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domingo, 26 de janeiro de 2014

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS NA PORTELA E MOSCAVIDE?


O prezado leitor já deve ter ouvido falar no Triângulo das Bermudas, uma zona dos mares das Caraíbas onde, de vez em quando, sem deixar rasto nem vestígios, barcos grandes e pequenos desaparecem misteriosamente.

Pois parece que aqui ao pé da porta, na Portela e Moscavide, durante o mandato de Carlos Teixeira, algo de semelhante aconteceu: um terreno municipal, de forma triangular, entre os Bombeiros, o Seminário, e a rotunda do Pingo Doce, terá também desaparecido misteriosamente do património da Câmara de Loures.

Sabemos que em 2007 o terreno ainda pertencia à câmara, pelo menos é isso que podemos ler no Loures Municipal nº 29 de Junho de 2007, que anuncia a assinatura dum protocolo entre a câmara e a Sogiporto para ali construir, em terreno MUNICIPAL, 68 fogos para alojar famílias da Quinta da Vitória.

Ora naquele triângulo nada foi construído para os moradores da Quinta da Vitória, que acabaram realojados noutras paragens, e o que lá está agora são umas palmeiras e um pavilhão de venda da 2ª fase do loteamento dos Jardins do Cristo Rei, o que me leva a deixar aqui as seguintes perguntas:

a) Aquele terreno municipal foi vendido? Quando? E por quanto?

b) Foi permutado? Por outro? Que está onde?

c) Foi oferecido? A quem? E a propósito de quê?

d) Ou terá sido engolido pelo fatídico triângulo das Bermudas, perdão, triângulo da Portela e Moscavide?

FB 26/1

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

HOJE, 14/10/2013, ÀS 21:30 NO AUDITÓRIO DA IGREJA DA PORTELA, TOMADA DE POSSE DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DA UNIÃO DE FREGUESIAS DE MOSCAVIDE E DA PORTELA.


Hoje, 14/10, às 21:30 no auditório da Igreja da Portela tomam posse os órgão autárquicos da União das Freguesias de Moscavide e da Portela, cuja Assembleia de Freguesia integrará 6 representantes do PSD, 5 do PS, e 2 da CDU.

As eleições foram ganhas pelo PSD que partindo em aparente posição de desvantagem, cerca de menos 200 votos do que o PS no somatório das duas freguesias em 2009, teve agora para a nova união mais 1000 votos do que o PS, que ficou em 2º lugar. A CDU ficou em 3º lugar, embora no que se refere a Moscavide passe de 3ª a 2ª força politica, à frente do PSD.

Mesmo sem ter acompanhado de perto estas eleições, não é difícil perceber que o sucesso de Manuela Dias, entre 2009 e 2013 Presidente da Freguesia da Portela, e a partir de hoje da União das Freguesias de Moscavide e da Portela, tem uma forte componente local e pessoal.

Ignorando completamente que foi o PSD o principal responsável pela união forçada das freguesias de Moscavide e Portela, medida rejeitada pela grande maioria dos moradores das duas freguesias (e que surpreendentemente não foi tema da campanha), e a politica anti trabalhadores e anti popular do PSD ao longo dos últimos 2 anos, e que noutros locais lhes foi fortemente penalizadora, em Moscavide e Portela o PSD acaba por alcançar uma, em principio, inesperada vitória.

Para isso muito deve ter contribuído a forte penalização do PS resultante da associação de Daniel Lima, e respectiva família Lima, àquilo que muitos consideram ser o nepotismo, compadrio, e despesismo, que caracterizaram os últimos 12 anos de gestão PS na Câmara de Loures e nas suas freguesias no concelho.

Capitalizando a seu favor a boa imagem da Portela, resultante em larga medida das boas condições urbanísticas da freguesia e dos agradáveis arranjos dos seus espaços verdes (que vêm do tempo da presidência de Adão Barata, CDU, e completados na anterior gestão de Carlos Teixeira, PS), Manuela Dias desenvolveu ainda ao longo da campanha uma incansável actividade de contactos pessoais nas duas freguesias, e muito em particular em Moscavide, que muito deve ter contribuído para aquela saborosa vitória.

