terça-feira, 18 de novembro de 2014

A WORLD WITHOUT THE WEST


"Constatámos então (2007) que as potências emergentes começavam a construir um "mundo sem o Ocidente" que contornava a ordem internacional existente. Cada vez era mais claro que as potências emergentes aprofundavam os laços entre si na vida económica, política e até mesmo na segurança e, ao fazê-lo, afrouxavam os laços que os ligam ao sistema liberal internacional centrado no Ocidente.

Esta constatação deixou muita gente desconfortável, principalmente por causa dum endémico e super valorizado entendimento do alcance, profundidade e atratividade da ordem liberal existente.

Agora, sete anos passados, o mundo sem o Ocidente está bem visível. O mais importante na política internacional de hoje não é se Pequim vai ser seduzido, incentivados, ou mesmo compelido a adoptar o sistema internacional existente.

Também não se trata de os Estados Unidos e a China estarem numa espiral descendente em direcção à III Guerra Mundial.

O que está a acontecer é um esforço concertado por parte das potências emergentes para construir arquitecturas multilaterais paralelas, contornando a ordem liberal existente, e que provavelmente irá remodelar a política internacional e a economia mundial de forma fundamental."

Extracto do artigo A WORLD WITHOUT THE WEST .

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