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domingo, 14 de outubro de 2012

A Bala de Prata

Jerónimo de Sousa - «É sacar, é roubar mais de 2,5 mil milhões de euros, a quem trabalha ou trabalhou. Isto é o que nos faz gerar um sentimento de revolta.»

Pedro Passos Coelho - «As expressões que aqui emprega, traduzindo-se na mais do que sugestão, na responsabilização por actos de roubar como acusa o Governo de fazer, torna o PCP cúmplice, para não dizer instigador de atitudes de maior violência em Portugal.»

Troca de palavras entre Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar de 12 de Outubro de 2012 na Assembleia da República.

Meu comentário - A resposta veio logo no dia seguinte, 13 de Outubro de 2012, com as Marchas do Desemprego da CGTP, isto quando Pedro Passos Coelho já se esgotou e não tem resposta para os discursos políticos. Sem argumentos, de cabeça perdida e perdido no seu labirinto, dispara a esmo com a única munição que lhe resta: uma bala de prata que os portugueses, entre muitas outras coisas, também vão ter que pagar.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governação Sob Procuração

«Os ADVISERS é que sabem, eles é que vão encontrar a solução»

Resposta do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, durante a entrevista concedida à RTP1, sobre o modelo que o serviço público de televisão assumirá, no quadro da concessão da RTP a privados. Provavelmente, são também os tais ADVISERS (conselheiros, assessores, António Borges & Companhia) que decidem quanto aos restantes aspectos da governação, nomeadamente, os impostos, os cortes de salários e pensões, bem como outras medidas de austeridade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E se em vez de mais experiências com a Economia, e as nossas vidas, continuassem antes por aí entretidos a fazer experiências com as vossas pilinhas?


Vítor Gaspar reconheceu que, com base num estudo feito sobre a  TSU um ano antes, em colaboração com o Banco de Portugal, o Governo chegou a uma conclusão oposta e que ele próprio tinha classificado uma medida deste tipo como uma “experiência com os portugueses.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bosão de Higgs


NAS visitas propagandísticas que anda a fazer pelo país, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho já foge das entradas principais, dos mirones, dos ajuntamentos, dos protestos e dos banhos de multidão, como o diabo foge da cruz. Já há quem diga que se está a tornar tão esquivo como o bosão de Higgs...

terça-feira, 5 de junho de 2012

As Fabulosas Receitas de Sua Evidência


EM 7 de Janeiro de 2012 (já decorreram 150 dias) o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou que 2012 iria ser um ano de viragem económica para o país. 

Entretanto, vejamos:

- o desemprego atinge os 15,3%, abrangendo mais de 1.300.000 portugueses, os quais, além de entrarem em modo de sobrevivência, não pagam impostos;

- sobe para 18 o ritmo diário de falências de empresas, com o desconcertante objectivo de sanear a economia, e com evidentes reflexos na receita fiscal, que cai 472 milhões de euros;

- os bancos BCP, BPI e CGD (os outros estão em fila de espera) vão receber um choque vitamínico no valor de 6,15 mil milhões de euros, sem a garantia que tal reforço vá beneficiar o financiamento da economia;

- a Troika pede que sejam tomadas mais medidas para flexibilizar o mercado de trabalho, isto é, mais redução de salários, flexibilidade e facilitação dos despedimentos, com o inevitável rol das suas nefastas consequências;

O mesmo Passos Coelho de há 150 dias, cheio de prosápia e sem especificar em que sentido, veio agora afirmar que está em curso a mais importante viragem económica do último meio século, porque sim. Não é preciso ir mais longe para ver que, no meio de tanta viragem, Sua Evidência, o senhor Coelho & Companhia, faz questão de encontrar o caminho mais curto e garantido para o desastre…

