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quarta-feira, 13 de março de 2013

Um Leigo no Vaticano

E DE REPENTE, entraram-me pela casa dentro, disseram-me para emalar algumas camisas, peúgas, roupa interior e artigos de higiene, e levaram-me de escantilhão para o Conclave, antes que o Camerlengo fechasse as portas e desse a volta à chave. Reclamei, dizendo que não era crente, que nunca fiz mal a ninguém, mas eles ripostaram que bastava ter sido baptizado e ainda não ter sido excomungado, para satisfazer as condições mínimas. Como estou desempregado há dois anos e as perspectivas de arranjar trabalho são muito negativas, meti a viola no saco e deixei-me ir. Portanto, meus amigos, é escusado telefonarem, já que são proibidos os telemóveis, nem enviar mails, pois são proibidos computadores, e até nem posso ver televisão, nem ouvir rádio, nem ler jornais, nem comunicar com os leigos que dão apoio aos cardeais eleitores, para além daquele simplório traga-me uma "pizza", um "capuccino", uma aspirina, ou arranje-me um rolo de papel higiénico. Apenas se pode buscar inspiração falando com Zeus, e mesmo assim apenas pelo interposto Espírito Santo, que não se deve confundir com o outro, aquele Salgado do BES. Isto das religiões é uma coisa muito complicada! Sem ter feito mal a ninguém, com a renda da casa, as facturas da água, gás e electricidade em dia, e sem ser relapso fiscal, querem lá ver que ainda saio desta embrulhada eleito Papa!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Câmara de Lisboa gastou 228 mil euros na visita do Pastor alemão a Portugal
Mas acho que o padre Milícias vai dar uma ajuda.


Ao que nos disseram na altura, o Estado laico português não iria gastar puto com o passeio do Pastor alemão a Portugal. A Igreja, e um punhado de devotos, e abonados, patrocinadores, aguentavam todas as despesas. Sabemos agora que não foi propriamente assim, e que só a Câmara de Lisboa entrou com 228 mil euros.

Mas talvez tudo acabe em bem, e ainda apareça alguma alma caridosa a pagar as continhas que estão por lá na Câmara. Por exemplo o nosso conhecido padre Milícias, que como membro da Ordem dos Franciscanos fez voto de pobreza, e que no ano passado declarou de rendimento 104 301 euros, derivado duma pensão mensal de 7 450 euros, não se deve baldar a entrar com algum, para não sermos nós, mais uma vez, a ficar a arder com a conta.