
ADENDA em 13/3 - Comentários a este post no Facebook
Carlos Luz
Momento especial este, em que novas caras vieram à luta ampliando as vozes de protesto contra as políticas anti sociais que algures os mandantes europeus definem e os nossos governantes aplicam sem escrúpulos dando de barato a soberania nacional.
Evaristo Rui Brito Fonseca
Apesar de tudo, para um leigo como eu, causa-me uma certa estranheza os apoios implícitos de Cavaco, PSD, Portas, CDS, a própria Igreja, assim como outras personalidades da direita (bem à direita). Causa-me estranheza maior, o apoio desde a primeira hora de todos os canais televisivos e restante imprensa, quando nunca se tinha visto tamanho comprometimente com outras, muitas manifestações promovidas pela CGTP. Para tudo há uma explicação, e eu gostava que os apoiantes mais esclarecidos do que eu me ajudassem...
J Eduardo Brissos
Acho que o que aqui temos é a afirmação (irrupção) politica dum "grupo social em ascensão" reivindicando o seu lugar no "concerto socio/politico da nação".
Apesar das manobras de que fala o Evaristo, do que hoje lá vi, do povo que desfilou, e não dos organizadores que não conheço, parece-me que o seu aliado preferencial é a esquerda.
Vejamos agora como a esquerda vai lidar com a situação:
Falar em "ampliação" no sentido de reforço do que existe é curto, pode na melhor das hipóteses atrair alguns dos mais radicalizados.
Ou irá a esquerda "aproveitar o balanço" para se reinventar para o sec XXI? Um processo do mesmo tipo, mas necessariamente muito diferente, do que teve lugar na década que antecedeu o 25 de Abril?
Carlos Luz
Da vida recolhemos a experiência de que a tomada de consciência das coisas que estão para além das necessidades imediatas de cada um não tem um significado massivo e, nem tão pouco das expressões voluntariosas e imediatistas resultaram transformações sociais significativas, mas de processos análogos alguns ganharam outro tipo de consciência do seu papel na sociedade.
Claro que é curtíssimo a ampliação do reforço do que existe, mas já não é mau se tivermos em conta que muitos dos presentes eram jovens e outros menos jovens não costumam estar presentes na luta.
Claro que havia um pouco de tudo na manif, não era anárquica, apesar dos anarquistas (?) estarem presentes, e era perceptível um tipo de organização experiente, vi muitos comunista e sindicalistas, mas também folcloristas profissionais e muita confusão de ideias que nalguns casos roçava o reaccionarismo.
Sendo um momento importante de luta e partilhando da ideia de que é necessário fazer uma análise deste processo e retirar daí conclusões, não me parece que seja a revolução em marcha.
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