sábado, 7 de abril de 2012

Sábado de Aleluia com Corte de Energia


O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deu uma entrevista ao jornal alemão Die Welt, e uma vez mais foi assediado pela tentação de dizer lá fora, aquilo que não tem coragem para dizer cá dentro. E o que disse foi que duvida que Portugal possa regressar aos "mercados" em 2013, quando terminar esta "ajuda" da troika, que até tem sido um “sucesso”. Entretanto, e ainda lá fora, também não descarta a hipótese de uma segunda "ajuda", quando ainda há dias, cá dentro, repetia que não precisávamos de mais tempo nem de mais dinheiro. E também disse isto quando são passados dois meses e tal desde que o "vagaroso" Victor Gaspar sentenciou que 2012 ia marcar um ponto de viragem, ainda falta saber de quê. Ganhar tempo, dizer e desdizer, baralhar e dar de novo é uma "arte" que este Coelho aprendeu depressa. Cá por mim, só encontro uma explicação para esta súbita mudança de agulha: o governo não pagou a conta da electricidade e os chineses da EDP correram a cortar a luz ao fundo do túnel.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Piegas é a Tua Tia, Pá!


«(...) Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender (...) só com persistência, exigência e intransigência o país terá credibilidade (...)»

Passagem de uma declaração de Pedro Passos Coelho na cerimónia do 40.º aniversário das escolas do grupo Pedago, em Odivelas

Meu comentário: Piegas é a tua tia, pá!

domingo, 6 de novembro de 2011

As Traições da Língua Portuguesa


Pedro Passos Coelho garante que a ajuda financeira da “troika” não vai ser renegociada, mas apenas “reajustada”. Que não vai ser renegociada, mas apenas “flexibilizada”. Ora já sabemos o que é que habitualmente significa o uso da linguagem redonda e do politiquês, quando se fala de flexibilizações e de reajustamentos. Depois de descodificada e posta em prática, o resultado é o agravamento da austeridade, o emagrecimento do estado social, os danos à economia, a recessão, o aumento do desemprego e a alienação ao desbarato do património público.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Equador é Uma Linha Imaginária


ASSIM QUE que passam a fronteira, libertando-se do espaço aéreo português ou da zona económica exclusiva, os políticos portugueses de aviário, entusiasmam-se, ganham asas, entram em devaneio ou perdem as estribeiras. E a passagem do equador, vá-se lá saber porquê, exerce um fascínio muito especial sobre eles! Parece que ainda estou a ver o José Sócrates, numa qualquer cimeira sul-americana, a "vender" aos outros estadistas presentes, sorridentes e condescendentes, o famigerado "magalhães", o tal computador maravilha-tuta-e-meia, que até tinha software mal traduzido.

Ora bem, agora coube a vez a Pedro Passos Coelho dar um ar da sua graça. Depois de ter repetido (cá dentro) até à exaustão  que os acordos com a troika eram para cumprir escrupulosamente, sem cedências nem renegociações (algumas vezes até ficou indignado com as reticências que lhe colocavam), há dois dias atrás, assim que se viu fora de portas, aturdido pela exuberância da XXI Cimeira Ibero-Americana que decorreu no Paraguai (lá fora), entrou em altas rotações e fez uma pirueta acrobática. Na conferência de imprensa do encerramento do evento, admitiu propor a renegociação da dívida com a troika, para obter mais vantagens  no programa de assistência económica e financeira. Esqueceu-se de acrescentar, preto no branco, que o que pretende é fazer jorrar mais dinheiro para as instituições bancárias, e garantir, à conta disso, mais umas privatizações, mais uns quantos assaltos aos contribuintes e outros tantos cortes e desvios nos seus deveres distribuitivos, como governo. Só espero que no seu regresso à pátria, os jornalistas o confrontem - se para isso tiverem coragem, engenho e arte - com as anteriores posições, o que duvido.

E por falar em José Sócrates, também longe do torrão pátrio, congeminando filosóficamente em Paris, frente a um croissant e uma xícara de café, sobre a herança que deixou por cá - que continua a fabricar muitas dezenas de milhares de pobres e uns poucos de bilionários até 2050 - dizem os agentes infiltrados que se tem desdobrado em contactos com alguns dos seus antigos apaniguados, qual sniper firme, atento e certeiro, a aconselhar que o grupo "para-lamentar" do PS [Partido (in)Seguro] vote a rejeição do Orçamento de Estado para 2012, o que na actual conjuntura, tanto faz. O diz-se-que-diz já foi desmentido pelo próprio, mas também já sabemos qual o valor que se pode dar a um desmentido feito por um mentiroso compulsivo, que garantiu nunca ter conhecido o professor Morais, com quem se relacionou no cambalacho da Cova da Beira, e que até foi seu professor na Universidade Independente, a tal que passava diplomas aos domingos. Ele que estude, estude, que bem precisa!

