«Cerca de 4.000 milhões de euros do fundo de reserva das pensões serão usados, em caso de emergência financeira, para financiar directamente o Tesouro e, em simultâneo, aliviar a pressão sobre as taxas de juro da dívida, actualmente acima dos 7% nas obrigações a dez anos.
É mais uma forma de tentar contrariar as forças que empurram o país para um segundo resgate, em 2014. O fundo até pode obter rendimento mais elevado com os juros que irá cobrar aos contribuintes. As pensões é que ficarão quase totalmente expostas à volatilidade das obrigações portuguesas.»
Notícia do DIÁRIO DE NOTÍCIAS de 26 Setembro 2013, com o título "Reserva das pensões usada para afastar segundo resgate". O título do post é de minha autoria.
Meu comentário: Não nos admiremos que daqui a dias apareça novamente alguma abantesma a advertir que a sustentabilidade das reformas e das pensões está pelas ruas da amargura.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O 11 DE SETEMBRO FOI HÁ 40 ANOS
Foi no reduto sul de Caxias que, faz hoje 40 anos, soube estar a decorrer um golpe militar no Chile. Os pides andavam exultantes e em competição cerrada para me revelar os pormenores mais desmoralizadores das noticias que iam chegando do golpe fascista.
Embora há quase dois meses sem contacto com o exterior, em regime de isolamento, sabia, ou julgava saber, da tradição democrática do exército chileno, do grande apoio popular às medidas de carácter socializante do Governo de Salvador Allende, e achei absurdamente deslocada toda aquela pidesca euforia.
Nada de todo o ódio fascista que ali despejavam sobre Salvador Allende e o Povo do Chile me afectou muito e, naquele optimismo próprio dos 20s, até pensei, talvez se lixem, talvez o golpe acabe por desencadear um processo de resistência democrática e popular que isole e derrote as forças mais reaccionárias, e abra caminho ao avanço para uma sociedade mais justa, sem exploradores nem explorados.
Infelizmente, nunca estive tão errado em toda a minha vida.
Nota final:Também a 11/9, de 2001, os ataques às torres gémeas, e outros alvos, vitimaram cerca de 3000 pessoas. Às suas famílias e às famílias dos muitos milhares assassinados pela ditadura de Pinochet, o meu sentido respeito e solidariedade.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Na Campanha da CDU
O CIGANO DO BARRO, LOURES, QUE ACHA QUE ISTO AGORA TEM DE MUDAR
Só me apercebi que era cigano quando depois de me dizer que sempre tinha votado PS, acrescentou que esse, em todo o lado, tinha sido sempre o voto do seu Povo.
Mas desta vez não vai votar PS. É que isto não pode continuar assim, e se eu acho que se pode continuar a votar naqueles que puseram o país nesta desgraça. Cortam nas reformas, despedem trabalhadores, e não resolvem nada. Quem é que me vai comprar a roupa nos mercados? Acha que são os ricos? Claro que não são, o meu negócio é com os pobres, com quem trabalha, com os reformados que têm uma pensão pequena, e todos eles agora têm cada vez têm menos.
Ao meu irmão mais velho, começaram por reduzir na Inserção, que já era uma miséria de duzentos e tal euros, depois cortaram-lhe tudo, a ele que sempre foi às reuniões, entregou os papéis todos, nunca faltou quando o chamaram. Cortam-lhe a Inserção toda. E agora recebe uma carta da escola para os miúdos não faltarem às aulas. E comem o quê?
Isto está mal, e desta vez lá em casa vamos todos votar aqui, e abana o folheto da CDU com a fotografia do Bernardino e do Manuel Glória. E a finalizar a conversa, com um sorriso matreito explica: lá em casa há liberdade para cada um votar onde quiser, mas votam todos onde eu digo.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Equívocos
A VIDA e a actividade de alguns políticos portugueses está recheada de equívocos, e nós, sem darmos por isso, temos andado a viver um autêntico “faz-de-conta”, numa floresta de enganos. Não há documentos nem vestígios que provem que Paulo Portas alguma vez tenha contratado a aquisição de submarinos enquanto ministro da Defesa, ou que se tenha demitido “irrevogávelmente”, que Miguel Relvas tenha frequentado a Universidade Lusófona, que Maria Luís Albuquerque tenha negociado contratos “swaps”, que Rui Machete tenha pisado as instalações do BPN, que Dias Loureiro alguma vez lá tenha passado à porta, a não ser por engano, ou que Cavaco Silva haja adquirido acções daquele banco a preços de amigo, ou que tenha sido sequer Presidente da República, pois nos arquivos nada consta que tivesse recebido vencimentos nessa qualidade.
sábado, 17 de agosto de 2013
Na campanha da CDU
DESVENTURAS DUM COMUNISTA SEM CARTÃO
Em Moscavide um homem idoso, alto, de ar frágil e voz um pouco arrastada aborda a candidata da CDU. Não quer reclamar com a falta de limpeza das ruas, ou dos caixotes do lixo que transbordam para o chão. A questão dele é de outra natureza, quer que a Patrícia lhe arranje o cartão do Partido.
