quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Metro e interface rodoviário em Moscavide
Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Foto de Maio de 2009. Agora da rua apenas se vê as escadas de acesso à estação.

No final de 2011 (ver Adenda 2 sobre nova data) entrará em funcionamento a estação de Metro de Moscavide, pelo menos de acordo com o que disse ontem o Presidente do Metropolitano, em visita às obras da extensão ao Aeroporto da linha Vermelha do Metro, que chega assim finalmente às portas do lado oriental do concelho de Loures.

Durante a visita foi ainda dito que "a estação Moscavide constituirá um interface com transportes rodoviários suburbanos", o que pode contribuir para uma significativa melhoria da mobilidade das populações das freguesias orientais do nosso concelho, devendo por isso assegurar-se que estes novos equipamentos e serviços contribuam para melhorar as tão deficientes ligações à capital, e não apenas para aumentar os lucros das empresas concessionárias dos transportes de passageiros desta zona.

Como confirmou ontem, no mesmo local, o Secretário de Estado dos Transportes: "Não há projectos de expansão de investimentos na rede de Metro, na rede Refer ou em qualquer outra rede de transportes públicos. Todos os projectos que existiam estão suspensos e em apreciação, para determinarmos o que é mais prioritário em termos das necessidades de mobilidade e acessibilidade".

Aos autarcas da Câmara de Loures e das Juntas de Freguesia desta parte oriental do concelho, exige-se agora um empenhamento efectivo na forma como se irá concretizar a articulação dos transportes rodoviários com a linha Vermelha do Metro, auscultando os munícipes e defendendo o interesse dos utentes junto de todas as entidades envolvidas no processo, nesta questão tão importante para o dia a dia dos que moram por estas bandas.


Adenda
Sobre a ligação da Portela ao Metro pode ver também:
Já que o Metro não vem à Portela... Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?
e
PORTELA: LIGAÇÃO À ESTAÇÃO DE METRO DE MOSCAVIDE.

Adenda 2
Segundo o Publico de 3/1/2012 a ligação Metro ao aeroporto da Portela, em Lisboa, deverá começar a funcionar em Julho deste ano.

LIBERTA-TE, A TI E AOS OUTROS


O actual debate em torno dos "mercados" e da ditadura que exercem sobre os povos recoloca a questão na base das opções políticas.

Que é isso da Liberdade, quando os povos se encontram acossados por mandantes obscuros e não escrutinados democraticamente?

Que é lá isso dos “Mercados”, umas entidades incorpóreas e impessoais, mas com caprichos e estados de espíritos humanos, sobretudo com um grande mau feitio e parco sentido de solidariedade. Uma espécie de manifestação teológica arcaica, qual Zeus em tudo humano, nos sentimentos, vícios e perversões, que atemoriza, mas é intangível?

Que é lá isso da Democracia, ou da falta dela, quando é dito a quem tem o poder e a soberania de facto, os cidadãos, que apenas têm uma escolha possível, aquela que uma minoria entende ser o caminho certo?

Que é lá isso da Liberdade, aquela que enche discursos e tratados e declarações e manifestos, mas que assusta os discursantes e os tratantes e os declarantes e os manifestantes?
A Liberdade, aquela liberdade livre, não domesticada, que mata o medo, que subjuga os “Mercados” e os seus sacerdotes, que cumpre a Democracia passará por nós dia 24 de Novembro.

Liberta-te.
Faz greve.

Portugal em Três Tempos

Discurso de J.Sócrates na tomada de posse em Março de 2005, do XVII Governo Constitucional:
"É portanto clara a nossa tarefa, como é clara a nossa ambição: transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades."

Discurso de J.Sócrates na tomada de posse em Outubro de 2009, do XVIII Governo Constitucional:
"Senhor Presidente, este é o rumo deste Governo. Estas são as suas prioridades: combate à crise, modernização, justiça social. É aqui, acreditamos nós, que se trava o combate por um País melhor. E a garantia que posso dar é que neste combate não nos faltará nem ânimo, nem coragem, nem determinação. (...) Eis, portanto, o nosso programa: governar para todos os Portugueses, com especial atenção para os que hoje mais precisam do Estado Social. Mobilizar a sociedade portuguesa para uma estratégia de desenvolvimento orientada para a modernidade e para o futuro."

