domingo, 5 de outubro de 2014

OS 60 ANOS DA REPÚBLICA EM MOSCAVIDE


Em 1970, um ano de intensas lutas operárias nesta parte oriental da cintura industrial de Lisboa, os democratas ligados ao MDP/CDE de diversas localidades do concelho de Loures, decidiram comemorar publicamente a implantação da República.

Embora não fosse habitual pedir autorização às entidades oficiais para este tipo de iniciativas, em 1970, para desmascarar a demagogia da chamada "Primavera Marcelista", foi decidido apresentar requerimentos para a realização das várias sessões comemorativas, entre elas a que teria lugar no Centro Social e Paroquial de Moscavide.

Como se refere na carta junta, o requerimento relativo à sessão de Moscavide foi subscrito por António Mascarenhas, Arnaldo Kruger, e José Anjos Julião, os dois primeiros operários da DIALAP, e o terceiro do Matadouro de Lisboa.

A sessão acabou por ser proibida e, para além da comunicação aos subscritores do requerimento, a PSP de Moscavide intimou para irem à esquadra a Direcção do Centro Social e Paroquial de Moscavide onde, no meio de algumas provocações, comunicaram ao padre José Policarpo(*) e a João Pimenta, que a sessão tinha sido proibida.

(*)
O padre José Policarpo, mais tarde Bispo e Cardeal de Lisboa, estava na altura a substituir o padre Francisco Cosme (ausente durante algum tempo em Madrid) e por inerência de função era o presidente do Centro Social e Paroquial de Moscavide, que dirigia juntamente com mais dois directores, João Pimenta e José Quaresma.

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