segunda-feira, 5 de novembro de 2012
MÁRIO DE CARVALHO FALA DO FASCISMO QUE, PARA OS SIMPATIZANTES DOS FASCISTAS, NUNCA EXISTIU.
"Eu nunca fui obrigado a fazer a saudação fascista aos «meus superiores».
Eu nunca andei fardado com um uniforme verde e amarelo de S de Salazar à cintura.
Eu nunca marchei, em ordem unida, aos sábados, com outros miúdos, no meio de cânticos e brados militares.
Eu nunca vi os colegas mais velhos serem levados para a «mílícia», para fazerem manejo de arma com a Mauser.
Eu nunca fui arregimentado, dias e dias, para gigantescos festivais de ginástica no Estádio do Jamor.
Eu nunca assisti ao histerismo generalizado em torno do «Senhor Presidente do Conselho», nem ao servilismo sabujo para com o «venerando Chefe do Estado».
Eu nunca fui sujeito ao culto do «Chefe», «chefe de turma», «chefe de quina», «chefe dos contínuos», «chefe da esquadra», «chefe do Estado».
Eu nunca fui obrigado a ouvir discursos sobre «Deus, Pátria e Família».
Eu nunca ouvi gritar: «quem manda? Salazar, Salazar, Salazar».
Eu nunca tive manuais escolares que ironizassem com «os pretos» e com «as raças inferiores».
Eu nunca me apercebi do «dia da Raça».
Eu nunca ouvi louvar a acção dos «Viriatos» na Guerra de Espanha.
Eu nunca fui obrigado a ler textos escolares que convidassem à resignação, à pobreza e ao conformismo;
Eu nunca fui pressionado para me converter ao catolicismo e me «baptizar».
Eu nunca fui em grupos levar géneros a pobres, politicamente seleccionados, porque era mesmo assim.
Eu nunca assisti á miséria fétida dos hospitais dos indigentes.
Eu nunca vi os meus pais inquietados e em susto.
Eu nunca tive que esconder livros e papéis em casa de vizinhos ou amigos.
Eu nunca assisti à apreensão dos livros do meu pai.
Eu nunca soube de uma cadeia escura chamada o Aljube em que os presos eram sepultados vivos em «curros».
Eu nunca convivi com alguém que tivesse penado no Tarrafal.
Eu nunca soube de gente pobre espancada, vilipendiada e perseguida e nunca vi gente simples do campo a ser humilhada e insultada.
Eu nunca vi o meu pai preso e nunca fui impedido de o visitar durante dias a fio enquanto ele estava «no sono».
Eu nunca fui interpelado e ameaçado por guardas quando olhava, de fora, para as grades da cadeia.
Eu nunca fui capturado no castelo de S. Jorge por um legionário, por estar a falar inglês sem ser «intréprete oficial».
Eu nunca fui conduzido à força a uma cave, no mesmo castelo, em que havia fardas verdes e cães pastores alemães.
Eu nunca vi homens e mulheres a sofrer na cadeia da vila por não quererem trabalhar de sol a sol.
Eu nunca soube de alentejanos presos, às ranchadas, por se encontrarem a cantar na rua.
Eu nunca assisti a umas eleições falsificadas, nunca vi uma manifestação espontânea ser reprimida por cavalaria à sabrada;
eu nunca senti os tiros a chicotearem pelas paredes de Lisboa, em Alfama, durante o Primeiro de Maio.
Eu nunca assisti a um comício interrompido, um colóquio desconvocado, uma sessão de cinema proibida.
Eu nunca presenciei a invasão dum cineclube de jovens com roubo de ficheiros, gente ameaçada, cartazes arrancados.
Eu nunca soube do assalto à Sociedade Portuguesa de Escritores, da prisão dos seus dirigentes.
Eu nunca soube da lei do silêncio e da damnatio memoriae que impendia sobre os mais prestigiados intelectuais do meu país.
Eu nunca fui confrontado quotidianamente com propaganda do estado corporativo e nunca tive de sofrer as campanhas de mentalização de locutores, escribas e comentadores da Rádio e da Televisão.