Hoje, 4 de Novembro de 2010, o panorama é o seguinte:
Com a ajuda do governo os grandes accionistas da PT (leia-se os grandes grupos económicos) até vão ter direito a subsídio de Natal, isento de imposto de crise. Ser accionista da PT é como viver no paraíso. Ah, como é bom ser um grande accionista e viver em Portugal!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Polícia Atento e Vigilante

COM a cobertura da comunicação social, nos últimos tempos, Ricardo Salgado, tem tido uma presença assídua e debitado variados recados e sugestões ao governo, muitos deles carregados de ameaças, umas veladas e outras mais contundentes. Em tom de recomendação, disse mesmo que espera que "prevaleça o bom senso na classe política", porque os mercados internacionais estão vigilantes, e nunca que sabe do que são capazes. Na verdade, porta-se como um polícia atento e vigilante da governação e dos supostos “interesse nacionais”, que se confundem com os seus interesses particulares e pessoais, pronto a cair sobre quem pise o risco ou ponha o pé em ramo verde.

Reportando-se ao actual orçamento de Estado, houve quem perguntasse a este promissor ministro das finanças, se serão necessárias novas medidas de austeridade. Em resposta, o dito banqueiro concluiu satisfeito, que o OE de 2011 contempla tudo o que era possível fazer para cumprir as metas traçadas, melhor, o modelo que foi sugerido pela alta finança. Porém, para amaciar as ideias e fazendo coro com o governo, não se esqueceu de chamar a atenção para o facto de a crise nacional estar associada à omnipresente crise internacional, que funciona como duradoura desculpa de todos os assaltos que se vão perpetrando, para encher os bolsos à rapaziada do costume.

A verdade é que em plena crise económica e financeira, com o nó corredio apontado ao pescoço da maioria dos portugueses, os quatro maiores bancos privados portugueses (BES, BCP, BPI e Santander Totta) lucraram até Setembro deste ano, mais 53,4 milhões de euros do que em igual período do ano anterior (também ano de crise), e o BES (Banco Espírito Santo) de Ricardo Salgado foi o grande campeão deste excepcional encaixe de lucros, superando todas as expectativas, cuja causa, entre outras, estão os reduzidos impostos aplicados à actividade bancária. Fora destas considerações, porque tem a ver com outras actividades, ficou a distribuição extraordinária (para além da ordinária) de dividendos que a PT vai oferecer aos seus accionistas, sem dor nem impostos, em consequência da venda da Vivo...

Continua a ser oportuno fazer esta pergunta: para fazer um rico, quantos pobres são necessários? Se respondesse, claro está que Ricardo Salgado teria respondido que o sistema financeiro, tal como o conhecemos, não é a Santa Casa da Misericórdia, e que ele não está no governo. No entanto, na prática, e atendendo às circunstâncias anormalmente normais, é como se estivesse.

MOSCAVIDE: 40 VACINAS PARA 12 000
Acho que têm mais hipóteses se jogarem no Totoloto.


A Junta de Freguesia de Moscavide, PS, preocupada com os riscos que a conhecida gripe sazonal pode representar para a população da nossa vila, decidiu levar a cabo uma Campanha de Vacinação, para a qual dispõe de 40 vacinas para mais de 12 000 habitantes,

derivado do que, depois de terem consultado um técnico em demografia, chegaram à conclusão que 40 vacinas era capaz de ser um bocado para o curto, e vai daí resolveram dar prioridade à população com mais de 65 anos,

o que, está-se mesmo a ver, altera por completo a situação, pois como o prezado vizinho já deve ter reparado, aqui em Moscavide é mesmo só malta jovem, sendo o pessoal acima dos 65 apenas uns escassos 27% (cerca do dobro da média nacional), ou seja uns 3 300 idosos o que, para 40 vacinas, dá para aí um cagasémimo de vacina por velhote,

portantos, se este inverno houver por aqui muito pessoal sénior a bater a bota derivado de complicações da gripe, não é que os senhores da junta não se tenham esforçado bastante.