Neste inicio de mandato, saudando a nova equipa dirigente da Junta de Freguesia, e os representantes na Assembleia de Freguesia, e em particular Patrícia Gonçalves, da CDU, estreante nestas andanças e que teve o meu voto nestas eleições, gostaria de deixar aqui dois pedidos aos eleitos: primeiro que as várias forças politicas façam um esforço para se entenderem, não há uma maioria absoluta; e segundo que não aceitem a união de Moscavide e Portela como facto consumado para todo o sempre, quer mantendo em funcionamento todos os serviços virados para o publico das duas anteriores freguesias, quer continuando a luta para pôr termo a esta aberração administrativa de juntar à força aquilo que a grande maioria quer que continue autónomo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PROPOSTA DE EXTINÇÃO DE FREGUESIAS
Na parte oriental do concelho de Loures 10 freguesias são reduzidas a 4


Já é conhecida a Proposta de Extinção de Freguesias que, no que respeita à parte oriental do concelho de Loures é semelhante ao desolador cenário que aqui tínhamos ensaiado. Aliás, em relação à redução do numero de freguesias resultante da aplicação da lei nesta parte do concelho, estava na cara que seria de 10 para 4.

As 3 freguesias de Santa Iria da Azóia (18240 habitantes), São João da Talha (17252) e Bobadela (8839) ficam reduzidas a uma única, o mesmo acontecendo às freguesias de Camarate (19789), Unhos (9507) e Apelação (5647). Juntam também Sacavém (18469) e Prior Velho (7136)  numa freguesia, e Moscavide (14266) e Portela (11809) noutra. Tudo freguesias urbanas com população entre 18200 e 5600 habitantes.

Na zona ocidental do concelho a  Santo António dos Cavaleiros (25881) junta-se Frielas (2171), e os dois Tojais , Santo Antão (4216) e São Julião (3837) , são também juntos numa única Freguesia. Mantêm-se no concelho de Loures, as freguesias de Bucelas (4663), Fanhões (2801), Lousa (3169) e Loures (27362).

Para disfarçar a violência duma reorganização alucinada (como lhe chamou Mota Amaral), e não juntar insulto à injúria, mantêm os nomes das freguesias extintas na designação das novas freguesias, por exemplo União das Freguesias de Santa Iria da Azóia, São João da Talha e Bobadela, o que é algo de muito pratico de dizer sempre que lhe perguntarem em que freguesia reside e, no futuro, qual a freguesia da sua naturalidade.

Vai ser interessante de ver como é que se vão enfiar nomes com 50 ou 60 caracteres em impressos ou bases de dados que previam nomes com o máximo de 20 ou 25 letras, e o que é que acontece se, por engano, trocarmos a ordem dos nomes. Será que, como na propriedade associativa da soma ou da multiplicação, a ordem dos factores também vai ser arbitrária?

Arbitrária certamente é uma alegada reforma administrativa que não traz quaisquer benefícios  e que apresenta todos os inconvenientes que autarcas e populações não se cansam de apontar. Em Loures,  num mesmo concelho, se a proposta for aprovada na AR e promulgada pelo Presidente da República, vamos passar a ter freguesias com mais de 35 mil ou mesmo 44 mil habitantes (uma freguesia com mais habitantes do que 242 dos 308 Concelhos do país), ao lado de outras com cerca de 3000 habitantes.

Ou seja, antes que estas aberrações se concretizem, mais um motivo para correr com um Governo que nunca devia sequer ter tomado posse.

As eventuais futuras 10 freguesias do concelho de Loures, e numero de habitantes:
  • União das Freguesias de Santa Iria da Azóia, São João da Talha e Bobadela - 44331
  • União das Freguesias de  Camarate, Unhos  e Apelação - 35156
  • União das Freguesias de Sacavém  e Prior Velho - 25605
  • União das Freguesias de Moscavide e Portela - 26075
  • União das Freguesias Santo António dos Cavaleiros e Frielas - 28052
  • Freguesia de Loures - 27362
  • União das Freguesias de  Santo Antão do Tojal e São Julião do Tojal - 8053
  • Freguesia de Bucelas - 4663
  • Freguesia de Fanhões - 2801
  • Freguesia de Lousa - 3169

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CORTES DA CARRIS NA PORTELA
"Agora o 783 parece que está a transportar gado em vez de pessoas."

Mais um caso em que o filho, o 783, saiu pior que o pai, o 83.

Comentário do leitor Vasco, utente da carreira 783 (que substituiu a 83), no post TRANSPORTES PÚBLICOS NA PORTELA Sem Metro e com cortes nos autocarros da Carris:

"Passou pouco mais de uma semana e o que se esperava aconteceu mesmo! Com a desculpa do metro, a população da Portela e Prior Velho, e até da Encarnação, ficou pior do que estava no que diz respeito à mobilidade. 

