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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Teatro de Marionetas

JÁ ANDAVA desconfiado, mas ontem tive a confirmação: o FMI anda a visitar-nos assídua e discretamente, e cada vez que isso acontece, irrompe por aí, mais um pacote complementar de medidas de austeridade. Entretanto, o porta-voz do governo, para as questões de concertação social - e para que não haja dúvidas sobre quem manda no país e anda a puxar os cordelinhos - passou a ser o senhor Saraiva da CIP. Quanto ao que cá se cozinha, em matéria de austeridade, quem decide se as medidas são boas ou não, é a União Europeia. Quanto à UGT, de facto, desde que alinhou na Greve Geral, que não andava a sentir-se nada bem. Ontem, o senhor Proença, entre compungido e envergonhado, arrepiou caminho e pousou para a fotografia ao lado do senhor Saraiva e com o engenheiro incompleto a fazer de mestre-de-cerimónias. Com isto, até parece que Portugal se transformou, definitivamente, num teatro de marionetas! Ora o programa de governo nunca disse que as coisas se iriam passar assim, nem os portugueses votaram para um tal estado de coisas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Além de ter pernas para correr...

O jornal PÚBLICO de hoje diz o seguinte: "A criação de um fundo para se financiarem os despedimentos em empresas, proposta ontem pelo primeiro-ministro num encontro com os "patrões" da indústria, é "uma ideia com pernas para andar" e que vai ser trabalhada em conjunto com o Governo, admitiu ontem o presidente da Confederação Industrial Portuguesa (CIP), António Saraiva."
Como é facilmente compreensível, José Sócrates, além de ter pernas para fazer uns patéticos “jogging”, também é uma grande fonte de inspiração para as associações patronais. O seu objectivo não é combater o desemprego, mas sim incentivá-lo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CIP PROMETE UM CHOURIÇO, SE O ESTADO ENTRAR COM O PORCO.


Criar meio milhão de postos de trabalho, garantir um crescimento anual do PIB de 900 milhões de euros, receitas fiscais e contributos para a segurança social que, em 20 anos, poderão chegar, respectivamente, aos 29 mil milhões e aos 13 milhões de euros - tudo isto, com impacto zero no aumento da despesa pública e no agravamento do défice.

Esta, em resumo, a promessa de chouriço do estudo Fazer Acontecer a Regeneração Urbana ontem apresentada pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal.

Quanto ao porco, com que teríamos todos de entrar, incluiria o IVA à taxa reduzida, isenções fiscais variadas, como a isenção do IMI, facilitar os despejos, e alterar novamente a lei do arrendamento; em resumo, depois dos senhores da CIP explicarem todos os pormenores do plano, ainda vamos chegar à conclusão de que não estão a exigir sómente um bácoro, mas uma bem nutrida vara de porcos.