terça-feira, 31 de janeiro de 2012

À CENSURA AGORA CHAMAM-LHE FILTRAGEM
Este Movimento, de Passos Coelho, não é para todos, é só para os que se enquadram.


"O MEU MOVIMENTO" é uma iniciativa de Passos Coelho no Portal do Governo, com dinheiros públicos e objectivos pouco claros, em que só são aceites participações que, depois de uma filtragem, os responsáveis da plataforma considerem que se enquadram nos objectivos da plataforma.

Alguém explique aos senhores do Governo que o tempo em que a liberdade de expressão em Portugal estava subordinada ao seu enquadramento nos objectivos do Governo, terminou na madrugada de 25 de Abril de 1974.

SOBRE A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA

Preço normal de 5 x 0.58 $US = 2.90 $US. Em promoção 3.00 $US.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SACRIFÍCIOS SÃO PARA TODOS
Parecidos na conversa, parecidos nos resultados.

Declarações de Marcelo Caetano que sucedeu a Salazar à frente do regime fascista.

Passos avisa que sacrifícios são para todos.

Das liberdades não fala Passos Coelho, mas todos estamos a ver o caminho que a Liberdade e a Democracia estão a levar no País com as troikas e o Governo PSD/CDS.

Há Sempre Uma Saída!


ESTÁ na altura do auto-intitulado "provedor do povo", Aníbal Cavaco Silva, também conhecido como aproveitador do BPN, saber qual é o seu caminho, e fazer a escolha acertada. Na impossibilidade de ser pela porta da frente, e já que 2012 vai ser um ano de viragem, ao homem que "nunca se engana", resta-lhe apenas fazer meia volta e sair pela porta das traseiras. Meta baixa por insuficiência financeira e desande. A petição a pedir a sua renúncia já superou as 28.000 assinaturas. É o empurrão que faltava.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DUQUES, RELVAS E CENAS TRISTES


Vi parte da edição do programa Prós-e-Contras dedicado a Angola. Vi apenas uma parte, porque me pareceu logo que estava perante uma um colóquio organizado pelo Governo com cobertura integral da RTP. Não foi um programa de informação e menos ainda um debate sobre Angola. O conteúdo era duvidoso e até do ponto de vista técnico estava uma lástima. Seja como for, não pensei mais nisso! Até hoje quando li a notícia que a RDP teria terminado um espaço de crónica semanal do jornalista Pedro Rosa Mendes, tendo ele recebido a seguinte explicação: “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”.

Se a emissão do programa Prós-e-Contras sobre Angola, com a inenarrável moderação de Fátima Campos Ferreira e a ufana prestação do tenebroso Ministro José Relvas foi uma demostração de provincianismo atroz, que só deve ter agradado a Luís Duque, já este acto de censura e represália na RDP é algo intolerável.

O Governo tem todo o direito de definir a sua diplomacia económica e de esforçar para que os seus objectivos nessa área sejam bem-sucedidos, não querendo dizer com isto que pessoalmente concorde com eles. Mas é um direito do Governo. Mais questionável será que o Governo instrumentalize a RTP e o seu departamento de informação para a realização de uma operação de charme junto da plutocracia (estou a tentar ser brando nos termos) Angolana. Porém, é já inadmissível que em função desses interesses do Governo se justifique um manto censório, com orientação directa deste ou através de excessivo zelo dos peões de brega, como parece ter acontecido na RDP.

Angola é um país perverso. Onde o estado de corrupção generalizada faz com que os milhões de uns sejam a pobreza da maioria. Em qualquer amostra de democracia seria questionável a imunda relação entre os negócios milionários e o exercício autocrático da política, como se verifica em Angola. Não me espanta que os amorins deste mundo durmam descansados quando sabem que as suas fortunas, feitas com as santas isabeis, crescem com o fermento da pobreza alheia e do despotismo. Não me molesta que para o governo português a democracia apenas uma alínea e que o importante é abrir caminho aos negócios próprios e de comparsas.

O que não podemos tolerar, o que nos deve fazer reagir como cavalo selvagem e indomável são estes sinais de empobrecimento da nossa democracia face a interesses obscuros de elites económicas e políticas que se sentem muito confortáveis junto do obscurantismo pantanoso do mundo dos negócios e da política angolana.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Made in China
DO RED BOOK AO RED PAD


Acompanhando também com grande atenção os países que definem como orientação e objectivo construir uma sociedade socialista, este escriba vem aqui partilhar com os seus esforçados leitores, estar o Partido Comunista Chinês a distribuir aos seus quadros dirigentes um RED PAD, tablet tipo iPad, onde os responsáveis da Nova Longa Marcha para o Socialismo (ou será Capitalismo?), poderão ler o Diário do Povo, jogar a versão chinesa do Angry Birds, ou quiçá, até reler o já tão esquecido Livro Vermelho de Mao.

