segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MOSCAVIDE, Capital Regional da Cultura.


Conta-me o pessoal que por aqui já andava naqueles anos antes do 25 de Abril, que apesar da falta de espaços adequados, apoios de qualquer espécie, e da repressão que proibia iniciativas culturais, intimidava colectividades e prendia activistas, em Moscavide, apesar de todas as dificuldades, lá iam conseguindo manter uma irregular actividade cultural, por aqui tendo passado alguns nomes de destaque da cultura nacional.

Uma exposição do grande fotógrafo Eduardo Gageiro, felizmente ainda em actividade, e já nessa altura distinguido com prestigiados prémios internacionais, colóquios com Manuel da Fonseca, José Carlos de Vasconcelos e Mário Zambujal, ou as visitas de José Afonso que cantou mais duma vez na então Verbena do Atlético, e de José Carlos Ary dos Santos para dizer a sua poesia no Centro Social e Paroquial, enfim lá iam fazendo alguma coisa em prol do convívio e cultura dos conterrâneos.

Esforçada sucessora daquela época difícil, mas em que a cultura não era esquecida, é agora a Junta de Freguesia de Moscavide, PS, que dispondo de meios como o Centro Cultural, com uma boa sala de espectáculos com 260 lugares, e um orçamento razoável, mantém uma intensa e regular actividade cultural, como pode ver pela Agenda do Centro Cultural (imagem acima), e que já pôs Moscavide no mapa com o honroso título de Capital Regional da Cultura.

(*) Não se trata do site da Junta estar desactualizado, não há mesmo nenhuma actividade cultural, recente ou programada, do Centro Cultural de Moscavide.

domingo, 7 de novembro de 2010

NUNCA TE ESQUECEREMOS, REVOLUÇÃO DE OUTUBRO.


Por ter acabado mal o que começou bem, continuaremos a tentar, as vezes que for necessário; por uma sociedade mais justa, democrática e solidária.

Alegre quer apoio de dirigentes do PS
Então ainda não percebeu que o candidato de Sócrates é Cavaco?


Há dirigentes do partido que têm as suas responsabilidades, têm que falar, têm que se comprometer, porque este combate não é só meu, não é só dos militantes, é de todos”.

Então é assim tão difícil perceber que já em 2006 o interesse de Sócrates estava na eleição de Cavaco Silva? E que tal como em 2006 Mário Soares, esta candidatura agora de Manuel Alegre serve apenas para disfarçar o incómodo que seria apoiar directamente Cavaco?

Mas há por aí alguém que ache que o Sócrates alguma vez estaria interessado em ter em Belém Soares ou Alegre?

Esteja Alegre descansado que lá terá uns quantos dirigentes a picar o ponto, a fingir que o apoio é a sério, e talvez até Sócrates retribua a visita de Alegre ao comício de Coimbra durante as legislativas (ver foto acima), embora o que eu pagava mesmo para ver era uma uma foto da ménage à trois com Manuel Alegre a meio, Sócrates dum lado e Louçã do outro.

sábado, 6 de novembro de 2010

ANESTESIA GERAL


Receando que o paciente se levante a meio da operação e saia porta fora sem pagar a conta, o pessoal que nos "trata da saúde" não se tem poupado a esforços para pôr os trabalhadores e o país num estado de inconsciência e imobilização profundas, que nos impossibilite de dar a resposta adequada ao tratamento de choque com que nos querem pôr a pagar uma Crise para a qual não metemos prego nem estopa.

Ao contrário de outras anestesias que visam reduzir a dor no paciente, a anestesia a que estamos a agora a ser submetidos está-se borrifando para o sofrimento que os PECs estão a causar; o objectivo mesmo é paralisar o paciente, impedindo-o de esboçar a mais pequena reacção.

As famílias de anestésicos incluem o grupo "não há alternativa", o "estávamos a viver acima das nossas possibilidades", e mais recentemente o tóxico "vamos lá ver onde podemos poupar", e o letal "reforço de equipamentos de segurança".

