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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Piratas

Notícia avançada pelo DIÁRIO DE NOTÍCIAS on-line de 10 de Junho de 2013, diz que o Governo estuda formas legais que lhe permita usar fundos da Europa para despedimento de funcionários públicos. Esta medida deve ter a ver com o empenho do Presidente da República em que esta seja uma hora decisiva, para que Portugal e os portugueses não vacilem na determinação de vencer e de alcançar um futuro melhor, apesar das dificuldades que o país enfrenta, nomeadamente no desemprego.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Macacadas para Entreter


DEPOIS do secretário de Estado da Juventude e Desportos, Miguel Mestre, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do eurodeputado Paulo Rangel terem sugerido que os jovens deviam escolher o caminho da emigração, caso tivessem dificuldade em encontrar trabalho em Portugal, chegou a vez do ministro da Economia e (des)Emprego Álvaro Santos Pereira vir contrariar estas orientações, dizendo que o seu objectivo é travar a emigração de trabalhadores portugueses, caso não encontrem emprego no seu próprio país, muito embora não tenha dito quando nem como. Embora o propósito seja bom, a coisa cheira a mais uma macacada para entreter, isto porque os números desmentem esta intenção, continuando a subir imparáveis, além de que o Orçamento de Estado para 2013, é um passaporte garantido para tudo piorar, em todas as áreas, sem excepção.

domingo, 14 de outubro de 2012

A Bala de Prata

Jerónimo de Sousa - «É sacar, é roubar mais de 2,5 mil milhões de euros, a quem trabalha ou trabalhou. Isto é o que nos faz gerar um sentimento de revolta.»

Pedro Passos Coelho - «As expressões que aqui emprega, traduzindo-se na mais do que sugestão, na responsabilização por actos de roubar como acusa o Governo de fazer, torna o PCP cúmplice, para não dizer instigador de atitudes de maior violência em Portugal.»

Troca de palavras entre Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar de 12 de Outubro de 2012 na Assembleia da República.

Meu comentário - A resposta veio logo no dia seguinte, 13 de Outubro de 2012, com as Marchas do Desemprego da CGTP, isto quando Pedro Passos Coelho já se esgotou e não tem resposta para os discursos políticos. Sem argumentos, de cabeça perdida e perdido no seu labirinto, dispara a esmo com a única munição que lhe resta: uma bala de prata que os portugueses, entre muitas outras coisas, também vão ter que pagar.

sábado, 12 de maio de 2012

O Desemprego é Uma Espécie de Desporto Radical


DEPOIS de ter mandado emigrar os jovens e os professores, desta vez, aproveitando a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, no Centro Cultural de Belém, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho voltou à carga e decidiu teorizar sobre o desemprego. Entre umas quantas imbecilidades, afirmou que estar desempregado, não é um sinal negativo, podendo ser uma oportunidade para mudar de vida. Se estar desempregado não é um sinal negativo, podendo até ser uma mensagem do além, apontando outros caminhos, escusado será dizer que ele próprio poderia dar o exemplo, dedicando-se a outra actividade, e eu até teria muito gosto em participar com um suave empurrão. Disse ainda que os portugueses, relativamente à forma como enfrentam o desemprego, devem adoptar uma cultura de risco, o que nos leva a concluir que o desemprego, contrariando o que é habitual, deverá ser encarado, não como uma tragédia ou desgraça pessoal, mas sim como uma espécie de desporto radical. E para que o sermão ficasse completo, acabou a zurzir nos jovens pouco afoitos e exigentes que, prudentemente e à cautela, preferem ser trabalhadores por conta de outrem, em vez de se lançarem nos braços do mundo empresarial. Para a próxima, sei lá, talvez se lembre de sugerir uma ida a pé até Fátima, em busca de novas e maravilhosas oportunidades de emprego. Em resumo, a iniciativa até podia ter um título, como por exemplo: o desemprego como forma de realização pessoal e contributo para a elevação da auto-estima dos trabalhadores.

Pedro Passos Coelho, ao falar assim daquilo que afecta mais de um milhão de portugueses, que ostenta a marca das iníquas políticas do seu governo, e cada dia que passa se vai agravando mais, além de demonstrar a mais profunda das insensibilidades e desprezo para com o problema, gerador de incontáveis dramas pessoais e familiares, ainda ofende, com um misto de gozo e descaro, todos os que se encontram nessa dramática situação. Os árabes costumam responder às ofensas, lançando sapatos contra o insolente; neste caso, o nosso primeiro- ministro, no mínimo, merecia um pano encharcado nas ventas.