Sejam os Passos do Sócrates ou o Sócrates dos Passos, cada um no seu estilo, um mais educadinho, e outro nem por isso, que venha o diabo e escolha.

sábado, 29 de outubro de 2011

Para Ajudar a Acender a LUZ ao FUNDO do TÚNEL


(Manchete do semanário EXPRESSO de 29 de Outubro de 2011)

Meu comentário: Como tenho vindo a dizer de há uns tempos para cá, as surpresas vão chegando às pinguinhas e aos bochechos, para evitar os choques térmicos e as reacções em cadeia. Pedro Passos Coelhos, inebriado com os duvidosos elogios que lhe têm sido dirigidos, pelos mais suspeitos figurões, esfrega as mãos, arregaça as mangas, corre a pedir mais dinheiro, sabendo que em contrapartida vai ter que vai continuar a despejar mais medidas de austeridade ao desbarato, continuando a sangrar os portugueses e a economia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PASSOS NÃO AQUECE NEM ARREFECE
(Por uma vez de acordo com Alberto João)


Diz Alberto João que "Passos não aquece nem arrefece", e se virmos bem desta vez não anda muito longe da verdade: Na Madeira manda Jardim; no Cont'nente manda a Troika e a Merkel, ou vice versa conforme os dias.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cena do beija mão à chefe do Reich
UMA FOTO QUE VALE MAIS DE MIL PALAVRAS.

A chefe do Reich, ar displicente e divertido, passa a mão pelo pêlo ao gajo que faz agora o papel de Pétain, sob o olhar respeitoso do mordomo da casa, enquanto o grego mal comportado, com um rictus de sofrimento e resignação e de olhos baixos, mostra que está ali para aceitar tudo o que a Kaiser mandar. O troll de Massamá, cabeça inclinada perante a chefe, ri-se, provavelmente nem ele sabe do quê, na esperança bacoca de cair nas boas graças da mulher que tem a chave do cofre.

Foto de inclusão obrigatória em futuros manuais de História que queiram explicar o que é a União Europeia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

À Procura de Um Plano B

O PSD de Pedro Passos Coelho averbou a sua primeira derrota com uma NOBRE PATACOADA, isto é, esqueceu-se (ou ninguém lhe disse) que é sempre necessário haver um plano B, quando o plano A é fraco, ou o êxito não é garantido, e o novo governo, mesmo antes de tomar posse, e com a troika e os mercados à perna, já experimentou duas falsas partidas. Coelho que se cuide, porque Portas, mesmo que envolvido na coligação, é ambicioso, não brinca em serviço e é um adversário temível. Será que Coelho tem que voltar à JCP para tirocinar?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ele é mais tipo My Fair Lady
PASSOS NÃO QUER CÁ TRAGÉDIA GREGA.


O homem que teve nota positiva num casting do La Feria para a produção do My Fair Lady no Politema, não quer tragédia grega em Portugal, está mais na onda dos musicais.

Depois, é bom ter em conta, o ter sido escolhido num casting do tio Ângelo não é sequer qualificação para mordomo da troika e, pelo que vimos até agora, o mais certo é isto acabar tudo numa cegada, tipo revista à portuguesa ali para os lados do Parque Mayer.

O problema é que entretanto vai continuar a agravar-se a tragédia à portuguesa: dos que têm pensões de miséria, dos desempregados sem subsídio de desemprego, dos que não têm dinheiro para pagar a Saúde que se quer entregar a privados, dos que ficam de fora das Universidades por motivos económicos, dos jovens que têm de optar entre emigrar e uma vida de precários, enfim dos que trabalham e gostariam de fazer deste um país melhor.

sábado, 28 de maio de 2011

"ESPERO QUE O SEU CURSO LHE SIRVA PARA MUITO"
Responde rancoroso o trol de Massamá à jovem que lhe "agradeceu" ter-lhe chamado ignorante.


