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domingo, 18 de setembro de 2011

RTP... O outro lado da historia que o Governo, a Comunicação Social e a Ongoing não lhe vão contar


1.Sabia que todos os países da Europa comunitária e inclusive nos Estados Unidos têm serviços públicos de televisão, e que o modelomisto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a excepção?
2. Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é nãosó um dos mais baratos da Europa, é também um dos mais baratos domundo? Custa cerca de 15 cêntimos por dia, não por pessoa, mas porcontador de luz.

3. Sabia que por esses 15 cêntimos são emitidos diariamente 11 canaisde televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTPMemória, RTP África, RTP Internacional Asia, América, Europa,RTPMobile, RTP Madeira, RTP Açores) 7 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional, Antena1 Madeira,Antena1 Açores), Rádio, Televisão e Noticias na plataforma Multimédia (NET), com uma audiência potencial de cerca de 200 milhões de pessoas?
4. Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do paíse um dos melhores do seu género em todo o mundo?

5. Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário liquido do que os seuscongéneres no privado e que auferindo em média 50% do que os seuscolegas europeus?
6. Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariaisreais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector do estado os que mais de poder de compra percentual perderam numa década?

7. Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres masestá sim indexada ao pagamento de um empréstimo bancário a umsindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o passivo?
8. Sabia que essa dívida (contraída graças ao antigo PM Cavaco Silva)ronda os 600 milhões de euros a um spread baixíssimo, e que estesindicato deseja renegociar o empréstimo há anos?


9. Sabia que no caso da RTP ficar sem publicidade o accionista Estadoteria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e deimediato?

10 . Com o governo de Passos Coelho, sabe quem pagará a dívida de um canal àONGOING (se comprar a RTP)? Você!.. e vai custar-lhe 600 milhões deeuros!".

domingo, 15 de maio de 2011

"Eles" continuam a leste...

O "eles" do título é assumidamente dirigido à classe política. Bem sei que em Portugal temos esta mania desresponsabilizadora de atirar com um "eles" indefenido, incolor e inodoro para tudo e mais qualquer coisa, como forma de alijar responsabilidades e atribui-las a uma entidade não determinada, sem que tenhamos de assumir a acusação ou reclamação.

Não é aqui o caso, já que acusamos, assumindo a acusação, que os candidatos a deputado às próximas eleições de 5 de Junho de 2011 e os partidos políticos que representam, se mostram a leste (também de poderia indicar qualquer outro ponto cardeal...) dos verdadeiros problemas estruturais do país, logo, estão também muito longe de os poder (ou querer) resolver.

Enquanto alguns se entretêm a fingir que a situação a que o país chegou nada tem que ver com eles, outros, afirmando-se alternativa, caem no jogo medíocre das demagogias eleitorais, nas superficialidades políticas, nos "pintelhos" das disputas menores.

O país vai aceitar emprestado, uma barbaridade de dinheiro - para as suas necessidades mais urgentes (dizem-nos sem comprovarem), mas sobretudo, para as vorazes necessidades de lucro dos bancos e do capital financeiro em geral - que comprometerá o desenvolvimento nos próximos anos (ou décadas ?), amarrará as próximas gerações a sacrificios pelos quais não são responsáveis e que ninguém sabe como será pago ou sequer se será.

A questão fulcral, está mesmo a ver-se, tem que ver com a natureza do empréstimo e com o "contrato" (o famigerado memorando de compromisso da troika) que o regula. Tudo o indica, o malfadado empréstimo pode ser aparentado aos empréstimos que contraem os viciados no jogo: servem para pagar as dívidas, para comer umas pizzas para se manterem de pé e para novas apostas de sorte e azar, na esperança que um dia um tremendo jackpot os faça felizes.

Ou seja, este empréstimo não visa restabelecer a capacidade produtiva do país, não visa fazer evoluir os factores de produção, não visa modernizar e conferir eficácia aos sectores económicos de base nacional, enfim, não visa o desenvolvimento. É bem capaz de ser aquela última sardinha que deita o burro abaixo definitivamente...

