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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CHINA QUER SER RECONHECIDA COMO ECONOMIA DE MERCADO.
(E será que Jerónimo reconhece?)


Para se envolver mais ativamente no investimento em títulos da dívida soberana dos países da zona euro em apuros, a China quer que os europeus antecipem em cinco anos o seu reconhecimento como "economia de mercado".

domingo, 5 de dezembro de 2010

AINDA MAIS CHINESICES
Só que o KKE não é de levar desaforo para casa.


Num encontro entre Liu Jieyi, do Comité Central do Partido Comunista da China, com G. Papandreu, primeiro-ministro grego e presidente do PASOK e da Internacional Socialista, declarou Liu: "O relacionamento entre o PASOK e o Partido Comunista da China é excepcional e temos toda a intenção de trabalhar juntos mais estreitamente a fim de promover nossas relações inter-partidárias e através do diálogo inter-partidos reforçar a excepcional cooperação estratégia entre nossos dois países, especialmente agora quando enfrentamos muitos desafios".

Ao contrário do que aconteceu por cá, em que os camaradas assobiaram para o lado a propósito das declarações de Fu Ying vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da China, antes da visita a Portugal do Presidente Hu Jintao a Portugal, a 6 e 7 de Novembro, "Acreditamos que as medidas tomadas pelo governo português conduzirão à recuperação dos sectores económico e financeiro de Portugal", o Partido Comunista da Grécia que, pelo menos neste caso, não foi de levar desaforo para casa, comenta no jornal "Rizospastis” órgão do KKE, que a Internacional Socialista, a que pertence o PASOK (e o PS português), "apoia as guerras dos EUA e da NATO e é um pilar político de apoio do sistema capitalista explorador na Europa e em todo o mundo" e entre outras considerações conclui "Depois de tudo isto, alguém poderia perguntar-se se o PC da China está a ficar pronto para abandonar a sua última "folha de parreira" – o seu título."

sábado, 6 de novembro de 2010

AINDA MAIS CHINESICES: MARCAR TERRENO


O Governo Civil de Lisboa proibiu uma manifestação em defesa dos direitos humanos na China, promovida pela Amnistia Internacional e convocada para hoje à tarde, em frente ao Mosteiro dos Jerónimo, coincidindo com a visita ao local do Presidente Hu Jintao.

A razão dada pelo Governador Civil António Galamba para a proibição é que se trata de uma contra manifestação, dizendo que antes do pedido da Amnistia Internacional, já teria entrado outro pedido para realização duma manifestação no mesmo local, pela Associação de Comerciantes e Industriais Luso-chinesa.

Ora cá está uma forma original, e eficaz, de impedir o exercício do direito de manifestação, que parece ninguém ainda se tinha lembrado de usar.


Nota: Pode ainda ver aqui CHINESICES e aqui MAIS CHINESICES.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MAIS CHINESICES


"Acreditamos que as medidas tomadas pelo governo português conduzirão à recuperação dos sectores económico e financeiro de Portugal", afirmou Fu Ying vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da China que manifestou ainda "alta expectativa" sobre a visita a Portugal do Presidente Hu Jintao a Portugal, a 6 e 7 de Novembro, adiantando que serão assinados acordos na área económica e comercial.

Então ninguém explicou à camarada que o pessoal por cá anda pior que estragado com as tais "medidas tomadas pelo governo português"?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

QUEM DISSE ISTO?
Sobre o Comunismo, China, Cuba e Coreia do Norte.


SOBRE O COMUNISMO

"País comunista não há nenhum no mundo. Nem nunca houve. Essa afirmação pode surpreender mas o que tem havido são experiências e processos de construção de socialismo. Tenho uma concepção muito clara do que é o ideal comunista. O projecto do socialismo é baseado na ideia que representa mais democracia, na sua dimensão económica, social e cultural. "


SOBRE A CHINA, CUBA, COREIA DO NORTE

"Há a ideia de que o PCP defende essas formas de organização do poder político. Temos o nosso próprio projecto em relação ao poder político. Uma coisa diferente é, porque um dia na Casa Branca se decide que este ou aquele país é um inimigo a abater, tenhamos de acompanhar essas instruções - que não são ditas como instruções - mas são envolvidas em grandes campanhas comunicacionais. Há uma questão de liberdade de análise e independência, de respeito das opções dos povos e dos países e de contrariar um desígnio que existe dos EUA e da NATO que é a ideia de que todo o poder que lhes escape é para deitar abaixo. Criticam a Coreia do Norte, Cuba, a China, a Venezuela, muitas vezes o Brasil, isto é, todos os que não estejam na sua lógica de domínio planetário, de percurso deste capitalismo, com as características de exploração e guerra, são para eliminar."

