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quarta-feira, 12 de março de 2014
MANIFESTO DOS 70
Acerta em muitos sintomas, mas não faz diagnóstico, e insiste que paciente continue a ser tratado por quem o pôs à beira da morte.
É verdade que o Manifesto diz muita coisa acertada, e óbvia, mas coíbe-se de fazer o diagnóstico (por exemplo de que não há solução para a economia portuguesa dentro desta moeda única), e propõe como interlocutores para a reestruturação da Dívida precisamente aqueles que mais contribuíram para o seu acelarado crescimento (de 94% para 129%) nos últimos dois anos e meio: as instituições europeias, leia-se Comissão, Eurogrupo, BCE, e Merkel obviamente.
Embora possa ter alguma utilidade virem agora mais estes 70 propor a reestruturação da Divida (que não é o mesmo que renegociação e em termos que só prolongariam a agonia), não é caso para ninguém se indignar por não terem convidado pessoal de esquerda para o Manifesto. Fartos estão os 70 de saber que a Renegociação que a Esquerda há muito defende pouco tem a ver com este gato, ou coelho de capoeira, por lebre que agora, em vésperas de eleições, nos querem impingir.
Ver aqui: Texto integral do Manifesto dos 70
domingo, 17 de julho de 2011
EURO: Uma Moeda Fracassada?
«Apesar das suas fraquezas, uma das vantagens do dólar americano, entre outras coisas, é a existência de um estado chamado EUA. A Europa não existe enquanto entidade política, não existindo um poder político legítimo que una os estados-membros. Na minha opinião, a Zona Euro não é viável. Ao contrário dos EUA, onde o governo federal e o sistema da Reserva Federal intervêm para diminuir as desigualdades entre estados, a Zona Euro reforça a desigualdade. Não é possível existir uma moeda sem um estado.»Opinião expressa pelo economista Samir Amin, no documentário Dividocracia (Debtocracy) de Aris Hatzistefanou e Katerina Kitidi, 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ELES é que MANDAM!
«Portugal não tem alternativa senão solicitar já um empréstimo intercalar de curto prazo, que permita financiar a economia até à tomada de posse do próximo governo. Se não for pedido um empréstimo intercalar, a solvência da República correrá risco.»Declaração de Ricardo Salgado, presidente do BES, numa entrevista ao Jornal Nacional da TVI, conduzida por Judite de Sousa.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Uma Viagem ao Qatar
O primeiro-ministro Sócrates foi até ao emirato do Qatar, diz ele que com a intenção de incentivar as nossas exportações, e promover oportunidades de investimento do Qatar em Portugal, e vice-versa. Quanto à venda de dívida, diz Sócrates que o assunto nem sequer foi discutido. Entretanto, o ministro dos negócios estrangeiros Luís Amado, que viajou integrado na comitiva, informou os jornalistas que Portugal está a tentar vender dívida soberana a investidores daquele país. Se bem que quando Sócrates fala, a hipótese de estar a falar verdade seja diminuta, o certo é que já não é a primeira vez que Amado desmente, ou melhor, diverge de Sócrates, faltando apurar quem fala verdade, ou se aquilo não passa tudo de jogo combinado, com o objectivo de baralharem e confundirem o FMI, o BCE e os mercados de capitais. Este mistério das arábias adensa-se, mas em última análise, pode também acontecer que andem simplesmente a apalpar o terreno, à procura de local para armarem a tenda e irem gozar um exílio dourado, já que não há mais lotes disponíveis na quinta da Coelha. Entretanto, desconhece-se se Sócrates fez ou não a sua habitual sessão se “jogging” matinal.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Basta Inverter o Sentido
ONTEM, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou o seguinte: "Não, Portugal não precisa de auxílio europeu e do FMI. Não, não é verdade que Portugal esteja a ser pressionado por Bruxelas para solicitar ajuda externa.".Conhecendo-o como o conhecemos, bem como as suas "qualidades" de mentiroso compulsivo, aquelas afirmações queriam dizer mais exactamente o seguinte: Sim, Portugal precisa de auxílio europeu e do FMI. Sim, é verdade que Portugal tem vindo a ser pressionado por Bruxelas para solicitar ajuda externa, porque o governo não quer encontrar outras soluções alternativas (acrescento eu).
Regra geral, isto é válido para todas as outras declarações capitais que este cavalheiro faz. Basta inverter-lhes o sentido e teremos à nossa frente aquilo que ele não tem coragem de dizer ou de fazer.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Merkel pressiona Irlanda
E será que vai recorrer a argumentos mais persuassivos?