No entanto, apesar das doses cavalares que jornais e TVs, políticos e comentadores, nos estão diariamente a injectar, provavelmente devido ao efeito dos anticorpos que fomos criando ao longo dos anos, a coisa não está a resultar como o previsto, como ainda há bocado se pôde constatar ali na Avenida da Liberdade, em mais um exercício de aquecimento para a Greve Geral de 24 Novembro.

Iluminações Natalícias

O JORNAL DE NOTÍCIAS, na sua página on-line, está a efectuar um oportuno inquérito, onde pergunta aos seus visitantes se acham que as câmaras municipais devem reduzir gastos com iluminações de Natal. As respostas que concordam com tal medida, situam-se, neste momento, na ordem dos 91%.
Considerando o ritmo a que a pobreza está a afectar as famílias portuguesas, era desejável que as verbas dispendidas com as iluminações natalícias, sendo certo que são belas para a vista (mas apenas isso), fossem gastas noutras iniciativas, mais adaptadas às necessidades de quem tem carências, e sobretudo dirigidas às crianças. Não se trata de apelar à caridade, mas apenas de dar substância a uma quadra que pretende ser de afecto e solidariedade, e não apenas um espectáculo de luz e declarações de boas intenções.

AINDA MAIS CHINESICES: MARCAR TERRENO


O Governo Civil de Lisboa proibiu uma manifestação em defesa dos direitos humanos na China, promovida pela Amnistia Internacional e convocada para hoje à tarde, em frente ao Mosteiro dos Jerónimo, coincidindo com a visita ao local do Presidente Hu Jintao.

A razão dada pelo Governador Civil António Galamba para a proibição é que se trata de uma contra manifestação, dizendo que antes do pedido da Amnistia Internacional, já teria entrado outro pedido para realização duma manifestação no mesmo local, pela Associação de Comerciantes e Industriais Luso-chinesa.

Ora cá está uma forma original, e eficaz, de impedir o exercício do direito de manifestação, que parece ninguém ainda se tinha lembrado de usar.


Nota: Pode ainda ver aqui CHINESICES e aqui MAIS CHINESICES.

ALEGRE(mente) zangado

O PS (partido Sócrates), agora que a crise internacional, como responsável pelas dificuldades que atravessamos, já é uma coisa demasiado vaga e gasta para ter credibilidade junto das pessoas, resolveu assestar agora as baterias contra a senhora Merkel (que não é flor que se cheire!), tendo sido elevada à condição do mais recente inimigo de Portugal e dos portugueses, apostada em “entalar-nos” com exigências de estabilidade cambial, e a contrapartida de euro-punições por incumprimento.
Quanto ao senhor ALEGRE, vai por um caminho mais ao lado, mas que acaba por convergir com o partido que o apoia, e isto não me alegra nada. Acusa Cavaco, detentor de um professoral currículo, de nada ter feito para suster os ataques dos “mercados” (nem com boa vontade se consegue perceber como é que ele faria isso), esse loby de especuladores sanguinários, que quanto mais débeis são os seus clientes, mais eles exigem e os fazem sangrar. ALEGRE, de cenho carregado, esqueceu-se de dizer que a maior quota de responsabilidade recai sobre o governo e o partido que lhe dá apoio que, mesmo não sendo grandes especialistas em matéria de gestão e autenticidade socialista, não souberam (ou não quiseram) ser prudentes, tomar precauções e salvaguardar os interesses nacionais, optando pelo convívio com más companhias, e por fazer o jogo perigoso das políticas neoliberais, que sabem bem onde ir buscar os fundos, para pagar as crises que engendram. Aconselhar a adopção de outras soluções políticas que não penhorassem o país, foi coisa que não lhe passou pela lembrança. Nem é preciso rebuscar muito, entre os últimos seis anos de governação, para perceber que quanto mais nos baixamos, mais o rabo mostramos…

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Metro de Londres em Greve pela 3ª vez, e as TVs e Jornais cá da terrinha ainda não deram por nada...


