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terça-feira, 3 de maio de 2011

Foto com Legenda a Condizer

Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), parece querer dizer-nos:
- Vocês estão mal e sem dinheiro, estão chateados com o FMI, com a UE, com o BCE, dizem que também sou responsável por isso, mas que culpa tenho eu de estar vivo e bem instalado?

NOTA - A foto é do DIÁRIO DE NOTÍCIAS mas a legenda é minha.

sábado, 30 de abril de 2011

A Pão e Água, e Pouco Mais…



O TRIUNVIRATO (a que outros preferem chamar de “troika”) FMI-UE-BCE, parece já ter pronto o pacote da nova leva de castigos a que os portugueses vão ser sujeitos, para que o país possa beneficiar do resgate das dívidas (coisa ainda não garantida) que o governo contraiu, e de que a banca irá ser a principal beneficiária. Digo isto, porque essa coisa de resolver os problemas económicos e sociais do país, não é especialidade deste triunvirato, logo essas dificuldades podem esperar pelo próximo inquilino que irá ocupar S.Bento. Até lá, a governação “de facto” do país, a desenrolar-se num patamar acima do habitual, foi delegada e assegurada pelo tal triunvirato, enquanto José Sócrates mergulha de cabeça no seu adorado elemento, isto é, a campanha de promoção da sua “banha da cobra” eleitoral, onde os tangos e as promessas de união de facto entre PS, PSD e CDS, não passam de variantes da coreografia que costuma andar associada a eleições, que os portugueses continuam a olhar com alguma indiferença, e a ter relutância em desmistificar e punir (eleitoralmente, claro!).
Para avaliar o impacto das tais medidas e sanções propostas, dizem os entendidos que não são precisas muitas palavras, basta fazer uma síntese. Ainda puxei pela cabeça para encontrar o discurso adequado, mas desisti, pois há coisas que já não cabem nas palavras. Acabei por me socorrer das imagens acima, para transmitir essa ideia, tão directa e sintética quanto possível.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Gente Fina é Outra Coisa

ESPERO bem que a prometida dose de metadona que Sócrates quer injectar no BPN, no valor de 500 milhões, sofra um acidente de percurso, na sua passagem pela Assembleia da República, onde devem ser apreendidas as seringas e as “doses” de Natal com que o governo quer obsequiar a quadrilha dos “amigos” e dos “queridos adversários”.
Depois de José Sócrates ter cometido um erro crasso (dizem que o erro foi deliberado), ao nacionalizar uma instituição bancária gerida por salteadores, que era um gritante e escandaloso caso de polícia, e todos os responsáveis e cúmplices pela extorsão andarem à solta, não tendo sido chamados a contribuir com um único cêntimo, para as falhadas tentativas de reabilitação da instituição, acabando aquelas por recair, na sua totalidade, sobre os ombros dos contribuintes, prepara-se agora, de forma quase clandestina, mais um suculento manjar para a goela do monstro. Na verdade, estes 500 milhões não passam de mais uma “doação”, destinada a salvar os interesses de alguns poucos, super-protegidos por figuras das altas instâncias (Presidente da República incluído, o homem que se gaba de já ter salvo Portugal umas poucas de vezes), dizem que a nata dos investidores, tudo gente fina, com quem o governo gosta de trocar favores e manter boas relações, contribuindo para o descrédito da classe política.
Por cá faz falta um juiz da estirpe de um Baltazar Garzón, disposto a usar grandes medidas para grandes casos. A solução do caso BPN (e também do BPP) devia começar com a emissão de alguns mandatos de captura, a começar pelo maior cúmplice da vigarice, um “foragido” de nome Victor Constâncio, que se foi acoitar nos gabinetes dourados do Banco Central Europeu (BCE).