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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sacavém, Cidade a sério ?!...



Nado e criado em Sacavém, foi na Vila de então, Cidade agora, que vivi com toda a intensidade a Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu desenvolvimento e retrocesso. Tenho viva a memória da imensa esperança, da pujante vontade, de uma maioria de sacavenenses, pugnando por uma vida melhor para todos e pelo progresso da sua terra.
E Abril, trouxe uma das mais sólidas e vibrantes alterações no país. O poder local democrático, que viabilizou um vasto conjunto de transformações de nível local, que se repercutiram muito positiva e globalmente no país. Em Sacavém, também assim foi. As transformações ensejadas e concretizadas no território, na vida colectiva e nas condições de vida dos sacavenenses, abriram imensas expectativas e oportunidades.
 
Entretanto, muito se esboroou, muito se desperdiçou, muito se abandonou, mercê das políticas governamentais e inécia autárquica. Hoje, a minha Cidade, é uma terra deprimida, a passar por dificuldades inimagináveis há 40 anos atrás e muito depois disso.
 
Os fugazes lampejos que subsistem aqui ou ali, de pessoas e instituições, ora resistindo, ora contrariando, o actual caminho de decadência, são forças sem recursos, impulso e ânimo para se conjugarem, agirem conjuntamente e retomarem um rumo de regeneração, revivificação e redinamização da Cidade.
 
É certo que os executivos municipais liderados por Severiano Falcão, Demétrio Alves e Adão Barata procuraram, ao tempo, inverter o curso dos acontecimentos, com o Plano de Salvaguarda de Sacavém, com o PROCOM, com a resolução da chaga da Quinta do Mocho, com o Museu da Cerâmica e outras acções qualificadoras, mas remaram sózinhos contra a maré de retrocesso.
 
Hoje o problema está maior, mais vasto, mais denso. São precisas soluções audazes, inovadoras, determinadas e mobilizadoras. Sacavém, bem merecia (e precisava) ter um espaço próprio no Loures em Congresso, para que fosse discutida a Cidade e, sobretudo o seu futuro. Mas ainda que não o seja nesta ocasião, é indispensável que o seja num futuro próximo.
 
É isso mesmo que aqui proponho à actual Administração Municipal, que está a chegar a meio do seu mandato e, que estando sujeita a constrangimentos económico-financeiros muito substanciais que lhe permita uma intervenção robusta no imediato, deve aproveitar – penso eu – para na segunda metade do presente ciclo autárquico, lançar a reflexão e o estudo das oportunidades para a Cidade, o que é preciso fazer e o que é possível começar a fazer, designadamente, o rumo a seguir no próximo mandato. Sacavém não suporta muito mais depois disso.
 
E aos sacavenenses, caberá “dar alguma coisa para o peditório”. Desde logo, nas próximas eleições legislativas, optarem entre mais austeridade e mais depressão ou ajudarem o país e os governos a mudarem de registo. Depois, participando, dando opinião, informando-se, debatendo. Que esperar se nós próprios nada quisermos fazer por nós e pela nossa terra ?


publicado na edição 13, Maio de 2015, de Notícias de Loures

domingo, 12 de abril de 2015

Elas vêm aí…



Contava-me recentemente um amigo, que na sua terra natal, a respectiva Presidente da Câmara, fez um magnífico trabalho de incremento da qualidade de vida local. Sem argumentos face ao desempenho da autarquia, com manifesta de qualidade política e intelectual, os adversários da gestão autárquica lançaram uma pérola acusativa: “A Presidente da Câmara fuma em público”.

Ridículo, claro, mas elucidativo de como às vezes vale tudo. E, bem sabemos, temos na vida política local – à falta de outras qualidades - verdadeiros especialistas da maldicência, da intriga, da ínsidia, da chicana, das suspeições.

O Concelho de Loures, conhece bem, um vasto naipe de atoardas, mexericos, mentiras e campanhas, visando autarcas, quer na dimensão política, quer mesmo na dimensão pessoal.

Passado cerca de ano e meio do actual mandato autárquico, o trabalho já realizado pelo executivo municipal conduzido por Bernardino Soares, não sendo perfeito, é globalmente inatacável.

Por isso mesmo, estou em crer que em breve elas vêm aí. Essas mesmo, as intrigas, as ínsidias, as mentiras, as suspeições, as chicanas.