De resto, se os partidos e os candidatos a deputados, se algum ou alguns deles, fossem capazes de olhar adiante e afastar dos olhos a espuma dos ruídos mediáticos, das demagogias baratas, das urgências panfletárias, talvez pudessem prestar atenção, reflectir e verter para os respectivos programas eleitorais, uma questão absolutamente estruturante para o século XXI em Portugal, a questão demográfica.

Quando os sucessivos estudos tornam evidente que "Mais de metade dos concelhos portugueses perdeu população ao longo da última década e em 82 municípios são mais as pessoas a sair do mercado de trabalho dos que as que entram". Quando se sublinha que "A perda da população (...) já se começa, a sentir. Mais de metade dos municípios (158) perderam pessoas nos últimos nove anos". Quando fica patente que "o envelhecimento da população afecta o sistema de protecção social porque há falta de pessoas no mercado de trabalho". Quando as projecções indicam a preocupante situação futura de que "Portugal arrisca-se a perder quatro milhões de habitantes até 2100", parece não restarem dúvidas que muitas das discussões, análises, propostas, promessas e slogans da campanha eleitoral em curso não passam de "pintelhos".

Desde logo a começar pelas questão introduzida nos debates públicos pelo autor da boçalidade púbica. Embora se perceba bem os interesses que defende e os objectivos que o senhor persegue, é completamente tola (se não senil), num quadro destes, a pretensão de reduzir catastróficamente a taxa social única.

Também numa evolução demográfica destas, pouco adianta que o Sr. Pinto de Sousa se arme em cavaleiro, arauto e protector do "estado social". Não haverá estado social que possa resistir a um quadro em que aumenta crescentemente a esperança de vida e se reduz fortemente a população activa. E não tem como resistir com as suas políticas de subordinação ao capital financeiro que tolhe e estrangula qualquer perspectiva de desenvolvimento económico. Se ao factor trabalho se extorquir cada vez mais, é elementar que não será por "graciosa" contribuição do factor capital que se terá um estado moderno, solidário e justo.

Esse é afinal, o desenho do tal acordo com a troika para o empréstimo de 78 mil milhões de euros. O FMI, a UE e o BCE, com o beneplácito, simpatia e entusiasmo de PS, PSD e CDS garroteam as oportunidades de recuperação de Portugal. Esse acordo, não apoia, não estimula, não define, não orienta qualquer política para que recuperemos autonomia. Pelo contrário, impõe restrições, cortes, limitações e depressão sem fim. São poucas as possibilidades de crescer económicamente, logo, são correspondentemente poucas as possibilidades de algum dia pagarmos a dívida.

Não estamos a ser resgatados, mas sim a ser tornados reféns.

Dispensa-se grande "iluminação" para se ver que não será possível inverter a tendência demográfica, quando as condições sociais e económicas são do calibre que estamos a (e vamos) viver. Na natureza, sempre as espécies adaptaram a sua reprodução às condições de sobrevivência. Se não há o que comer, são escassas as crias a nascer. O comportamento humano, neste particular, parece tender ao mesmo padrão. (Por comer entenda-se aqui não apenas o factor básico da alimentação, mas também os demais elementos essenciais da sobrevivência, como habitar, vestir, saúde, etc).

Uma das formas óbvias e por ventura mais rápidas de atacar o declínio demográfico (e as suas consequências todas), são consistentes, responsáveis e inteligentes políticas de imigração, mas em nenhum programa eleitoral vejo tal preocupação e uma visão estratégica. Uma vez mais, quem se refere ao tema, aborda-o meramente de um ponto de vista ideológico (quantas vezes hipocritamente), com superficialidade ou venenosamente. Neste último caso, por cálculo eleitoral explorando alguns veios racistas e xenóbos e manchas de ignorância que de novo vão alastrando.