ADENDA - Questionado pelos jornalistas a propósito da sua destemperada dissertação sobre o desemprego, Passos Coelho afirmou que mantém tudo o que disse, e até acrescentou que o desemprego é gerador de crises artificiais, destinadas a criar uma tensão enorme no país. Está bem à vista que este cavalheiro segue as pisadas de José Sócrates, isto é, está ausente do país real, estraga tudo em que toca e apenas diz baboseiras.
É claro que está na altura de levar com mais um pano encharcado...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

27 Anos é Muito Tempo!

EU ESTAVA convencido que, primeiro que tudo, era necessário ter um emprego, e só depois se poderia pensar na respectiva carreira, mas não. O governo decidiu inverter as prioridades, e para isso vai "transformar" 1.000 técnicos de emprego, e mais 150 dirigentes do Instituto de Emprego e Formação Profissional, em gestores de carreira dos desempregados, para os ajudar, com uma acção de maior proximidade, a regressar mais rápidamente ao mercado de trabalho. Ora o que o governo parece esquecer é que não se pode fazer uma pessoa regressar ao mercado de trabalho, numa altura em que as prateleiras desse mercado estão cada vez mais vazias de oportunidades. Em menos de um ano, e a propósito de desemprego, passamos da cosmética e demagogia socratina, à cosmética e demagogia coelhal.

Arranjar emprego para um milhão de desempregados (sem contar com os que entretanto vêm engrossar este número), à média de 3.000 mil colocações por mês (estimativa avançada pelo Governo), é objectivo que, feitas as contas por alto, irá levar à volta de 27 anos a concretizar. Nalguns casos, é de prever que o regresso à vida activa, senão mesmo o primeiro emprego, acabe por coincidir com a idade de passar à situação de reforma, isto caso as reformas não tenham sido banidas por qualquer "troika" que ainda ande por cá.

sábado, 23 de abril de 2011

Alguém tem Dúvidas?

«(...) Os problemas do emprego resolvem-se com crescimento, empresas dignas e eficientes, relações laborais saudáveis. Não é pela degradação do mercado de trabalho que se defende o emprego. Discuta-se, definitivamente, onde estão as causas da baixa produtividade em Portugal e analise-se a enorme deficiência organizacional das empresas e as razões por que muitos se declaram incapazes de pagar um simples salário mínimo. (...)»

Passagem da entrevista de Raquel Martins ao economista José Reis, publicada no jornal PÚBLICO

terça-feira, 19 de abril de 2011

Análises e Discussões Técnicas


Já que o Presidente da República está numa onda de acarinhar as "análises e discussões técnicas da situação portuguesa" e se escusa a especular, e não querendo ir mais longe, era desejável que pedisse explicações a quem de direito, pelo facto de continuar a aumentar a diferença entre os números de desempregados inscritos nos centros de emprego e as estatísticas oficiais elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística. O facto de o Governo ser apenas de gestão, não quer dizer que não tenha que dar explicações dos mistérios que periodicamente andam associados com a redução de pessoas na situação de desemprego. É que isto acontece sempre que nos aproximamos de um período eleitoral, onde as boas notícias, mesmo que falsas ou cirúrgicamente trabalhadas, acabam por ter alguma eficácia.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O FENÓMENO

NA SEMANA em que o número de desempregados atingiu os 11,1% (619.000 trabalhadores, fora os que não contam para as estatísticas porque já não recebem ou nunca receberam subsídio, o que eleva a taxa para 13,5%, afectando 760.000 pessoas), veio o secretário de estado do Trabalho, um tal de Valter Lemos, que se notabilizou no ministério da Educação do anterior governo PS por algumas tiradas notáveis, mostrar-se surpreendido com os números e contrapor que, apesar do aumento do desemprego, o número de inscritos nos Centro de Emprego baixou, ou melhor, está em “desaceleração”, o que é um óptimo sinal. Como diria o meu amigo Z.A., tanta confiança (ou falta de informação) deve ser resultante de ter chegado agora de alguma visita oficial à Canzânia. Entretanto, não satisfeito com o seu optimismo e contrariando as afirmações do próprio governador do Banco de Portugal, este “especialista” descartou a possibilidade de o país entrar em recessão económica (parece que já está), que como se sabe é potenciador de desemprego, pois, diz ele, as exportações estão a carburar bem e foram eleitas a alma da nossa recuperação económica.
Já existiam os fenómenos do Entroncamento, agora, para que fique mais composta a extraordinária segunda governação do engenheiro incompleto, estamos confrontados com um novo fenómeno, este localizado em Lisboa, mais exactamente na Praça de Londres, no edifício do Ministério do Trabalho (também conhecido por ministério do desemprego).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Decisão “à Cavaco”

