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sábado, 25 de maio de 2013

Os Palhaços


É LAMENTÁVEL que o escritor e ex-jornalista Miguel Sousa Tavares, não tenha medido o alcance das suas palavras, quando em entrevista ao JORNAL DE NEGÓCIOS chamou "palhaço" a Aníbal Cavaco Silva, porque com isso ofendeu todos os membros de uma digna e respeitável profissão, que não é uma profissão qualquer, antes a considero umas das mais refinadas e subtis artes que conheço. No inquérito que a Procuradoria-Geral da República abriu àquelas declarações, espero que seja tomada em consideração, esta lamentável associação que referi.

sábado, 22 de setembro de 2012

Conclusões do Conselho de Estado
THE SHOW MUST GO ON.

Does anybody want to taket it anymore?

  1. Graças aos bons ofícios do conselheiro matrimonial o divórcio foi adiado, as partes comprometem-se a manter a aparência dum casamento feliz, ou pelo menos a não fazer peixeirada em público; please?

  2. Enquanto não arranja para onde se mudar, o Paulo continua a viver lá em casa, em regime de bed and breakfast.

  3. Os gatunos são aconselhados a deixarem o roubo de esticão, mas o assalto à mão armada must go on.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MENINO GASPAR CHAMADO AO GABINETE DO DIRECTOR.


Os jornais dizem que Cavaco chamou Vitor Gaspar a participar na reunião do Conselho de Estado da próxima 6ª feira, 21/9. Só não explicou se é porque já não confia nas explicações trapalhonas do Pedro, ou se é para darem todos uma rabecada no Gaspar.

Eu também já fui convocado, mas para a manifestação em frente ao Palácio de Belém, anunciada ontem à noite. Como a alegada comunicação social não tem tempo para falar destas cenas (está a full time na lavagem de roupa, e branqueamento, do PSD e CDS), aqui fica o cartaz e o endereço da página do facebook da Concentração: Reunião do Conselho de Estado.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Jogar Pelo Seguro


OS ALUNOS da Escola António Arroio continuam a manter a tradição. Quando José Sócrates lá foi em visita, os alunos fizeram-lhe uma espera e ele teve que sair pela porta das traseiras. Hoje, o Presidente Aníbal Cavaco Silva, com uma visita igualmente programada para o mesmo estabelecimento de ensino, e na eminência de uma nova espera dos alunos, nem apareceu, admitindo que tenha havia um "impedimento relacionado com a função presidencial". Tudo leva a crer que a porta das traseiras estava bloqueada, e já lá vai o tempo em que Cavaco Silva era atleta barreirista.

Meu comentário - Já Sun-Tzu dizia que o bom general, em toda e qualquer movimentação dos seus exércitos, não só deve saber optar pelo melhor terreno em que vai pelejar, como também ter préviamente escolhido uma via desimpedida para retirar, caso a sorte das armas lhe seja adversa.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Que Diz Cavaco


EM VISITA à Finlândia, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou que vai fazer uma apresentação muito positiva aos seus homólogos do chamado "Grupo de Arraiolos" ´(cá por mim prefiro a Confraria do Arinto de Bucelas), sobre a aplicação do programa da troika, as reformas do Governo e aquilo que ele considera um invejável acordo de concertação social.

A pergunta que fica por fazer é a seguinte: que credibilidade pode ter um cavalheiro que em Portugal se diz "provedor do povo", e de visita à Finlândia tudo aponta que seja provedor da troika?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Há Sempre Uma Saída!


