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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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«(...) Para deixarem a sua marca, os autarcas fazem rotundas e os ministros da educação reformas curriculares. Nuno Crato não quer fugir à regra. E a sua reforma dá um sinal do que ele espera da escola: meninos que saibam ler e escrever e nada mais. Soa bem ao populismo antipedagógico que se instalou no senso comum. É um desastre para o nosso futuro. Como saberá quem conheça os melhores sistemas de ensino da Europa. Ficaremos, também aqui, para trás.»
Parágrafo final do artigo de opinião de Daniel Oliveira, publicado no EXPRESSO Online com o título "Saber contar e escrever e mais nada". O título do post é de minha autoria.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
NUNO CRATO NA RTP
CORTAR NO PÚBLICO E DAR MAIS AOS PRIVADOS.
Pena que o alegado entrevistador, face à desculpa de Nuno Crato de que por causa das dificuldades que o país atravessa os cortes na Educação têm de ser em tudo, não lhe tenha perguntado então porque é que AUMENTOU em cinco mil euros por turma a contribuição do Estado para os colégios PRIVADOS.
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sábado, 30 de julho de 2011
"SEM QUOTAS SERÍAMOS TODOS EXCELENTES", DIZ NUNO CRATO
Então a Avaliação não é para ser OBJECTIVA?

O ministro Nuno Crato convocou os representantes dos professores, não propriamente para assistirem à implosão do Ministério da Educação, mas para debitar umas banalidades sobre a sua versão recauchutada da avaliação de professores.
As propostas concretas ficam para mais tarde, mas ficámos já a saber que as quotas se mantêm. Consciente da subjectividade do modelo de avaliação que se prepara para impor aos professores, o cruzado do anti-eduquês explica para quem ainda tenha dúvidas que "não existindo quotas seríamos todos excelentes".
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Dédé
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
OS GRILOS DA NAÇÃO
E a minha curiosidade em ver como Nuno Crato vai descalçar esta bota.

Confesso que tenho pouca pachorra e menor apreço pelos Medina Carreiras e Marinho Pintos cá da praça, e que de toda esta extensa e nutrida fauna, aquele que ainda leio e ouço com interesse é o agora nomeado Ministro da Educação Nuno Crato. Não só os seus escritos e intervenções de divulgação da Matemática, que recomendo a todos, como até os da sua cruzada contra o eduquês que, de forma acutilante e muitas vezes certeira, denuncia algumas das deficiências e dificuldades do ensino que temos.
O problema é que o fulgor da critica não é acompanhado nem pelo rigor da análise, nem pela apresentação de alternativas credíveis.
Como é típico dos grilos da nação, para o Professor Nuno Crato todos os males do ensino em Portugal radicam na aplicação de ideias erradas, segundo ele associadas a uma certa esquerda idealista e irresponsável, e a solução está em substituir as ideias erradas do eduquês pelas ideias certas do retorno à autoridade, exigência, mérito e outros chavões tão queridos aos ouvidos dos saudosos duma idade mítica que na realidade nunca existiu.
Como é que o Professor Crato vai desfazer o nó da contradição entre as suas ideias certas e a realidade dum ensino democrático e inclusivo que carrega às costas muitos dos problemas duma sociedade cada vez mais desigual, duma escola onde inevitavelmente se reflectem os problemas de carência, precariedade, desemprego e super exploração, duma dura realidade que nos deixa, no final de cada dia, sem aquele mínimo de disponibilidade intelectual e afectiva para acompanhar e apoiar o dia a dia dos miúdos. Como é que Nuno Crato vai fazer o salto do reino das ideias certas que defende para o mundo concreto de professores, pais e alunos é coisa que me deixa deveras curioso.
Para bem de todos nós só lhe posso desejar o maior sucesso a corrigir o que está mal e a melhorar o que está bem e, fazendo eu agora de grilo do novo Ministro, dizer: Não caia na patetice de muitos dos seus antecessores, de tudo querer mudar duma assentada, receita inevitável para que tudo fique ainda pior. Ah e tenha sempre presente que muito do que sabemos nos foi ensinado por professores (como o senhor) que, com bons ou maus ministros, continuam, na sua grande maioria, a fazer um trabalho que, seguramente, a Nação tem muito a agradecer.
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