A boa nova para Catroga, e para os seus colegas do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, é que, ao que sabemos, estão a ser envidados todos os esforços para que que aquele moderno dispositivo electrónico, que certamente também lhes irá ser distribuído, traga instalada uma versão portuguesa do célebre Red Book.

Assim, e no seu regresso a Xangai, a delegação do Governo Chinês que comprou a EDP, terá feito uma paragem em Bruxelas para pedir emprestado, para scanear (não confundir com sacanear), o exemplar em português da celebrada cartilha maoísta que tem servido de fonte de inspiração e guia, ao actual Presidente da Comissão Europeia.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Recomendação


MESMO considerando que para Portugal, 2012 vai ser um ano de viragem, conforme o assegurou o primeiro-ministro Passos Coelho, recomenda-se que seja levado a cabo um peditório de âmbito nacional, com o objectivo de ajudar Sua Insuficiência o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva a pagar as suas despesas, pois ele afirmou que as suas reformas não dão conta do recado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Hospital de Loures
UM HOSPITAL, MANINGUE DE INAUGURAÇÕES.


O Hospital de Loures que deve ter o record nacional dos anúncios de construção, prepara-se agora para uma fulgurante entrada no Guiness das inaugurações.

Apesar da presidente da comissão executiva da Espírito Santo Saúde, o grupo que ganhou o concurso de mais uma sanguessuga PPP, Parceria Público-Privada, garantir que "está tudo pronto para arrancar", o governo PSD/CDS, para fazer render o pouco peixe que tem na lota, decidiu ir abrindo o Hospital de Loures às pinguinhas.

Hoje abrem as consultas externas dalgumas especialidades, mas no melhor dos casos só no final de Fevereiro abrirão as Urgências, e até lá os diversos serviços irão abrindo, quando abrirem.

Alguém quer apostar que durante os próximos tempos a alegada comunicação social vai dar a cobertura à entrada em funcionamento de cada um dos Serviços como se se tratasse da inauguração do Hospital?

Vão ver que ainda vamos ter directos televisivos do Hospital de Loures, a anunciar a entrada em funcionamento dos mictórios das visitas.

DEMOCRACIA, POR ENQUANTO!


56% dos portugueses ainda acreditam que a Democracia é o melhor sistema de governo. Os dados são animadores! As concepções mais redutoras sobre a Democracia costumam aquartelá-la na esfera do político, do representativo e dos mecanismos formais de participação política. O modelo Demo-liberal insiste, deste modo, em fazer corresponder a Democracia apenas aos mecanismos formais do seu exercício político (pluripartidarismo e eleições regulares). Mesmo neste caso, foge do debate em torno das condições objectivas do exercício dessas formalidades como sejam a equidade de tratamento das perspectivas políticas concorrentes ou a sua real possibilidade de afirmação pública. Mas uma sociedade com “Democracia” formal, não é necessariamente uma sociedade democrática, ainda que aquela seja uma condição desta. O recuo de uma vivência democrática em várias áreas da actividade social, veja-se o exemplo das recentes alterações às leis laborais, e um retrocesso nos indicadores de democracia económica (redistribuição de riqueza, desigualdade social, assimetrias regionais, acesso à cultura, etc…) têm contribuído de forma não despicienda para a redução da qualidade da nossa democracia. Mesmo do pronto de vista formal, a Democracia formal encontra-se cada vez mais enviesada pela oligarquização do seu funcionamento, pela deriva plutocrática do espaço político e mediático e, causa e consequência, pelo alheamento dos cidadãos face aos processos políticos.

Há muita literatura sobre a qualidade da democracia e sobre as representações sociais sobre a democracia, sendo que no contexto nacional se recomenda a leitura de “Cidadania Política e Equidade Social”, 1997, Manuel Villaverde Cabral.

De todas as teses desenvolvidas e aferidas a mais interessante é a que se resume de forma bastante simples: Os cidadãos afastam-se dos processos democráticos e da democracia quando reiteradamente não se sentem beneficiados por ela.

A democracia formal, não sobreviverá no seio de uma sociedade desigual, injusta e onde os mecanismos de um sistema de oportunidades e recompensas económicas e sociais não funcionam. Não se cumprindo a democracia na sua plenitude os cidadãos não encontram motivação para a defender. A igualdade social e económica e a liberdade e a democracia não podem caminhar separadamente. A falta de recursos e condição económica e social afasta os cidadãos da participação política e cívica, sendo que esse afastamento dessas camadas mais desfavorecidas trás consigo uma menor observância dos decisores políticos face às suas necessidades e aspirações. Um ciclo perigoso.

Se se atentar na estratificação da sociografia do fenómeno da abstenção, facilmente se identifica a tendência acima referida. A abstenção é mais elevada entre os mais pobres e os menos instruídos. Ou seja, os que mais poderiam beneficiar de uma participação cívica e política activa que lhes assegurasse a defesa democrática dos seus interesses, são aqueles que mais se afastam dessa participação. Esta situação é perigosa porque paulatinamente cria o ambiente social para a aceitação de modelos políticos não democráticos, bastando para tal que surjam aos olhos dos excluídos como reais possibilidades de lhes elevar a sua condição social e económica, algo que aos seus olhos a democracia não logrou.