E a revolta é grande! Basta ouvir as pessoas de manhã nas paragens! O metro não chega à Portela e ao Prior Velho! E há destinos que o metro não serve com a mesma vantagem do que o 83 e o 45 serviam! Agora o 783 parece que está a transportar gado em vez de transportar pessoas! 

E estamos no Verão! Se nos seguirmos pelos horários afixados pela Carris o horário de Verão é o mesmo que o horário de Inverno! Nem um reforço em hora de ponta ao fim da tarde! Nada! Quem trabalha não merece isto! Perder horas nos Transportes Públicos! Só nos faltava mais esta! 

Ficar à espera que a Junta de Freguesia da Portela faça alguma coisa?! Isso é o mesmo que ficar à espera de Godot!..."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

TRANSPORTES PÚBLICOS NA PORTELA
Sem Metro e com cortes nos autocarros da Carris.


Dois dias depois de vermos o Metro a passar-nos ao lado somos confrontados com um anúncio da Carris a informar que daqui a dois dias vai fazer cortes nas carreiras que servem a Portela.

A carreira 22, da Portela ao Marques de Pombal, é encurtada para a Praça de Londres. A carreira 83 passa a efectuar viagens alternadas para a Portela e o Prior Velho, ou seja para Portela o serviço do 83 é reduzido a metade. A 28 apenas muda de numero para 728.

O comunicado da Carris a anunciar estes cortes começa com um "como se encontrava previsto", e de facto a questão da tentativa de cortes nas carreiras da Carris não é nova. Já em Novembro passado tínhamos aqui falado num plano que na altura incluía um largo rol de cortes nas carreiras da Carris, incluindo duas da Portela.

Enquanto outras Juntas de Freguesia mobilizavam os moradores a fazer-se ouvir sobre os cortes de carreiras, a Junta de Freguesia da Portela ficava-se pelas diligências, para nos anunciar a 17 de Fevereiro deste ano que "congratula-se com a decisão do poder central de manter as referidas carreiras". Bem pode limpar a congratulação à parede.

A Carris justifica as alterações com a entrada em funcionamento do prolongamento da linha Vermelha do metro ao Aeroporto,  e se é certo que a abertura duma estação de Metro em Moscavide é uma oportunidade para melhorar a mobilidade na Portela, aproveitando a proximidade deste importante e eficiente meio de transporte, não é seguramente através destes cortes cegos no que existe, sem qualquer contrapartida duma ligação rápida e pratica da Portela à estação de Metro de Moscavide, que esse objetivo é alcançado.

A procura das soluções que sirvam a quem por aqui mora e trabalha deve envolver necessariamente os interessados, cabendo um papel importante aos autarcas, que não se devem ficar apenas pelas diligências e têm de, em primeiro lugar, ouvir as populações que representam. E se não ouvirem teremos de ser os eleitores a insistir para que nos escutem.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FINALMENTE METRO CHEGA AO AEROPORTO
Que contributo para a melhoria da mobilidade na zona oriental do concelho de Loures?


Até por neste blog se ter falado por diversas vezes nesta obra tão útil para quem mora e trabalha por estes lados, não podia deixar de, neste primeiro dia, ir até lá ver as três novas estações da linha Vermelha.

Entrei na estação de Moscavide e por hoje apenas vou dizer-vos que ao chegar à estação do Aeroporto já lá tinha à espera, à esquerda, sentado numa democrática cadeira, o Dr. Álvaro Cunhal, e à direita, num aristocrático cadeirão, o Dr. Mário Soares.

Com uma sincera saudação a todos os que contribuíram para fazer chegar o Metro ao Aeroporto da Portela, como morador desta zona não posso no entanto deixar de lamentar que, por umas escassas centenas de metros, não tenha hoje o Metro chegado também à freguesia da Portela.

No dia em que a linha Vermelha do Metro toca a fronteira da parte oriental do concelho de Loures em Moscavide é boa altura para perguntarmos, mais uma vez, o que está a ser feito em termos de aproveitar este importante e prático meio de transporte para melhorar a mobilidade das populações que vivem nas freguesias orientais do concelho de Loures.

Como é que se vai articular esta nova infraestrutura com a rede de transportes rodoviários existente? Fizeram-se estudos? Há planos? Discutiram-se esses estudos e/ou planos com as populações? Concretamente o que têm andado a fazer quanto a isto os autarcas destas freguesias e concelho? Que os moradores tenham dado por isso, infelizmente, parece-me que nada.


