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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Receita dos governos dos últimos 30 anos: vender barato aos amigos e nacionalizar os seus prejuízos


SUBSCREVO e passo a transcrever o post (e o título) de Tiago Mota Saraiva, publicado no blog 5DIAS.net em 1 de Agosto de 2011

«A “venda” do BPN que hoje se anuncia é um roubo.
A coisa era gerida entre cavaquistas e conhecidos “socialistas” com vontade de se alambazar com o bloco central. Distribuíam-se grandes casas e juros impossíveis de pagar. Assim que a bolha se tornou incomportável, PS/PSD/CDS decidiram que todos a devíamos assumir, mantendo a parte rentável do banco nas mãos dos seus amigos especuladores. Ainda não se sabe bem quanto é que terá sido o dinheiro que todos tivemos de pagar pela rambóia – o
[jornal] PÚBLICO garante que já pagámos 2,4 mil milhões de euros (três vezes a receita prevista com o corte no 13º mês).
Hoje anuncia-se que o banco retornará às mãos de cavaquistas com 830 trabalhadores a menos – devidamente despedidos e indemnizados, que cobrirá os ridículos 40 milhões que pagarão por recuperar o banco limpinho de dívidas.
Se a gestão do banco foi criminosa, a nacionalização dos seus prejuízos, proposta e aprovada pelo bloco central dos interesses, também o foi
.»

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aprender com as Lições dos Outros

Ainda a ISLÂNDIA
«Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.

Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.

Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.

A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.

Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.

A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.

Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita
.»

NOTA – Esta informação foi recebida por e-mail.

Meu comentário: Na Islândia faz muito frio, mas quando é necessário as coisas também aquecem. E por cá, a propósito do BCP, BPN, BPP & Companhia Limitada, mais os respectivos Jardins, Costas, Constâncios e Rendeiros, como vão as coisas? Até agora, vão bem, obrigado!

segunda-feira, 14 de março de 2011

ENGENHARIA Orçamental ou CONTABILIDADE Criativa

Recorte dos apontadores de 1ª. página do semanário EXPRESSO de 5 e 12 de Março, respectivamente. Clicar nas imagens para aumentar.


Há quem lhe chame engenharia orçamental, outros que é mais um exemplo de contabilidade criativa. Seja uma coisa ou outra, os efeitos irão reflectir-se sobre os mesmos de sempre.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Muito me conta, então o candidato Cavaco deu-se mal com os benditos mercados?


Lamenta-se o candidato Cavaco à compreensiva Judite, que os 147 500 euros que sacou do negóciozinho que o amigo Oliveira e Costa lhe proporcionou com as acções da SLN/BPN, não chegam sequer para cobrir os prejuízos das outras aplicações das suas poupanças de mísero professor.

Como por aqui ainda não decidimos emitir e começar a vender acções da Essência, a única coisa que podemos oferecer ao professor Cavaco é uma palavra de simpatia, dizer-lhe que não está só, que, au contraire, está muitíssimo acompanhado por aquela vasta classe do empreendedor à portuguesa, que vive e medra à sombra de negócios manhosos e/ou do Estado, e que quando se atreve no mundo real dos seus idolatrados mercados, normalmente a coisa dá merda.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Estado de Excepção

A ÚLTIMA edição da revista ÚNICA do semanário EXPRESSO (7-JAN-2011), girou toda ela à volta do número onze (11), celebrando assim, com curiosa originalidade, a entrada no décimo primeiro ano do século XXI ou III Milénio, como quiserem. Vai daí, achei uma boa ideia, e resolvi apropriar-me do tema, embora com uma finalidade diferente. Comecei a vasculhar entre a tralha socratina e, sem grande esforço, consegui desencantar um abundante número de razões (e não apenas onze), para provar que Portugal anda a viver, nestes últimos seis anos (pelo menos), num permanente Estado de Excepção. Passemos aos factos.