ESTÁ na altura do auto-intitulado "provedor do povo", Aníbal Cavaco Silva, também conhecido como aproveitador do BPN, saber qual é o seu caminho, e fazer a escolha acertada. Na impossibilidade de ser pela porta da frente, e já que 2012 vai ser um ano de viragem, ao homem que "nunca se engana", resta-lhe apenas fazer meia volta e sair pela porta das traseiras. Meta baixa por insuficiência financeira e desande. A petição a pedir a sua renúncia já superou as 28.000 assinaturas. É o empurrão que faltava.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Recomendação


MESMO considerando que para Portugal, 2012 vai ser um ano de viragem, conforme o assegurou o primeiro-ministro Passos Coelho, recomenda-se que seja levado a cabo um peditório de âmbito nacional, com o objectivo de ajudar Sua Insuficiência o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva a pagar as suas despesas, pois ele afirmou que as suas reformas não dão conta do recado.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Presidencial Abrangência

Cavaco Silva diz que o Portugal uno e indivisível (ou melhor, deveria ter dito, que o triunvirato constituído pelo PSD-CDS/PP e PS), tem que cumprir os compromissos que assumiu com a troika do FMI-CE-BCE, mas esqueceu-se de lembrar que os governantes não têm cumprido as promessas e os compromissos que sistemáticamente costumam assumir com os portugueses, na altura de eleições, e não só.
Cavaco Silva diz que está muito preocupado e condoído com os portugueses que não irão contribuir para o imposto extraordinário, pois isso significa que não têm recursos para tal, nem para tudo o resto, só lhes restando irem até à Santa Casa ou à sopa dos pobres, como ele gosta de aconselhar, mas esqueceu-se, ou deixou voluntariamente de fora, todos os outros portugueses, que tendo bastos e fartos recursos, mais uma vez foram poupados e deixados de fora, dessa e de outras contribuições, tanto normais como extraordinárias.
Por essas e por outras, começa a questionar-se (mais vale tarde do que nunca) se Sua Abrangência será efectivamente o presidente de todos os portugueses, ou apenas de alguns.

domingo, 12 de junho de 2011

A Doença e os Remédios

O Presidente da República, professor Cavaco Silva, em visita a Castelo Branco para as comemorações do 10 de Junho, incitou os portugueses a empenharem-se nos desafios que têm pela frente, recorrendo a uma frase de um médico célebre do século XVI, João Rodrigues de Castelo Branco, conhecido como Amato Lusitano, o qual teria sentenciado que “não há cura para aquele que não quer ser curado”.
Penso que quando Cavaco Silva pede empenho aos portugueses, está sobretudo a pedir aos mais vulneráveis e de fracos recursos, que aceitem a prescrição de mais austeridade, e a nova dose de sacríficios que se avizinham, como se estes remédios fossem o tratamento adequado para a tal doença de que o país padece.
Ora, penso que o Presidente escolheu mal a comparação e o destinatário do pedido de empenho. Esta doença está instalada no país, não porque os portugueses sejam portadores dela, e andem a espalhar a enfermidade, mas sim porque quem nos tem governado, em vez de aplicar a profilaxia adequada ao seu combate, tem andado a ajudar à sua propagação, não só da estirpe genuinamente portuguesa, mas também daquela que veio de fora, e que agravou ainda mais a contaminação. Portanto, assentemos ideias: o país está em muito má situação económica e financeira, à beira da bancarrota, porque quem andou a gerir a coisa pública, não soube fazer diagnósticos, é incompetente, negligenciou, trocou os medicamentos, deliberadamente ou não, e deixou que a epidemia infectasse todo o tecido económico e social. Aplicada às circunstâncias actuais, a frase inspiradora deveria ser mais exactamente esta: não há cura para a doença quando se está a aplicar o remédio errado.