Sempre foi comunista e agora os camaradas do Centro de Trabalho não lhe querem dar o cartão. Outro camarada, que o conhece e ao problema do cartão aproxima-se e lembra-lhe aquilo que ele sabe mas que na sua apreciação dos factos lhe parece pouco relevante, que na renovação dos cartões o dele não foi emitido porque tinha muitas quotas em atraso, e que é preciso agora ele começar a pagar quotas de novo (provavelmente dum valor pouco mais que simbólico).
As explicações do camarada não o convencem, desiste da conversa e volta-se para mim, testemunha ocasional da alegada injustiça, e diz que tem 80 anos (parece ter mais) e que é comunista desde moço novo lá no Couço, que fique eu sabendo é a única terra do País em que o único partido que tem uma Sede é o Partido (mesmo a falar percebe-se a maiúscula).
Não é que ele precise do cartão para ser comunista, explica-me, mas aquele pedacito de plástico, ali no bolso ao pé do coração, é um daqueles prazeres a que se acha com pleno direito. Pelo que entendo uma forma de reconhecimento público que, nesta fase já adiantada da sua vida, seria um testemunho palpável a ligá-lo ao seu passado militante.
Para o tirar daquela fixação no cartão falo-lhe de dois amigos do Couço, se ele conhece, atão não havia de conhecer, os olhos alumiam-se, a rua de Moscavide evapora-se, e ele está no Couço com os camaradas, as lutas nos campos, as reuniões num celeiro que a Pide não conseguia localizar, a campanha de Humberto Delgado, as greves, o cerco à aldeia, as centenas de prisões, o posto da GNR, Caxias, as visitas da mulher com o filho ao colo que ele não podia sequer tocar por causa daquele vidro grosso que os separava e um pide ao lado a intimidar.
Tempos em quem não havia cartão, digo-lhe eu, e então ele volta à terra, encara-me, é verdade, nesse tempo não havia cartões, éramos comunistas mesmo sem cartão, e de forma meio envergonhada como que pedindo desculpa da sua birra em estar para ali a exigir um cartão à camarada que precisa é que a gente todos a ajude e vote na CDU para ela ser a Presidente de Moscavide, dá um abraço à Patrícia e em jeito de despedida: não interessa, com cartão ou sem cartão, hei-se ser sempre comunista toda a vida.
"Rentrée" do PSD
ERA PARA SER cabidela de coelho, mas por causa das dúvidas, das más-línguas e não fosse o diabo tecê-las, acabaram por optar pelo arroz de pato, para os dois mil convivas da tradicional Festa do Pontal do PSD.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
UM AMOR ÍMPAR
(Em jeito de homenagem a Lydia Davies, mestre do conto curto).
A Joana e o João foram feitos um para o outro, casaram-se, tiveram duas criancinhas e viveram muito felizes até chegar o tempo de serem mais infelizes do que felizes, infelicidade que para o João acabou quando foi viver com a Paula, e a Joana passou a ser, não a actual, mas a ex ou a 1ª esposa do João.
A Paula e o João, não tiveram filhos, não foram tão felizes como a Paula e o João esperavam ser, até ao dia em que a Paula resolveu ir ser mais feliz para outro lado, deixando o João de rastos por a Paula lhe fazer a ele o que ele tinha feito à Joana.
Depois, nem ela sabe explicar bem porquê, os filhos e tal, a Joana aceitou o João de volta, o que fez da Joana não só a 1ª como também a 3ª mulher do João, embora menos tempo do que tinha sido a 1ª porque entretanto, desta vez em conjunto, sem disputas nem guerras, o João e a Joana decidiram separar os trapinhos.
Acontece que então foi o João a ficar infeliz para caraças, mas para dizer a verdade não por muito tempo, há sempre uma Maria disposta a preencher estes vazios de solidão masculina e, enquanto durou, lá foram os dois, a Maria e o João, felizes, ou infelizes, nem eles próprios sabem dizer bem o quê.
Agora o João ficou outra vez sozinho e a Joana, mesmo sem a desculpa dos filhos, que entretanto cresceram e já saíram de casa, está seriamente a considerar dar uma nova oportunidade ao João, o que, a concretizar-se, fará da Joana a 1ª, 3ª e 5ª mulher da vida do João: um amor verdadeiramente ímpar.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
O governo está morto, mas em vez de proceder à sua higiénica remoção, Cavaco decide empalhar a bicharada e mante-la por aí a fingir que ainda estão vivos.
O problema é que a passarada vai continuar a apodrecer e qualquer dia é um mau cheiro que até o próprio Cavaco vai querer voltar para a ilha.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
CONTRIBUTOS PARA O GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL.
Ainda a comunicação do Presidente da Republica não tinha terminado e já a redactora de turno do Essência enviava os primeiros contributos para o Governo de Salvação Nacional.
sábado, 6 de julho de 2013
SONDAGENS DO EXPRESSO. GOSTOU DE TOMAR NO RABO? SIM OU NÃO?
Semana sim, semana sim, lá está o Expresso a inventar mais uma sondagem para pôr os portugueses a dizer aquilo que o Expresso anda a impingir aos portugueses.