Eu nunca me dei conta de que houvesse censura à imprensa e livros proibidos.
Eu nunca ouvi dizer que tinha havido gente assassinada nas ruas, nos caminhos e nas cadeias.
Eu nunca baixei a voz num café, para falar com o companheiro do lado.
Eu nunca tive de me preocupar com aquele homem encostado ali à esquina.
Eu nunca sofri nenhuma carga policial por reclamar «autonomia» universitária.
Eu nunca vi amigos e colegas de cabeça aberta pelas coronhas policiais.
Eu nunca fui levado pela polícia, num autocarro, para o Governo Civil de Lisboa por indicação de um reitor celerado.
Eu nunca vi o meu pai ser julgado por um tribunal de três juízes carrascos por fazer parte do «organismo das cooperativas», do PCP, com alguns comerciantes da Baixa, contabilistas, vendedores e outros tenebrosos subversivos.
Eu nunca fui sistematicamente seguido por brigadas que utilizavam um certo Volkswagen verde.
Eu nunca tive o meu telefone vigiado.
Eu nunca fui impedido de ler o que me apetecia, falar quando me ocorria, ver os filmes e as peças de teatro que queria.
Eu nunca fui proibido de viajar para o estrangeiro.
Eu nunca fui expressamente bloqueado em concursos de acesso à função pública.
Eu nunca vi a minha vida devassada, nem a minha correspondência apreendida.
Eu nunca fui precedido pela informação de que não «oferecia garantias de colaborar na realização dos fins superiores do Estado».
Eu nunca fui objecto de comunicações «a bem da nação».
Eu nunca fui preso.
Eu nunca tive o serviço militar ilegalmente interrompido por uma polícia civil.
Eu nunca fui julgado e condenado a dois anos de cadeia por actividades que seriam perfeitamente quotidianas e normais noutro país qualquer;
Eu nunca estive onze dias e onze noites, alternados, impedido de dormir, e a ser quotidianamente insultado e ameaçado.
Eu nunca tive alucinações, nunca tombei de cansaço.
Eu nunca conheci as prisões de Caxias e de Peniche.
Eu nunca me dei conta, aí, de alguém que tivesse sido perseguido, espancado e privado do sono.
Eu nunca estive destinado à Companhia Disciplinar de Penamacor.
Eu nunca tive de fugir clandestinamente do país.
Eu nunca vivi num regime de partido único.
Eu nunca tive a infelicidade de conhecer o fascismo."
domingo, 28 de outubro de 2012
De ONZE para SETE Sempre São QUATRO de Diferença!
António José (in)Seguro diz que Pedro Passos Coelho, em vez de onze, se meteu numa camisa de sete varas. Querem ver que fez um desconto para não o magoar muito...
sábado, 27 de outubro de 2012
LEMBRAI-VOS DE NÓS COM INDULGÊNCIA
A propósito de Uma Democracia Avançada - Os valores de Abril no Futuro de Portugal.
"(...)Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.
Íamos, com efeito,
mudando mais frequentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.
E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência."
Bertolt Brecht
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
VOLTAR AO LUGAR ONDE JÁ SE FOI FELIZ?
A propósito de Uma Democracia Avançada - Os valores de Abril no Futuro de Portugal.
Todos temos um pouco de masoquista que por vezes, na tentativa de recriar tempos passados, nos impele a revisitar lugares onde já fomos mais felizes.
Hoje, a leitura do projecto de alteração do Programa do PCP Uma Democracia Avançada - Os valores de Abril no Futuro de Portugal, trouxe-me à memória o verso do belíssimo Peces de Ciudad de Joaquin Sabina: "En Macondo comprendi / que al lugar donde has sido feliz/ no debieras tratar de volver".
