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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Admito ser penalizado pela impopularidade do Governo"

"Admito ser penalizado pela impopularidade do Governo", são palavras do candidato Manuel Alegre, e tal queixa não é coisa que surja apenas agora, saída do nada. A impopularidade do governo já vem de longe, Alegre sabia disso e bem se esforçou para que Sócrates o apoiasse. E Sócrates agradeceu. Ao ter aceite que Alegre se tornasse candidato do PS, depois de aquele ter recebido o apoio do BE, abriu o caminho para que a reeleição de Cavaco Silva ocorresse sem grandes sobressaltos, afinal a solução que mais lhe agradava e em que mais investiu. No estado em que Sócrates está a deixar o país, a cavacal solidariedade institucional e a passividade presidencial são bens inestimáveis. E Cavaco já o garantiu, quando disse anteontem que não quer complicar a vida ao governo, que é um defensor da estabilidade política e tem "pouco apetite" para dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

TEMPERATURA DA CAMPANHA


O Publico apresenta diariamente uma rubrica chamada Temperatura da Campanha, onde no desenho dum termómetro atribui um valor de temperatura (nota) a cada uma das campanhas.

Com seria de esperar no periódico do Belmiro, a candidatura de Francisco Lopes está sempre para o lado do frio, partilhando normalmente Cavaco e Alegre os lugares mais quentes e cimeiros.

O que mais me intriga é em que buraco é que a autora da rubrica, São José de Almeida, enfia o termómetro para, por exemplo e de acordo com o próprio Publico, num dia em que Alegre teve um "comício com pouca gente no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo" atinge a temperatura de 40 graus, ao passo que Francisco Lopes, "perante milhares de pessoas" que encheram o Campo Pequeno, se ficou pelos 20 graus.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Moeda ao ar na campanha de Alegre
Se der caras é Louçã, se der coroas é Sócrates.


Afinal não tem nada que enganar. Andava por aí o pessoal angustiado sem perceber o verdadeiro alcance dum eventual voto em Alegre, mas felizmente parece que as coisas se esclareceram.

Pelas declarações de Duarte Cordeiro, director da campanha de Manuel Alegre, ficámos hoje a saber como é que se resolvem por aquelas bandas as questões que parecem insolúveis.

Portanto caro leitor, se está a pensar votar em Alegre, no próximo dia 23 quando se deslocar à sua assembleia de voto não se esqueça de levar uma moeda. Depois, antes de introduzir o papelinho na urna é só atirar a moeda ao ar, se der caras está a votar em Louçã, se coroas em Sócrates. Simples não é?

sábado, 27 de novembro de 2010

ADOPÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS CAUSA ENGULHOS A ALEGRE...



"A adopção sempre me pôs mais problemas, mais engulhos do que o resto. Não tenho um preconceito, mas penso nas crianças. As crianças são muito cruéis... "

O que seria então se tivesse preconceito! E onde é que terá ele ido buscar o "argumento" das pobres criancinhas vitimizadas por colegas e amigos por serem filhos dum casal homossexual? Seria aos racistas dos anos 60 que usavam muito este "argumento" contra os casamento inter raciais?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

YOU FUCKIN TALKIN TO ME?


Parece que alguém no PS não gostou das acusações públicas de Alegre, de que “Há dirigentes do partido que têm as suas responsabilidades, têm que falar, têm que se comprometer, porque este combate não é só meu, não é só dos militantes, é de todos

Fosse lá o que quer que lhe tenham apontado, o facto é que o candidato que ninguém cala, embora lhe possam baixar o volume, vem agora de rabo entre as pernas dizer que afinal estamos todos enganados, que não disse o que disse, e se disse o que disse, o que afinal queria dizer é que "Falei para socialistas, democratas-cristãos, bloquistas e comunistas.

Agora até é caso para eu também perguntar: You funckin talkin to me ?

domingo, 7 de novembro de 2010

Alegre quer apoio de dirigentes do PS
Então ainda não percebeu que o candidato de Sócrates é Cavaco?


Há dirigentes do partido que têm as suas responsabilidades, têm que falar, têm que se comprometer, porque este combate não é só meu, não é só dos militantes, é de todos”.

Então é assim tão difícil perceber que já em 2006 o interesse de Sócrates estava na eleição de Cavaco Silva? E que tal como em 2006 Mário Soares, esta candidatura agora de Manuel Alegre serve apenas para disfarçar o incómodo que seria apoiar directamente Cavaco?

Mas há por aí alguém que ache que o Sócrates alguma vez estaria interessado em ter em Belém Soares ou Alegre?