 Mais posts sobre o Metro na zona oriental do concelho de Loures:

Metro e interface rodoviário em Moscavide Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Já que o Metro não vem à Portela... Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?

PORTELA: LIGAÇÃO À ESTAÇÃO DE METRO DE MOSCAVIDE.

terça-feira, 12 de junho de 2012

FREGUESIA DO PARQUE DAS NAÇÕES
O que dizem os autarcas de Loures.


Depois do comunicado da Câmara de Loures, PS, em que a única objeção do Teixeira à criação da freguesia do Parque das Nações parece ser a perca das massas do IMI, vem a CDU dizer que a ideia de que a gestão do Parque das Nações poderia ser prejudicada por ficar dividida entre três freguesias e dois concelhos é infundada. Pena não explicar o infundado da ideia.

Estava eu convencido de que a principal razão da criação, com o apoio da CDU, da freguesia da Portela, em 1985 (até aí dividida entre as freguesias de Moscavide e Sacavém), foi dotar aquele bairro duma gestão autárquica única, mais próxima dos cidadãos, mas se calhar também estava infundado.

Mas a parte que verdadeiramente me arrebata na moção da CDU é o: Não abdicaremos daquilo que demorou décadas a conquistar para o concelho de Loures. Conquistas que, pelo que se depreende to texto, serão os "espaços habitacionais e novas populações, um novo e qualificado espaço urbano dotado de equipamentos e infraestruturas culturais e desportivas, amplas e desafogadas zonas de recreio e lazer, a possibilidade de contacto direto com o rio".

Será que com a criação da freguesia do Parque das Nações no concelho de Lisboa, o Costa do jumento e do ferrari se prepara para arrasar aqueles espaços habitacionais? Será que planeia expulsar as novas populações? Será que vai impedir os habitantes de Moscavide e Sacavém de usufruírem do novo e qualificado espaço urbano? Barrar o seu acesso aos equipamentos e infraestruturas culturais e desportivas? Vedar-lhes as amplas e desafogadas zonas de recreio e lazer? Proibir-lhes o contacto direto com o rio?

Fala ainda a CDU, sem especificar, de promessas só parcialmente cumpridas. Como por exemplo, julgo eu, o tão ansiado Parque do Tejo, inviabilizado antes de nascer pela decisão, a que Câmara PS de Loures não se opôs, de ali se construir um colégio privado.  Será que a divisão do Parque das Nações por três freguesias e dois concelhos, iria permitir ressuscitar o projeto do Parque do Tejo, ou a concretização de outras promessas não cumpridas?

E  quais serão os fantástico planos que as autarquias de Moscavide, Sacavém, e do concelho de Loures, todas de maioria PS, tinham na manga para aqueles territórios, que iriam beneficiar os habitantes daquelas freguesias, e do concelho de Loures, e que ficaram comprometidos com a criação da nova freguesia do Parque das Nações?

Enfim, talvez a Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal de Loures convocada para 5ª feira 14/6 à 21h nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, com um período inicial de intervenção do público, não só dê respostas a estas questões e perplexidades, como esclareça o que as forças políticas do concelho se propõem fazer. Ou será que, como até agora, se vão ficar pelos apelos patéticos ao inquilino de Belém para não promulgar a Lei?

Nota Final
Também daqui denuncio a forma ilegal e inconstitucional, que viola de forma clara o estabelecido no art.º 249 da Constituição da República Portuguesa e a recém-aprovada Lei 22/2012, como foi tomada a decisão da criação da Freguesia do Parque das Nações, e considero que, como se diz noutro post deste blog, o que o que está errado não é a criação da Freguesia mas a génese e o desenvolvimento do projecto do Parque das Nações desde 1993 até ao presente.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Não Vivemos Tempos Solidários

«Não vivemos tempos solidários.
Na Grécia, desde o início da crise, os suicídios aumentaram 50% e três em quatro cada chamadas para a linha de apoio ao suicídio têm que ver com o desespero da falta de dinheiro e de trabalho. Os sem-abrigo são já 25 000 e não param de aumentar. A que novos limites de infradignidade humana terão de descer os Gregos para expungir a sua putativa culpa? Ironia das ironias ou tragédia das tragédias: um ano após as medidas da troika na Grécia, o desemprego aumentou, o consumo retraiu-se, o crescimento diminuiu e assim diminuíram as receitas fiscais. A austeridade levará a mais austeridade porque o défice orçamental se agravou com as luminárias da troika. Mas parece que ninguém nas altas instâncias aprendeu nada com a lição grega. Já tinha acontecido o mesmo na Argentina. O primeiro-ministro português afirmou pomposamente que com a Grécia nem tomar café. O comissário europeu alemão Gunther Oettinger defendeu que os países endividados deveriam pôr a bandeira a meia haste. A Grécia tornou-se na lepra da Europa do século XXI. «Nós não somos a Grécia!» é o mote exultante da actualidade, que deveria ser substituído por: «Somos todos Gregos.»

