros desta zona.

Como confirmou ontem, no mesmo local, o Secretário de Estado dos Transportes: "Não há projectos de expansão de investimentos na rede de Metro, na rede Refer ou em qualquer outra rede de transportes públicos. Todos os projectos que existiam estão suspensos e em apreciação, para determinarmos o que é mais prioritário em termos das necessidades de mobilidade e acessibilidade".

Aos autarcas da Câmara de Loures e das Juntas de Freguesia desta parte oriental do concelho, exige-se agora um empenhamento efectivo na forma como se irá concretizar a articulação dos transportes rodoviários com a linha Vermelha do Metro, auscultando os munícipes e defendendo o interesse dos utentes junto de todas as entidades envolvidas no processo, nesta questão tão importante para o dia a dia dos que moram por estas bandas.


Adenda
Sobre a ligação da Portela ao Metro pode ver também:
Já que o Metro não vem à Portela... Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?
e
PORTELA: LIGAÇÃO À ESTAÇÃO DE METRO DE MOSCAVIDE.

Adenda 2
Segundo o Publico de 3/1/2012 a ligação Metro ao aeroporto da Portela, em Lisboa, deverá começar a funcionar em Julho deste ano.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Na Portela, de dia, estacionamento é o que não falta...
Então porque é que a Loures Parque nos continua a extorquir mais moedinhas?

Estacionamento pago ao pé da Igreja.

Talvez quando a Loures Parque arribou à Portela houvesse por aqui uma efectiva falta de estacionamento que justificasse medidas de racionamento, recorrendo-se então aos antipáticos parquímetros.

Acontece que agora há mais lugares de estacionamento, e a Câmara de Loures devia reavaliar a manutenção de parquímetros na Portela, uma situação que as condições actuais não justificam.

Num dia de semana ao acaso, hoje 4ª feira 13 de Outubro de 2010, numa volta pela parte central da Portela a meio da tarde, facilmente se constatava que, durante o dia, estacionamento é o que não falta.





Estacionamento pago ao pé da Piscina




As duas fotos acima são de dois dos parques de estacionamento pagos no centro da Portela. No que dá para a Avenida da República, próximo da Piscina, havia UM carro estacionado e QUARENTA E SETE lugares livres. Claro que se trata de parques pagos, dos que o pessoal evita sempre que pode.

Mas mesmo fora das zonas pagas, embora haja muitos carros estacionados na via pública, não é difícil encontrar um lugarzinho em nenhuma das ruas mais centrais da Portela, como se pode ver nas fotos seguintes.






Av. dos Descobrimentos, em frente à paragem do 28









Av. dos Descobrimentos, ao pé da EB1/JI









Rua dos Escritores, lado oeste











Rua dos Escritores, lado leste











Av. da República











Av. da República, ao pé da Junta de Freguesia




Já para quem chega a casa ao fim do dia ou à noite, a situação é mais complicada, e às vezes uma pessoa vê-se às aranhas até encontrar um buraco onde deixar a carripana.

Alternativas para mais estacionamento não haverá muitas, e talvez a solução do problema do estacionamento à noite seja um maior investimento no transporte público, por exemplo, e no curto prazo, na ligação à linha Vermelha do Metro, o que talvez permitisse reduzir o numero de carros de que cada família actualmente necessita para resolver as necessidades de deslocação no seu dia a dia.

I LIKE TO MOVE IT, MOVE IT


Recentemente tomei conhecimento da intenção da Loures Parque de estudar a colocação de parquímetros em Sacavém. A informação, dada pela Junta de Freguesia de Sacavém não tinha mais nenhum elemento concreto ou nota justificativa. Assim será prematura uma opinião definitiva sobre esta pretensão anunciada, mas ela pode ser um mote para ponderar as questões da mobilidade nesta cidade.
A consolidação urbana de Sacavém, feita sobretudo nas décadas de 60 e 70 do século passado, definiu quase todos os problemas actuais com que a cidade se depara ao nível da mobilidade lato senso, ruas estreitas, escassez de estacionamento face ao enorme incremento do automóvel nas últimas décadas, zonas pedonais exíguas ou inexistentes e falta de áreas de descompressão. É uma cidade densa e pouco organizada.
Nos últimos anos, foram poucas a intervenções que estruturalmente contribuíram para a melhoria da situação preexistente. A remodelação dos espaços públicos e de algumas edificações no âmbito do Plano de Salvaguarda (anos 90, mas cuja conclusão morreu na praia) logrou a criação de algumas zonas pedonais no núcleo mais antigo e a redução do trânsito nessa zona. Das intervenções previstas no PROQUAL, apenas a requalificação da AV. Estado da Índia avançou e, apesar de algumas deficiências de projecto e execução, resultou na criação de uma moderna via urbana estruturante com verificáveis melhorias na fluidez do trânsito e na criação de amplas zonas de circulação pedonal. Contudo os problemas mais profundos continuaram sem resposta. No que respeita ao estacionamento, foi construído um parque subterrâneo com capacidade para 250 lugares, cujos custos operacionais estão longe de estar cobertos pela procura média. Errou-se quando se decidiu investir num equipamento pesado, numa zona residencial, onde o estacionamento de residencial, de média e longa duração, logo incompatível com uma solução de tarifa horária.
A abordagem ao problema da mobilidade em Sacavém deve desenvolver-se em dois planos complementares.