A greve de ontem, com a duração de 24 horas 24, semeou a bagunça em Londres, mas os alegados jornalistas da pátria lusitana, ou os seus patrões, devem achar que o melhor é não dar mais ideias cá ao pessoal,

e ficarmos todos a pensar que aí pela Europa fora está tudo na Santa Paz do Senhor, a ruminar mansamente os PECs da Merkel e do Trichet, excepto para aí uns extremistas gregos, e mais aqueles líricos, nostálgicos do Maio de 68, que acham que os tempos estão para um tipo se reformar aos 60 anos,

quando até já aqui na Essência explicámos que essa cena da reforma em França aos 60 anos era uma grande tanga, mas enfim para os tais alegados jornalistas a coisa mesmo importante que aconteceu ontem em Inglaterra foi um gajo chamado Horta qualquer coisa, ou qualquer coisa Horta, ter sido nomeado administrador do Barclays,

e sabe-se lá que outros caldinhos estão a esta hora a acontecer aí pela Europa, como os jornalistas da BBC que já anunciaram uma greve de 48 horas, vamos lá ver se os alegados jornalistas, que escrevem nos jornais dos donos, ao menos dão por esta...

Metro e interface rodoviário em Moscavide
Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Foto de Maio de 2009. Agora da rua apenas se vê as escadas de acesso à estação.

No final de 2011 (ver Adenda 2 sobre nova data) entrará em funcionamento a estação de Metro de Moscavide, pelo menos de acordo com o que disse ontem o Presidente do Metropolitano, em visita às obras da extensão ao Aeroporto da linha Vermelha do Metro, que chega assim finalmente às portas do lado oriental do concelho de Loures.

Durante a visita foi ainda dito que "a estação Moscavide constituirá um interface com transportes rodoviários suburbanos", o que pode contribuir para uma significativa melhoria da mobilidade das populações das freguesias orientais do nosso concelho, devendo por isso assegurar-se que estes novos equipamentos e serviços contribuam para melhorar as tão deficientes ligações à capital, e não apenas para aumentar os lucros das empresas concessionárias dos transportes de passageiros desta zona.

Como confirmou ontem, no mesmo local, o Secretário de Estado dos Transportes: "Não há projectos de expansão de investimentos na rede de Metro, na rede Refer ou em qualquer outra rede de transportes públicos. Todos os projectos que existiam estão suspensos e em apreciação, para determinarmos o que é mais prioritário em termos das necessidades de mobilidade e acessibilidade".

Aos autarcas da Câmara de Loures e das Juntas de Freguesia desta parte oriental do concelho, exige-se agora um empenhamento efectivo na forma como se irá concretizar a articulação dos transportes rodoviários com a linha Vermelha do Metro, auscultando os munícipes e defendendo o interesse dos utentes junto de todas as entidades envolvidas no processo, nesta questão tão importante para o dia a dia dos que moram por estas bandas.


Adenda
Sobre a ligação da Portela ao Metro pode ver também:
Já que o Metro não vem à Portela... Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?
e
PORTELA: LIGAÇÃO À ESTAÇÃO DE METRO DE MOSCAVIDE.

Adenda 2
Segundo o Publico de 3/1/2012 a ligação Metro ao aeroporto da Portela, em Lisboa, deverá começar a funcionar em Julho deste ano.

LIBERTA-TE, A TI E AOS OUTROS


O actual debate em torno dos "mercados" e da ditadura que exercem sobre os povos recoloca a questão na base das opções políticas.

Que é isso da Liberdade, quando os povos se encontram acossados por mandantes obscuros e não escrutinados democraticamente?

Que é lá isso dos “Mercados”, umas entidades incorpóreas e impessoais, mas com caprichos e estados de espíritos humanos, sobretudo com um grande mau feitio e parco sentido de solidariedade. Uma espécie de manifestação teológica arcaica, qual Zeus em tudo humano, nos sentimentos, vícios e perversões, que atemoriza, mas é intangível?

Que é lá isso da Democracia, ou da falta dela, quando é dito a quem tem o poder e a soberania de facto, os cidadãos, que apenas têm uma escolha possível, aquela que uma minoria entende ser o caminho certo?