Não vivemos tempos solidários.
Um estudo publicado pela Comissão Europeia sobre o impacto das medidas de austeridade nos diferentes estratos de rendimento, entre 2008 e 2011 [no tempo do Governo de Sócrates], em seis países europeus, demonstrou que, em Portugal, os 20% mais pobres sofreram uma redução de 6,1% no seu rendimento, enquanto os mais ricos perderam 3,9%. Não vivemos tempos solidários. O Conselho Português para os Refugiados declarou não dispor de verbas para alimentar os 130 refugiados que tem a seu cargo. Deixará o Estado português morrer de fome esses seres humanos se mais ninguém os acolher e nenhuma IPSS os apoiar?

Não vivemos tempos solidários.
O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo a trabalhadores não europeus. O Governo de Passos Coelho pretende que os candidatos ao Rendimento Social de Inserção tenham residência legal em Portugal há pelo menos um ano, mas só se forem provenientes de um Estado membro da União Europeia! Para os outros, o prazo é alargado para três anos. Até onde irá a barbárie?

Não vivemos tempos solidários.
Alguns media têm relatado casos reais de agonia: com a redução do transporte de doentes em um terço e com a penalização monetária dos doentes que não entram nas urgências, há indivíduos cancerosos e com doenças crónicas que deixaram de poder receber tratamentos. A austeridade pode ceifar ou encurtar vidas? Pode obrigar a que os deficientes tenham de pagar um novo comprovativo da sua deficiência, previamente comprovada por uma junta médica, só para aumentar as receitas fiscais? Não vivemos tempos solidários quando tantos imigrantes morrem asfixiados e esmagados em contentores ao cometer o pecado de aspirar a uma vida condigna. Não vivemos tempos solidários quando a Alemanha tem empréstimos a uma taxa de juro de 0,25%, para mais tarde emprestar à Grécia a 5%.

Não vivemos tempos solidários quando o Rendimento Social de Integração, o subsídio dos mais pobres dos pobres, é a transferência estatal mais escrutinada quanto às burlas (veiculando-se assim o estigma do pobre preguiçoso e malandro). Não vivemos tempos solidários quando a banca paga um quinto do IRC das pequenas empresas.

Não vivemos tempos democráticos.
Nas democracias, a introdução de medidas ditatoriais é mais perigosa porque mais insidiosa. Não se podendo proibir que partidos keynesianos sejam eleitos, proíbe-se que apliquem a sua política. Chegou-se a ponto de se discutir (com o nosso primeiro-ministro como forte entusiasta) a introdução de um limite orçamental nas constituições europeias! Na prática: tornar o keynesianismo ilegal.

E a história dos défices orçamentais é tão distorcida nos media, que se oblitera o facto de que não foram os gastos do Estado, mas a crise bancária e financeira que começou em 2008 que fez descontrolar os défices. Em 2008, o défice público médio na zona euro era apenas de 0,6% do PIB em 2007. Dois anos depois, a crise fez que passasse para 7%, enquanto a dívida pública passou de 66% para 84% do PIB.»


Editorial do PORTELA MAGAZINE de Abril de 2012, da autoria de Manuel Monteiro

sábado, 28 de abril de 2012

Escolhendo os bocados mais apetitosos
CDS/PP, BE, PSD e PS: JUNTOS A RETALHAR MOSCAVIDE.


Já em 1985 as freguesias de Moscavide e Sacavém foram amputadas de parte dos seus territórios para dar lugar à criação da freguesia da Portela.

Agora, como já por aqui se falou, o PSD da Portela, na Assembleia de Freguesia, aprovou uma proposta, com a abstenção do PS e o voto contra da CDU, de anexar à Portela mais 23 hectares da parte oeste de Moscavide, onde se situa a nova urbanização Jardins do Cristo Rei.

Entretanto na Assembleia da Republica já deram entrada um projecto do CDS/PP, e outro do BE, com propostas de anexar o território da frente ribeirinha das freguesias de Moscavide e Sacavém, concelho de Loures, à futura freguesia do Parque das Nações, Lisboa.