Alegre não toma partido sobre Greve Geral
Deve ser para acalmar os mercados...


Só pode. Não fosse o "sentido de responsabilidade" que recai sobre este candidato a Presidente da República, outro galo cantaria.

Já viram a carrada de nervos com que os mercados iam ficar, se Manuel Alegre apoiasse a Greve Geral?

No Publico de hoje podemos ainda ler, acerca da sua posição sobre a Greve Geral de 24 de Novembro, que Alegre "Não se comprometeu mas não escondeu que a sua visita "tem um significado" (whatever that means).

Claro que a ele ninguém o cala, embora, como diz o Bruno, lhe possam baixar o volume ou até, como agora se vê, desligar-lhe completamente o som.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CENAS DA LUTA DE CLASSES


Quando se fala de Luta de Classes as imagens que provavelmente nos vêm à mente são de cenas de violência, invariavelmente com as forças de repressão a malhar em trabalhadores. Mas essa, apesar de toda a selvajaria, não é a forma mais característica da repressão das classes dominantes sobre quem trabalha.

Menos espectaculares mas mais eficazes, até por atingirem a generalidade dos trabalhadores, são medidas como as contidas no Orçamento PS/PSD, legislação como o celerado Código de Trabalho PS/PSD/CDS, e acima de tudo a exploração directa, permanente, e insaciável do patronato que, na actual situação de guerra aberta do capital financeiro, assume formas como a relatada nesta notícia do Publico: Citroën contrata ex-operários a ganhar menos do que auferiam.

Enquanto, mesmo (ou sobretudo) com a Crise, os lucros da Banca não param de subir, por outro lado, como pode ver neste estudo de Eugénio Rosa, os rendimentos dos trabalhadores continuam em queda acelarada. No período 1974/1976 a parte do rendimento dos trabalhadores andou entre 61% e 68,4% do PIB, em 2008/9 aos trabalhadores já só coube cerca de 50%, ou seja, menos ainda do que no tempo do fascismo: 54,9% do PIB em 1973.

Claro que o que todos desejamos é que haja Paz e Amor, e até nem seria mau que, como nos tentam convencer os beneficiários do actual estado de coisas, os protestos, as greves, e as manifestações fossem coisas do passado, obsoletas, e completamente desnecessárias.

Mas a presente ofensiva do capitalismo neo liberal - e daqueles que coagidos ou de alma e coração estão ao seu serviço - contra todas as classes produtivas, é bem a prova que a Luta de Classes não só não desapareceu, como está cada vez mais assanhada, e que aos trabalhadores, para não termos de pagar uma Crise de que não somos responsáveis, só nos resta recorrer às nossas conhecidas formas de luta, como a Greve Geral de 24 de Novembro, e porventura a outras novas, no combate por uma sociedade mais justa, democrática e solidária.

domingo, 31 de outubro de 2010

Isto é MAIS GRAVE do que eu pensava

Isto é mais grave do que eu pensava. Os portugueses parece terem perdido a capacidade de se revoltarem / amotinarem / sublevarem, aceitando tudo como factos consumados. Levantam-se de madrugada para se irem meter nas longas filas para comprarem o “dispositivo” para circular nas auto-estradas SCUT, fazem queixinhas aos repórteres porque os “aparelhómetros” esgotaram, insurgem-se com o vizinho que lhes quer passar à frente, entopem os itinerários alternativos, a culparem-se, a ofenderem-se e a ultrapassarem-se uns aos outros, mas não dão um passo para contestar a medida do Governo. Excepto os nossos vizinhos galegos, que não se conformam com a medida, pois reclamam, movem influências, não amocham e prometem retaliar. Quem diria! Por isso há quem continue a pensar que temos o que merecemos. Entretanto, a condescendência com que o povo está a enfrentar mais este esbulho, até já levou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, a admitir que a introdução de portagens nas restantes SCUT possa ser antecipada.