Adenda - Curiosamente, o próprio Presidente da República, se fosse levado a sério nas coisas que diz, teria dado um exemplo de errada prescrição medicamentosa, quando disse na aldeia de Alcongosta, que as cerejas fazem bem a tudo, e até são boas para os calos. Qualquer boticário que se preze, se não ficasse escandalizado, pelo menos não esconderia um sorriso de desdém.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Análises e Discussões Técnicas


Já que o Presidente da República está numa onda de acarinhar as "análises e discussões técnicas da situação portuguesa" e se escusa a especular, e não querendo ir mais longe, era desejável que pedisse explicações a quem de direito, pelo facto de continuar a aumentar a diferença entre os números de desempregados inscritos nos centros de emprego e as estatísticas oficiais elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística. O facto de o Governo ser apenas de gestão, não quer dizer que não tenha que dar explicações dos mistérios que periodicamente andam associados com a redução de pessoas na situação de desemprego. É que isto acontece sempre que nos aproximamos de um período eleitoral, onde as boas notícias, mesmo que falsas ou cirúrgicamente trabalhadas, acabam por ter alguma eficácia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ESTAMOS SAFOS!
Cavaco negoceia dívida à taxa Euribor mais 0,5% de spread.


Depois de Teixeira dos Santos ter declarado que "O Governo não é a entidade em melhores condições para pedir ajuda externa", Cavaco tirou-se das suas tamanquinhas e para não ficar de novo a ver navios, numa jogada de mestre ao nível do negócio das acções do BPN, acordou com o Banco do Vaticano um empréstimo no montante de 375 mil milhões de euros (suficiente para fazer face a todos os compromissos do país nos próximos 4 anos) à taxa Euribor a 12 meses (média em Março 1,924%) mais 0,5% de spread, o que é uma diferença do caraças das taxas de 9,7% que o Teixeira já nos está a fazer pagar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Já reparou que dizer Ultramar, sem nada fazer para recuperar para Portugal as ex-colónias, não tem nada de patriótico?


Referir as antigas colónias por Ultramar, como faz Cavaco, é partir do principio que eram territórios que faziam parte integrante da nação portuguesa, e se eram parte de Portugal continuam a ser ("a pátria é una e indivisível", "a pátria não se vende"), estando agora ilegitimamente ocupados por forças estrangeiras.

Portanto, os que se referem às ex-colónias como Ultramar, para serem coerentes, deviam lutar por todos os meios ao seu alcance para refazer as "antigas fronteiras", incluindo pegar numa canhota e ir para as picadas combater os "turras".

Se acham que é Ultramar e nada fazem para corrigir esse "crime de lesa-pátria", isso só revela a sua falta de patriotismo ou de coragem, ou as duas coisas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Discurso do Presidente

NA TOMADA de posse do seu segundo mandato, Cavaco Silva disse aquilo que já devia ter dito há mais tempo, quando o caldo começou a azedar, para que não chegássemos onde agora estamos. Ontem, esqueceu-se de que passaram cinco anos sobre a sua “cooperação estratégica” com os governos do engenheiro incompleto, o que o coloca na situação de co-responsável com a situação de emergência económica, financeira e social a que chegámos. Disse que há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos, não gaguejou, mas esqueceu-se que todos aqueles sacrifícios foram ratificados com a sua assinatura. Puxou pelos galões e fez um discurso violento, desancando no governo, criticando a política dos compadrios e dos boys, do uso e abuso do espectáculo mediático e das realidades virtuais, sem que durante os últimos cinco anos tivesse questionado tais práticas, quando o regabofe andava (e ainda anda) à rédea solta. Sócrates e o "seu" PS amuaram, indignaram-se, e acabaram a agarrar-se ao "pau para toda a obra" da crise internacional. Já perceberam que não há almoços grátis, e que a partir de agora é sempre para baixo, até baterem no fundo.
Entretanto, passando por cima de Passos Coelho, Cavaco deu orientações para uma futura política económica e traçou as linhas mestras de um futuro governo de direita. À direita não restava outra coisa senão bater palmas efusivamente, pois sabem que o PS tem os dias contados, e não está longe de se concretizar, finalmente, a “santíssima trindade” imaginada por Francisco Sá Carneiro em 1980: um Presidente, um Governo e uma Maioria.
Finalmente, e sem gaguejar, Cavaco pediu para que os portugueses despertassem da letargia e que os jovens fizessem ouvir a sua voz. Apelou à indignação e ao sobressalto cívico. Só faltou pedir, como quem não quer a coisa, claro está, para trazerem o pão, o queijo e o vinho, e também o PSD e o CDS-PP para formarem governo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O PRESIDENTE DE 23,15% DE TODOS OS PORTUGUESES.