Francisco Lopes em entrevista ao Jornal I

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PRÉMIO SALAZAR PARA KIM JONG-HUN


Depois da atribuição do Nobel da Paz a um cidadão da China, e do prémio Sakharov a um cubano, o prémio Salazar 2010 foi hoje atribuído a Kim Jong-Hun, treinador da equipa de futebol da Coreia do Norte, presentemente a cumprir pena de trabalhos forçados, derivado dos maus resultado da equipa no Mundial de futebol da África do Sul.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CHINESICES




Este ano a Academia Sueca decidiu atribuir o Nobel da Paz ao cidadão chinês Liu Xiaobo. Confesso desde já que foi a primeira vez que ouvi falar no homem, crendo mesmo que se já tivesse ouvido o nome não o teria fixado, porque com nomes sou do diabo.

Liu Xiaobo está preso na China, acusado de “tentativa de subversão contra o poder do estado”, um crime vago, logo arbitrário pela sua vacuidade. Pelos vistos este crime, no caso de Liu Xiaobo, resulta da assinatura de um texto manifesto a “Carta 08”, que li e assinaria sem reservas.

Aliás, em Portugal, a decisão de prender alguém por estas razões violaria vários preceitos constitucionais, desde logo o Artigo 21º ( direito de resistência); “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.” Liu Xiaobo não foi tão longe, associou-se a outros cidadãos chineses que tornaram públicas as suas opiniões sobre a situação política interna na china. Até agora, o Governo chinês, que seja do meu conhecimento, não acrescentou outras acusações a este cidadão, além deste delito de opinião.

Nas reacções à atribuição desta distinção o Governo Chinês acentuou as ameaças de represálias diplomáticas e económicas sobre a Suécia, país onde está sediada a Academia Nobel, ignorando que num estado não totalitário, como é a China, o poder dos Governos tem limitações e que talvez uma das limitações do Governo Sueco será a impossibilidade de determinar as posições da Academia que atribui os Prémios Nobel.

A China é um Regime Político Totalitário que nega aos seus cidadãos direitos, liberdades e garantias que no nosso património cultural e civilizacional foram ganhos e instituídos mediante o auto-sacrifício de muitos Liu Xiaobo. Na sua inserção internacional o Estado Chinês tem uma postura pouco diferente de qualquer outro imperialismo histórico, determinando as suas acções politicas e económicas pelos objectivos da influência e do controlo.
Para quem, como eu, procura fazer uma crítica de superação da globalização capitalista, encaro ainda o actual papel da china nesse campo como profundamente negativo. A integração da China no sistema de comércio mundial, a partir da década de 70 do século passado, constituiu um novo fôlego para o sistema capitalista mundial. Nunca a expressão “negócio da China” teve tanto conteúdo como hoje. A disponibilização no mercado internaciacional de uma reserva de mão-de-obra vastíssima, enquadrada por padrões sociais e económicos próprios da velha revolução industrial, a falta de observância de exigências ambientais e o espartilho de um sistema político centralizado e opressor, resultaram numa pressão sem precedentes sobre os níveis de desenvolvimento integral já alcançados por muitas sociedades durante mais de 150 anos.

O capitalismo encontrou na China e no argumento chinês um terreno fértil ao seu desenvolvimento, por um lado aproveitando as condições únicas de exploração que um regime capitalista totalitário pode oferecer, e historicamente sabemos bem como o capitalismo se dá bem com o totalitarismo, por outro utilizando argumentos objectivos para a redução dos padrões económicos e sociais nas sociedades mais desenvolvidas.

Liu Xiaobo talvez esteja preso um pouco por todos nós.