Y cómo huir
cuando no quedan
islas para naufragar
al país
donde los sabios se retiran
del agravio de buscar
labios que sacan de quicio,
mentiras que ganan juicios
tan sumarios que envilecen
el cristal de los acuarios
de los peces de ciudad
que perdieron las agallas
en un banco de morralla,
que nadan por no llorar
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
PARA QUEM É POBRE A MISÉRIA NÃO É DIFÍCIL
Actualmente, o valor mínimo do subsídio de desemprego são
419,22€, sendo este o valor do IAS (indexante dos Apoios Sociais). Esta
barreira mínima defende os trabalhadores que trabalham pelo salário mínimo ou
pouca acima disso. Este valor não é revisto desde 2009 e só essa falta de
revisão resultou na sua desvalorização real por via da inflação ao longo destes
anos. Agora o Governo pretende alterar este valor, baixando-o para 377€ (90% do
IAS) para um desempregado com família e para 301€ (72% do IAS) para um
desempregado isolado.
Esta proposta demonstra bem o que significa a expressão propagandista da “Ética na Austeridade” e o calibre do “Visto Familiar” com que o CDS afirmou
que passaria a crivo todas as propostas do Governo.
Um trabalhador ou uma família que subsista com um ou dois
salários mínimos vivem claramente na pobreza. Não será necessário fazer muitas
demonstrações para se concluir o ambiente de profunda privação económica a que
estarão sujeitos. A sociedade portuguesa está cada vez mais longe de atingir o
patamar mínimo de dignidade económica, que é aquele onde a retribuição do
trabalho deve ser o suficiente para fazer face às mais básicas necessidades da
subsistência.
Com esta proposta o Governo dá um passo em frente! O governo
assume que quem se habitua a viver na pobreza, mesmo trabalhando, facilmente se
acomoda à miséria, ficando desempregado.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
RANKING ESCOLAS DO CONCELHO LOURES
Isto é um ranking de escolas, ou é um ranking das condições sociais das famílias dos alunos?
Quando nos deparamos com um daqueles Rankings de Escolas que os jornais fazem a partir dos resultados dos exames divulgados pelo Ministério da Educação, a nossa primeira reacção será irmos espreitar em que lugar está a escola do nosso filho, dos nossos conhecidos, ou até a nossa escola, aquela que há uns anos, às vezes muitos, nós próprios frequentámos.
E foi assim que lá fui ver, primeiro em que lugar do raking estava a escola cá do bairro, e depois como é que ela comparava com as outras escolas aqui do concelho de Loures.
Um ranking de escolas, julgamos nós, deveria reflectir coisas como a qualidade do ensino, se os professores são competentes, se está bem organizada, enfim, em que medida a escola consegue motivar os seu alunos a dar cada um/a o melhor si. Mas afinal o que os badalados Rankings de Escolas, ou mais concretamente de resultados dos exames, nos mostrem não é nada disso; todos sabemos que os resultados alcançados pelos alunos dependem muito de condições exteriores à escola, nomeadamente das condições económicas e sociais das respectivas famílias.
Este ano, para além da média dos resultados dos exames, o Ministério da Educação divulgou, e o Expresso publicou, um indicador, a percentagem de alunos carenciados em cada escola, que, apesar de limitado, nos dá uma ideia sobre as tais condições sócio económicas das famílias, que tanto pesam no aproveitamento escolar, e de que tanto nos esquecemos quando olhamos para os Rankings de resultados dos exames.
E como seria de esperar, mesmo tratando-se de um indicador limitado (melhor seria um indicador baseado no nível de educação e rendimento dos pais), o Ranking das escolas do concelho de Loures reflecte muito mais as condições sócio económicas das famílias dos alunos que as frequentam, do que a qualidade do ensino, a competência e dedicação dos professores, ou a capacidade de organização de cada uma daquelas comunidades escolares.
Para os pais preocupados com o desempenho e resultado escolar dos filhos parecerá que eles terão mais hipóteses de ter boas notas numa escola melhor posicionada no Ranking, por exemplo onde a média dos exames é 13 do que noutra em que é 11, mas o que os números do Ranking mostram é que não será bem assim. Obviamente naquelas duas escolas há alunos com resultados superiores à média, que até podem ser resultados semelhantes, sendo a média duma delas inferior por ter mais alunos com resultados mais baixos o que, voltando ao que já dissemos acima, em geral acontece por razões exteriores à própria escola.
