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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crescimento Anémico de Portugal até 2050


«Caro(a) amigo (a)

Não deixa de ser chocante  a afirmação repetida pelo  ministro das Finanças que, quando confrontado com consequencias nefastas para a economia e a nível social, da actual politica fortemente contraccionista responde monocordicamente que ela levará "a uma trajectoria de prosperidade crescente em Portugal", quando toda a gente sabe que isso não é verdade.

Previsões oficiais constantes do próprio Relatório do Orçamento do Estado para 2012 desmentem as palavras do próprio ministro. É isso que mostro NESTE ESTUDO, utilizando dados constantes do próprio Relatório do Orçamento do Estado para 2012, o que revela que o discurso politico do actual governo continua-se a caracterizar pela falta de verdade para não dizer mesmo pela mentira. O Relatório do OE-2012 mostra que o ministro desmente-se a si próprio: uma coisa é quando fala para a opinião pública e para os jornalistas, e outra coisa são os longos documentos oficiais que espera que ninguém leia...

É cada vez mais urgente alterar a politica que está a conduzir a União Europeia, e os paises que a integram, a um crescimento económico anémico, à recessão económica, ao declinio e à pobreza, como reconhece o Relatório do OE-2012 em relação a Portugal,  apesar do pensamento económico único neoliberal, ainda dominante nos orgãos do poder e nos media, incapaz de compreender a realidade actual e de apresentar soluções alternativas, continuar a defender como única solução "cumprir e ser bom aluno",  que é a prova mais clara da anemia e incapacidade a que chegou.

Espero que ESTE ESTUDO possa ser útil para um pensamento e uma reflexão livre e não monoliticos.

Com consideração

Eugénio Rosa
Economista»

domingo, 3 de outubro de 2010

O “ socialismo moderno, popular e moderado” do apregoado “estado social” de José Sócrates


«Ao contrário do que acontecia até agora, um pensionista com um rendimento anual de seis mil euros verá 2.112 euros dos seus rendimentos serem sujeitos a IRS já no próximo ano.
As medidas de combate ao défice anunciadas pelo Governo vão afectar directamente os rendimentos de mais de um milhão de pensionistas até agora isentos do pagamento de IRS. As contas foram feitas pelo economista Eugénio Rosa, do Gabinete de Estudos da CGTP. E apontam para um agravamento da factura fiscal para os pensionistas que recebem menos de seis mil euros por ano.
(...) Ao aumento de impostos, o presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castro Branco, Elicídio Bilé, soma a subida do IVA para os 23% e a redução na comparticipação dos medicamentos, para concluir que os casos de pobreza irão "agravar-se de forma significativa" ao longo do próximo ano. "Estamos a assistir a um corte brutal nos parcos rendimentos de muitos milhares de pessoas. É uma política cega, que nos leva a pensar que estas medidas foram decididas um pouco à pressa, acabando por afectar pessoas que já pouco têm para sobreviver."»

Excerto da notícia do jornalista Luís Maneta, inserta no suplemento de Economia do DIÁRIO DE NOTÍCIAS de 3 de Outubro de 2010. O título do post é de minha autoria.