Suspeito pois que "eles" continua a leste do que é estrutural, essencial, primordial.

domingo, 10 de abril de 2011

Vem aí um novo paradigma nas ciências sociais ?


Não é propriamente uma novidade absoluta, esta de podermos contar na nossa classe política com gente que muito pouco tempo depois de dizer "sim", diz que afinal, o que queria dizer era "não". São os conhecidos profissionais do vice-versa ou do versa-vice, tanto faz.

Com a maior das serenidades e impassibilidades, tratam o "sim" e o "não" como elementos neutros das suas muito particulares operações dialécticas e discursivas. Sem qualquer inflexão de voz, sem qualquer trejeito facial, sem dedos a fazer figas, tratam o "sim" como "não" e o "não" como "sim". Aqui, nem o Dr. Cal Lightman, da série televisiva "Lie to me" se safava.

Mas os últimos anos e em especial nos últimos meses, revelou-se um verdadeiro super-campeão da modalidade: José Sócrates Pinto de Sousa, para muitos, engenheiro em projecto, mas que vem mostrando a mais "engenhosa" das capacidades de sustentação, o que certamente o fará ombrear com o Eng. (de facto) Edgar Cardoso, um dos expoentes mundiais da engenharia de sustentação.

Em si mesmo, José Sócrates Pinto de Sousa, merece que nos universos das Neurociências, da Psicologia, da Antropologia e da Sociologia, seja intensamente estudado o seu caso. Portugal e o mundo académico e da investigação precisam perceber que condições históricas, sociais, políticas, psicológicas e fisiológicas conseguem produzir um caso tão especial de político vice-versa ou versa-vice.

Mas não deveriam ainda as ciências sociais, em geral, focar-se neste caso ímpar, de um partido inteiro não apenas se render, como se entusiasmar abundantemente com todos os vice-versa ou versa-vice quotidianos do Sr. José Sócrates Pinto de Sousa ?

Que extraordinárias explicações, revelações, nos poderá trazer daqui a uns anos a ciência ? Muito provavelmente com o estudo deste caso, terá lugar uma inesperada ruptura epistemológica em muitos domínios científicos. E bem sabemos que a ciência avança, também, sempre que se depara com casos inusitados.

É consabido que os partidos políticos são universos sociais especiais. Ainda assim, não pode deixar de causar perplexão um tal unanimismo, quase furioso, em torno de uma figura, que com a mesma convicção desmente o que acabou de afirmar ou que procede exactamente ao contrário do que trejurou fazer.

Resta ainda saber, se o objecto dos estudos que proponho não terão de ser ainda alargados ao país. É que a tendência que os portugueses têm revelado para os problemas de memória (não só histórica, mas também contemporânea, de algumas horas apenas...), de compreensão da realidade que os rodeia, de abstracção e de "planeamento" é preocupante.

A perda de sentido nos "opostos elementares", como "sim" e "não", "concordo" e "discordo", "preto" e "branco", em que tudo se amalgama de modo indefinido e desestruturado, talvez configure um estado de anosognosia ou a caminho disso.

Quando é individual é uma questão do âmbito das ciências médicas. Quando é colectiva é uma questão para as ciências sociais.

Estaremos na eminência de um novo paradigma nas ciências sociais ?

domingo, 12 de dezembro de 2010

De que Sá Carneiro tanto se fala ?

É frequente ouvirem-se políticos, empresários vários e até comentadores reclamarem-se de uma "herança" de pensamento e acção sá-carneirista.

Percebe-se bem que, velhacos, procuram transformar Sá Carneiro num mito, para no momento seguinte se arvorarem em "amigos especiais", "confidentes", "herdeiros políticos", enfim, autênticos "bispos" cuja legitimidade, nada deve à de outros "bispos" de outras outras tantas "confissões".