DONDE VÊM ESTAS DESGRAÇADAS POLÍTICAS QUE NOS CABE DERROTAR


Num artigo do Guardian, Georges Monbiot faz uma boa exposição das ideias neo liberais que enformam as politicas seguidas por governos e organizações internacionais, como o FMI e a União Europeia, e das trágicas consequências provocadas pela sua aplicação.


"No seu livro The Shock Doctrine, Naomi Klein mostra como o “capitalismo de desastre” foi concebido pelos neoliberais extremistas da Universidade de Chicago. Esta gente acreditava que a esfera pública devia ser eliminada, que o capital devia ser livre para fazer o que quisesse, que os impostos deviam ser reduzidos e as despesas sociais ser substancialmente reduzidas ou mesmo eliminadas.

Acreditavam que a liberdade pessoal total num mercado completamente livre produz uma economia, e relações entre as pessoas, perfeitas. Era um sistema utópico tão fanático como o dum culto religioso. E era profundamente anti popular. Durante muito tempo os seus únicos apoiantes foram os dirigentes de grandes multinacionais e meia dúzia de marados no governo dos USA.

Numa democracia, em condições normais, os que são prejudicados pelo corte das prestações sociais terão sempre mais votos dos que os que lucrariam com isso. Por isso o Programa de Chicago não podia ser imposto nessas circunstâncias. Como o guru da Escola de Chicago, Milton Friedman, explicou “ somente uma crise – real ou sentida – produz mudanças reais”. Depois duma crise surgir “o governo tem seis a nove meses para impor alterações substanciais; se não actuar decisivamente durante esse período, não voltará a ter uma oportunidade tão boa”.

A primeira oportunidade foi proporcionada pelo golpe de Pinochet no Chile. O golpe foi tramado entre duas facções: os generais e um grupo de economistas treinados na Universidade de Chicago, e financiado pela CIA. Aquelas ideias já tinha sido rejeitadas pelo eleitores (com a eleição de Allende), mas agora o eleitorado era irrelevante. As políticas da Escola de Chicago – privatização, desregulação, cortes de impostos e despesas – foram catastróficos. A inflação subiu para 375% em 1974.

Mesmo assim, Friedman insistiu que o programa estava a avançar muito devagar. Numa visita ao Chile em 1975 convenceu Pinochet a endurecer as medidas. O resultado foi um massivo crescimento do desemprego e a quase extinção da classe média. Mas os muito ricos, e as grandes empresas, pagando poucos impostos, desreguladas e engordadas com as privatizações, tornaram-se muito mais poderosas.

Em 1982 as receitas de Friedman tinham causado um crash espectacular. O desemprego chegou aos 30%; a dívida disparou. Pinochet despediu os economistas de Chicago, re-nacionalizou as empresas mais afectadas, e a economia começou a recuperar. O chamado milagre chileno só começou depois das doutrinas de Friedman serem abandonadas. O programa catastrófico da Escola de Chicago empurrou quase metade da população para baixo da linha da pobreza e fez do Chile um dos países com maior índice de desigualdade social."

CALDEIRADAS


Também gosto de caldeiradas, e não sou nada esquisito em relação às muitas variedades em que este prato típico da borda d'água se confecciona, mas a receita que o Publico hoje apresenta é completamente intragável, não só para mim, como estou convencido para muitos dos participantes naquele imbróglio em que se enredaram as direcções do PS e BE, condimentado com dois ou três dirigentes da CGTP e mais uns quantos renovadores.

Para gente de bom gosto aconselho antes esta receita:

* 1,5 kg de peixe [sendo obrigatórios:
* rascasso (galinha-do-mar), safio, pata-roxa (caneja), e facultativos: raia, tremelga, tamboril, peixe-aranha, ruivo, xarroco e corvina] ;
* 1 kg de tomate maduro ;
* 1,5 dl de azeite ;
* 3 cebolas ;
* 3 dentes de alho ;
* 1 pimento ;
* 1 copo de vinho branco ;
* 1 bom ramo de salsa ;
* 1 ponta de folha de louro ;
* pimenta ;
* 500 g de amêijoas ou conquilhas ou berbigões ;
* 700 g de batatas ;
* sal

sábado, 30 de outubro de 2010

NOTÍCIA É HOMEM TER MORDIDO O CÃO.