Embora o pessoal jovem é que tenha a fama de não perceber puto de Matemática, parece-me que os mais cotas também deixam muito a desejar.

Com 99,75% dos resultados apurados, votaram em Cavaco Silva 2.228.154 eleitores dos 9.629.630 inscritos. Segundo a minha folha de cálculo 23,15%.

Se isto é um bom resultado, vou ali e já volto


Adenda em 29/1/2011

Ao fim de quase uma semana em estado de negação, ontem a direita, pela voz de Vasco Pulido Valente, começou a admitir que afinal a coisa não correu lá muito bem a Cavaco:

"Temos de voltar ao essencial. O dr. Cavaco perdeu. E fez mais do que perder uma eleição. Comprometeu gravemente o regime, que daqui em diante já não pode funcionar com qualquer espécie de “regularidade”. Com 54 por cento de abstenção, um Presidente, este ou outro, não tem a força e o prestígio para dissolver a Assembleia ou sequer para exercer uma influência pesada sobre o Governo. Está sempre numa posição de claríssima fraqueza, porque nada lhe garante que os poucos votos de 23 de Janeiro (menos de um quarto dos portugueses) lhe cheguem para sancionar ou impor uma decisão [...] obrigado a negociar a todo o momento cada passo e cada palavra.

E assim o homem, que devia assegurar a estabilidade da República, acabou em cinco anos por a comprometer. [...] Andou por aí, como um fantasma, sem uma palavra pertinente, um gesto de afirmação, uma vontade clara. E ficou, como era de esperar, sozinho. O que não importaria muito, se Portugal não precisasse, como precisa, de um Presidente."

Ler a crónica completa no Publico de 28/1

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Candidato Sonso

CONFRONTADO com as queixas das populações, sobretudo por parte de quem tem reduções de salário e a miséria a bater à porta, Cavaco Silva, o candidato sonso, que faz de conta que não é Presidente da República de há cinco anos para cá, respondeu hipocritamente: “Isso não tem nada a ver comigo!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Os lugares políticos são efémeros, mas a vivenda da Quinta da Coelha está para durar.


Com tanta vivenda por esse Algarve, terá sido também coincidência ter escolhido a casa de férias ao lado de Oliveira e Costa e outros amigos do BPN, os tais com quem nos disse já não ter nada a ver há muito tempo?

"Os lugares políticos são efémeros, mas a nossa honra e o nosso carácter são permanentes", diz Cavaco mostrando indignação quando falam da compra acções do BPN a 1 euro, quando o preço era 2,2 euros.

Então e agora cabe ao povo “repudiar veemente a campanha de insinuações e calúnias que foi montada”»? Não consegue sua excelência arranjar um tempinho para explicar uma coisa tão simples? A sua honra não justifica esse pequeno sacrifício? Acha mesmo que estas coisas se resolvem nas eleições, à la Berlusconi?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

OS "FILHOS" DE CAVACO


Daniel Oliveira, no Arrastão

Segundo uma investigação da "Visão", no período de pousio político, Cavaco Silva conseguiu um terreno, onde agora tem uma propriedade, através de uma permuta com um construtor civil. Não se sabe com quem e com quê foi feita a permuta. E o próprio Cavaco não se lembra. Ao contrário do que informou o Presidente da República, a matriz da propriedade que é referida no Tribunal Constitucional não está nos registos notariais. Sabe-se que o negócio foi feito por um ex-adjunto seu e que no pequeno aldeamento, financiado pelo BPN, em que quase tudo tem estranhos contornos, Cavaco tem como vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia. São dois homens fortes da SLN. Um vendeu e comprou ações a Cavaco Silva, dando-lhe um bom pé de meia. Outro fez excelentes negócios em Alcochete, socorrendo-se de informação privilegiada, depois do empenho dos cavaquistas em ver ali o novo aeroporto.