a) Circulação de veículos e peões no interior da cidade e o eterno problema do estacionamento.
b) Os movimentos pendulares.


A esta altura não devem faltar diagnósticos feitos sobre a situação existente, desconhecendo eu contudo um plano de mobilidade integrado, com acções e rumos definidos que de modo consistente vão dando resposta aos problemas identificados. Por outro lado, observo com grande preocupação os enormes aumentos de construção numa cidade já bastante densificada.

(a) O maior desafio que se coloca prende-se com o ordenamento do estacionamento. Mas não me parece que tarifar o parqueamento numa cidade maioritariamente residencial consiga o efeito da multiplicação dos lugares de estacionamento, nem é viável que a criação desses lugares se faça a custa de zonas de circulação pedonal. A única solução passa pela construção de bolsas de estacionamento e de silos à superfície, cujos custos de construção e manutenção são extraordinariamente mais reduzidos, que os parques subterrâneos. Contudo, esta solução não deixa de representar um esforço de investimento considerável, mas aí o que se torna fundamental é fazer a rápida definição do tipo de estruturas necessárias e as suas localizações, de modo a abrir caminho a soluções de concretização. Essas soluções podem ser de vários tipos, investimento público local e/ou comparticipado ou incluídas em negociação de contrapartidas de futuros promotores.
Sem a criação de novos lugares de estacionamento viáveis e socialmente sustentáveis para o estacionamento no centro da cidade não existe qualquer possibilidade de reordenamento de trânsito e estacionamento. E só ela pode abrir caminho a outras intervenções fundamentais; a pedonalização de algumas artérias e o aumento da segurança para a circulação pedonal.

(b) A cidade de Sacavém, como a quase totalidade dos espaços (sub)urbanos em torno de Lisboa estão funcionalmente desintegrados. A maioria dos residentes trabalha ou estuda fora de Sacavém e procura também fora do seu local de residência as ofertas culturais, lúdicas e de lazer. Serão milhares de deslocações diárias, sobretudo de e para Lisboa.

Neste sentido, o anúncio, feito a meio do ano passado, do prolongamento da rede do metropolitano até Sacavém foi uma óptima notícia. Ele significava a concretização de uma alternativa eficaz ao transporte individual. Infelizmente este anuncia fora mera propaganda eleitoral com objectivos espúrios e mesquinhos, acabando por ser um exemplo do modo pouco sério como as questões da mobilidade são tratadas. Independentemente dos prazos e das vontades políticas não existirá uma melhoria da mobilidade em Sacavém que não passe pela integração da cidade na rede de transportes urbanos de Lisboa, pela expansão da rede do metropolitano às freguesias de Moscavide, Portela e Sacavém e também pelo prolongamento da rede da Carris.

Os ganhos ambientais, económicos e sociais para os habitantes de Sacavém aconselham que se siga este caminho.

domingo, 10 de outubro de 2010

Já que o Metro não vem à Portela...
Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?


O anúncio da vinda do Metro à Portela em Julho de 2009, como se previa, não passou de mais uma rábula eleitoralista do PS, confirmando-se agora que, pelos menos no médio prazo, essa solução está completamente fora de questão. Aliás logo à partida era pouco credível que o Metro de Lisboa fosse gastar 122 milhões de euros para fazer um ramal da linha Vermelha para a Portela e Sacavém quando pouco tempo antes se tinha recusado a desviar umas centenas de metros o percurso de Moscavide ao Aeroporto.








O que não se compreende é que a extensão da linha Vermelha ao Aeroporto não inclua uma paragem na Portela, onde iria servir uma população de 15 000 habitantes, todos concentrados numa pequena área de menos de 1 km2. O desinteresse da Câmara PS de Loures terá sido sem dúvida um factor de peso a obstar a concretização dessa antiga aspiração dos portelenses, desde sempre a braços com dificuldades de transportes públicos de ligação a Lisboa.

