sábado, 22 de setembro de 2012

Conclusões do Conselho de Estado
THE SHOW MUST GO ON.

Does anybody want to taket it anymore?

  1. Graças aos bons ofícios do conselheiro matrimonial o divórcio foi adiado, as partes comprometem-se a manter a aparência dum casamento feliz, ou pelo menos a não fazer peixeirada em público; please?

  2. Enquanto não arranja para onde se mudar, o Paulo continua a viver lá em casa, em regime de bed and breakfast.

  3. Os gatunos são aconselhados a deixarem o roubo de esticão, mas o assalto à mão armada must go on.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sondagens da Católica
ENTRE MAIO E SETEMBRO PSD E PS PERDEM MUITO MAIS DO QUE PARECE, O CDS EM VEZ DE SUBIR, DESCE, E SÓ A CDU É QUE SOBE.

Quadro 1

Não sei se isso também acontece ao estimado leitor mas, por vezes, quando olho para os números duma sondagem não consigo deixar de me interrogar: como é possível? Depois de tudo o que ouvimos na rua, depois das Manifs de 15 de Setembro como é possível que o PSD tenha ainda o apoio de 24% dos portugueses? E a resposta afinal é simples: não tem, agora nem sequer chega aos 10%.

As sondagens tentam prever qual será o resultado duma eleição e, umas vezes melhor outras pior, lá se vão aproximando. O problema maior são as outras ilações que, erradamente,  vemos serem tiradas das sondagens, o que em parte decorre da forma como as sondagens são apresentadas.

De acordo com a Ficha Tecnica da sondagem da Católica efectuada de 15 a 17 de Setembro deste ano, dos 1132 inquiridos apenas 9,6% disseram que votariam no PSD e, um pouco mais, 12,4% no PS. Longe, muito longe dos 24% e 31%, como os resultados são apresentados. No quadro seguinte temos as percentagens reais de cada um dos partidos:

Quadro 2

Assim apenas 12,4 % deram o seu "voto" aos partidos da coligação do Governo, e 24,8 % aos partidos que apoiam o programa da troika: PS, PSD e CDS. O que desmente o tão apregoado consenso nacional e  a mui enaltecida extrema paciência do povo português.

Mas para além da forma como os dados são apresentados nos sugerir uma imagem bem diferente da realidade, pode também distorcer certos tipos de análise dos resultados. Por exemplo na apresentação da sondagem da Católica de Setembro diz-se que o PSD, entre Maio e Setembro, desceu 12%, que o PS desceu 2%, e que os outros partidos subiram, uns mais outros menos. Será mesmo assim?

Se, tal como fizemos para os dados da sondagem de Setembro, olharmos para os dados da sondagem da Católica de Maio, vemos que nessa altura foram as seguinte as percentagens obtidas por cada um dos partidos:

Quadro 3

Agora, com base nos dados dos Quadros 2 e 3, ou seja nas respostas dadas para cada um dos partidos em Maio e Setembro de 2012, é fácil calcular a evolução verificada nesse  período:

Quadro 4

Surpreendido? Também eu que não fazia ideia que os valores fossem tão expressivos. Em 5 meses, entre Maio e Setembro, em vez dos 12% anunciados (ver Quadro 1) o PSD perdeu 45% do apoio; o PS, que muita gente pensa que se aguentou bem, que teria descido apenas 2%,  afinal o PS desceu 23%;  o CDS é  apresentado como tendo subido 1%, quando ao contrário o CDS desceu quase 5%; quanto ao BE também não subiu  2%, o BE não subiu nem desceu, apenas aguentou, bem, o resultado da sondagem de Maio. Tudo visto,  apenas a CDU subiu, uns significativos 18%.


As Considerações do Senhor Regedor


«A manifestação não foi tanto contra o Governo e a situação actual, mas contra as políticas dos últimos anos»

Excerto da intervenção do deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, na sessão de abertura dos trabalhos parlamentares da Assembleia da República, de 19 de Setembro de 2012, sobre os objectivos da manifestação nacional, ocorrida em 15 de Setembro de 2012.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MENINO GASPAR CHAMADO AO GABINETE DO DIRECTOR.


Os jornais dizem que Cavaco chamou Vitor Gaspar a participar na reunião do Conselho de Estado da próxima 6ª feira, 21/9. Só não explicou se é porque já não confia nas explicações trapalhonas do Pedro, ou se é para darem todos uma rabecada no Gaspar.

Eu também já fui convocado, mas para a manifestação em frente ao Palácio de Belém, anunciada ontem à noite. Como a alegada comunicação social não tem tempo para falar destas cenas (está a full time na lavagem de roupa, e branqueamento, do PSD e CDS), aqui fica o cartaz e o endereço da página do facebook da Concentração: Reunião do Conselho de Estado.