POR FAVOR NÃO ALIMENTE ESTE TROL, VOTE NOUTRO GAJO QUALQUER

Na passagem do líder do PSD pelo mercado de Vila Real uma jovem acercou-se dele dizendo que lhe queria agradecer uma coisa: «Queria só agradecer-lhe ter-me chamado ignorante. Estou a frequentar um curso EFA (Novas Oportunidades) e sou a melhor aluna da minha turma», disse em alusão às declarações lamentáveis de Passos Coelho que classificou o programa Novas Oportunidades como «uma credenciação à ignorância».

Aí o trol de Massamá ainda balbuciou um "Eu não lhe chamei", mas logo de seguida, apercebendo-se da inutilidade da desculpa, embatucou, e em forma de despedida só conseguiu largar um rancoroso "ESPERO QUE O SEU CURSO LHE SIRVA PARA MUITO".

terça-feira, 12 de abril de 2011

EPIFANIA NA PARAGEM DO 28
Governo pequeno, Estado Mínimo, e o Programa de Governo do PSD.


Sempre me fez confusão que Passos Coelho, que tão esforçadamente se desdobra em intervenções, entrevistas e outras cenas inspiradas pelo tio Ângelo e superiormente produzidas pelo primo Relvas, tudo para nos convencer que está preparado e à altura de liderar os destinos desta cada vez mais desditosa Pátria que o pariu, não fosse capaz de nos dizer, ou pelo menos dar assim um lamiré, da forma como vai resolver a Crise, exterminar o Défice, e comboiar este Povo carente e bisonho para as verdes pastagens do neoliberalismo, privatizações e despedimentos por motivo atendível,

e não é que hoje, na fila do 28, ao paleio com uma precária e dois desempregados, não é que de repente se me vem assim uma epifania, uma espécie de visão, tipo um click dentro da tola, e zás... estava o enigma esclarecido: defensor do Governo Historicamente Pequeno e do Estado Mínimo, o Programa de Governo do incumbente Coelho é fazer, na modalidade parceria publico-privado, o outsourcing dos ministérios das Finanças, Economia, Trabalho, Segurança Social, Saúde e Educação cá da terrinha ao, só podia, ÉFE ÉME III !!!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um Político em Construção, Outro em Reconstrução

DEPOIS dos fazedores de factos políticos, era inevitável que aparecessem os fazedores de líderes políticos. Ainda as eleições vêm longe e já a comunicação social, com o apoio dos especialistas e comentadores do costume, e mais umas quantas piruetas e manobrismos de se tirar o chapéu, vai dando como certo (logo condicionando a opinião pública) que Passos Coelho, será fatalmente o futuro primeiro-ministro de Portugal, quer chova ou faça sol.

Entretanto, o demissionário José Sócrates, depois de ter regressado de Bruxelas da sua sessão de queixumes e vitimização, e ter ganho as eleições internas no PS, com uma percentagem albanesa de 93,3%, enche o peito e prepara-se para a fase de reconstrução da sua credibilidade. Está em pulgas para voltar a dispor de tempo de antena para contestar as cogitações proto-governativas do senhor Coelho, mergulhando de cabeça no seu ambiente predilecto, para vociferar, exibir-se, brandir sucessos imaginários, acusar todos, desculpar-se com os outros e mentir ao desbarato com a maior das naturalidades. Razão terá tido alguém, quando afirmou que Sócrates está com pancada, e que devia ser internado, ou pelo menos, sugiro eu, fazer alguns tratamentos, porque não.

A verdade é que durante a campanha eleitoral que se aproxima, a esquerda vai ter que recorrer a muita imaginação para contornar e furtar-se à invisibilidade que esta fixação da comunicação social portuguesa vai adoptar, concentrada e polarizada à volta desta parelha Dupont & Dupont, um deles o político em construção, dizendo que “não há nada como um PEC bem temperado e guisado”, ao passo que o outro, em trabalhos de reconstrução, responderá de cenho carregado: “… e direi mais, não há nada como um PEC bem condimentado e refogado…”.