quarta-feira, 12 de março de 2014

MANIFESTO DOS 70
Acerta em muitos sintomas, mas não faz diagnóstico, e insiste que paciente continue a ser tratado por quem o pôs à beira da morte.


É verdade que o Manifesto diz muita coisa acertada, e óbvia, mas coíbe-se de fazer o diagnóstico (por exemplo de que não há solução para a economia portuguesa dentro desta moeda única), e propõe como interlocutores para a reestruturação da Dívida precisamente aqueles que mais contribuíram para o seu acelarado crescimento (de 94% para 129%) nos últimos dois anos e meio: as instituições europeias, leia-se Comissão, Eurogrupo, BCE, e Merkel obviamente.

Embora possa ter alguma utilidade virem agora mais estes 70 propor a reestruturação da Divida (que não é o mesmo que renegociação e em termos que só prolongariam a agonia), não é caso para ninguém se indignar por não terem convidado pessoal de esquerda para o Manifesto. Fartos estão os 70 de saber que a Renegociação que a Esquerda há muito defende pouco tem a ver com este gato, ou coelho de capoeira, por lebre que agora, em vésperas de eleições, nos querem impingir.

Ver aqui: Texto integral do Manifesto dos 70 

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