AINDA não passaram 24 horas sobre o apuramento dos resultados eleitorais para a Presidência da República, e já o governo de Sócrates tomou uma decisão de fundo, com vista à resolução do problema da economia portuguesa, e por arrastamento, também do desemprego, bem à maneira de Cavaco Silva, como quando ele era primeiro-ministro, entre 1985 e 1995. Assim, para que as empresas se tornem mais “competitivas”, os despedimentos vão tornar-se mais “económicos”. Diz o jornal PÚBLICO que “o Governo vai reduzir o valor das indemnizações por despedimento, propondo o pagamento de 20 dias por cada ano de serviço e ainda a aplicação de um tecto de 12 meses. Esta é a proposta que está a ser apresentada neste momento aos parceiros sociais. Actualmente, os trabalhadores despedidos têm direito a uma compensação de 30 dias por cada ano de antiguidade e sem qualquer limite de valor. Por exemplo, um funcionário com 20 anos de casa tem direito a uma indemnização correspondente a 20 meses de salário. Com a proposta do Governo, passa então a existir um limite de 12 meses no pagamento de compensações. Este era, aliás, o tecto proposto pelos parceiros patronais.”
Portanto, estas são as primeiras medidas que prenunciam os novos tempos que os portugueses vão ter pela frente. Mas não se iludam, porque vêm aí mais novidades.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PARA ACABAR DE VEZ COM O DESEMPREGO.


Chama-nos o Fernando a atenção neste post que da alteração do método de recolha de informação para as estatísticas do emprego, que passará a ser feita por telefone, resultará uma inevitável diminuição do número de desempregados periodicamente apresentados pelo INE.

Concordando com todos os que consideram ser o desemprego uma questão prioritária, para a qual devem ser canalizados os melhores recursos e energias do país, vem este escriba apresentar a sua modesta contribuição para a resolução do problema, propondo que, a partir de agora, só passem a ser consideradas as respostas ao Inquérito de Desemprego do INE feitas através do ultimo modelo do telemóvel IPHONE.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Da Crise Real à Crise Virtual

O INSTITUTO Nacional de Estatística (INE), com o argumento de que pretende "acompanhar os padrões europeus" e adoptar as sugestões do Eurostat, vai passar a utilizar o contacto telefónico para recolher dados sobre a situação do desemprego. A adopção deste método, impossibilita que se façam comparações dos novos indicadores, com os obtidos entre 1998 e 2010. Ao alterar o modelo de recolha de dados, num momento particularmente agudo da crise económica e social, quando o desemprego atinge máximos históricos, esta iniciativa pode ser entendida como uma operação destinada a “cegar” e dissimular a real situação do desemprego, comparativamente com períodos anteriores.
Eugénio Rosa, economista da CGTP, afirma que há o risco de as entrevistas efectuadas por telefone irem enviesar a amostragem, devido ao facto de haver muitos desempregados que não têm telefone fixo, e que o Governo tudo tem feito para desacreditar os números do desemprego divulgados pelo INE, seja ignorando esses dados, seja utilizando os dados divulgados pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional), que são facilmente manipuláveis, já que não são conhecidas publicamente as regras para a sua construção.
Para o governo vale tudo e não olha a meios, nem que para isso tenha que socorrer-se de truques e magia, para que o desemprego se torne uma coisa irrelevante. Com Sócrates e seus compinchas, seja a bem ou a mal, esta crise há-de passar de real a virtual.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Além de ter pernas para correr...

O jornal PÚBLICO de hoje diz o seguinte: "A criação de um fundo para se financiarem os despedimentos em empresas, proposta ontem pelo primeiro-ministro num encontro com os "patrões" da indústria, é "uma ideia com pernas para andar" e que vai ser trabalhada em conjunto com o Governo, admitiu ontem o presidente da Confederação Industrial Portuguesa (CIP), António Saraiva."
Como é facilmente compreensível, José Sócrates, além de ter pernas para fazer uns patéticos “jogging”, também é uma grande fonte de inspiração para as associações patronais. O seu objectivo não é combater o desemprego, mas sim incentivá-lo.