sexta-feira, 19 de junho de 2015

MORRER INCÓGNITO NA VALORSUL?


Faz hoje uma semana que partilhei no Facebbok uma noticia da FIEQUIMETAL  que dava conta da morte dum trabalhador na Valorsul.

Sabem, da Valorsul aqui a meia dúzia de quilómetros donde muito de nós moramos? Da Valorsul que trata o lixo que fazemos diariamente em Loures e noutros concelhos da área de Lisboa? Da Valorsul de que, através das Câmaras da região e do Estado, até somos accionistas?

Pensei na altura que a noticia do sindicato iria gerar já não digo uma onda, mas ao menos alguma simpatia e solidariedade; pensei que a Valorsul ou a Câmara de Loures iriam emitir um comunicado a lamentar a morte e a solidarizar-se com a família enlutada; pensei que seria anunciado um Inquérito rigoroso e independente para que, na eventualidade da morte do trabalhador ter sido provocada por alguma falha evitável, tentar que tal não volte a repetir-se no futuro.

Como se diz no comunicado da Fiequimetal "morrer a trabalhar é intolerável e não pode ser encarado como natural".

Talvez a comunicação social até tenha dado noticia do infausto acidente, talvez os meus amigos do FB tenham ficado chocados e manifestado a sua solidariedade, talvez a Valorsul, ou a Câmara, tenham tomado posições publicas, talvez tudo isso e muito mais tenha acontecido, e seja apenas eu que não dei por nada.

Aliás para ser franco, perante este pesado silêncio, o que eu gostava mesmo é que tivesse havido por aqui um qualquer mal entendido e que afinal nenhum trabalhador precário tivesse morrido na semana passada ao serviço da Valorsul, ao serviço de muitos de nós.

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