E algumas questões se me impõem hoje sobre que Sá Carneiro é esse de que tanto falam. Gostaria de simplificar, sem simplismos:

A Visão, na sua edição nº 926, publica alguns extractos de discursos e declarações de Francisco Sá Carneiro, dos quais seleccionei os que seguem.

“Na sua evolução para um sistema mais justo é necessário o continuado reforço do poder dos trabalhadores na economia”

“Há que impor uma disciplina de actuação do poder económico e dos investimentos, para que ele seja feito com proveito para todos nós e não apenas para os detentores desse poder”

“Quem tenha o mínimo de conhecimentos de história da humanidade ou esteja atento ao panorama social em que vive, não pode evidentemente ignorar a luta de classes”

“É necessária uma política de austeridade. Mas impõe-se que essa política de austeridade não recaia, especialmente, sobre as classes trabalhadoras (…). É preciso que ela se integre numa política de relançamento da nossa economia. Sem isto não há austeridade que valha a pena”

“Numa sociedade em regressão económica acentuada e em que o desemprego muito alto se combina com uma alta inflação, é natural e justo que os trabalhadores procurem assegurar a estabilidade dos seus empregos através de um estatuto de protecção legal que impeça totalmente os despedimentos, por exemplo, ou que dificulte de tal modo que lhes dê segurança”

“O nosso Povo tem sempre correspondido, nas alturas de crise. As elites, as chamadas elites, é que sempre o traíram (…)”

Frases e expressões que me remetem para as questões primordiais:

Ou Sá Carneiro era um político tão cínico e hipócrita como muitos outros que por aí têm andado e não advogava o que dizia e, nesse caso, não tem direito a "mitificação". Quando muito pode aspirar à galeria dos intrujões nacionais, de resto, já bastante repleta;

Ou Sá Carneiro era um político mais sério que a maioria dos políticos que temos conhecido, dizia o que pensava e, então, os trafulhas que se arrogam "herdeiros" de Sá Carneiro, têm de definitivamente "fechar a matraca", assobiar para o lado e disfarçar;

É que se as frases que reproduzo acima, correspondem a genuíno pensamento de Sá Carneiro, de que andam para aí a falar e o que andam por aí a fazer os tais "bispos" sá-carneiristas ? Nada do que dizem ou fazem bate certo com a visão que o seu (deles) mentor defendia para Portugal.

Afinal, de que Sá Carneiro tanto se fala ?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS DE LOURES II



Queridos concidadãos,

Chegaram ao meu conhecimento considerações públicas feitas pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loures, que merecem breves comentários, dado que se sustentam em pressupostos falsos e assumem um carácter despropositado, lamentável e insidioso:

1. Nunca, em nenhum momento foi feita por mim ou quem me representa qualquer proposta à Câmara Municipal de Loures no valor de trinta mil euros;

2. É um facto que em minha representação foi apresentado um orçamento à Câmara Municipal de Loures, mas esse, decorreu de um acordo previamente estabelecido com o Sr. Vereador Ricardo Leão, em reunião, para a qual fui expressamente convidado.

3. Nesse encontro, a que compareci a pedido do Sr. Vereador – explicitei a minha ideia - como já havia feito ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loures numa iniciativa do Rotary Clube de Loures em que nos encontrámos - e que consistia na apresentação em Loures da 9ª Sinfonia de Beethoven com uma Orquestra composta por 75 elementos, um Coro de 80 elementos e 4 cantores solistas;

4. Na referida reunião para a qual, sublinho, fui convidado, houve acordo total e completo à minha proposta e bom entendimento sobre o valor artístico e representatividade da iniciativa, a propósito da comemoração do Centenário da República, que se justificava inteiramente pelo papel que Loures desempenhou na Implantação da República. Pelo menos, assim foi expresso pelos intervenientes;