Que é lá isso da Liberdade, aquela que enche discursos e tratados e declarações e manifestos, mas que assusta os discursantes e os tratantes e os declarantes e os manifestantes?
A Liberdade, aquela liberdade livre, não domesticada, que mata o medo, que subjuga os “Mercados” e os seus sacerdotes, que cumpre a Democracia passará por nós dia 24 de Novembro.

Liberta-te.
Faz greve.

Portugal em Três Tempos

Discurso de J.Sócrates na tomada de posse em Março de 2005, do XVII Governo Constitucional:
"É portanto clara a nossa tarefa, como é clara a nossa ambição: transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades."

Discurso de J.Sócrates na tomada de posse em Outubro de 2009, do XVIII Governo Constitucional:
"Senhor Presidente, este é o rumo deste Governo. Estas são as suas prioridades: combate à crise, modernização, justiça social. É aqui, acreditamos nós, que se trava o combate por um País melhor. E a garantia que posso dar é que neste combate não nos faltará nem ânimo, nem coragem, nem determinação. (...) Eis, portanto, o nosso programa: governar para todos os Portugueses, com especial atenção para os que hoje mais precisam do Estado Social. Mobilizar a sociedade portuguesa para uma estratégia de desenvolvimento orientada para a modernidade e para o futuro."

Hoje, 4 de Novembro de 2010, o panorama é o seguinte:
Com a ajuda do governo os grandes accionistas da PT (leia-se os grandes grupos económicos) até vão ter direito a subsídio de Natal, isento de imposto de crise. Ser accionista da PT é como viver no paraíso. Ah, como é bom ser um grande accionista e viver em Portugal!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Polícia Atento e Vigilante

COM a cobertura da comunicação social, nos últimos tempos, Ricardo Salgado, tem tido uma presença assídua e debitado variados recados e sugestões ao governo, muitos deles carregados de ameaças, umas veladas e outras mais contundentes. Em tom de recomendação, disse mesmo que espera que "prevaleça o bom senso na classe política", porque os mercados internacionais estão vigilantes, e nunca que sabe do que são capazes. Na verdade, porta-se como um polícia atento e vigilante da governação e dos supostos “interesse nacionais”, que se confundem com os seus interesses particulares e pessoais, pronto a cair sobre quem pise o risco ou ponha o pé em ramo verde.

Reportando-se ao actual orçamento de Estado, houve quem perguntasse a este promissor ministro das finanças, se serão necessárias novas medidas de austeridade. Em resposta, o dito banqueiro concluiu satisfeito, que o OE de 2011 contempla tudo o que era possível fazer para cumprir as metas traçadas, melhor, o modelo que foi sugerido pela alta finança. Porém, para amaciar as ideias e fazendo coro com o governo, não se esqueceu de chamar a atenção para o facto de a crise nacional estar associada à omnipresente crise internacional, que funciona como duradoura desculpa de todos os assaltos que se vão perpetrando, para encher os bolsos à rapaziada do costume.

A verdade é que em plena crise económica e financeira, com o nó corredio apontado ao pescoço da maioria dos portugueses, os quatro maiores bancos privados portugueses (BES, BCP, BPI e Santander Totta) lucraram até Setembro deste ano, mais 53,4 milhões de euros do que em igual período do ano anterior (também ano de crise), e o BES (Banco Espírito Santo) de Ricardo Salgado foi o grande campeão deste excepcional encaixe de lucros, superando todas as expectativas, cuja causa, entre outras, estão os reduzidos impostos aplicados à actividade bancária. Fora destas considerações, porque tem a ver com outras actividades, ficou a distribuição extraordinária (para além da ordinária) de dividendos que a PT vai oferecer aos seus accionistas, sem dor nem impostos, em consequência da venda da Vivo...

Continua a ser oportuno fazer esta pergunta: para fazer um rico, quantos pobres são necessários? Se respondesse, claro está que Ricardo Salgado teria respondido que o sistema financeiro, tal como o conhecemos, não é a Santa Casa da Misericórdia, e que ele não está no governo. No entanto, na prática, e atendendo às circunstâncias anormalmente normais, é como se estivesse.

