quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Seara Nova | rejuvesnece aos 90


A Seara Nova fez em 15 de Outubro 90 anos. É um caso sério dos meios de comunicação social portugueses. Porque resistiu às investidas do fascismo e da censura. Porque reuniu sempre alguns dos mais relevantes intelectuais do país. Porque se manteve fiel a princípios essenciais do jornalismo, da democracia, do progresso, da cultura.

A edição 1717 do Outono de 2011, recentemente chegada às bancas, não apenas dá conta desse percurso único, como apresenta artigos de enorme valia informativa e reflexiva.

Para além de um programa de comemorações que já teve início com elevada adesão, com a realização da Conferência Seara Nova "O projecto seareiro", de assinalar a presença desde agora em www.searanova.publ.pt e no Facebook.

Permita-se-me o desafio de propôr a revisitação a quem já conhece e a descoberta a quem ainda não conhece. Vale a pena dispôr de uma alternativa jornalística e culturalmente consistente aos sofríveis títulos, vulgares nas bancas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

GRUPO DE APOIO LEGAL AO 24N
Comunicado sobre os acontecimento do dia da GREVE GERAL de 24 de Novembro de 2011.


"Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.

Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um “Grupo de Apoio Legal”, que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.

Fazemo-lo não por se tratar de companheiros “anarquistas”. Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos – a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.

Fazemo-lo porque – ao contrário dos sindicatos – consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.

Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a “verdade legal” que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:

_Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.

_Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.

_Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.

Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.

O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.

Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de “anarquistas extremistas” é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.

Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.

Dito isto, é preciso salientar que um “anarquista” é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que “todos os anarquistas” pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.

Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.

Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.

Grupo de Apoio Legal para o 24N

Lisboa, 28 de Novembro de 2011"

NÃO PAGA e Não Tem Medo de Ninguém


«O homem mais rico de Portugal está a contas com o Fisco. A Direcção de Finanças de Aveiro detectou despesas pessoais, logo ilegais, de centenas de milhares de euros na contabilidade da Amorim Holding 2. Américo Amorim recusa pagar 750 mil euros ao Estado de IRC. 

Os Serviços de Inspecção da Direcção de Finanças de Aveiro (DFA) detectaram irregularidades na Amorim Holding 2, pertencente ao empresário Américo Amorim, relativas aos anos de 2005, 2006 e 2007. Os inspectores encontraram despesas pessoais, que ascendem a centenas de milhares de euros, incluídas na contabilidade da holding. O rol dessas despesas é extenso e vai desde viagens da família para destinos turísticos a despesas com massagens, passando por tampões higiénicos e mercearia.»


Notícia-síntese do JORNAL DE NOTÍCIAS on-line de 29 de Novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

QUEM É QUE DISSE QUE A DÍVIDA É A RAZÃO DOS CORTES?

Faça clique na imagem para ver o montante da Dívida de cada país, e a quem.

Segundo toda aquela malta que anda a viver acima das nossas possibilidades, a K7 é que somos todos uns esbanjadores incorrigíveis, e que nos endividámos até às orelhas. Pedimos dinheiro para comprar casa, carro, ir de férias, trocar de portátil, e agora vamos todos ter de pagar a factura, com língua de palmo.

Ainda há bocado o Zé Rodrigues dos Santos na RTP1, com aquele ar consternado que usa quando fala destas cenas, dizia que cada português, novo, velho, ou criança, em média, deve cerca de 13 mil euros (dívida pública). Se a isto acrescentarmos a dívida privada, a média sobe para cerca de 38 mil euros.

Só que naquela média entram não apenas os nossos empréstimos da casa, como também a massa que a banca empresta, sem problemas nem garantias, ao pessoal do costume, como por exemplo os MIL MILHÕES de euros emprestados ao Joe fuck you Berardo para comparar acções do BCP, ou os SESSENTA MILHÕES que o Duarte alegado jagunço Lima pediu para comprar os terrenos de Oeiras, ao lado de onde ia ser construído o IPO.