1 - Muito embora o ministro Teixeira dos Santos diga que a coisa é definitiva, os cortes nos salários e nas pensões foram consideradas por José Sócrates, medidas temporárias e excepcionais.
2 - As novas regras e o aumento das taxas moderadoras dos serviços de saúde também se enquadram no âmbito de medidas excepcionais.
3 - São excepcionais as injecções de capital no Banco Português de Negócios (BPN), sendo também excepcionais as traficâncias de acções entre a SLN (Galilei) e o dito BPN, já depois do banco ter sido nacionalizado.
4 - O pagamento em 2010, de dividendos aos accionistas de algumas empresas, ainda antes de se conhecerem os resultados das contas desse ano, coisa que só se apura em 2011, é uma medida de excepção, atendendo à crise e ao estado de grande necessidade de muitos dos senhores accionistas.
5 – O Presidente, e também candidato à Presidência da República, Aníbal Cavaco Silva, numa sessão de campanha de eleitoral, ao ser questionado por uma mulher que se queixou não ter dinheiro para alimentar o filho, aconselhou-a a procurar a ajuda de uma instituição de solidariedade que não fosse do Estado, pois são essas entidades que estão, na actual situação de excepção, a substituírem-se ao Estado.
6 - A nomeação do vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, homem detentor de grandes competências e especialista em acções directas, nomeadamente na apropriação de gravadores a jornalistas, como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Caso Camarate, foi uma escolha de carácter excepcional.
7 - A personalidade que vai liderar o grupo de trabalho cuja missão é criar a comissão que vai controlar - notem bem - a despesa pública, é, nem mais, nem menos, que António Pinto Barbosa, que durante 10 anos, e até ao fecho do último relatório e contas do falido Banco Privado Português, não detectou quaisquer irregularidades na actividade da instituição. Como é óbvio, tal escolha apenas pode revestir-se de natureza excepcional.
8 - A taxa extraordinária sobre o sector bancário, que deveria ser o contributo da banca para o programa de austeridade, ainda não foi regulamentada, ao contrário dos cortes salariais, e arrisca-se a ser declarada inconstitucional, porque a sua fixação é reserva legal do Parlamento e não do governo, como este excepcionalmente pretende.
9 - Segundo apurou um estudo elaborado pelo jornal DIÁRIO DE NOTÍCIAS, o Estado tem 13.740 organismos públicos, destes apenas 1.724 apresentam contas, sendo que daqueles só 418 são excepcionalmente fiscalizados.
10 - O ministro Rui Pereira já tratou de todos os pormenores relacionados com a cedência aos E.U.A., das bases de dados com a identificação e dados biométricos dos cidadãos portugueses, como contributo excepcional do governo português, para o combate ao terrorismo.
11 - Está provado que o primeiro-ministro José Sócrates tem sido apanhado a mentir vezes sem conta, porém, são infundadas as acusações de que será um mentiroso compulsivo. Na verdade, diz-se para aí, que tem tudo a ver com situações de excepção, em que é necessário salvaguardar os mais variados interesses nacionais.

Concluindo: Não foi difícil encontrar onze casos, entre muitos outros que gostava de ter citado. Por exemplo, não abordei o caso do excepcional aumento do custo dos transportes, que talvez por hábito, se repete quase todos os anos, mesmo quando não há renovação da frota, os ordenados estão congelados e o preço dos combustíveis desce, nem o facto excepcional do senhor António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, passar a ser o porta-voz do governo, no fim das reuniões do Conselho de Concertação Social, ou a sistemática colocação de afilhados em lugares excepcionais, tanto da administração como da galáxia do sector empresarial do estado, sendo também excepcional a frequência com que o ministro das finanças troca ideias e se aconselha com o quinteto de banqueiros da nossa praça, etc., etc., etc. A verdade é que a lista tinha tendência a tornar-se infindável, e era preciso fazer uma selecção. Mas com estas que compilei, penso ficar demonstrado que em Portugal existe um permanente e excepcional Estado de Excepção, que poucos estão interessados em controlar e contrariar. E os resultados estão à vista: espartilham-se os fracos e deixam-se os fortes com os movimentos livres, a bem da Nação.

sábado, 8 de janeiro de 2011

CALIMERO CAVACO
Em exibição numa eleição próximo de si.


Agora que, pelo que lemos na imprensa, parece estarem esclarecidos os contornos da compra/venda de acções da SLN por Cavaco Silva, os seus apoiantes deslocam-se com armas e bagagens do campo da negação para o da desculpabilização e vitimização.

Uma das desculpas que começa já a circular é que outros accionistas também compraram acções a 1 euro. A SLN na altura fixou o preço das acções para não accionistas a 2,20 euros, grupo onde se incluiria Cavaco, para accionistas a 1,80 euros, e para Oliveira e Costa a 1 euro. Tratou-se portanto dum favor pessoal de Oliveira e Costa a Cavaco, que poderá ter sido, eventualmente, extensivo a outras pessoas. O que é claro é que não foi uma situação normal, mas de excepção, de favor.