MOSCAVIDE: 40 VACINAS PARA 12 000
Acho que têm mais hipóteses se jogarem no Totoloto.


A Junta de Freguesia de Moscavide, PS, preocupada com os riscos que a conhecida gripe sazonal pode representar para a população da nossa vila, decidiu levar a cabo uma Campanha de Vacinação, para a qual dispõe de 40 vacinas para mais de 12 000 habitantes,

derivado do que, depois de terem consultado um técnico em demografia, chegaram à conclusão que 40 vacinas era capaz de ser um bocado para o curto, e vai daí resolveram dar prioridade à população com mais de 65 anos,

o que, está-se mesmo a ver, altera por completo a situação, pois como o prezado vizinho já deve ter reparado, aqui em Moscavide é mesmo só malta jovem, sendo o pessoal acima dos 65 apenas uns escassos 27% (cerca do dobro da média nacional), ou seja uns 3 300 idosos o que, para 40 vacinas, dá para aí um cagasémimo de vacina por velhote,

portantos, se este inverno houver por aqui muito pessoal sénior a bater a bota derivado de complicações da gripe, não é que os senhores da junta não se tenham esforçado bastante.

Alegre não toma partido sobre Greve Geral
Deve ser para acalmar os mercados...


Só pode. Não fosse o "sentido de responsabilidade" que recai sobre este candidato a Presidente da República, outro galo cantaria.

Já viram a carrada de nervos com que os mercados iam ficar, se Manuel Alegre apoiasse a Greve Geral?

No Publico de hoje podemos ainda ler, acerca da sua posição sobre a Greve Geral de 24 de Novembro, que Alegre "Não se comprometeu mas não escondeu que a sua visita "tem um significado" (whatever that means).

Claro que a ele ninguém o cala, embora, como diz o Bruno, lhe possam baixar o volume ou até, como agora se vê, desligar-lhe completamente o som.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CENAS DA LUTA DE CLASSES


Quando se fala de Luta de Classes as imagens que provavelmente nos vêm à mente são de cenas de violência, invariavelmente com as forças de repressão a malhar em trabalhadores. Mas essa, apesar de toda a selvajaria, não é a forma mais característica da repressão das classes dominantes sobre quem trabalha.

Menos espectaculares mas mais eficazes, até por atingirem a generalidade dos trabalhadores, são medidas como as contidas no Orçamento PS/PSD, legislação como o celerado Código de Trabalho PS/PSD/CDS, e acima de tudo a exploração directa, permanente, e insaciável do patronato que, na actual situação de guerra aberta do capital financeiro, assume formas como a relatada nesta notícia do Publico: Citroën contrata ex-operários a ganhar menos do que auferiam.

Enquanto, mesmo (ou sobretudo) com a Crise, os lucros da Banca não param de subir, por outro lado, como pode ver neste estudo de Eugénio Rosa, os rendimentos dos trabalhadores continuam em queda acelarada. No período 1974/1976 a parte do rendimento dos trabalhadores andou entre 61% e 68,4% do PIB, em 2008/9 aos trabalhadores já só coube cerca de 50%, ou seja, menos ainda do que no tempo do fascismo: 54,9% do PIB em 1973.

Claro que o que todos desejamos é que haja Paz e Amor, e até nem seria mau que, como nos tentam convencer os beneficiários do actual estado de coisas, os protestos, as greves, e as manifestações fossem coisas do passado, obsoletas, e completamente desnecessárias.

Mas a presente ofensiva do capitalismo neo liberal - e daqueles que coagidos ou de alma e coração estão ao seu serviço - contra todas as classes produtivas, é bem a prova que a Luta de Classes não só não desapareceu, como está cada vez mais assanhada, e que aos trabalhadores, para não termos de pagar uma Crise de que não somos responsáveis, só nos resta recorrer às nossas conhecidas formas de luta, como a Greve Geral de 24 de Novembro, e porventura a outras novas, no combate por uma sociedade mais justa, democrática e solidária.