sábado, 15 de outubro de 2011

SE A DESONESTIDADE PAGASSE IMPOSTO...
Passos diz que funcionários públicos ganham mais 10 a 15% do que os do privado.


Para tentar justificar os cortes dos subsídios de Férias e Natal aos trabalhadores da função pública Passos diz que funcionários públicos ganham mais 10 a 15% que trabalhadores do privado. Só se esqueceu de dizer que os trabalhadores da função publica têm em média um nível de escolaridade bem superior aos do privado:

% trabalhadores com Ensino-----Básico------Secundário------Superior
Administração Pública-------------41,8------------12,9-------------45,3
Sector Privado-----------------------72,5------------14,5-------------13,0
FONTE - Boletim do Emprego Público – Out. 2008 - DGAEP

Aos comentadores do costume adianto já que nunca trabalhei na administração ou em empresas públicas.

15/10, ENTÃO ATÉ LOGO.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

DEMOLIÇÃO DE BARRACAS A BOM RITMO
Mais de metade coercivamente, o que não tira o sono a quem dirige a Câmara de Loures


O título, Demolição de barracas a bom ritmo, duma notícia num site da Câmara de Loures, dá logo a ideia dos objectivos da Câmara: não se trata de realojar pessoas que vivem em péssimas condições, em habitação precárias degradadas, mas de limpar o espaço para outros fins, nalguns casos de pura especulação imobiliária.

De acordo com os dados divulgados na notícia mais de metade das demolições foram feitas coercivamente, o que é apresentado como se fosse a coisa mais natural da vida, uma Câmara recorrer ao uso da força para desalojar os próprios munícipes que devia ser a primeira a defender.

Como já aqui referi antes, pelo menos na Quinta da Torre, Camarate, a população tem resistido, mas apesar disso, pelo que diz a Câmara de Loures, no primeiro semestre deste ano já foram demolidas 35 barracas.

A Acampada Lisboa, denuncia situações dramáticas que os desalojamentos estão a provocar, alerta para a previsível destruição de mais barracas na próxima 3ª feira e apela à solidariedade de todos para com as populações atingidas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DISTÚRBIO AFECTIVO NO CORREIO DA MANHÃ
Mas afinal quem é que levou o tiro, a mulher ou a amante?



"Tudo se passou pelas 16h40. No meio do violento confronto entre as duas mulheres, na via pública, o homem pegou numa arma e disparou um tiro que atingiu a amante. Após o disparo, o taxista transportou a vítima para o Hospital Santos Silva, em Gaia. A mulher foi atingida no antebraço direito e recebeu alta médica ao final do dia."

Com artistas destes a escrever para o pasquim, até nem é má ideia o Correio da Manhã ficar-se por estas cenas de alcova, a fazer concorrência ao DN, e deixar de se preocupar em dar notícias.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dos Livros


DA AUTORIA do economista João Pedro Martins e com a chancela da editora SmartBook, acabei de ler o recém-editado livro "Suite 605", com o subtítulo “A história secreta de centenas de empresas que cabem numa sala de 100m2”, o qual aborda e escalpeliza a figura sinistra do offshore madeirense, eufemisticamente conhecido como Zona Franca da Madeira.

Ao prazer da leitura de um tema polémico, acresce a coincidência da recente divulgação da dívida escondida pelo governo regional da Madeira, e a ocorrência de mais umas eleições regionais naquela região autónoma, acontecimento sempre atulhado de passeios inaugurativos e de comícios eleitorais recheados de vitupérios, quando não transformados em autênticas garraiadas humanas. Isto para não falar do mais importante, que foram as referências ao regabofe dos pretéritos 12.775 dias de consulados jardinistas, bem untados e ignorados pelos condescendentes governos da República.

Passemos ao livro. É uma obra arrasadora. Lê-se de um fôlego e fica-se com os cabelos em pé, para não dizer horrorizado, com as situações com que somos confrontados e as conclusões que acabamos por tirar.

Na verdade, estamos rodeados de malfeitores e presos numa poderosa rede criminosa.