"Comício da candidatura em Lisboa enche «Voz do Operário»" é o titulo do vídeo, publicado na net, sobre o Comício da passada sexta feira com Francisco Lopes. Justo será reconhecer que, nesta altura do campeonato, dificilmente outros candidatos à Presidência da República serão capazes capazes de repetir o feito mas, vindo a iniciativa do PCP, notícia seria se a Voz do Operário não tivesse enchido.

Claro que títulos de vídeos e notícias de iniciativas é coisa que certamente passa ao lado de Francisco Lopes, por isso o reparo vai directo para quem dirige a campanha: Na actual situação politica e social haverá seguramente coisas mais importantes a destacar nos títulos, e de que o candidato terá falado, do que o "resultado da bilheteira".

Até por Francisco Lopes ser, de facto, o único candidato que até agora se tem demarcado liminarmente das politicas e medidas que vão degradar ainda mais as condições de vida e trabalho de largos sectores da população, e arrastam o país ainda mais para o fundo do buraco cavado por 35 anos de desgoverno PS e PSD, também sou dos que entendem que o êxito desta campanha não se irá medir pelo sucesso da projecção da força do PCP, mas pela sua capacidade em mobilizar os largos sectores atingidos pela politicas PS/PSD à volta de perspectivas claras de ultrapassar a Crise, que recusem este beco sem saída para onde nos têm vindo a conduzir.

Tarefa que Francisco Lopes terá assumido, mas que também diz respeito a cada um dos que, sendo ou não militantes do PCP, ainda acreditam que outro mundo é possível e estão abertos a dar o seu contributo para uma luta que terá de se projectar para lá dos importantes protestos grevistas marcados para o próximo mês, e da mobilização alcançada à volta da candidatura de esquerda à Presidência da República.

OS AMIGOS DO PS
Brevemente num tribunal próximo de si.


"A ex-secretária de Estado da Obras Públicas de Mário Lino, Ana Paula Vitorino, depôs no âmbito do inquérito e, segundo foi noticiado este semana, terá afirmado que o ministro e Vara lhe terão chamado a atenção para o diferendo entre a Refer e o grupo Godinho, lembrando-lhe que o empresário era “amigo do PS”. Ana Paula Vitorino, diz a acusação, ter-se-à recusado a demitir Pardal ou dar instruções para se reatarem os negócios com Manuel José Godinho."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

É QUE HÁ MURAIS E MURAIS.


Será que, quem fez este mural, também foi mandado despir na esquadra das Olaias?

Mais um bom motivo para votar Dilma
Pastor alemão manda recado para Igreja apoiar Serra.


Três dias antes do acto eleitoral que vai decidir o sucessor de Lula, e em que na fase final a questão da despenalização do aborto tem sido vergonhosamente utilizada por José Serra contra Dilma Rousseff, o Pastor alemão num discurso a um grupo de padres brasileiros centrado na "defesa da vida", diz que “quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”.

Aproveitando a boleia Serra enalteceu o discurso do papa e defendeu que "O papa é um líder espiritual mundial da Igreja Católica e tem o direito de transmitir suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo", acrescentando ainda, acerca do tema aborto, que "a defesa da vida é algo que merece fazer parte das palavras do papa".

E já agora, para ficar com uma ideia da participação da Igreja nas eleições no Brasil, não deixe de ler: "15 mil fiéis rezam por Serra a pedido do padre Marcelo".

MAIS CHINESICES


"Acreditamos que as medidas tomadas pelo governo português conduzirão à recuperação dos sectores económico e financeiro de Portugal", afirmou Fu Ying vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da China que manifestou ainda "alta expectativa" sobre a visita a Portugal do Presidente Hu Jintao a Portugal, a 6 e 7 de Novembro, adiantando que serão assinados acordos na área económica e comercial.

Então ninguém explicou à camarada que o pessoal por cá anda pior que estragado com as tais "medidas tomadas pelo governo português"?