domingo, 12 de junho de 2011

Este é o momento de se correr atrás de lugares
Diz Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP.


A dirigente popular deixou claro aos militantes do seu partido que lhes compete estar “nos devidos lugares, proporcionalmente ao nosso peso político e porque temos isso legitimado pelos votos que obtivemos”.

O que até deve ser mais compensador do que andar a roubar palha. E não dá chatices com a GNR.

A Doença e os Remédios

O Presidente da República, professor Cavaco Silva, em visita a Castelo Branco para as comemorações do 10 de Junho, incitou os portugueses a empenharem-se nos desafios que têm pela frente, recorrendo a uma frase de um médico célebre do século XVI, João Rodrigues de Castelo Branco, conhecido como Amato Lusitano, o qual teria sentenciado que “não há cura para aquele que não quer ser curado”.
Penso que quando Cavaco Silva pede empenho aos portugueses, está sobretudo a pedir aos mais vulneráveis e de fracos recursos, que aceitem a prescrição de mais austeridade, e a nova dose de sacríficios que se avizinham, como se estes remédios fossem o tratamento adequado para a tal doença de que o país padece.
Ora, penso que o Presidente escolheu mal a comparação e o destinatário do pedido de empenho. Esta doença está instalada no país, não porque os portugueses sejam portadores dela, e andem a espalhar a enfermidade, mas sim porque quem nos tem governado, em vez de aplicar a profilaxia adequada ao seu combate, tem andado a ajudar à sua propagação, não só da estirpe genuinamente portuguesa, mas também daquela que veio de fora, e que agravou ainda mais a contaminação. Portanto, assentemos ideias: o país está em muito má situação económica e financeira, à beira da bancarrota, porque quem andou a gerir a coisa pública, não soube fazer diagnósticos, é incompetente, negligenciou, trocou os medicamentos, deliberadamente ou não, e deixou que a epidemia infectasse todo o tecido económico e social. Aplicada às circunstâncias actuais, a frase inspiradora deveria ser mais exactamente esta: não há cura para a doença quando se está a aplicar o remédio errado.

Adenda - Curiosamente, o próprio Presidente da República, se fosse levado a sério nas coisas que diz, teria dado um exemplo de errada prescrição medicamentosa, quando disse na aldeia de Alcongosta, que as cerejas fazem bem a tudo, e até são boas para os calos. Qualquer boticário que se preze, se não ficasse escandalizado, pelo menos não esconderia um sorriso de desdém.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

HISTÓRIAS DUM TEMPO FELIZ
(que os miúdos aqui do concelho de Loures deixaram de poder contar)


Texto colectivo dos alunos duma turma do 4º ano duma escola de Lisboa que frequentam as aulas de natação das actividades de enriquecimento curricular na Piscina do Oriente.

No concelho de Loures um programa semelhante que existia há largos anos e envolvia cerca de 4500 crianças do ensino básico foi extinto pela Câmara PS de Loures.

"Estamos pelo 3º ano consecutivo a frequentar o programa de natação curricular da C.M.Lisboa, na piscina do Oriente.
Este ano as aulas começaram em Novembro e os nossos professores são o Rodolfo e a Ana e os monitores são a Sofia e o Pedro.

A natação está a ser muito divertida (Marcelo) porque temos feito muitos jogos (Miguel).
Este ano já aprendi a boiar e a deslizar para a frente (Susana) e eu já consigo respirar por baixo de água (Mariana).
Para mim, a natação está a ser muito boa porque perdi os medos que tinha de nadar (Inês).
Eu também concordo, o problema é que quando mergulho as toucas saltam (Miguel).
Agora, eu já consigo mergulhar e abrir os olhos debaixo de água (Rodrigo). Mas eu não (Gonçalo).

A professora continua a ir connosco para dentro de água (Carlos) e ajuda-nos a ultrapassar as nossas dificuldades (Érica) e a vencer os "medos" (Daiana).
O que eu mais gosto de fazer é mergulhar como os golfinhos (Daniel) e eu gosto de saltar de cabeça por dentro do arco (Rodrigo). Eu prefiro brincar dentro de água (Diogo).
Eu gosto do meu professor e embora eu tenha algumas dificuldades, acho que estou a ir no bom caminho (Mafalda).

Este ano eu ainda não fui para dentro de água porque fui operada ao braço e tenho gesso, mas ajudo as minhas colegas a secar o cabelo, que também é importante (Bruna).
O David também tem faltado porque foi operado aos olhos. Eu sei que ele também está cheio de pena, mas o importante é que ele está a ver melhor (Sandra).