Claro que haverá certamente escolas melhores do que outras, mas a diferença entre elas estará longe daquilo que o Ranking sugere, e em última análise não será por uma escola não ser tão boa, que um bom aluno deixará de ter bons resultados. E pesará mais num bom resultado os pais sacrificarem-se a comprar uma boa escola, privada, para os filhos, ou a acompanharem e apoiarem a sua vida escolar e o seu desenvolvimento saudável e equilibrado?
Por ultimo, talvez mais do que os Rankings, aquilo que deixa alguns pais inseguros e apreensivos em relação à escola pública, o seu caracter inclusivo, interclassista, multirracial, com várias religiões e com quem não tem nenhuma, é afinal uma vantagem na preparação dos jovens para o mundo real, longe das bolhas dos colégios de elite, dos condomínios fechados e outras formas de segregação social que mais não fazem do que contribuir para a reprodução das divisões económicas e sociais que continuam a ser das maiores chagas deste país tão desigual.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Por aqui também temos do mesmo
NEGAR ALMOÇO A UMA CRIANÇA, NÃO ACONTECE APENAS NA ESCOLA DE LOULÉ.
Para que haja a consciência de que uma escola deixar uma criança sem refeição não é uma excepção, que não se restringe à escola de Loulé, e que se calhar é pratica mais generalizada do que poderíamos supor, aqui fica o relato dum caso de que tive conhecimento directo, acontecido faz já algum tempo, aqui na Escola Vasco da Gama do Parque das Nações.
À hora do almoço a mãe duma criança de cinco anos recebe um telefonema da escola Vasco da Gama do Parque das Nações a informar que por falta de pagamento não tinha sido servido o almoço ao filho. Por se encontrar fora de Lisboa a mãe telefonou à avó da criança que de imediato se deslocou à escola onde se deparou com a cena degradante do neto, cinco anos, sentado sozinho numa mesa à parte, a ver os outros colegas a almoçar e, se calhar, com o apetite que sempre se aguça quando estamos com fome e vemos os outros a comer, a perguntar para os seus botões porque é que que o estavam a tratar daquela maneira.
Como é habitual nos casos em que alguém faz asneira da grossa, a desculpa foi de que eram ordens, e só depois de feito o pagamento é que serviram a refeição à criança. Acontece, o que para o caso nem sequer acho relevante, que até nem havia qualquer atraso no pagamento, o pai tinha em seu poder o recibo do pagamento adiantado das refeições dessa semana, que por um qualquer erro administrativo não ficou registado no cartão magnético do aluno.
Numa altura em que tantas famílias vivem situações dramáticas, é ainda mais imperioso e urgente que o Ministério da Educação faça chegar às escolas ordens claras de que ninguém, por nenhum motivo, seja por falta de pagamento ou de pagamentos em atraso, pode negar a refeição a uma criança.
No post do 5Dias Porque a barbárie contra as crianças é assunto de todos faz-se o apelo para que todos participemos no protesto junto das entidades responsáveis, para que casos deste não voltem a acontecer, nunca mais.
Macacadas para Entreter
DEPOIS do secretário de Estado da Juventude e Desportos, Miguel Mestre, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e do eurodeputado Paulo Rangel terem sugerido que os jovens deviam escolher o caminho da emigração, caso tivessem dificuldade em encontrar trabalho em Portugal, chegou a vez do ministro da Economia e (des)Emprego Álvaro Santos Pereira vir contrariar estas orientações, dizendo que o seu objectivo é travar a emigração de trabalhadores portugueses, caso não encontrem emprego no seu próprio país, muito embora não tenha dito quando nem como. Embora o propósito seja bom, a coisa cheira a mais uma macacada para entreter, isto porque os números desmentem esta intenção, continuando a subir imparáveis, além de que o Orçamento de Estado para 2013, é um passaporte garantido para tudo piorar, em todas as áreas, sem excepção.
domingo, 14 de outubro de 2012
A Bala de Prata
Jerónimo de Sousa - «É sacar, é roubar mais de 2,5 mil milhões de euros, a quem trabalha ou trabalhou. Isto é o que nos faz gerar um sentimento de revolta.»