Vêm pé ante pé, sussurantes, insidiosas, por vezes, até mesmo sensuais. Tentam pasto, insinuam-se, experimentam o “parece que…”, o “ouvi dizer…” e outras entradas manhosas, até que consigam alimentar-se da irreflexão ou da ignorância.

A resposta dos autarcas em funções, ao que aí vem, só pode fundar-se numa firme atitude ética:

 
1.       Ter presente que estão a servir a população do Concelho e não qualquer grupo de interesses;
2.       Prosseguir o seu trabalho e executar os compromissos que determinaram a sua eleição;
3.       Estreitar a proximidade aos eleitores, estar sempre disponível para abordar todos os assuntos, informando e esclarecendo, conversando, debatendo e interpretando com humildade democrática as opiniões, advertências, avisos, alertas e aspirações dos munícipes ;
4.       Rodear-se de equipas de trabalho nas quais possam confiar ética e profissionalmente, que não omitam, que não finjam, que não mintam, que não ocultem;
5.       Escutar (e não apenas ouvir) os trabalhadores municipais, que são quem está na primeira linha da execução das políticas municipais e do contacto com os municípes, as instituições, as empresas e todos aqueles que interagem com o Município;
 
Elas vêm aí, mas podem ser derrotadas.

Publicado na edição nº 12 do Notícias de Loures

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

UMA PESSOA DE NOME ABREU QUE MANDA NA LOURES PARQUE QUE MANDA NAS RUAS DE MOSCAVIDE


Uma pessoa de nome Abreu que manda na Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, esteve ontem numa reunião muito concorrida, aqui na minha freguesia, para nos dizer que agora vai passar a ouvir o que as pessoas de Moscavide pensam da Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide.

Derivado do que devemos ficar todos muito agradecidos por este gesto magnânimo da pessoa de nome Abreu que manda na Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, pois como teve a bondade de explicar às ignaras gentes de Moscavide ali reunidas, há já 14 anos que a Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, não ouvia as pessoas de Moscavide que não mandam nas ruas de Moscavide.

Ficámos ainda a saber que a Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, agora também fala com a Câmara Municipal de Loures que julgava eu que mandasse nas ruas de Moscavide, mas isso sou só eu que ainda sou do tempo em que não havia a Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, nem todas aquelas PPP e empresas municipais que tanto têm feito pelo progresso do País, do concelho de Loures, e obviamente das simpáticas pessoas de Moscavide.

Derivado do que nesses tempos recuados, segundo a pessoa de nome Abreu que manda na Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, a dita Moscavide era um completo e total Caos automobilístico, coisa de que nem eu nem as suburbanas pessoas de Moscavide se tinham sequer apercebido, provavelmente derivado de não estarmos ao corrente dos mais modernos conceitos de ordenamento automobilístico, rotatividade de estacionamento e outras coisas que, para além das praxes, a nossa juventude vai aprender para as universidades.

Claro que até vos podia contar aqui tudo o que lá se passou na reunião, embora bem espremido aquilo não deu nada, mas derivado dos meus múltiplos afazeres, nem eu posso estar para aqui a desbobinar (espero que o patrão pense que estou a acabar aquele mapa de stock que devia ter ficado pronto anteontem), nem vocês têm tempo ou pachorra para ouvir falar mais de cenas de caça à multa, fiscais da Loures Parque com tiques fascistas, carros bloqueadados e rebocados, ou do motorista de táxi que apanhou uma multa de 30 euros por ter ajudado a levar uma mala duma cliente octogenária ao 2º andar duma das ruas de Moscavide em que quem manda é a Loures Parque.

Mas ainda assim quero só dizer-vos que o momento mais divertido da reunião, e que pôs o pessoal todo a rir à gargalhada, foi quando a pessoa de nome Abreu que manda na Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide, revelou que a Loures Parque que manda nas ruas de Moscavide não está cá nem para fazer caça à multa nem para extorquir dinheiro às pessoas de Moscavide que não mandam, mas que deviam mandar, nas ruas de Moscavide.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

SMAS DE LOURES: OU FOI ASSIM, OU SUSANA AMADOR TEVE UMA EPIFANIA
A propósito do fim do processo de privatização das águas e resíduos sólidos em Odivelas.