Mas se, como nos querem convencer, a Dívida, independentemente de quem a pariu, é a razão para o roubo dos salários e pensões, a venda ao desbarato das empresas públicas e da água, da asfixia do SNS e do Ensino, então é porque deverá ser muito superior à de todos os outros países europeus que não enveredaram por estes extremos.

E o que eu gostaria que me explicassem, é porque é que com um dívida média cerca de 38 mil euros por cidadão estamos nas ruas da amargura, nós e a Grécia também com 38 mil, quando a Itália deve em média quase 33 mil, a Espanha 41 mil, a virtuosa e poupadinha Alemanha 50 mil, a colaboracionista França 66 mil, o Reino Unido capital da finança 117 mil, e a Irlanda tigre celta chega aos 390 mil euros.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Esquecimentos


COMENTANDO a legitimidade da Greve Geral, o ministro da Defesa José Pedro Aguiar-Branco afirmou que "o que os portugueses decidiram nas urnas não pode ser mudado na rua", porém, esqueceu-se de acrescentar que aquilo que o governo prometeu nas eleições, não corresponde àquilo que está a concretizar enquanto governo, e a resposta dos portugueses foi clarividente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GREVE GERAL
Este blog está na Greve: primeiro nos piquetes, depois na Manif.

Um Bode Expiatório Chamado Povo Português


PEDRO Passos Coelho ganhou um mau hábito. Frente às câmaras de TV, ostenta um ar de mestre-escola e tenta provar, de forma falaciosa, que o endividamento dos cidadãos é o principal responsável pelo endividamento do Estado e a desordem nas Contas Públicas, atribuindo-nos o suposto pecado de andarmos a gastar acima das nossas possibilidades, e com isso sermos os sujeitos culpados da crise e do depauperamento do Estado. E vai mais longe. Como somos caloteiros e não pagamos o que devemos, o crédito mal parado começa a deixar os coitadinhos dos bancos em maus lençóis, e depois o Estado tem que ir a correr salvá-los da penúria, para garantir a estabilização financeira. E vai dizendo isto sem se rir, julgando que nos esquecemos dos lucros pornográficos que os bancos entretanto fizeram ao longo dos anos, à custa dos mariolas dos portugueses, e que entretanto publicitavam com regozijo, pompa e circunstância, culminando com orgiásticas distribuições de dividendos.

Com esta falsa ideia, quer implantar nos nossos espíritos um complexo de culpa, que conduz ao entorpecimento, à submissão e aceitação da inevitabilidade das medidas de austeridade, bem como os sacrifícios daí resultantes. A verdade é que se um cidadão se sobreendivida e não consegue cumprir os seus compromissos, seja por indisciplina ou pouco controle do seu orçamento doméstico, o problema é sempre pessoal e a sua solução fica circunscrita ao contencioso entre devedor e credor. O que significa que o Governo, a Dívida Pública e o Orçamento de Estado não têm nada a ver com isso, nem são para aí chamados. Passando por cima disto, Passos Coelho faz um ensaio para arranjar mais um bode expiatório, tão grande quanto a dívida que o próprio Estado acumulou, e que o bancos gulosos andaram a explorar.

Esquece-se de falar dos excessos em que o Estado se envolve, seja com gastos estratosféricos e incomportáveis, com uma gestão incompetente dos dinheiros públicos, com os ruinosos modelos que implementa para administrar o país, com contabilidades marteladas e engenharias orçamentais, ou ainda (e sobretudo) com os favores, preferências, negociatas e traficâncias suspeitas em que se envolve, que geram colossais buracos financeiros, e leva a que os cofres se esvaziem, sem receitas e sem remédio. Daí o Estado sobreendividar-se de forma escandalosa e continuada, pedindo empréstimos para pagar empréstimos (cá dentro e lá fora), e depois, já sem crédito e cercado pelos agiotas dos mercados, virar-se para o mundo do trabalho, exaurindo-o com medidas de austeridade e saques ao desbarato, para satisfazer as exigências cada vez mais gravosas, e nunca conseguir pagar o que deve. E assim, por obra e graça deste mesmo Estado que Passos Coelho personifica, se passa de país a protectorado, onde se leiloa património ao desbarato, e se vão abrindo os caminhos que conduzem à penúria e miséria generalizadas, onde são demolidos todos os projectos de vida, e onde (quase) todos acabam devedores.