Eu agora já consigo mergulhar mais fundo (Miguel) e dar cambalhotas dentro de água (Guilherme).
A natação está a ser muito divertida, porque vou com os meus colegas (Daniel).
Aprendemos coisas novas e estamos quase a passar as etapas definidas pelos professores. Mas o que é bom acaba depressa e as aulas estão quase a terminar (Maria)."

Nota: Painel afixado na Piscina do Oriente, Lisboa. A definição da foto foi reduzida de modo a não permitir a identificação das crianças.

Novas Oportunidades com Jocker

NÃO POSSO crer que um patriota dos quatro costados como é o caso de José Sócrates, vá aceitar o convite que lhe foi feito, de representar e defender os interesses de empresas estrangeiras - neste caso as brasileiras – não só em Portugal, como em toda a União Europeia. A economia portuguesa apenas perde com isso, e débil como está, não sei se essa intervenção de Sócrates, não corresponde a um definitivo golpe de misericórdia na nossa soberania, já de si tão maltratada. Isto a acontecer, envolvendo um primeiro-ministro acabadinho de sair derrotado de eleições legislativas, não sei se não deverá ser considerada uma retaliação, qualquer parecida com um visceral mau perder, ou mais grave ainda, a expressão de um indubitável conflito de interesses. Sócrates que se cuide. Ai dele! O Brasil é um país-irmão, os brasileiros são nossos irmãos, mas quanto ao resto, irmãos, irmãos, negócios à parte. Tudo o que for além disto, cheira-me a traição de grosso calibre.
Pessoalmente, até acho que ele devia ser convidado para fazer qualquer coisa, explorando ao máximo as suas energias e capacidades de comunicador, pois a preguiça em tempos de crise é um hábito muito feio. No entanto, tudo menos isto, que mexe com os interesses de Portugal e dos portugueses, sei lá, uma função mais simbólica, sobretudo no estrangeiro, onde tenha que discursar muitíssimo, de preferência sem teleponto, para ele ter oportunidade de praticar o seu "inglês técnico".

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AS MÁS COMPANHIAS...
Cá para mim ainda têm é sorte, em conseguir aguentar 288 mil votos.


Não querendo passar por burro, junto-me aqui à legião de analistas, comentadores e bloguistas (não confundir com bloquistas), com a prova de mais uma ponderosa razão que levou o povo do BE a migrar para pastagens mais verdes, ou rosas, sei lá.

NATO, Para Que te Quero?

COMO se não bastasse os Açores serem, há quase 70 anos, uma espécie de porta-aviões norte-americano, plantado no meio do Atântico, e cujo inquilino paga a renda, tarde e a más horas, agora, fruto talvez de alguma clausula secreta do acordo com a troika do FMI-CE-BCE, e na sequência da nossa “despromoção” de país soberano a protectorado, há uma proposta do secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, na qual Portugal perde o comando operacional localizado em Oeiras, passando à categoria de base secundária, ou melhor, parque de estacionamento ou estação de serviço, para a sexta esquadra norte-americana, força naval cuja responsabilidade operacional se estende do Atlântico ao Mediterrâneo.
Com isto, fica claro que no entendimento da NATO, nem os novos submarinos que vieram equipar a nossa Marinha - e que nos deixaram mais pobretes que nunca - conseguem evitar que Portugal se torne mais irrelevante e perca competências, no âmbito desta aliança, que faz tanta falta com o míldio ou a febre das carraças. É caso para perguntar: NATO, para que te quero?

terça-feira, 7 de junho de 2011

OS SUSPEITOS DO COSTUME


"O voto de mais de 440 mil eleitores que expressaram a sua confiança à CDU é tão mais importante e valorizável quanto foi necessário anular resignações e medos instalados, vencer a dissimulação daqueles que nunca revelaram os seus verdadeiros programas e intenções políticas, bem como combater artificiais bipolarizações."

Ou seja apenas 4,68% dos eleitores, ou 7,94% dos votos expressos, é coisa importante e valorizável, e as razões para tal penúria são aqueles suspeitos do costume, sempre à mão para que não se fale mais nisso.

Enfim o que não me deixa ainda mais deprimido é que pelo menos não viram a cara à luta.

"O PCP intensificará a sua intervenção e acção política a todos os níveis e apresentará iniciativas na Assembleia da República: pela valorização dos salários, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros ainda em 2011 e das pensões de reforma em 25€; pelo combate à precariedade; pela reposição dos cortes nos apoios sociais, designadamente no abono de família e subsídio de desemprego; pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino público, gratuito e de qualidade, e de uma Segurança Social Pública e Universal."

