sábado, 27 de novembro de 2010

O Segundo Fôlego

Sócrates, todo emproado e a salivar com a aprovação do Orçamento de Estado para 2011, obtido com os ardilosos “améns” do PSD, apronta-se para a fase seguinte, que é fazer "melhorarias no mercado de trabalho" e flexibilizar a legislação laboral, isto é, vai precarizar ainda mais, banalizar os despedimentos com a desculpa da quebra de produtividade, fechar os olhos ao alargamento dos horários de trabalho (poucos a fazerem o trabalho de muitos), talvez vá tentar reduzir o salário mínimo nacional e outras coisas mais, com a desculpa da competitividade, ao mesmo tempo que vai pedindo desculpa e vertendo umas lágrimas de crocodilo, por estar a pôr o país e os portugueses nas lonas.
Para fazer frente a este segundo fôlego da escalada anti-laboral e anti-nacional, à falta de melhor solução, eu até era capaz de vender a alma ao diabo, caso ele existisse, claro está!

IRLANDA: Quando a especulação com cavalos também acaba mal.


Para além das 300 000 casas por vender, desde que começou a crise do subprime, sabe-se agora que na Irlanda cerca de 20 000 cavalos foram já abandonados ou abatidos, por os donos não os conseguirem alimentar e manter.

O desenvolvimento dum largo mercado de cavalos de tipo especulativo, foi um aspecto pouco falado do chamado "milagre irlandês" que, como os outros, termina agora também em pesadelo. Como se diz no Expresso de hoje, pag. 6, no mercado de Dublin é agora possível comprar um cavalo por 20 euros ou em troca por um telemóvel.

ADOPÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS CAUSA ENGULHOS A ALEGRE...



"A adopção sempre me pôs mais problemas, mais engulhos do que o resto. Não tenho um preconceito, mas penso nas crianças. As crianças são muito cruéis... "

O que seria então se tivesse preconceito! E onde é que terá ele ido buscar o "argumento" das pobres criancinhas vitimizadas por colegas e amigos por serem filhos dum casal homossexual? Seria aos racistas dos anos 60 que usavam muito este "argumento" contra os casamento inter raciais?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BEJA: PARQUE DE ESTACIONAMENTO DE AVIÕES JÁ VAI EM MAIS DE 35 MILHÕES.


"No relatório da auditoria ao aeroporto de Beja, hoje divulgado, o TC refere que o encargo público com o empreendimento já é de quase 35,4 milhões de euros, mais 1,3 milhões de euros do que os 34,1 milhões de euros inicialmente previstos no projecto aprovado.

Além deste encargo, afirma o TC, será "ainda necessário despender mais 39 milhões de euros para operacionalizar o aeroporto" e "dar cobertura a défices de exploração" da EDAB até 2015."

Felizmente Jorge Pulido Valente, Presidente da Câmara de Beja, PS, que acumula com Presidente da EDAB, ou vice-versa, já veio esclarecer que não há problema, o alegado aeroporto de Beja está certificado para aterragens e descolagens de aviões (só) com tripulação, o que terão de concordar é perfeitamente suficiente para um parque de estacionamento de aviões.

ESGOTA-SE O STOCK DE KOMPENSAN´S NAS IMEDIAÇÕES DAS SEDES DO BLOCO DE ESQUERDA



"Adopção gay ainda me causa engulhos"
Manuel Alegre

(*Ainda se fosse uma criada com a perna roliça)

Segredos de Estado

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos (há quem lhe chame Teixeira dos Bancos), convocou na passada quinta-feira (25-NOV-2010), os principais banqueiros do país (CGD, BCP, BPI e BES) para uma reunião no "seu" ministério, contudo, permanecem como "segredos de estado", tanto os objectivos como as conclusões de tal encontro. Há muita especulação no ar. Pode ter sido para informar que pasta de dentes é que ele usa, se ficou com azia depois das negociações de última hora, para alterar na especialidade, alguns artigos do Orçamento de Estado, ou se Portugal está ou não a ser pressionado para pedir ajuda internacional. Cá para mim, e com a conspiração dos “mercados” em pano de fundo, quase garanto que o ministro esteve a "prestar contas" ao verdadeiro governante de Portugal, isto é, o “directório do dinheiro”, de todas as suas “patrióticas” diligências, arranjos e acordos levados a cabo com o PSD, para a aprovação do Orçamento de Estado de 2011, de forma a que se mantenham intactos os privilégios e os mecanismos de acumulação da banca portuguesa, afinal, a única coisa que verdadeiramente lhes interessa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 DE NOVEMBRO 1975
Episódio da Contra Revolução, na TV que havia na altura.


Para assinalar a passagem do 35º aniversário do 25 de Novembro, Duran Clemente publicou hoje no FB um relato da sua intervenção na RTP antes das forças da contra revolução desligarem a emissão de Lisboa e a transferirem para o Porto.