No caso específico deste offshore da Madeira, situado na suite 605 do Edifício Marina Fórum, no n.77 da Avenida Arriaga do Funchal, o cenário resume-se a uma sala de 102m2, que alberga 1.000 empresas virtuais. Cada empresa ocupa uma área equivalente a um mosaico de cozinha, havendo dois super-gestores (recrutados entre as “famílias” madeirenses, mas desprovidos de competência académica ou profissional ) a quem compete administrar 868 empresas, em regime de voluntariado, isto é, sem receberem um cêntimo pela função  que desempenham (serão beneméritos?), a qual, na prática, se limita a ser mera pirataria fiscal. Assim, o grande desenvolvimento de que os políticos madeirenses tanto se orgulham e vangloriam, não passa de um paraíso fiscal, situado numa região ultra-periférica, habitado por umas largas centenas de empresas-fantasma, embrulhadas numa simples escritura de constituição de empresa, desprovidas de trabalhadores, com lucros fabulosos, e cujos escritórios se limitam a ser uma caixa de correio.

Um exemplo: na Madeira não existem minas, fundições, fábricas, armazéns ou entrepostos industriais, mas registada no offshore existe a ArcelorMittal Trading, que é um gigante mundial do aço, que não produz um único grama de aço nem têm operários na Madeira, mas que exporta dali, através de uma frota invisível de navios, toda a sua colossal produção. Neste offshore do Funchal, tal como a ArcelorMittal Trading, existem centenas de outras empresas que não criam emprego, nem riqueza para o país. Não acrescentam tecnologia e não pagam impostos em Portugal. Limitam-se apenas a ter lucros e a beneficiar das isenções fiscais. Se pagassem o que lhes competia, tal seria o suficiente para acabar com o desemprego na região autónoma, a oferta de emprego passar a superar a procura, e os cerca de 30% de madeirenses que vivem abaixo do limiar da pobreza, passariam a ter uma existência mais digna e segundo padrões europeus.

Diz o autor que “os paraísos fiscais não são um tema complexo apenas ao alcance de economistas e advogados, é um sistema ultrajante que rouba aos pobres para evitar que os ricos paguem impostos. No fim, a conta é sempre paga pelos pequenos contribuintes. Esta é uma das páginas mais negras da economia desde a época da escravatura.” É verdade! Na prática, a Zona Franca da Madeira tem permitido que se faça lavagem de dinheiro das mais suspeitas proveniências, e que os lucros das multinacionais fiquem isentos de pagar impostos, sem criar postos de trabalho, sem gerar riqueza e sem acrescentar qualquer espécie de inovação tecnológica, operando exclusivamente na vertente financeira e fiscal, na qual o dinheiro nunca chega a entrar em Portugal, limitando-se apenas a ser traficado através das piruetas das contabilidades criativas, distorcendo a realidade económica da região e do país.

Conclui o autor, já no fecho da obra, que o comércio monopolista das multinacionais anulou a livre concorrência e viciou a lei da oferta e da procura. Os impostos são pagos apenas por quem trabalha por conta de outrem, enquanto que as grandes empresas jogam nos tabuleiros dos offshores para fugir ao fisco e engrossar os seus lucros de forma desmedida, satisfazendo as ganâncias e regabofes dos senhores accionistas. Por outro lado, o mito do défice da produtividade não está nos trabalhadores, nem na legião de desempregados que procuram sustentar-se, e sustentar as suas famílias, mas sim numa classe de parasitas profissionais que, socorrendo-se da corrupção e explorando toda a espécie de truques e artimanhas, mais as fragilidades que o sistema fiscal exibe, acabam por furtar-se aos impostos, e não só.

Livro oportuno e demolidor, muito bem estruturado, escrito e documentado, é um excelente veículo para mergulhar neste capítulo da realidade económica portuguesa. Embora saiba o que são offshores, para que servem, e na generalidade, quais os seus efeitos preversos, agora fiquei bem mais informado, para não dizer estarrecido. Reflectindo sobre as leituras dos últimos anos, lembrei-me de outro livro, “O Horror Económico” de Viviane Forrester, publicado em 1997, onde até não se falava muito de paraísos fiscais. Juntando as considerações dos dois, separados por 14 anos, fico com comichões e a engolir em seco. Há quem diga que o mundo mudou. Mudou pois, mas para muito pior!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma Humanidade que se Regozija com Revoluções De Liberdade Y Democracia Y Direitos Humanos deveria ter Vergonha em Aplaudir mortes de Crianças.