A FÓRMULA

José Sócrates saiu no meio de lágrimas e suspiros, porém, tal como nas guerras modernas, deixou o campo todo minado, para ir mutilando quem se afoite nas coutadas e bastiões que foi ocupando ao longo de seis anos. Para pressentirmos isso, basta acrescentar à “boyada” que deixou espalhada por todos os recantos e esconsos do aparelho de Estado, da administração pública, dos institutos, fundações e afins, um olhar sobre a composição do grupo parlamentar do PS, tudo gente escolhida a dedo pelo “chefe”, perante a abulia de um partido semi-narcotizado. Falta saber quem será o senhor que se segue, e qual o seu papel na fórmula que já se está a desenhar.
Passos Coelho, passadas que foram as festividades da sua entronização como futuro chefe de governo, acabaram-se os sorrisos e já entrou a matar. Com Cavaco Silva a dar-lhe gás, diz ele que vai formar governo com rapidez, e já prometeu que além de ir cumprir rigorosamente o que foi acordado com a missão do FMI-CE-BCE, irá “surpreender”, indo mais longe do que o imposto, com o objectivo de voltar a criar uma onda de confiança nos sempre queridos e omnipresentes mercados. Percebe-se pelo tom que que até nem é preciso rabiscar um programa de governo, pois o memorando da troika serve perfeitamente, acrescido das tais surpresas. Para já, a receita não parece divergir muito da que era seguida pelo PS, logo, prevê-se mais do mesmo, com a promessa de agravamento, e os respectivos custos a serem suportados pelas vítimas do costume.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EM ELEIÇÕES NÃO GANHA O MELHOR, GANHA O QUE TEM MAIS VOTOS.


Uma das primeiras votantes da mesa onde estive foi uma jovem na casa dos oitenta, ar jovial e enérgico, que depois de votar fez questão de nos dirigir algumas palavras simpáticas despedindo-se com um: bom trabalho e que ganhe o melhor. Ao que um dos membros da mesa, com algum humor, respondeu que em eleições quem ganha não é necessariamente o melhor, mas o que tem mais votos.

Votos que, nestes tempos de crise, são cada vez mais escassos. Ontem o PSD ficou-se pelos 22,75% e o CDS pelos 6.91%. No conjunto os dois partidos que vão ter a maioria na Assembleia da Republica e formar Governo não chegaram sequer aos 30% dos votos do total dos eleitores inscritos.

Claro que esta crescente escassez de votos nos vencedores das eleições (recorde-se que Cavaco foi eleito por 23,15% dos eleitores inscritos), não retira qualquer poder aos órgão saídos destas eleições, mas convirá tê-los presentes face ao discurso de políticos e opinadores que já estão a usar os números dos votos expressos (no caso 38,63% e 11,74%) para tentar calar as vozes do descontentamento. Vozes e protestos dos que não se irão calar na sequência destes resultados eleitorais, como não se calariam, e com toda a legitimidade, mesmo que os resultados tivessem sido muitíssimo mais expressivos.

As eleições democráticas não são uma forma de dar razão a uns e retirá-la a outros. Fiquem lá com o Governo e a maioria da AR que nós ficamos com o direito de democraticamente continuar a lutar por um país mais justo, com menos desigualdade, desemprego e precaridade. De continuar a defender o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, e a Segurança Social. De continuar a exigir o respeito pelos direitos e dignidade de quem trabalha.

Ah, e não repitam a arrogância e autoritarismo de Sócrates (que como era inevitável mais cedo ou mais tarde lhe acabaria por ser fatal), para virem exigir a submissão incondicional aos desvario neo liberais do programa do PSD, nem, obviamente, às medidas desastrosas da troika com que tão alegre e irresponsavelmente se comprometeram.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oh show us the way to the next little dollar
Oh don't ask why
For if we don't find the next little dollar
I tell you we must die!



Para nos falar das glórias e misérias deste mundo que nos coube em sorte, há (quase) sempre a propósito um poema de Brecht, de preferência, como é o caso, com musica de Kurt Weill.

Os interpretes deste fabuloso Alabama Song são David Johansen, Ellen Shipley, Ralph Schuckett e Bob Dorough, mas pode sempre imaginar Cavaco a fingir que guia a carripana que não vai a lado nenhum, e a troika Sócrates, Passos, e Portas, a fazer a farra lá atrás.

And must have dollars
Oh you know why


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Não há STRESS…

… podem votar em tudo, menos nos partidos com ESSE!

Cromos do neo liberalismo tuga
O MOEDAS DE TROCOS


Ajudante do Avô Pintelhos na coordenação do Programa do PSD e nas sessões de vénias à troika, Carlos Moedas vai chefiar a Secretaria do Estado dos Trocos, encarregada do financiamento do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino, e da Segurança Social.

Entretanto, este discípulo dos Mercados, do César da Neves, e do trol de Massamá, já garantiu que "assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, (...) essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal. Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o 'rating', não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 ".