5. Vir agora acusar-me publicamente do que quer que seja - quando fui convidado pela Câmara Municipal para apresentar uma proposta e tendo obtido absoluto acordo na referida reunião – configura uma desonestidade intelectual inqualificável, sobre a qual nada mais direi, a não ser que os actos ficam para quem os pratica;

6. Para que conste, torno público que por me ter comprometido com o Sr. Vereador Ricardo Leão na aludida reunião, recusei a realização de um outro Concerto, o que acabou por resultar num prejuízo directo para mim;

7. Por fim, sublinhando a fragilidade moral e intelectual que já assinalei, estabelecer uma comparação entre um espectáculo de solidariedade – que ocorreu – e um Concerto de celebração dos 100 anos da República nos termos em que propus e foi aceite, é uma atitude de elevada gravidade política, cívica e ética, na medida em que nunca me foi solicitada ou proposta qualquer acção de natureza solidária;

8. A propósito deixo o desafio ao Sr. Presidente da Câmara para provar que alguma vez me foi solicitada colaboração num evento de solidariedade e que eu tenha recusado; As pessoas de Loures conhecem bem o meu empenho na Banda e o entusiasmo que dediquei à Cidade e aos Bombeiros, em prol do seu Quartel. Em Loures é bem conhecida a minha família e a sua história na terra de dedicação e solidariedade sem retorno e julgava estarmos acima de qualquer risco de difamação;

9. Como natural de Loures que sou e firmemente apaixonado pela minha terra, resta-me expressar aos meus conterrâneos a indignação que estas condutas pouco sérias e desleais me provocam, lamentando que a minha Câmara Municipal ao invés de valorizar, apoiar e projectar a expressão nacional e internacional do meu labor e o reconhecimento mundial já obtido, optar por me hostilizar e caluniar;

10. Já fui objecto de censura e manipulação antes do 25 de Abril. Lamento estar a sê-lo de igual modo nesta altura. Espero, e porque se tratou do Centenário da República que alguém saiba praticar a ética republicana não usando o poder para manipular a verdade e difamar os cidadãos.

11. Saibam pois, todos, que em paralelo com estas atitudes inqualificáveis, em casa, tenho vindo a receber incentivo, prémios e consideração um pouco por todo o mundo. E para que não tenha de o detalhar em causa própria, convido ao acompanhamento das notícias internacionais da cultura, se isso não for pedir de mais às excelentíssimas primas dos mestres de obras.

António Saiote
Maestro

Loures, Novembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Carta Aberta do Maestro António Saiote aos Cidadãos de Loures


Queridos concidadãos,

Desde menino que ouvia relatos orgulhosos da república ter sido declarada a 4 de Outubro em Loures. Os meus avós, pais, amigos tinham esse feito como algo que nos distinguia dos de outras terras. Várias vezes me correram as lágrimas quando perfilado na banda de Loures tocava o Hino nacional. Aliás elas estão a correr agora!

Matarruanos e Republicanos

Há 2 anos falei com o presidente da Câmara alertando para a importância do evento e da dignidade que merecia. Informei também que a única vez que o Parlamento tinha reunido fora de São Bento tinha sido em Santo Antão do Tojal, facto dele desconhecido.
Lembrei que se tudo fosse preparado atempadamente e correctamente poderia obter financiamento da comissão nacional.
Esperava estar a tratar com pessoas que sabiam a diferença entre a obra-prima do mestre e a prima do mestre-de-obras!
Passaram 2 anos para obter uma resposta à minha proposta. Primeiro ela foi positiva e perante assessores tratámos de problemas logísticos e há 1 mês veio a cambalhota rasteira.
Por educação não vou definir a maneira como tudo foi mal tratado. Confundi o tipo de interlocutores ao serviço da nossa Câmara. Esqueci-me que há representantes de um novo partido em Loures e uma nova imagem por eles escolhida PCB - Partido do Caracol e da Bejeca.

A mim resta-me desejar que a nossa terra volte a ter pessoas ao nível do cidadão António Saiote e dos seus egrégios avós!