CRESCER COM AS NOVAS TECNOLOGIAS
7 em cada dez crianças entre os 2 e os 5 anos sabe usar o rato do computador, apenas 1 em 10 consegue fazer o laço dos sapatos.


Os dados referem-se aos EUA, mas por cá não demorará muito a lá chegarmos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governação Sob Procuração

«Os ADVISERS é que sabem, eles é que vão encontrar a solução»

Resposta do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, durante a entrevista concedida à RTP1, sobre o modelo que o serviço público de televisão assumirá, no quadro da concessão da RTP a privados. Provavelmente, são também os tais ADVISERS (conselheiros, assessores, António Borges & Companhia) que decidem quanto aos restantes aspectos da governação, nomeadamente, os impostos, os cortes de salários e pensões, bem como outras medidas de austeridade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E se em vez de mais experiências com a Economia, e as nossas vidas, continuassem antes por aí entretidos a fazer experiências com as vossas pilinhas?


Vítor Gaspar reconheceu que, com base num estudo feito sobre a  TSU um ano antes, em colaboração com o Banco de Portugal, o Governo chegou a uma conclusão oposta e que ele próprio tinha classificado uma medida deste tipo como uma “experiência com os portugueses.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Oh NÃO, Mais Uma Anedota de Fim-de-Semana, NÃO!


«Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos»

Estas afirmações foram pronunciadas no sábado à noite, dia 1 de Setembro de 2012, pela directora do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) e também procuradora-geral adjunta, Dra. Cândida Almeida, numa "aula" da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

Ainda andei a ver se o sentido do discurso que a senhora estava a debitar, não estaria a ser atraiçoado por alguma armadilha do novo Acordo Ortográfico, mas parece que não. Aquilo que ela disse, era exactamente o que ela queria dizer, isto é, que Portugal é todo ele um país de inocentes meninos de coro, que não há nenhum caso Freeport, nem caso Submarinos, nem caso Portucale, nem caso Face Oculta, nem caso Operação Furacão, nem a puta que os pariu a todos. Lembro que esta senhora tem sido insistentemente apontada como provável sucessora do actual procurador geral da República, o impagável doutor Fernando Pinto Monteiro, o tal que mandou esquartejar as escutas do processo Face Oculta, que implicavam o imaculado emigrante José Sócrates, o que a concretizar-se, serve para confirmar que embora mudem as moscas, a merda permanece a mesma, ou como diz o ditado - e bem - quem mais jura é quem mais mente.

sábado, 1 de setembro de 2012

As Falinhas Mansas do Borges e a Gritaria do País


COM a desculpa das inadiáveis reformas e dos planos de ajustamento, o governo está a tomar de assalto a coisa pública, e o António Borges, numa oração de sapiência da universidade doméstica do PSD, reclamou que a contestação e resistência a esses assaltos anda a gerar níveis de "polémica" e "gritaria" que nem sempre coincidem com a "vontade coletiva", que anseia por decisões tranquilas, serenas, verdadeiras e repletas de determinação. Ficou a faltar explicitar a que vontade colectiva se refere, que é quase certo, nada tem a ver com o país que maioritáriamente está sob sequestro das medidas de austeridade, mas sim com os muitíssimos e fortissimos interesses estabelecidos (como ele próprio o diz, e esta competência adquiriu-a na sua passagem pela Goldman Sach) que sobrenadam a governação, à espera que a ultra-liberal "destruição criativa" do tecido económico e social, lhes conceda a oportunidade de abocanharem os pedaços mais suculentos do desmantelamento das empresas públicas e do sector empresarial do Estado.

Para a sua aula (até o próprio Borges faz concorrência desleal aos professores, isto quando sabemos que este ano, em comparação com o ano passado, são menos 5.147 o número de professores contratados) foi buscar o salazarismo, como termo de comparação, esquecendo-se que o condicionamento industrial do ditador (cuja herança o catedrático Borges diz querer anular) não tinha os mesmos objectivos e eram poucas as semelhanças com o que actualmente sucede, mas já o mesmo não se pode dizer quanto ao proteccionismo (que não é a mesma coisa que ajuda directa) dos grandes interesses, das poucas famílias empresariais. Não se reequilibra a economia adoptando medidas que geram ondas sucessivas de insolvências, a não ser que se pretenda substituir as clientelas, chamando-lhe novo modelo económico, onde a concorrência se faz à custa das facilidades de despedimento, geradoras de uma grande reserva de mão-de-obra barata, da precariedade laboral e da erosão salarial. Na verdade, o que o "proeminente" conselheiro Borges quer combater, não são os tais interesses estabelecidos, sobrevivos do tempo da ditadura, mas sim mudar os seus protagonistas.