Será mais uma coincidência a rede dos negócios ser sempre a mesma?

Cavaco Silva pode continuar a dizer que os seus filhos sairam há muito tempo de casa e que não pode responder pelo seu comportamento tantos anos depois de lhes ter perdido o rasto. Mas, de cada vez que se cava um buraco, lá aparecem as mesmas minhocas. É coincidência que tantos filhos do cavaquismo tenham ido parar ao BPN? É coincidência que Cavaco tenha mantido, com todos eles e com o banco que eles construiram e que nos está a destruir, relações tão próximas? Que eles apareçam nos seus negócios privados, nas suas comissões de honra e nas listas dos financiadores das suas campanhas

A verdade é que os filhos que Cavaco renega quando se fala do BPN nunca sairam da sua casa. Construiram um banco que se mostrou ruinoso para o País com base nas redes clientelares do cavaquismo. E, na gestão da sua vida financeira e patrimonial, Cavaco Silva continuou a mover-se sempre nessa mesma rede.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ASSIM NÃO DÁ
Para derrotar Cavaco a esquerda precisava dum challenger.


Impedir a reeleição dum Presidente da República em exercício, com os altos níveis de aprovação habituais no desempenho deste cargo em Portugal, não é pêra doce.

Mas é possível derrotar Cavaco. As suas vulnerabilidades ficaram bem à vista logo durante a pré-campanha, em situações que põem a nu aquilo que o manifesto eleitoral e as intervenções de circunstância tentam esconder:
  • O caso BPN não só revelador da promiscuidade da política e negócios do cavaquismo, como dos motivos e consequências duma indecente nacionalização de prejuízos, que favorece accionistas e especuladores à custa de mais sacrifícios de quem trabalha;
  • O desprezo a que vota o Estado Social como se viu ao aconselhar uma senhora em Almada a procurar o apoio duma instituição que não seja do Estado;
  • A orientação neo-liberal de submissão aos mercados financeiros e de desrespeito pela soberania nacional, bem patentes no não podemos insultar os mercados.
Posições que precisavam de respostas inequívocas a clarificar o que está em causa nesta eleição, e não desta cacofonia a três que dilui e enfraquece qualquer mensagem, por maior que seja a sua correcção.

Para derrotar Cavaco era preciso um challenger, com o apoio empenhado da esquerda e disposto a conduzir uma campanha mobilizadora dos que estão contra as politicas anti-trabalhadores, de destruição da estrutura produtiva, de definhamento do Estado Social, de submissão aos grupos económicos e ao capital financeiro, contra estas desgraçadas políticas de Sócrates e Cavaco.

A existência de três candidaturas à esquerda, que à primeira vista pode parecer uma forma eficaz de mobilizar os respectivos eleitorados e forçar uma 2ª volta, não funciona, a luta política é mais do que simples aritmética eleitoral. Pode eventualmente não comprometer o essencial no caso em que todos são apenas candidatos, mas numa reeleição, com a natural tendência para o voto em quem já ocupa o lugar, especialmente no caso dum cargo em que a percepção geral é de que no fundo pouco aquece ou arrefece, as hipóteses de sucesso são escassas.

Contudo, como os candidatos não se esquecem de dizer, nisto de eleições não há vencedores antecipados. Como também não é indiferente Cavaco ganhar com aquela vantagem absurda que há tempos lhe davam as sondagens, ou ficar apenas um pouco acima dos 50%. Ou mesmo ter de ir à 2ª volta, onde o baralhar e dar de novo não lhe seria favorável. Por isso, mesmo pendurado nas canadianas, lá estarei no dia 23 a votar contra Cavaco.


NOTA: Fernando Nobre, que se está a revelar muito pior do que era possível imaginar, não entra claramente nas contas da esquerda.