Intenção que, ficámos a saber agora, conta também com o apoio de António Costa e vereadores do PS, PSD e CSD/PP da Câmara de Lisboa, apenas com o voto contra do vereador do PCP Ruben Carvalho.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lindo Serviço!


O blog PORTELA DOS PEKENINOS já o tinha referido, mas nestes casos, nunca é demais insistir. Embora os dispositivos pareçam ser amovíveis, e tenha havido a intenção de evitar o estacionamento irregular, frente às entradas do Centro Comercial da Portela, alguém levou a cabo este lindo serviço, dificultando o acesso aos peões e ao uso pleno das respectivas passadeiras, isto para além de suprimir o ingresso e manobra de veículos de emergência. Há dúvidas se esta iniciativa foi da responsabilidade da administração do Centro Comercial ou da autarquia. De qualquer modo, depois da proliferação das rotundas, instalou-se a mania dos varandins e pilaretes a esmo, e não havia necessidade…

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lei de Extinção de Freguesias
PSD DA PORTELA QUER ANEXAR TERRITÓRIO DE MOSCAVIDE E DOS OLIVAIS.

Anexo com a anexação proposta pelo PSD da Portela

O PSD da freguesia da Portela considera que a Lei da Extinção das Freguesias do Governo PSD/CDS é boa... para os outros. Já para a Portela diz que quer um regime de excepção que permita fugir aos alucinados (Mota Amaral dixit) critérios definidos na lei.

Entretanto, e fazendo de conta que isso pode ajudar a salvar a freguesia da Portela da morte anunciada, o PSD Portela aprovou na Assembleia de Freguesia de 13 de Março de 2012 uma Moção onde, quiçá inspirado no 13 de Março de 1938, propõe o Anschluss de parte das vizinhas freguesias de Moscavide e dos Olivais.

A moção, que inclui em anexo o mapa acima, não explica como é que o PSD da Portela se propõe levar a cabo as referidas anexações, nem em que medida isso poderia contribuir para a não extinção da freguesia da Portela.

Ou será que o PSD, tal como afirma no site da Junta de Freguesia, acha mesmo que a Portela tem mais de 20 000 habitantes? Ou que a anexação de mais uns escassos milhares de habitantes salvaria a freguesia do cutelo da extinção?

Acontece que a Portela, segundo o Censo de 2011, tem 11 809 habitantes o que, mesmo com a anexação proposta, a deixaria ainda muito distante do critério do mínimo de 20 000 habitantes por freguesia urbana. Acontece também que, de acordo com a lei (pag.8), no concelho de Loures as 13 freguesias urbanas teriam de ser reduzidas a 6. Acontece ainda que a Portela é, das referidas 13 freguesias urbanas, a 8ª em numero de habitantes.

Se o PSD da Portela está mesmo contra a extinção da freguesia da Portela, o melhor será deixar-se de manobras de diversão como a anexação de território de Moscavide e dos Olivais, e tomar uma posição clara contra uma lei que é má para os habitantes da Portela, como é má para as populações de milhares de outras freguesias do país.

Ver também:

ARITMÉTICA DA EXTINÇÃO DE FREGUESIAS NA ZONA ORIENTAL DO CONCELHO DE LOURES.

Câmara de Loures rejeita extinção de freguesias
PORTELA ENTRE AS FREGUESIAS ATINGIDAS PELO PROJECTO PSD/CDS.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Câmara de Loures rejeita extinção de freguesias
PORTELA ENTRE AS FREGUESIAS ATINGIDAS PELO PROJECTO PSD/CDS.


A Câmara de Loures aprovou ontem com os votos do PS, CDU e PSD uma moção contra a extinção forçada de nove freguesias do concelho que iria destruir "uma rede de serviços públicos de proximidade que, em muitos caos, são o mais importante ou mesmo o único ponto de apoio a populações carenciadas".

Uma das freguesias em risco de extinção é a da Portela que, com os atuais 11 809 habitantes, está longe do limite mínimo de 20 000 habitantes por freguesia exigido por uma reorganização imposta "de forma administrativa e autoritária" pelo Governo PSD/CDS.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PORTELA
Ruas pedonais em regime de espaço partilhado.


Num comentário a um post do Portela dos Pequeninos, em que se fala da proibição de estacionamento em certas zonas da Portela, diz um leitor :

"Nos arruamentos sem saída, não incomoda nada que se estacione nos passeios, pois as pessoas mesmo sem viaturas, caminham normalmente pelo meio da estrada sem criar problemas também a ninguém. As pessoas entendem-se bem. As irregularidades dos passeios ate aconselham a utilizar o meio destes arruamentos sem saída."