Pois, isto do incorporem às vezes leva o seu tempo, tanto podem ser 6, 12 ou, sei lá, para aí uma porrada de meses, ou anos, é só fazer as contas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Três Estados-Rosa

ESTADO Social - Desde Novembro de 2010 até à actualidade, 636 mil famílias portuguesas deixaram de beneficiar do direito a abono de família, devido à eliminação dos dois últimos escalões e à aplicação da nova lei de acesso a apoios sociais. Esta iniciativa tem sido levada a efeito pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, chefiado pela senhora Helena André, ex-sindicalista da União Geral de Trabalhadores (UGT).

ESTADO de Coma – Datam de 2008 as primeiras denúncias de irregularidades com o preenchimento de formulários em delegações regionais do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), entidade que veio substituir a extinta Direcção-Geral de Viação (DGV), das quais resultaram a emissão, até à data, de mais de 3.000 cartas de condução falsas.

ESTADO de Incerteza - O presidente da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), José Luís Forte declarou que apesar de ainda haver falhas na área da prevenção, os «acidentes de trabalho mortais em Portugal diminuíram um terço na última década». É caso para perguntar: se não houve significativos investimentos na área da prevenção, e diminuíram o número de acidentes de trabalho mortais, será que isso não tem a ver com o facto de contarmos, actualmente, com mais de 700.000 desempregados, e isso ter baixado consideravelmente a exposição ao risco de acidentes, logo à ocorrência dos mesmos?

REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA
Apesar de todos negarem a pés juntos, já se trabalha na reestruturação da dívida da Grécia. Segue-se Portugal.


Do Sarkozy ao BCE e FMI, nos últimos dias parece não ter havido cão nem gato que não tenha vindo a público negar a evidência da inevitabilidade da reestruturação da Dívida dos países mais expostos da União Europeia.

Para não perderem a face junto do pessoal mais a leste destas cenas, parece que, nesta fase, lhe vão chamar "re-profiling voluntário". Chamem-lhe o que lhes der mais jeito, o que parece certo é que a reestruturação da Dívida da Grécia já está em curso. Seguem-se, não necessariamente por esta ordem, Portugal, Irlanda e Espanha.

Traduzido do site do Wall Street Tools LLC, um curto artigo que nos dá uma ideia do que se está a preparar: "Here Comes The Great Greek Debt Restructuring... Errr.. Reprofiling"

"Não era se, mas quando, a Grécia seria forçada a reestruturar as suas dívidas. O Dow Jones diz que as primeiras vítimas do chamado "re-profiling voluntário" serão os principais bancos gregos, incluindo o Banco Nacional da Grécia SA (ETE.AT), Banco Alfa AE (ALPHA.AT) e EFG Eurobank Ergasias SA (EGFEY). O esquema que está a ser apresentado obriga os bancos gregos a estender os prazos das suas dívidas. Em troca de concordar com o plano, as autoridades da UE não exigiriam que os bancos gregos aumentassem o capital ou ajustassem (reduzissem) o valor dos seus investimentos em títulos do governo grego. Deste modo o FASB acaba por aceitar que os métodos contabilísticos são irrelevantes, e podem ser alterados sempre que se tornem um inconveniente para o sistema financeiro.

E se os bancos gregos se recusam a alinhar com este esquema de Ponzi?

O BCE deixaria de financiar o sistema bancário grego, que está atualmente dependente do "suporte de vida" do BCE. Aqui é onde teria de entrar a coerção governamental. Se os bancos recusam o acordo, o BCE retira todo o financiamento, deixando os bancos gregos insolventes, dado que ninguém de perfeito juízo vai aceitar dívida grega como garantia para novos empréstimos. Uma vez os bancos gregos incapazes de fazer o "roll over" das dívidas com empréstimos do BCE, com juros próximos de zero, a grande tragédia grega acabaria num "crash"desastroso, e o mundo teria uma nova crise bancária.

Se por outro lado a reestruturação for por diante, poderá ajudar a Grécia a arrastar-se durante mais algum tempo, dado que os credores domésticos possuem atualmente, segundo o FMI, cerca de 38% da dívida do governo grego. Este esquema beneficiaria também os grandes bancos franceses e europeus que têm centenas de milhares de milhões de dólares de exposição aos PIIGS. Isto mostra também que, com o agravamento da crise da dívida na União Europeia, os grandes bancos, para salvar a própria pele, "estão a empurrar-se uns aos outros para baixo do proverbial autocarro" - canibalização pela elite de banqueiros no seu melhor. Seguem-se os bancos espanhóis, portugueses e irlandeses."


Adenda: Ver hoje no Público notícia, com uma única referência à palavra reestruturação, em que o BCE diz que seria uma catástrofe, mas com muitos reescalonar, curto prazo, voluntário e privados: Zona euro quer reescalonar dívida grega de curto prazo.