O truque, como os prezados leitores já repararam, consiste em fazer as perguntas certas, e só essas. Por exemplo, mesmo que 90% dos portugueses não queiram tomar no rabo, se se fizer só a segunda pergunta e, dos 10% que até nem se importam de tomar no rabo 70% responderem sim (ou seja 7% do total), o Expresso poderá então fazer um título a dizer: Maioria dos portugueses, 70%, gosta de tomar no rabo.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Não Há Crise, é Só Fumaça!
EM PLENA crise política o presidente Cavaco levou 2 dias para receber o pedido urgente de audiência do António Seguro, nada mais, nada menos, que o líder do principal partido da oposição. Depois, para quinta-feira está agendado receber o Coelho para a normal reunião semanal com o primeiro-ministro, para a cavacal prestação de contas. Entretanto, como a crise não é grave, sexta-Feira vai passar o dia no fórum dos economistas, a "transar o corpo numa nice", adiando receber os partidos para a próxima semana, talvez lá para segunda-feira, para escutar as queixas, reclamações e sugestões, pois sábado e domingo é para as aulas de crochet. Como a crise não é grave, e o que anda por aí é só fumaça, o Conselho de Estado pode ficar descansado que não é convocado, podendo fazer as malas e ir para férias.
Parece que estamos a assistir a uma peça de teatro do absurdo, mas se calhar não é nada disso. Tudo o que se começou a desenrolar depois da demissão do "excel" Gaspar, da nomeação da "miss swaps" Albuquerque para as finanças e da falsa demissão do "guarda fronteiriço" Portas, não passa de uma encenação, jogo combinado, destinado a deixar espaço para que os opinantes formatem a opinião pública, consolidando a ideia de que as eleições antecipadas são uma coisa a evitar a todo o custo, uma peste, uma desgraça. E quando Cavaco puxar dos galões e decidir, vai presentear-nos com uma solução sem eleições, que passa por um governo de iniciativa presidencial, directamente do produtor ao consumidor, sem passar pela chatice das urnas de voto, e que será apoiado parlamentarmente pelo patriótico acordo celebrado entre o PSD e o CDS-PP, com a respectiva benção cavacal. E tudo isto porque o Coelho não serve, é um paspalho que tem que ir embora, mas o seu legado tem que ficar intacto e disponível para ser aprofundado, continuando a "tratar da saúde" aos portugueses. Como diria Francisco Sá Carneiro, uma maioria, um governo e um presidente, é para isso que servem. Nem mais!
Parece que estamos a assistir a uma peça de teatro do absurdo, mas se calhar não é nada disso. Tudo o que se começou a desenrolar depois da demissão do "excel" Gaspar, da nomeação da "miss swaps" Albuquerque para as finanças e da falsa demissão do "guarda fronteiriço" Portas, não passa de uma encenação, jogo combinado, destinado a deixar espaço para que os opinantes formatem a opinião pública, consolidando a ideia de que as eleições antecipadas são uma coisa a evitar a todo o custo, uma peste, uma desgraça. E quando Cavaco puxar dos galões e decidir, vai presentear-nos com uma solução sem eleições, que passa por um governo de iniciativa presidencial, directamente do produtor ao consumidor, sem passar pela chatice das urnas de voto, e que será apoiado parlamentarmente pelo patriótico acordo celebrado entre o PSD e o CDS-PP, com a respectiva benção cavacal. E tudo isto porque o Coelho não serve, é um paspalho que tem que ir embora, mas o seu legado tem que ficar intacto e disponível para ser aprofundado, continuando a "tratar da saúde" aos portugueses. Como diria Francisco Sá Carneiro, uma maioria, um governo e um presidente, é para isso que servem. Nem mais!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Com a nova ministra das Finanças até os swaps dão lucro, ou os cães põem ovos, uma coisa assim...
A minha avó costumava dizer quando uma pessoa tinha sorte que até os cães lhes punham ovos, o que é o que me ocorre quando agora o Governo nos vem dizer que os swaps da Refer terão dado um lucro de 31 milhões de euros.
Isto depois de durante meses o Ministério da Verdade, agora entregue ao ministro Maduro, nos ter garantido que os benditos swaps da Refer, Metros de Lisboa e Porto e de mais umas quantas empresas publicas acumulavam prejuízos da ordem dos 3 MIL MILHÕES DE EUROS, o que terá inclusive levado à demissão de dois secretários de Estado que tinham tido funções dirigentes nessas empresas, mas não, vá-se lá saber porquê, à demissão da Secretaria de Estado Maria Luís Albuquerque, ex-Refer, que ao contrário se vê agora promovida a Ministra das Finanças.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
O PS TROCADO EM MIÚDOS.
"Aqui que ninguem nos ouve, este PS nasceu e cresceu contra os comunistas, até agora com evidente sucesso para a burguesia que o pariu e alimentou, e é hoje basicamente uma máquina eleitoral e de parasitaçao do Estado.
Olhem por exemplo para as actuais eleições autárquicas em Loures, e digam lá se este PS não está mais próximo das novas mafias, estilo Tony Soprano, do que daquilo que se entende por um partido politico? Como dar a volta a isto? Difícil, muito difícil."
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