Tendo em conta o profundo ataque que o projecto de um Portugal Democrático tem sofrido, o resultado deste estudo arrisca-se a ser brevemente revisto em baixa. Se a existência de 44% de portugueses que já não se revêm na democracia não fizer soar o alarme, que será preciso para que tal aconteça?

COMUNISTAS FAZEM AFUNDAR CONCÓRDIA

A culpa é sempre dos comunistas.

É culpa dos comunistas que o governo tenha desencadeado uma das maiores ofensivas contra os trabalhadores.

É culpa dos comunistas que a CGTP, e bem, se tenha recusa a dar a sua anuência aos sonhos e aspirações das confederações patronais e do governo.

E agora parece que é culpa dos comunistas que a UGT tenha assinado o tal acordo agressivo. Não fosse tão ridícula esta declaração de João Proença, que agora também afirma que assinou o acordo porque houve senhores "não socialistas" da CGTP que lhe pediram que o fizesse e talvez tivesse algum crédito.

Ah, é verdade, consta por aí que havia dois comunistas e um marinheiro com gosto pela literatura anarquista no paquete que se afundou ao largo de Itália! Libertem o comandante, já! Estão encontrados os responsáveis!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"RALAÇÕES" LABORAIS


A relação laboral é uma relação desigual entre empregador e empregado. No seguimento da verificação filosófica e política desta desigualdade de base criaram-se códigos legais que visavam reequilibrar esta relação, garantindo aos trabalhadores padrões aceitáveis de respeito pela sua dignidade humana na esfera do trabalho.

Por seu lado, os empregadores sempre clamaram contra todas as regras existentes, sejam elas quais forem, que lhes diminua o arbítrio na gestão laboral dentro das suas empresas. Para os empregadores, lei laboral ideal é aquela que se apresente despojada de quais quer regras. Onde se possa contratar e despedir, apenas porque sim e sem custos. Aquela que permita contratar pelo valor e com os tempos de trabalho que quem emprega define em negociação individual com o trabalhador (num contexto em que o trabalhador não tem qualquer força negocial).

Como naturalmente qualquer trabalhador tem resistências a aceitar de ânimo leve a fragilização da sua posição na relação laboral, o desemprego surge como o grande argumento/chantagem de quem quer que a lei laboral, enquanto código de regras, desapareça por completo. Assim, nos últimos 30 anos os argumentos repetem-se como uma cantilena de crianças. É necessário despojar a lei laboral das regras que equilibram a relação laboral porque, caso tal não aconteça, o desemprego paira sobre todos como uma espada de Dâmocles. Sendo muito importante o aspecto da distribuição equitativa da riqueza produzida, que esta perspectiva também ataca, não a refiro para já. Contudo há uma resposta que urge dar. Quantos postos de trabalho foram criados com todas as revisões da lei laboral nos últimos 30 anos? Porque que é que se essa desregulamentação é um factor de criação de emprego temos tido taxas de desemprego crescentes nos últimos anos?

NÃO ME OCORRE NADA PARA DAR TÍTULO A ESTE TEXTO

As posições da CGTP costumam ser desvalorizadas pelos apaniguados da situação, que repetidamente dizem que a Intersindical já não representa os trabalhadores.
A UGT representa em número de sindicalizados, cerca 23% dos trabalhadores sindicalizados, contra 71% da CGTP, sendo que em sindicatos independentes/não filiados estão 6% dos sindicalizados (estes números são da única fonte com alguma credibilidade que encontrei, um estudo de Alan Stoleroff e Reinhard Naumann).
Contudo, quando a UGT cumpre o seu papel histórico de proporcionar ao poder económico a legitimação das suas aspirações, é sempre tratada como se fosse a grande representante dos trabalhadores portugueses, dando azo a títulos como “Trabalhadores e patrões chegam a acordo” ou “Acordo junta empresários, trabalhadores e governo”.
Ninguém ousa escrever o que seria mais verdadeiro. “A ESMAGADORA MAIORIA DOS TRABALHADORES E DOS SEUS REPRESENTANTES ESTÁ CONTRA O ACORDO ASSINADO” Sendo verdade, este título nunca seria publicável, vá lá saber-se porquê?!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Eterna Dúvida


EDUARDO Catroga diz que até nem é membro do PSD, oh yeah...

Pois é, rezam as crónicas que foi públicamente admitido nas hostes laranja em Maio de 2005, e o padrinho foi Marques Mendes. Ao negar a coisa, fica a dúvida: será que o cavalheiro quer superar José Sócrates, andará com falhas de memória ou terão extraviado a ficha?