Titulo e texto dum post de de.puta.madre:

"F-Se! Uma Humanidade que se Regozija com Revoluções De Liberdade Y Democracia Y Direitos Humanos deveria ter Vergonha em Aplaudir mortes de Crianças. Essa Humanidade só Inscreve o Seu Nome na História Universal da Infâmia. Assim São Todos, sem excepção, que estão a Celebrar essa Fantochada Sanguinária a que Parodiam com o Nome de Revolução Líbia.

O twitter Ontem SUSPENDEU a conta @LibyaChildren - Eu voltei a criar a conta @LibyanChildren1 - O twitter hoje retirou Visibilidade aos tweetts das pesquisas. Parece que o mundo não pode saber que vão morrendo crianças na Líbia.

Nas duas últimas semana, nas quais ocorreu, inauguralmente, um bombardeamento a um HOSPITAL ( inédito na história da Nato) já morrem 1000 crianças y 100 estão em Estado crítico. Os vídeos vão chegando. São de crianças mortas. Mas crianças mortas são apenas crianças mortas. Nada podemos fazer.

Mas crianças mortas de Gaddafi não se podem tornar BOAS MORTES de crianças-Gaddafi mortas. Não sejamos INFAMES que nem Burlescos Breivikes a celebrar esta Grotesca Farsa a que bradam os mais histéricos Y dados a peneiras democráticas [obscuras] de revolução. A Liberdade respeita a Vida. Humano que não respeita uma criança morta não lhe sobra dedo para apontar a Kadhafi.
"


Ver também Apelo à participação na denúncia do massacre que a NATO, em nosso nome, está a fazer na Líbia:

"S.O.S LÍBIA !!! … Podes ajudar? … Eu Criei a Conta @LibyaChildren no Twitter, ao 46 tweet o Twitter Suspendeu-me a conta. Estava a enviar um Vídeo a Jogadores de futebol, com crianças Mortas pelos bombardeamentos da Nato, num Hospital da Cidade de Sirte." Ver mais...

Recortes e Rascunhos (7)


«Se as fronteiras fossem fechadas por duas semanas, por qualquer motivo, morríamos todos de fome
 
Afirmação de António Moreira, advogado de Torres Vedras que intentou uma acção popular contra o Estado português, pedindo a revisão dos programas negociados com a União Europeia na área da agricultura, considerando que os subsídios concedidos aos agricultores se destinam, maioritáriamente, a compensá-los, para que renunciem a produzir, havendo dois milhões de hectares de propriedades abandonadas ou desprovidas de qualquer cultivo. Moral da história: vivemos, essencialmente, de bens alimentares importados.

domingo, 9 de outubro de 2011

A POESIA SAIU À RUA
Numa paragem de autocarros em Santa Apolónia, Lisboa.


Portugal continua a cravar
Os milhões pra gastar
Na luxúria, na boémia, nas wars
E não sai da Falência-Vitalícia!

A alta e a média burguesias
Arruinam Porugal, não criam condições de vida
São avarentas antipatriotas

Portugal
Tem que impôr
Governos de
Consertação Social
Pro bem estar social
E não pra engordar
Mamões cifrões nazis e semear
Miséria!

Carneiros
E camelos
Não poder voltar
A votar nos mamões cifrões nazis!


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CARTA AO PRIMEIRO DEPARTAMENTO DO 5DIAS.

A Soviet war poster "Don't chat! Chatting leads to treason" (1941).


Moscavide, 7 de Outubro de 2011

Ao Primeiro Departamento do 5DIAS


Exmos. Senhores/as,

De vez em quando sou barrado nos comentários do 5Dias, o que parece ser coisa que acontece a muita gente, mas não só isso não me rala nada, como muito menos me leva a pôr em causa o vosso direito de só publicarem os comentários que bem entendem.