Esteja Alegre descansado que lá terá uns quantos dirigentes a picar o ponto, a fingir que o apoio é a sério, e talvez até Sócrates retribua a visita de Alegre ao comício de Coimbra durante as legislativas (ver foto acima), embora o que eu pagava mesmo para ver era uma uma foto da ménage à trois com Manuel Alegre a meio, Sócrates dum lado e Louçã do outro.

sábado, 6 de novembro de 2010

ALEGRE(mente) zangado

O PS (partido Sócrates), agora que a crise internacional, como responsável pelas dificuldades que atravessamos, já é uma coisa demasiado vaga e gasta para ter credibilidade junto das pessoas, resolveu assestar agora as baterias contra a senhora Merkel (que não é flor que se cheire!), tendo sido elevada à condição do mais recente inimigo de Portugal e dos portugueses, apostada em “entalar-nos” com exigências de estabilidade cambial, e a contrapartida de euro-punições por incumprimento.
Quanto ao senhor ALEGRE, vai por um caminho mais ao lado, mas que acaba por convergir com o partido que o apoia, e isto não me alegra nada. Acusa Cavaco, detentor de um professoral currículo, de nada ter feito para suster os ataques dos “mercados” (nem com boa vontade se consegue perceber como é que ele faria isso), esse loby de especuladores sanguinários, que quanto mais débeis são os seus clientes, mais eles exigem e os fazem sangrar. ALEGRE, de cenho carregado, esqueceu-se de dizer que a maior quota de responsabilidade recai sobre o governo e o partido que lhe dá apoio que, mesmo não sendo grandes especialistas em matéria de gestão e autenticidade socialista, não souberam (ou não quiseram) ser prudentes, tomar precauções e salvaguardar os interesses nacionais, optando pelo convívio com más companhias, e por fazer o jogo perigoso das políticas neoliberais, que sabem bem onde ir buscar os fundos, para pagar as crises que engendram. Aconselhar a adopção de outras soluções políticas que não penhorassem o país, foi coisa que não lhe passou pela lembrança. Nem é preciso rebuscar muito, entre os últimos seis anos de governação, para perceber que quanto mais nos baixamos, mais o rabo mostramos…

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alegre não toma partido sobre Greve Geral
Deve ser para acalmar os mercados...


Só pode. Não fosse o "sentido de responsabilidade" que recai sobre este candidato a Presidente da República, outro galo cantaria.

Já viram a carrada de nervos com que os mercados iam ficar, se Manuel Alegre apoiasse a Greve Geral?

No Publico de hoje podemos ainda ler, acerca da sua posição sobre a Greve Geral de 24 de Novembro, que Alegre "Não se comprometeu mas não escondeu que a sua visita "tem um significado" (whatever that means).

Claro que a ele ninguém o cala, embora, como diz o Bruno, lhe possam baixar o volume ou até, como agora se vê, desligar-lhe completamente o som.

domingo, 31 de outubro de 2010

CALDEIRADAS


Também gosto de caldeiradas, e não sou nada esquisito em relação às muitas variedades em que este prato típico da borda d'água se confecciona, mas a receita que o Publico hoje apresenta é completamente intragável, não só para mim, como estou convencido para muitos dos participantes naquele imbróglio em que se enredaram as direcções do PS e BE, condimentado com dois ou três dirigentes da CGTP e mais uns quantos renovadores.

Para gente de bom gosto aconselho antes esta receita:

* 1,5 kg de peixe [sendo obrigatórios:
* rascasso (galinha-do-mar), safio, pata-roxa (caneja), e facultativos: raia, tremelga, tamboril, peixe-aranha, ruivo, xarroco e corvina] ;
* 1 kg de tomate maduro ;
* 1,5 dl de azeite ;
* 3 cebolas ;
* 3 dentes de alho ;
* 1 pimento ;
* 1 copo de vinho branco ;
* 1 bom ramo de salsa ;
* 1 ponta de folha de louro ;
* pimenta ;
* 500 g de amêijoas ou conquilhas ou berbigões ;
* 700 g de batatas ;
* sal

domingo, 24 de outubro de 2010

Com Alegrica, melhor do que tá não fica
Alegre a propósito da guerra que Nobre não conseguiu evitar: O menor dos males é o Orçamento.


Apesar da sua larga experiência - "Em toda a minha vida ajudei a que se fizessem compromissos em situações limite de conflito e guerra" - esta foi uma Guerra que Nobre não conseguiu evitar.

Numa visita ao local, à procura de votos sobreviventes do milhão que teve em 2006, Alegre pronuncia a histórica frase: O menor dos males é o Orçamento.

Com Alegrica, melhor do que tá não fica...
O menor dos males é o Orçamento


Sim, que importância é que tem um Orçamento que congela e reduz salários, corta nas prestações sociais, aumenta impostos, e contribui para que o desemprego suba ainda mais; o que é isso comparado com o azar dum gajo investir num fim de semana de caça ao javali e só apanhar duas codornizes?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ENTÃO É ASSIM


Esqueçam Sócrates. Esqueçam Passos Coelho. Esqueçam Alegre, se é que alguém, alguma vez, se lembrou de que dali poderia sair fosse o que fosse.