Esta forma de partilha da rua entre peões e carros, que é de facto pratica generalizada nas ruas residenciais da Portela, tem sido noutros países objecto de estudo por parte de especialistas que concluíram das suas vantagens em diversos casos, como o de ruas residenciais, e aconselham que seja orientada por alguns princípios, como:

  • Todos os utilizadores, peões, ciclistas, carros, têm os mesmo direitos
  • Circulação e prioridade à direita
  • Redução da diferença de velocidade entre os diversos utilizadores
  • Criar, e provocar, o contacto visual entre os diferentes tipos de utilizadores
  • Pôr as pessoas, independentemente do modo como circulam, no centro das atenções
  • Os carros não são um problema, mas uma parte da solução
  • A mobilidade é um meio, não um fim

Em termos práticos, na Portela haveria que adequar o traçado da rua a este tipo de utilização partilhada, removendo os passeios (estacionamento dos dois lados junto aos muros), diferenciando o piso do das ruas circundantes, e assinalando o tipo de utilização partilhada à entrada da rua.

Para os nossos autarcas estas praticas não devem ser novidade pois são inclusive referidas no "Manual de Metodologia e Boas Práticas para a Elaboração de um Plano de Mobilidade Sustentável”, resultado dum estudo levado a cabo por técnicos dos Municípios do Barreiro, Loures e Moita (Ver pagina 204 sobre zonas de prioridade ao peão).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GOVERNO QUER TIRAR CARREIRAS 22 E 28 À PORTELA
O PCP está contra. E os outros partidos?


Já por aqui no blog falámos do plano do Governo de acabar com as carreiras 22 e 28 para a Portela, e de encerrar mais cedo a Rede do Metro, deixando quem aqui mora mais dependente do transporte individual, e reduzido a uma única carreira da Carris, o 83, que actualmente não tem serviço à noite e ao fim de semana.

Claro que estes planos não são um facto consumado, especialmente se quem aqui mora estiver disposto a manifestar o seu desagrado e a exigir transportes públicos com horários e regularidade que satisfaçam as necessidade de mobilidade dos habitantes da Portela.

Ontem o PCP colocou uma faixa em frente duma das saídas do Centro Comercial da Portela a alertar os moradores do bairro para os planos do Governo, e apelando ao protesto contra a medida. Seria bom sabermos também qual a posição das outras forças politicas, e que iniciativas está a tomar a Junta de Freguesia quanto a este problema.

Mas acima de tudo, esta é uma questão que quem aqui mora não deve ignorar, apoiando os protestos e exigindo aos seus representantes que assumam a responsabilidade de defender os direitos de quem os elegeu. Neste blog continuaremos a divulgar eventuais posições de outros partidos, e as iniciativas de protesto contra a concretização do planeado corte do 22 e 28 e o encurtamento dos horários do Metro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JUNTA DE FREGUESIA MOBILIZA MORADORES CONTRA CORTES DA CARRIS
Em Camarate. E na Portela, o que é que a Junta de Freguesia está a fazer?


Hoje, não muito longe da Portela, em Fetais, Camarate, cerca de 500 moradores responderam à convocatória da Junta de Freguesia de Camarate para um plenário contra a supressão do serviço da Carris na Freguesia.

Entretanto na Portela, onde o Governo se prepara para nos tirar as carreiras 22 e 28, ficando a Portela reduzida ao 83, a Junta de Freguesia PSD não deve achar que isto seja problema para quem aqui vive. Como podem ver no site da Junta, tem outros assuntos a que dedicar a sua atenção, por exemplo:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

GOVERNO QUER TIRAR 22 E 28 À PORTELA
Será que o objectivo desta política de transportes é fazer-nos recuar ao tempo do Chora?


Já aqui tinha falado da supressão da carreira 22, Portela Marquês de Pombal. Agora, ao consultar a lista das carreiras da Carris que o Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo quer encurtar, verifico que o plano inclui também o encurtamento do 28 do Restelo ao Parque das Nações, ficando a Portela reduzida à carreira 83 que não tem sequer serviço ao fim de semana.

A isto há que a juntar o anunciado encerramento do Metro às 23 horas, com algumas linhas a fechar às 21h.

Parece no entanto que esta é uma questão que não assiste à Junta de Freguesia da Portela. Nem no site da Junta nem no Facebook vejo qualquer referência a mais este ataque às nossas condições de vida. Será que a lealdade partidária está acima das suas obrigações para com os eleitores?