Outra desculpa é que é habitual as empresas venderem as suas acções próprias a preços especiais a certas pessoas, ou instituições. O que é verdade, e se faz, entre outras razões, para trazer para o projecto empresarial quem, por exemplo, reforce a sua credibilidade e/ou facilite futuros negócios. Seria isto que Oliveira e Costa esperava de Cavaco? Provavelmente sim. Desconhecia Cavaco que alguma coisa poderiam esperar dele? Provavelmente não.

A estratégia da vitimização, o paleio da campanha suja, já está em curso, e vai ser muito provavelmente o tema central das duas semanas de campanha de Cavaco Silva. Ajuda a mobilizar as "tropas" e a afastar da discussão as questões politicas.

Mas o facto da vitimização habitualmente resultar, não garante necessariamente que funcione desta vez. Também a estratégia do silêncio, de desvalorizar a questão, de se apresentar acima de qualquer suspeita (ainda têm de nascer duas vezes...) resultou lindamente nas anteriores ocasiões em a questão da compra/venda das acções da SLN/BPN foi levantada, e desta vez foi o que se viu, em três tempos deu com os burrinhos na água.

Afinal não foi na Feira do Relógio, foi a um vigarista à séria...


Afinal não andávamos longe quando perguntávamos se teria sido na Feira do Relógio que Cavaco comprou as acções da SLN.

Segundo o Expresso de hoje foi Oliveira e Costa, himself, que vendeu a Cavaco Silva as acções da SLN a 1 euro, numa altura em que os outros as compravam entre 1,8 (accionistas) e 2,2 euros (não accionistas, caso de Cavaco).

Se, a confirmar-se, isto não é favorecimento, com graves implicações politicas, então façam a fineza de me explicar o que é.

E será que ainda não é desta que Cavaco vem dizer de sua justiça, pessoalmente, sem mandatários, intermediários, ou sites da Presidência pelo meio?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Agora falta saber onde Cavaco comprou as acções a 1 euro.
TERÁ SIDO NA FEIRA DO RELÓGIO?


Que interessa se o adversário meteu 1 ou 5 golos? O que interessa é que a minha equipa meteu 3 golos, e se meteu 3 golos, como está abundantemente provado, só pode ter ganho o jogo.

Que interessa ao SOL se Cavaco comprou as acções a 1 euro e passado menos de dois anos as vendeu a 2,4 euros? E se com isso Cavaco beneficiou de 147 500 euros? E que interesse tem que agora estejam os contribuintes a arder com o resultado das negociatas em que a Administração do BPN/SLN era fértil?

O que é preciso é chamar à primeira página uma peça de desinformação da Felícia a dizer que afinal Cavaco até vendeu barato e portanto, tal e coisa pardais ao ninho, o homem está a ser vítima duma campanha suja.

Pelo menos agora sabe-se, o que não é mérito do SOL, que as acções foram compradas a 2,4 euros pela SLN, empresa holding do BPN, por decisão de Oliveira e Costa. Agora falta saber onde Cavaco comprou as acções a 1 euro. Terá sido na Feira do Relógio?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cavaco, Madoff, o sr. Picower e a viúva dele.








O sr Picower, nos tempos em que ainda não tinha viúva, foi amigo próximo e sócio de Bernie Madoff, o que lhe proporcionou beneficiar de milhares de milhões de dollars dos esquemas do agora hóspede numero 61727-054 da penitenciária de Butner.

Se o sr. Picower estaria envolvido nas falcatruas do amigo ou se foi apenas um inocente e sortudo beneficiário das vigarices de Madoff, é coisa que o dito sr. Picower já não nos poderá esclarecer.

Contudo, diz-nos a imprensa dos States que, com culpa ou sem ela, a viúva do sr Picower acredita que o desejo do defunto, lá no lugar onde agora se encontra, seria certamente reparar o mal feito, e por isso acordou devolver os SETE MIL MILHÕES DE DOLLARS de que o marido terá beneficiado.

Por cá, mesmo encontrando-se vivinho da silva, é pouco provável que o candidato da direita às eleições presidenciais nos esclareça dos contornos do negócio que, em menos de dois anos, lhe rendeu 147 500 euros, ao comprar a 1 euro e vender a 2,4 euros acções (não cotadas na bolsa) da SLN, holding do BPN.

Até ao próximo dia 23 ainda vamos ouvir falar muito desta estória, mas o que este escriba vos pode desde já assegurar é que, ao contrário do exemplo da viúva Picower, nunca por cá iremos assistir à devolução dos benditos 147 500 euros de que o sr. Silva, com culpa ou sem ela, beneficiou.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Que coisa má terá passado pela cabeça de Cavaco?


