«Cerca de 4.000 milhões de euros do fundo de reserva das pensões serão usados, em caso de emergência financeira, para financiar directamente o Tesouro e, em simultâneo, aliviar a pressão sobre as taxas de juro da dívida, actualmente acima dos 7% nas obrigações a dez anos.
É mais uma forma de tentar contrariar as forças que empurram o país para um segundo resgate, em 2014. O fundo até pode obter rendimento mais elevado com os juros que irá cobrar aos contribuintes. As pensões é que ficarão quase totalmente expostas à volatilidade das obrigações portuguesas.»
Notícia do DIÁRIO DE NOTÍCIAS de 26 Setembro 2013, com o título "Reserva das pensões usada para afastar segundo resgate". O título do post é de minha autoria.
Meu comentário: Não nos admiremos que daqui a dias apareça novamente alguma abantesma a advertir que a sustentabilidade das reformas e das pensões está pelas ruas da amargura.
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sábado, 16 de outubro de 2010
3 milhões nas ruas contra Sarkozy
E atenção, a idade da reforma em França não é, como por aí se pensa, aos 60 anos.

Provavelmente, tal como eu e muitas pessoas com quem tenho falado sobre isto, também está convencido/a que a idade da reforma em França é os 60 anos e que o Governo Sarkozy agora a quer aumentar para os 62 anos.
ERRADO, a idade normal da reforma em França é aos 65 anos e Sarkozy agora quer aumenta-la para os 67. Os 60 anos, que ouvimos e lemos nas notícias, é a idade mínima a partir da qual o trabalhador pode requerer o equivalente à nossa reforma antecipada (com penalizações pesadas), ou do direito à reforma para os trabalhadores que têm pelo menos 40,5 anos de trabalho e descontos.
"Pela quinta vez, os franceses manifestaram-se contra esta reforma impopular que visa aumentar a idade mínima da reforma dos 60 para os 62 anos", diz por exemplo o Expresso, o que até é verdade. A questão é que não fala do aumento da idade normal da reforma dos 65 para os 67 anos, e assim ficamos com a ideia que em França a reforma é aos 60.
Este tipo manipulação a que a comunicação social recorre, quando não mente descaradamente, em quase tudo o que diz respeito aos trabalhadores, ou à esquerda, é o que se chama ser económico com a verdade, ou seja, uma modalidade sofisticada da bem conhecida filha-de-putice.
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