Afinal, Pedro Passos Coelho, mais os seus aliados de circunstância, o que pretendem é um grande bode expiatório, do tamanho do país, a quem imputar a responsabilidade do estado a que chegámos. E pegando nessa ideia, insiste que temos que mudar de vida, voltando a sugerir como solução o nosso empobrecimento colectivo (excepto os do costume). Está na altura do povo lhe responder, a ele e aos seus aliados de circunstância, com o gesto adequado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

GOOD BYE WILLY!


Depois de duas décadas de social-democrático esforço de adaptação à moda e ditames do neo liberalismo globalizado (3ª Via, choque tecnológico, e tal), em menos de duas semanas vemos sair de cena dois distintos membros, PASOK e PSOE, da família política que desempenhou um papel central na Europa da segunda metade do século XX.

Desiludam-se os que julgam tratar-se duma fase que depois passa, e que tudo poderá voltar ao que já foi. A social democracia dos tempos mais felizes do boom económico e do Estado Social, está morta (ainda que mal enterrada). E o problema principal não é a conjuntura adversa, nem sequer a evidente e deplorável falta de alternativas das actuais lideranças face à nova realidade do capitalismo financeiro globalizado e totalizante.

O problema central é que com o desaparecimento do fantasma que morava a leste, os donos disto tudo já podem dispensar sem problemas os serviços dos seus leais e esforçados junior partners, e preferem entregar a gestão corrente das sucursais diretamente aos seus próprios capatazes: Merkel, Sarkozy, Cameron, Rajoy. Ou aos burocratas de serviço para as emergências: Papademos, Mario Conti, Vítor Gaspar.

Alguns dos partidos da IS pós 2ª Guerra Mundial irão, eventualmente, sobreviver como máquinas eleitorais com um papel, e talvez sucesso, semelhantes ao Partido Democrata dos EUA, mas, inevitavelmente, como realidades cada vez mais a milhas dos partidos de Willy Brandt, Harold Wilson, Mário Soares e Felipe Gonzalez.

Post dedicado aos meus amigos da esquerda do PS, da ala social democrata do BE, e Renovadores.
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Vital Moreira e o Complexo de Édipo


COM manifesta falta de assunto, o patético oráculo Vital Moreira, disse o seguinte: "Para o PCP cada greve geral é sempre a maior de sempre. Está para vir uma greve geral que não seja maior do que a anterior. Admitir outra coisa seria admitir a perda de capacidade de mobilização do Partido..."

Ainda faltam dois dias, e já aqui está alguém do PS (partido Seguro) que, contrariando o que foi aconselhado pelas altas e colaborantes instâncias partidárias, não se abstém de tomar posição relativamente à greve geral. Enfim, armadilhas que o complexo de Édipo tece...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GOVERNO QUER TIRAR CARREIRAS 22 E 28 À PORTELA
O PCP está contra. E os outros partidos?


Já por aqui no blog falámos do plano do Governo de acabar com as carreiras 22 e 28 para a Portela, e de encerrar mais cedo a Rede do Metro, deixando quem aqui mora mais dependente do transporte individual, e reduzido a uma única carreira da Carris, o 83, que actualmente não tem serviço à noite e ao fim de semana.