Pela Internet tomo entretanto conhecimento que na reunião da Câmara de Loures de ontem, 9/11, a CDU apresentou uma moção, aprovada por unanimidade, rejeitando os cortes planeados para o concelho, e a mandatar o Presidente da Câmara a solicitar uma reunião com o Secretário de Estado dos Transportes para transmitir o desacordo da Câmara Municipal de Loures com estas medidas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

APERTA-SE O CERCO
AGORA QUEREM ACABAR COM O 22.


Depois do RECOLHER OBRIGATÓRIO, e segundo leio aqui, umas das 23 carreiras que o Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo quer suprimir é a carreira 22 entre a Portela e o Marquês de Pombal.

Entretanto o Publico dá a noticia que Vereadores dos transportes das câmaras da área metropolitana de Lisboa defendem que “Cortar o serviço é o que vai matar o transporte público, o que deve acontecer é o reforço da oferta e trabalhar do lado da procura” e a Secretaria de Estado dos Transportes informa que o grupo de trabalho tem um mês para concluir a proposta.

Agora é mais que tempo dos moradores da Portela dizerem não a estas tentativas de agravamento das condições de mobilidade de quem, para o seu dia a dia, precisa de usar os transportes públicos.


ADENDA 1
Petição CONTRA A EXTINÇÃO/REDUÇÃO dos horários nocturnos da CARRIS/METRO!

ADENDA 2
A Cristina deixou aqui na caixa de comentários o link para o "estudo" que justifica a redução brutal dos transportes públicos em Lisboa. Obrigado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PORTELA
Censo 2011 diz que somos cada vez menos.


Apesar do site da Junta de Freguesia continuar a dizer que a Portela conta com mais de 20 000 habitantes, o certo é que já o Censo de 2001 dizia que éramos 15441, e agora o de 2011 (resultados preliminares) apenas contou 11816 residentes na Portela. Ou seja, em dez anos a Portela perdeu 3625 habitantes, quase um quarto do total, 23,48%, a maior redução de todas as freguesias do concelho de Loures, que no conjunto até cresceu 3,27%.

Razões para esta redução da população da Portela?

Em primeiro lugar as demolições do bairro precário da Quinta da Vitória, e a deslocação de grande número dos seus moradores para fora da freguesia. De acordo com o Censo de 2011 a Portela tem hoje menos 251 edifícios do que em 2001 (como é óbvio só podem ser habitações precárias da Qta da Vitória).

Em segundo lugar, a redução da população residente deve-se, provavelmente, à saída da casa dos pais de muitos jovens adultos durante a última década. Mas deste, ou outros eventuais motivos, ainda não temos números disponíveis que permitam confirmar aquilo que intuímos da nossa experiência da vida do dia a dia do bairro.

Voltarei a este assunto quando forem disponibilizados mais dados do Censo de 2011.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TÉCNICAS DE RESIGNAÇÃO E CONFORMISMO
Como abraçar a Crise, viver cada vez pior, e ser feliz infeliz para o resto da vida.


"Gerir € Poupar", é o tema duma sessão que irá ter lugar no dia 28 de Outubro na Junta de Freguesia da Portela "na qual se pretende consciencializar as famílias para a necessidade de organizarem e elaborarem orçamentos familiares e apoiar na gestão dos seus rendimentos e recursos financeiros de forma equilibrada, promovendo, assim, a poupança."

Pela minha parte, com a vasta e longa experiência de gerir cada tostão e de ter de viver cada vez com menos (experiência comum à maioria do pessoal deste país), posso garantir que já não há orçamento familiar e/ou gestão equilibrada que me safem do buraco onde as troikas me enfiaram.

Por isso preferia assim tipo uma sessão de debate da Crise e do Orçamento de 2012 (agora em discussão na AR), onde talvez pudessem surgir algumas sugestões que ajudassem aquele ministro lento da fala e lerdo das ideias, que ainda há pouco estava para ali na TV a dizer que não via em que é que as medidas (desastrosas) que propõe poderão ser diferentes, ou seja, um pouco menos péssimas.

Mas ouvir os cidadãos e promover a sua participação democrática na vida da Nação, é cena que não assiste ao pessoal que nos desgoverna. A divisão partidária de tarefas é assim : o PSD do Governo arrasta-nos para o abismo, o PSD da Junta, com a prestimosa colaboração do PS da Câmara, contribui para o peditório da resignação.