Depois de Francisco Lopes, com a questão do BPN, o ter deixado embatucado (mesmo sem bolo rei), e quando parecia que a táctica de remeter os interlocutores para o site da Presidência estava a resultar, não é que no ultimo debate, com Alegre, e sem que ninguém lhe pusesse a questão, Cavaco atira-se à actual Administração do BPN dizendo que "Há ali um problema de administração, o que não aconteceu nos bancos estrangeiros".

A exemplo da táctica, seguida por PSD e CDS, de tentar branquear as responsabilidades do pessoal da sua área politica na megafraude que já custou ao Estado mais de 5 mil milhões de euros, centrando todas as criticas nas falhas da supervisão do Banco de Portugal, vem agora Cavaco acusar a actual Administração de BPN de não ter conseguido "recuperar" o banco.

Para ter uma ideia da enormidade do dislate, recordemos que em 2009 o BES, muito maior que o BPN, teve um lucro de 522 milhões de euros. Como é que então seria possível a qualquer administração, em dois anos, conseguir para o BPN lucros da ordem dos 5 mil milhões de euros?

Mas a bronca não acaba aqui, então não é que da actual administração do BPN, dois fazem parte da actual Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, e um deles Faria de Oliveira, actual presidente da CGD e BPN, foi igualmente ministro dum Governo de Cavaco?

Será que depois deste tiro no pé, Cavaco vai continuar a passar pelo aguaceiro sem se molhar? Será agora que finalmente se vai esclarecer o negócio das acções (não cotadas na Bolsa) da SLN, empresa holding do BPN, em que Cavaco fez um autêntico "negócio da china" comprando acções a 1 euro e vendendo-as pouco depois por 2,4 euros? Será que esta campanha eleitoral vai finalmente animar?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Revelações chocantes num debate eleitoral
O autarca, a tenda, a fadista e o empresário dela.

Mete parcerias público privado, acções da SLN, uma tenda do 10 de Junho, e propostas para contratarem a fadista mandatária. Além da sempre reconfortante afirmação: "Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes".

A não perder os próximos episódios, nos jornais perto de si.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cavaco ficou mesmo enxofrado quando Francisco Lopes lhe falou no BPN.


«Num debate destes é necessário revelar a verdade do que se esconde muitas vezes por trás das palavras do candidato Cavaco Silva. Foi indispensável confrontá-lo com isso e é de tal maneira claro sobre isso, porque se sente também comprometido com todo esse processo. E não é uma coisa qualquer, porque já estão comprometidos nesse buraco do BPN cinco mil milhões de euros do erário público».

«Isso quer dizer que de uma parte que está a ser cortado nos salários, no congelamento das pensões, no corte dos subsídios, está a ser também desviado para esse buraco sem produzir nada. Como é que é aceitável que haja uma convergência entre o Governo e o Presidente da República em nome de interesses que nada têm a ver com os interesses nacionais?»

Gente Fina é Outra Coisa

ESPERO bem que a prometida dose de metadona que Sócrates quer injectar no BPN, no valor de 500 milhões, sofra um acidente de percurso, na sua passagem pela Assembleia da República, onde devem ser apreendidas as seringas e as “doses” de Natal com que o governo quer obsequiar a quadrilha dos “amigos” e dos “queridos adversários”.
Depois de José Sócrates ter cometido um erro crasso (dizem que o erro foi deliberado), ao nacionalizar uma instituição bancária gerida por salteadores, que era um gritante e escandaloso caso de polícia, e todos os responsáveis e cúmplices pela extorsão andarem à solta, não tendo sido chamados a contribuir com um único cêntimo, para as falhadas tentativas de reabilitação da instituição, acabando aquelas por recair, na sua totalidade, sobre os ombros dos contribuintes, prepara-se agora, de forma quase clandestina, mais um suculento manjar para a goela do monstro. Na verdade, estes 500 milhões não passam de mais uma “doação”, destinada a salvar os interesses de alguns poucos, super-protegidos por figuras das altas instâncias (Presidente da República incluído, o homem que se gaba de já ter salvo Portugal umas poucas de vezes), dizem que a nata dos investidores, tudo gente fina, com quem o governo gosta de trocar favores e manter boas relações, contribuindo para o descrédito da classe política.
Por cá faz falta um juiz da estirpe de um Baltazar Garzón, disposto a usar grandes medidas para grandes casos. A solução do caso BPN (e também do BPP) devia começar com a emissão de alguns mandatos de captura, a começar pelo maior cúmplice da vigarice, um “foragido” de nome Victor Constâncio, que se foi acoitar nos gabinetes dourados do Banco Central Europeu (BCE).