Angela Merkel continua a pressionar a Irlanda para recorrer ao FMI antes da próxima reunião do Eurogrupo em 16 de Novembro, depois de no ultimo Conselho Europeu ter entrado em choque sobre esta questão com alguns lideres europeus e com o Presidente do BCE.
"Jean-Claude Trichet criticou duramente a proposta alemã por considerar que pode afastar os investidores do mercado da dívida europeia, em especial dos países periféricos. E os factos dão-lhe razão. É que desde que foi conhecida a proposta germânica, apoiada também pela França, os juros da dívida pública a 10 anos da Irlanda e de Portugal iniciaram uma escalada acima dos 8% e 7%, respectivamente."
Entretanto o ministro das Finanças irlandês continua a resistir à pressão dos alemães, garantindo que a Irlanda não vai recorrer ao Fundo Europeu e ao FMI.
Será nesta altura do enredo que a Merkel vai ao sótão buscar as bombas V-2 que sobraram dos ataques de Hitler a Inglaterra, e despejá-las na tola dos países a braços com a especulação com a divida publica: Irlanda, Grécia, Portugal, e a antiga aliada Espanha?
domingo, 17 de outubro de 2010
Ele não é cego, não quer é deixar-nos ver
"Não vejo muito mais por onde ir se os mercados nos exigirem mais", diz Teixeira dos Santos.

Claro que ele sabe muitíssimo bem, e podia ter aproveitado a entrevista ao Público para o dizer, que bastava o Banco Europeu emprestar aos Estados à mesma taxa de juro que empresta aos bancos, para que a tragédia das taxas de juros especulativas que estão a sufocar a economia do país nem sequer tivesse existido.
A grande diferença, neste aspecto, entre a Grécia e Portugal, por um lado, e os EUA, Reino Unido e Japão, por outro, é que estes países têm bancos centrais que emprestam dinheiro directamente ao Estado, sem meter os especuladores financeiros pelo meio, enquanto a Grécia e Portugal, por estarem numa UE cujo Banco Central não empresta directamente aos países, estão à mercê daquela cambada que, no intervalo da especulação com o preço do petróleo e dos cereais, se voltou agora para a dívida soberana dos países mais vulneráveis à sua chantagem.
Claro que a Dívida de Portugal está alta, mas o mesmo se passa, conforme pode ver pelo quadro abaixo, em muitos outros países europeus e nos USA, já para não falar no Japão.
E como também pode ver pelo quadro, a Dívida em vários países até subiu muito mais do que em Portugal. É que o aumento da Dívida resultante do investimento público para colmatar a quebra do investimento privado, tem sido a politica seguida por aqueles países que estão já a sair da Crise e a perspectivar níveis de crescimento bastante razoáveis para a conjuntura.
Por estas bandas escolhem-se políticas que diminuem o rendimento de quem trabalha, fazem subir o desemprego, reduzem o investimento público, e levam o país a pique para uma recessão de que é difícil vislumbrar a saída. Enfim a velha receita do cavalo do espanhol.
Mova o rato sobre as linhas do gráfico para ver os valores. Clique em Explorar dados para aceder a mais informação.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Agora quer acabar com a Comissão Nacional de Eleições...
Acabar com as Eleições propriamente ditas, fica para a próxima?

Antes da Crise já a Dona Manela falava em suspender a Democracia por seis meses como cura para as maleitas nacionais.
Agora vem o seu antecessor dizer que se anda a desperdiçar dinheiro a fazer Eleições.
Só não percebo para que é que andam a perder tempo a fazer propostas de revisão da Constituição democrática. Não será que aquilo que lhes agradaria mesmo era voltar à Constituição fascista de 1933?
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O que não faltam são alternativas...
Manifesto dos economistas aterrorizados
Crise e Dívida na Europa: 10 falsas evidências, 22 medidas
Já num post anterior se fez aqui referência que, ao contrário do que nos querem fazer crer a caterva que desgovernou Portugal durante os últimos 35 anos, e as respectivas claques de apoio, o que não faltam é alternativas para a saída da Crise que nos vai consumindo em lume brando.
A Association Française d'Économie Politique publicou um "Manifeste d'économistes atterrés", cuja versão em português, traduzido por Nuno Serra com revisão de João Rodrigues, pode ler aqui "Manifesto dos economistas aterrorizados"
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