Falem com os vossos amigos socialistas e perguntem-lhes quem é que está a ganhar as eleições nas federações distritais do PS. Olhem para as medidas que estão no Orçamento, e digam-me se dá sequer para imaginar que alguma vez Sócrates poderá sonhar em voltar a ter nem que seja uma maioria simples.

Agora rebobinem até à primavera passada, e vejam lá se um tipo não tem que ser um dos piores líderes políticos que este país já viu, e se temos visto gajos maus, para depois de ter estado à beirinha de chegar a São Bento, em escassos seis meses se arrisca a assegurar um lugar entre os ex-líderes do PSD que nunca foram a lado nenhum.

Para os mais distraídos, ontem à noite na RTP António Costa explicava como vai ser:

a) Problema 1: Para as suas políticas (de direita) o PS nunca contou, nem vai nunca contar, com o apoio do PCP; e com o BE, apesar das esperanças mútuas, a coisa também deu com os burrinhos na água, como se viu na Câmara de Lisboa;

b) Problema 2: O PSD, mesmo que as coisas lhe corram muito bem, para chegar ao Governo vai sempre de ter de levar atrás o PP o que, com Paulo Portas, só lhe traz chatices e sarilhos;

c) Solução: Um “pacto de regime” PS/PSD em que o felizardo do totoloto (a dois) das eleições, mas quase de certeza em minoria, teria sempre a garantia do voto ou da abstenção do outro nas votações fundamentais, como a do OE.

Deixe o PSD passar este Orçamento, o mais provável, ou vote contra, o mais extravagante, Passos Coelho - que obrigou toda aquela gente a deslocar-se à São Caetano à Lapa e às redacção dos jornais e TVs, para lhe tentar meter na tola que já não está na JSD - dificilmente será perdoado.

Quanto a Sócrates, com ou sem Orçamento aprovado, a sua remoção de São Bento, deixou de ser uma questão politica, para se tornar um problema de higiene pública.

Pelos desígnios do altíssimo ou do, mais prosaico, calendário eleitoral, estamos a três meses duma eleição Presidencial que podia ser um oportunidade excelente para tentar uma larga mobilização popular à volta da reivindicação duma nova política, mas o que nos coube foi: dum lado uma candidatura, a de Manuel Alegre, amarrada aos PECs e ao cadáver politico de Sócrates, do outro um camarada, Francisco Lopes, destacado para aproveitar os “tempos de antena” a divulgar as posições do PCP.

É nestas alturas que até me parece preferível ter para aí uma dessas doenças bipolares, ao menos sempre tomava o comprimido e sentia-me um pouco melhor. Enfim, não fiquem preocupados que, como nos recordam os comentadores de serviço, somos um país com mais de 800 anos e já estivemos metidos em alhadas piores que esta.

Pela minha parte lá estarei no dia 24 de Novembro, e se souberem doutras cenas para ajudar a dar a volta a isto, vão deixando por aqui uns palpites na Essência, que o pessoal agradece.


Nota: O título do post é dedicado Bruno, que não vai à bola com aqueles títulos compridos que aprendi a fazer com o Dédé.

A MIM NINGUÉM ME CALA... MAS PODEM BAIXAR-ME O VOLUME


Manuel Alegre criticou a reunião de representantes da Banca com o Presidente do PSD. Disso é dado grande ênfase no esquerda.net. “O histórico socialista Manuel Alegre, candidato à Presidência da República, considerou esta quinta, em Coimbra, “um precedente gravíssimo” que um grupo de banqueiros, “que não têm legitimidade democrática”, tenha reunido com o líder de um partido político para o pressionar a decidir de uma determinada maneira sobre o Orçamento de Estado para 2011.”
“Se fosse presidente da República, neste momento não permitiria que o grande capital e os grandes banqueiros andassem a exercer um papel de pressão, mediação ou moderação relativamente a uma decisão política que tem de ser tomada pelos órgãos políticos democraticamente eleitos no local próprio, que é a Assembleia da República”, frisou.”
Faz bem o Manuel Alegre em insurgir-se contra esta comandita económica e faz o Bloco de Esquerda em sublinhar essa posição do seu candidato.

Contudo, ontem uma delegação de banqueiros reuniu-se igualmente com o actual Ministro das Fianças, exactamente como mesmo propósito com que se tinha reunido com Pedro Passos Coelho, assegurar que à mesa do OE de 2011, a sua fatia permaneça intocada e se possível que cresça um pouco. “Fernando Faria de Oliveira, Carlos Santos Ferreira, Fernando Ulrich e Ricardo Salgado repetiram ontem, com o ministro das Finanças, os mesmos alertas que na quarta-feira tinham feito ao líder do PSD, Pedro Passos Coelho.”

Espero para breve uma posição de Alegre igualmente enérgica e um destaque semelhante a essa posição num próximo artigo do esquerda.net. A menos que envolvendo o PS Alegre voe mais baixinho.