Pedro Passos Coelho - «As expressões que aqui emprega, traduzindo-se na mais do que sugestão, na responsabilização por actos de roubar como acusa o Governo de fazer, torna o PCP cúmplice, para não dizer instigador de atitudes de maior violência em Portugal.»
Troca de palavras entre Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar de 12 de Outubro de 2012 na Assembleia da República.
Meu comentário - A resposta veio logo no dia seguinte, 13 de Outubro de 2012, com as Marchas do Desemprego da CGTP, isto quando Pedro Passos Coelho já se esgotou e não tem resposta para os discursos políticos. Sem argumentos, de cabeça perdida e perdido no seu labirinto, dispara a esmo com a única munição que lhe resta: uma bala de prata que os portugueses, entre muitas outras coisas, também vão ter que pagar.
Pedro Passos Coelho - «As expressões que aqui emprega, traduzindo-se na mais do que sugestão, na responsabilização por actos de roubar como acusa o Governo de fazer, torna o PCP cúmplice, para não dizer instigador de atitudes de maior violência em Portugal.»
Troca de palavras entre Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar de 12 de Outubro de 2012 na Assembleia da República.
Meu comentário - A resposta veio logo no dia seguinte, 13 de Outubro de 2012, com as Marchas do Desemprego da CGTP, isto quando Pedro Passos Coelho já se esgotou e não tem resposta para os discursos políticos. Sem argumentos, de cabeça perdida e perdido no seu labirinto, dispara a esmo com a única munição que lhe resta: uma bala de prata que os portugueses, entre muitas outras coisas, também vão ter que pagar.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
AUMENTOS DO IRS
Com o PSD e CDS o sacrifício maior é sempre para os que menos têm.
Se o seu rendimento colectável de 2011 foi dez mil euros, pagou de IRS 1550 euros. Já se o seu rendimento colectável foi dez vezes superior, cem mil euros, pagou 36050 euros.
Com a nova tabelas em discussão na AR, acrescida da sobretaxa de 4%, um rendimento colectável de dez mil euros passa a pagar 2270 euros, e um de cem mil euros irá pagar 43720 euros.
Ou seja, para quem tem um rendimento colectável de cem mil euros/ano o aumento do IRS será de 22%. Já para quem tem um rendimento colectável dez vezes menor, dez mil euros/ano, o aumento do IRS será de 46%.
sábado, 6 de outubro de 2012
Firmeza
ESTAMOS rodeados de cobardolas, que fogem do povo como o diabo da cruz. Um refugia-se no "Pátio da Galé", rodeado de gorilas e seguranças, despeja mais umas quantas inutilidades pela boca fora e sai apressadamente, ao passo que o outro se ausenta para o estrangeiro, dizendo que anda por lá por ser indispensável estar presente numa reunião dos chamados "amigos da coesão". Cá por mim, penso que é preciso dar-lhes com firmeza, como o fez a cantora lírica Ana Maria Pinto.
Firmeza
Poema de João José Cochofel e Música de Fernando Lopes-Graça
Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.
Não seja o travor das lágrimas
Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.
Olha que a vida nos acena
Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Conclusões do Conselho de Estado
THE SHOW MUST GO ON.
Does anybody want to taket it anymore?
- Graças aos bons ofícios do conselheiro matrimonial o divórcio foi adiado, as partes comprometem-se a manter a aparência dum casamento feliz, ou pelo menos a não fazer peixeirada em público; please?
- Enquanto não arranja para onde se mudar, o Paulo continua a viver lá em casa, em regime de bed and breakfast.
- Os gatunos são aconselhados a deixarem o roubo de esticão, mas o assalto à mão armada must go on.
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