quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Na Campanha da CDU
O CIGANO DO BARRO, LOURES, QUE ACHA QUE ISTO AGORA TEM DE MUDAR


Só me apercebi que era cigano quando depois de me dizer que sempre tinha votado PS, acrescentou que esse, em todo o lado, tinha sido sempre o voto do seu Povo.

Mas desta vez não vai votar PS. É que isto não pode continuar assim, e se eu acho que se pode continuar a votar naqueles que puseram o país nesta desgraça. Cortam nas reformas, despedem trabalhadores, e não resolvem nada. Quem é que me vai comprar a roupa nos mercados? Acha que são os ricos? Claro que não são, o meu negócio é com os pobres, com quem trabalha, com os reformados que têm uma pensão pequena, e todos eles agora têm cada vez têm menos.

Ao meu irmão mais velho, começaram por reduzir na Inserção, que já era uma miséria de duzentos e tal euros, depois cortaram-lhe tudo, a ele que sempre foi às reuniões, entregou os papéis todos, nunca faltou quando o chamaram. Cortam-lhe a Inserção toda. E agora recebe uma carta da escola para os miúdos não faltarem às aulas. E comem o quê?

Isto está mal, e desta vez lá em casa vamos todos votar aqui, e abana o folheto da CDU com a fotografia do Bernardino e do Manuel Glória. E a finalizar a conversa, com um sorriso matreito explica: lá em casa há liberdade para cada um votar onde quiser, mas votam todos onde eu digo.

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