Mostrar mensagens com a etiqueta Serviço Nacional de Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serviço Nacional de Saúde. Mostrar todas as mensagens

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Lado Errado da Questão


- O que é que achas daquela ideia do secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, de ter convidado os cidadãos a absterem-se de recorrer aos serviços de saúde, a fim de com isso promoverem poupanças naquela área, garantindo assim a sustentatibilidade do Serviço Nacional de Saúde?

- Penso que começou pelo lado errado. A solução correcta seria começar por o dispensar a ele, e se necessário fosse, todas as restantes equipas governativas do actual governo.

domingo, 15 de julho de 2012

Círculo (Quase) Perfeito


O MÉDICO H, por não se rever em nenhuma das reivindicações dos seus colegas que trabalham no Serviço Nacional de Saúde, não apoiou a greve dos médicos. E isto porque entende que os serviços de saúde deviam ser todos privados, reger-se pelas leis do mercado, da oferta e da procura, e quanto a médicos e enfermeiros, deviam ser contratados à hora. Disse ele – Não me identifico com eles nem com nenhum dos seus objectivos. A saúde – embora preciosa - é uma mercadoria, um bem transaccionável como qualquer outro. A minha ideia de medicina não tem nada a ver com este folclore!

O MÉDICO H, é um empresário da saúde, e agora já se sabe porquê: é também um campeão nacional das prescrições medicamentosas. Prescreve no seu consultório particular o MEDICAMENTO X, produzido pelo LABORATÓRIO Y, do qual ele é accionista, beneficiando dos respectivos e chorudos dividendos, onde o seu FILHO F é director dos serviços de propaganda médica, aconselhando a classe médica a prescrever o tal MEDICAMENTO X, o qual também é fornecido aos hospitais (ainda) públicos e privados, pelos canais habituais, e onde o mesmo MÉDICO H também dá umas rapidíssimas consultas, mas apenas para poder continuar a prescrever o mesmíssimo MEDICAMENTO X, que também é vendido pela FARMÁCIA Z, em que ele também é parte interessada, muito embora pela entreposta pessoa da sua proprietária, a sua honorável ESPOSA M.

O médico H (que distraidamente fez o juramento de Hipócrates), mais o medicamento X produzido pelo laboratório Y, o seu filho F, a farmácia Z e a sua esposa M, são um círculo (quase) perfeito. Como é fácil de ver, o que ele NÃO quer é um Serviço Nacional de Saúde, mas SIM um Negócio Particular de Saúde. Só estou a falar do círculo, mas se falarmos da espiral que lhe anda associada, o problema ainda é mais complexo. Na dúvida, perguntem ao executivo bancário, agora ministro da saúde, Paulo Macedo, que ele sabe como é.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Futebol e Negócios de Saúde


APESAR do Serviço Nacional de Saúde estar pela hora da morte, existe a chamada Lei das Compensações, que vem sempre atenuar o sofrimento de quem a ele recorre. No presente caso tem a ver com o magnânimo gesto que Joaquim Oliveira, presidente do grupo Controlinveste Media teve, e que é, nem mais, nem menos, que a oferta da programação da SportTV, em todos os hospitais públicos do país, sem qualquer custo para o Estado, isto é, para todos nós. A partir de agora, podemos estar carentes de cuidados de saúde, a coisa custar-nos os olhos da cara em termos de taxas moderadoras, o serviço não ter excelência por aí além, mas não nos vai faltar a indispensável informação teledesportiva. No entanto, a dona Quitéria, a capelista que explora um dos quiosques cá do bairro, que tem muita sensibilidade para os negócios e que também garante que não há almoços grátis, diz que tudo isto não passa de uma grande patranha. Diz ela que o canal SportTV não foi nada oferecido aos hospitais, e que o recente aumento das taxas moderadoras, não passa de um expediente, acordado com o Governo, para que a SportTV possa aumentar os seus aderentes subscritores, e cobrar indirectamente o seu serviço. E esta, hem?