O que me deixa um pouco intrigado, e motiva o dirigir-me a V.Exas, é não perceber a lógica que leva o Primeiro Departamento do 5DIAS a barrar os meus inócuos comentários, especialmente se comparados com muitos outros que vejo publicados.

Embora a vida nos mostre não costumar ser a lógica um dos atributos dos primeiros departamentos deste mundo, mesmo assim ficava grato se ao menos me dessem uma abébia sobre os eventuais motivos que, por exemplo, vos levaram a não publicar este comentário ao post sobre a participação de Mário Nogueira ao lado de Jardim, ou vice versa, numa das muitas inaugurações em que são pródigas as campanhas eleitorais do soba da Madeira.

Atentamente,

Dédé


ADENDA
Depois de deixar um link deste post no 5DIAS, o comentário referido foi publicado e o Tiago teve a amabilidade de aqui vir à caixa de comentários dizer o que sucedeu.
Quando nada digo sobre não publicarem os meus comentários, nada acontece, mas das duas vezes em que referi aqui no blog o facto de ter sido barrado no 5DIAS, pelo menos esta resultou, embora a anterior não (num post de AF, não do Tiago).
O que só vem comprovar o dito
quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre (versão pós-moderna-combativa do velhinho quem não chora não mama).

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

JARDIM EM CAMPANHA COM NOGUEIRA AO LADO
Ainda se fosse num comício do PSD, mas na sede do Sindicato?


"A Federação define a independência sindical como a garantia de autonomia face ao Estado, às entidades patronais, aos partidos políticos e às organizações religiosas, e como a certeza que a definição da sua orientação é feita, exclusivamente, na base do funcionamento democrático dos órgãos estatutários da Federação." artigo 6º, nº 4, dos estatutos da FENPROF.

As eleições locais e regionais parecem ter um efeito deletério nalguns dirigentes da CGTP. Ainda se lembram quando Carvalho da Silva se cruzou no Chiado, alegadamente por acaso, com uma arruada da campanha de António Costa à Câmara de Lisboa? Agora, assumidamente de forma planeada, em plena campanha para as eleições regionais da Madeira, Alberto João Jardim e Mário Nogueira discursam lado a lado na inauguração da sede do Sindicato dos Professores da Madeira.

Adenda:
Sobre inaugurações em período de campanha eleitoral, sugiro a leitura deste post de Vitor Dias:
ELEIÇÕES NA MADEIRA - A MAIOR VERGONHA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO ABRE DELEGAÇÃO EM SANTO TIRSO.


O Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido por Inquisição, acaba de abrir uma delegação em Santo Tirso, e no seu julgamento inaugural condenou um arguido, Agostinho Caridade, de 38 anos, residente em Aguiar, Barcelos, a pagar 3.000 euros por ter lesado a fé dos queixosos.

E mais não digo, não vá alguém sentir-se lesado na sua fé e pôr-me um processo em cima no Tribunal de Santo Ofício Tirso.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Justiça


A MINISTRA da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, quer acabar com os processos que se arrastam. Há solução para (quase) tudo, e esta até é simples: usem arrastadeiras! O belo exemplar acima é da saudosa Fábrica de Louça de Sacavém, e data de 1870.

Atentos, Firmes e Hirtos


RELATÓRIOS confidenciais (???) a que os meios de comunicação social tiveram acesso, dão a conhecer que os comandos da PSP e do SIS estão muito preocupados com o agravamento da agitação social, face ao aprofundamento das medidas de austeridade, que se reflectem na  degradação das condições de vida do povo português. É mesmo antecipado um quadro de extrema agitação social, o que levou a que as polícias já tivessem passado à fase de identificação e "marcação" de potenciais protagonistas de violência.

Curiosamente, ou talvez não, aquilo que deveria ser matéria reservada, acaba vertido para a comunicação social, como se de uma fuga de informação se tratasse, mas na realidade, rápidamente se percebe que estamos perante um aviso prévio e uma pública declaração de prontidão, quase uma provocação. E direi mais: que os zelosos comandos da PSP e do SIS, estão ansiosos por apresentarem serviço, testarem a eficácia dos novos equipamentos anti-motim, provando que a nossa polícia é tão boa como a dos outros países, sobretudo quando chega o momento de nos aquecerem as costas.