Chegados aqui, e não se vislumbrando nos próximos tempos a hipótese da vinda do Metro à Portela, será talvez melhor começar já a pensar em qual a melhor maneira de assegurar a ligação da Portela à linha Vermelha do Metro que irá ter duas paragens aqui próximo, uma em Moscavide, e outra na Encarnação, e que se espera entrem em funcionamento em 2012. A Linha Vermelha, por ter um traçado que cruza as outras três linhas do Metro, proporciona o rápido acesso a grande parte da cidade de Lisboa.












Actualmente a Portela dispõe de duas ligações rodoviárias a Moscavide, a carreira o 728 da Carris, e mais recentemente o Rodinhas, mas qualquer delas, para este efeito de ligação ao Metro, apresenta desvantagens que não são de somenos.











Por exemplo, não seria de todo praticável coordenar a frequência do 28 com a do Metro, e o Rodinhas por não estar integrado no Passe combinado L1 da Carris/Metro, representaria uma despesa significativa para quem se desloca diariamente para Lisboa.






Mais conveniente poderia ser uma carreira tipo minibus da Carris, coordenada com os horários da linha Vermelha do Metro, com o percurso do Rodinhas.





Em vez de deixar tudo para a última, o que por vezes inviabiliza que se concretizem as melhores soluções, não será de começarmos já a pensar como tirar o melhor partido da passagem do Metro próximo da Portela? A palavra principal deve pertencer aos moradores do Bairro, mas espera-se também que os responsáveis autárquicos, na Junta de Freguesia e na Câmara de Loures, se empenhem nesta questão tão importante para o dia a dia dos que aqui moram.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Promessas PS duma tarde de Verão
Sobre as alegadas extensões do Metro a Loures e Infantado, e à Portela e Sacavém.


Em Julho de 2009, preocupados com o fraco entusiasmo suscitado por estas bandas pelas candidaturas do PS à Assembleia da República e à Câmara de Loures, os estrategas eleitorais do PS, com a ajuda do Governo, da Câmara de Loures, e da Administração do Metro, montaram mais um dos “apreciados” episódios da novela Promessas Eleitorais e, com pompa e circunstância, numa tarde de Julho no Palácio dos Marqueses da Praia em Loures, posaram para a comunicação social, e para a posteridade, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, Joaquim José de Oliveira Reis, presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, e Carlos Teixeira, Presidente da Câmara de Loures e à data igualmente candidato sob o lema “Prometemos, Fazemos”.










Para tentar dar alguma credibilidade ao eleitoral anúncio da extensão da linha amarela a Loures/Infantado, e da linha vermelha à Portela/Sacavém, os participantes na rábula enumeraram as estações previstas, 7 no total, o custo do projecto, 565 milhões de euros, o arranque das obras, 2012, e a entrada em funcionamento das novas extensões do Metro, 2014 para Sacavém e 2015 para Loures. So far so good.

Só que, como algumas vozes alertaram na altura, a coisa trazia água no bico e, eleitos os candidatos, logo Metro e Governo trataram de arrumar o alegado projecto em mais uma das muitas gavetas que o PS dispõe para arrumar as promessas que o ajudam a ganhar eleições. Um pesado silêncio abateu-se então sobre qualquer pergunta acerca da concretização de tão úteis infraestruturas para as populações do concelho de Loures.















Mas como o processo democrático exige que o Governo apresente e faça aprovar anualmente, na Assembleia da República, o Orçamento do Estado, logo ficou evidente que ao não inscrever qualquer verba para o projecto das extensões do Metro a Loures e Sacavém, se estava, pelo menos, perante um adiamento do anunciado inicio das obras para 2012.

Tentando tirar a limpo o que se estava efectivamente a passar o deputado Bernardino Soares do PCP apresentou, em Junho deste ano, as seguintes perguntas ao Ministro das Obras Públicas se:

  • Estão concretizados ou em preparação os estudos e projectos para a extensão do Metropolitano de Lisboa a Sacavém e a Loures/Infantado?
  • Confirma o Governo a decisão de avançar com estas infra-estruturas?
  • Quando se prevê que elas se concretizem? Confirma a data de 2015 anunciada pelo naterior Governo?

A resposta do Governo chegou em Setembro passado e, traduzida de politiquês para português corrente, é de que não se trata propriamente dum atraso, mas sim, no que respeita às extensões de Metro a Loures e Sacavém, de que não há nada para ninguém. Mas à resposta do Governo, e mais algumas considerações sobre o Metro na Portela, voltaremos num próximo post.