Claro que estes planos não são um facto consumado, especialmente se quem aqui mora estiver disposto a manifestar o seu desagrado e a exigir transportes públicos com horários e regularidade que satisfaçam as necessidade de mobilidade dos habitantes da Portela.

Ontem o PCP colocou uma faixa em frente duma das saídas do Centro Comercial da Portela a alertar os moradores do bairro para os planos do Governo, e apelando ao protesto contra a medida. Seria bom sabermos também qual a posição das outras forças politicas, e que iniciativas está a tomar a Junta de Freguesia quanto a este problema.

Mas acima de tudo, esta é uma questão que quem aqui mora não deve ignorar, apoiando os protestos e exigindo aos seus representantes que assumam a responsabilidade de defender os direitos de quem os elegeu. Neste blog continuaremos a divulgar eventuais posições de outros partidos, e as iniciativas de protesto contra a concretização do planeado corte do 22 e 28 e o encurtamento dos horários do Metro.

domingo, 20 de novembro de 2011

TIO DA PÁTRIA EXPLICA CASO DUARTE LIMA
Nada a ver com a Gruta de Ali Babá. Tudo a ver com o jovem humilde deslumbrado com o Grand Monde.


Hoje, na TVI, mais uma lição do tio da pátria, a mostrar o seu talento em passar completamente ao lado duma questão melindrosa para o partido que defende. O caso Duarte Lima, de acordo com o tio mais conhecido do país, não tem nada a ver com o PSD do tempo de Cavaco, ou com aquele local mal frequentado chamado BPN. Nada a ver com uma direcção partidária com gente, é agora claro, mais próxima das práticas da Gruta de Ali Babá do que das exigências éticas do Governo do Estado.

Para Marcelo, o caso Duarte Lima resume-se aos malefícios do arrivismo na política, da rápida promoção dum jovem de origens humildes, vindo lá dos confins de Trás os Montes. E, para bom entendedor, acompanhado de outros personagens de extracção igualmente duvidosa, dirigidos pelo filho dum gasolineiro de Boliqueime.

Para que conste, Marcelo implies, esta coisa da política fica muito melhor se reservada a gente com outro pedigree (por exemplo, digo eu, a um filho de Governador Colonial, afilhado de Ditador e casa na Quinta da Marinha), com o savoir faire de bem cavalgar o Povo em toda a sela, adquirido ao longo de muitas gerações, e que não se deixa apanhar em negócios manhosos à la BPN: tipo compra e venda de terrenos, empresas falidas, ou acções.

GREVE GERAL em Loures


O grupo do facebook GREVE GERAL em Loures irá nos próximos dias 23 e 24, directamente dos piquetes de Greve, dar informação actualizada sobre o decorrer da GREVE GERAL no concelho de Loures, com fotos, vídeos e comentários.

O grupo, iniciativa de participantes nas redes sociais (incluindo escribas aqui do Essência) que vivem e/ou trabalham no concelho, já está activo com informação de decisões de adesão à Greve, comentários e outras notícias. Vá lá também acrescentar as suas informações e comentários.

Pesos e Medidas

O TRIBUNAL Arbitral, nomeado pelo Conselho Económico e Social, decretou “serviços mínimos” nos transportes colectivos, no dia de greve geral de 24 de Novembro, considerando que os transportes públicos desempenham um papel essencial no acesso das pessoas à rede hospitalar pública e, consequentemente, a necessidade de protecção do direito à saúde constitucionalmente consagrado. Como se vê, o argumento é educativo e muito convincente.

Entretanto, gostava de conhecer a opinião que este mesmo tribunal arbitral produziria, caso lhe fosse pedido um parecer sobre a eliminação e encurtamento de carreiras dos transportes públicos, bem como a redução dos horários de serviço dos mesmos, medida que o Governo quer levar para a frente, não num simples dia de greve, mas de forma definitiva, cerceando a mobilidade dos cidadãos e limitando, para além do direito à saúde, todos os outros direitos constitucionalmente consagrados.