Pela sua importância como documento bem revelador de que não houve a 25 de Novembro de 1975 qualquer tentativa de golpe dos militares de esquerda, mas sim um golpe contra revolucionário da direita anti trabalhadores, publicamo-lo também na íntegra no Docs da Pólvora:

O Homem Invisível

A COMUNICAÇÃO social informou que José Sócrates esteve “invisível” para a generalidade dos portugueses, tendo passado o dia de Greve Geral a “trabalhar” na residência oficial de São Bento. Com o tempo que tem passado em digressão inaugurativa e exibicionista, desde Outubro de 2009, é natural que precise de fazer uma pausa na sua gabarolice e tente pôr alguma ordem na grande desorganização dos seus papéis, e das suas tarefas básicas como governante. Quanto aos restantes membros do governo, foram “mobilizados” para macaquearem uma espécie de “serviços mínimos”, adequados à sua vocação de fura-greves muito bem pagos.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Magno Problema

«(…) O magno problema continua a ser que não há riqueza sem produção, não há produção sem trabalho, não há trabalho sem trabalhadores. E a magna diferença é que enquanto o capital despede, os trabalhadores querem trabalho. Vão dizê-lo com toda a clareza na próxima quarta-feira.»

Excerto do artigo de Ruben de Carvalho, publicado pelo semanário EXPRESSO de 20 de Novembro 2010.

domingo, 21 de novembro de 2010

O tio Marcelo quer ajudar os pobrezinhos
Que tal um Chá de Caridade? Local já temos.


Na sua homilia semanal de hoje na TVI, Marcelo fez diversas sugestões para matar a fome aos pobrezinhos e combater os efeitos deletérios da "pauperização da classe média".

Infelizmente, talvez demasiado excitado com as sondagens que dão para cima de 60% a Cavaco, esqueceu-se da forma preferida pelas tias da Quinta da Marinha de mostrarem que têm um coração de ouro e montes de preocupações sociais: UM CHÁ DE CARIDADE.

PORTELA: AQUI NINGUÉM SE PERDE...


Talvez pelo trauma de viver muito anos sem nomes de ruas, a escolha da toponímia e a identificação das ruas tem merecido uma especial atenção aos autarcas da freguesia da Portela, no que até são uma honrosa excepção ao generalizado desleixo com que a sinalização de estradas e ruas é tratado pelo país fora.

Mas enough is enough, e o dinheiro que a nova junta de freguesia PSD está a desbaratar neste ridículo reforço da sinalização, seria certamente melhor aplicado, por exemplo, na recuperação e reabertura do PARQUE INFANTIL DA PORTELA, cuja PETIÇÃO NA INTERNET pode também subscrever.

E vá-se lá saber porquê mas, como podem ver pelas fotos abaixo, a par da duplicação de placas nalgumas ruas, outras há que não têm qualquer identificação.





O País Real Segue Dentro de Momentos

LAMENTÁVEL, estupidificante, paupérrimo, quase a roçar o miserável, eis as expressões mais contidas que me ocorrem, para definir a informação (vista, falada e escrita) com que temos vindo a ser bombardeados, durante os dias que rodeiam a cimeira da OTAN/NATO. Não estou propriamente a culpar os jornalistas que andam pelo terreno, ao frio e debaixo de chuva, de câmara ao ombro e de microfone em punho, mas sim quem tem a responsabilidade editorial pelas imagens e declarações que são lançadas para a opinião pública. Quase sem nenhuma excepção, todos os jornais e estações de rádio e televisão têm alinhado e alinhavado a cobertura da cimeira, e tudo o que gravita à sua volta, pela cómoda bitola de um dócil “situacionismo”. Vê-se isso nas escolhas que são feitas para decidir quem é questionado aqui e ali, quem é convidado para dar opinião ou comentar o evento e a sua matéria, nos critérios entre o que deve ser cortado e o que deve ser mostrado, o que é conveniente ou inconveniente, o que é inócuo ou polémico, o que é supostamente correcto e incorrecto, desde que não fira susceptibilidades. Já nem vale a pena vir pedir desculpa pela interrupção e dizer que o país e a realidade seguem (ou talvez não) dentro de momentos, pois é tudo a bem do prestígio autóctone, aquela coisa de que se fala, que não se come nem faz a felicidade de ninguém. Mas isto não é apenas verdade para o que se passou com a cimeira; no melancólico dia-a-dia do que acontece nesta ocidental praia lusitana, a receita repete-se! Depois de muitas doses de soporífero para endurecer e embrutecer a nossa atenção e sensibilidade, foi assim, de mansinho, que o país real, por obra e graça de uma central de informação e contra-informação muito bem oleada, foi sendo substituído por um país ficcional, quase irracional. Enfim, é a comunicação social que temos, perfeitamente domesticada e servil quanto baste, dispensada de se sujeitar ao lápis azul da velha censura do”estado novo”, e de “motu proprio”, a dar-nos a tal injecção diária atrás da orelha...