Depois de aprovada em reunião de Câmara, a Assembleia Municipal de Odivelas, a 7 de Fevereiro de 2013, decide a denúncia do acordo com os SMAS de Loures e a Concessão a privados dos Serviços de Água e Resíduos Sólidos do concelho de Odivelas, avançando de seguida para o lançamento do Concurso Publico para entregar a privados, durante 30 anos, os serviços assegurados pelos SMAS de Loures.

Claro que o PS Loures se manifestou contra e Carlos Teixeira, a exemplo do que aconteceu aquando da anexação do Parque das Nações por Lisboa, esbracejou também um pouco. Mas tal como o seu lugar na cadeia alimentar do PS o inibiu de enfrentar um peso pesado como António Costa, também no caso dos SMAS de Loures teve de mais uma vez se vergar a decisões superiores, no caso de Susana Amador, Presidente da Câmara de Odivelas, membro do Secretariado Nacional do PS e adjunta de Seguro.

A João Nunes caberia, no caso de ter assegurado a continuação do PS à frente da Câmara de Loures, desempenhar, sob a égide de Susana Amador, o papel de coveiro dos SMAS, com a eventual e provável entrega aos privados do que restasse após a saída de Odivelas.

Só que com a vitória da CDU em Setembro de 2013, o arranjinho ficou de pantanas. Como é óbvio a decisão unilateral de separar os serviços de águas e resíduos sólidos de Odivelas só teria condições de se concretizar sem problemas se contasse com a conivência da Câmara de Loures, e isso era algo que estava completamente fora de questão com Bernardino Soares à frente do município.

Para além da oposição que a separação de Odivelas iria continuar a encontrar por parte da CDU e dos trabalhadores dos SMAS de Loures, pior seriam as dificuldades praticas decorrentes do divórcio litigioso, a inevitável ida para os tribunais, os prováveis e sucessivos recursos para instâncias superiores, o que, tudo somado, podia fazer arrastar o folhetim por longos anos, com pesadas consequências para o processo de privatização que se arriscaria mesmo a ficar sem privatizantes interessados em meter-se em tal imbróglio.

Assim, quando Benardino Soares avança para a negociação com Odivelas, Susana Amador deve ter percebido que, não só estava metida numa camisa de onze varas, como tinha pela frente alguém experiente e genuinamente disposto a negociar, o que não lhe deixava sequer margem de manobra para fingir que sim mas que talvez, e no momento oportuno romper as negociações e atirar com as culpas para cima de Loures e da CDU.

O que terá levado Susana Amador a dar uma reviravolta de 180º, desfazer a decisão de privatizar que já estava tomada, e acordar com Bernardino Soares manter o SMAS que adoptará a forma de serviços multi municipalizados de Loures e Odivelas, só ela poderá dizer, mas cá para mim, ou foi mais ou menos como aqui tentei explicar, ou na estrada do Largo do Rato para Odivelas, talvez ali na Calçada de Carriche onde o burro ultrapassou o Ferrari, Susana Amador terá experienciado uma sublime Epifania que a levou a renegar sem hesitação a sua anterior opção privatizadora, e a converter-se docemente aos benefícios do até aí exprobrado Serviço Publico.

sábado, 1 de março de 2014

CÂMARA DE LOURES: PARECE QUE NESTE CASO FOI O LADRÃO QUE DEU EM FRADE.



Diz um ditado popular que quando um frade e um ladrão se juntam, ou o ladrão dá em frade ou o frade dá em ladrão, sendo esta ultima hipótese a mais provável.

Terá sido talvez este o raciocínio que, no passado Outubro, fizeram muitos daqueles que condenaram o acordo da CDU com o PSD para a gestão da Câmara de Loures.

Preocupações que se adensaram com a nomeação de Fernando Costa, PSD, para a Administração da Valorsul, conhecido que já era o plano do governo PSD/CDS para a privatização daquela empresa.

Contudo, passados alguns meses, o que vemos é Fernando Costa ir ao Congresso do PSD manifestar-se contra a privatização da Valorsul o que, com o devido respeito para Fernando Costa (o ladrão nesta estoria é o PSD), me leva a concluir que neste caso, ao contrário do que será habitual, não foi o frade que deu em ladrão, mas o ladrão que deu em frade.

FB 1/3/2014

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PROPOSTA DE EXTINÇÃO DE FREGUESIAS
Na parte oriental do concelho de Loures 10 freguesias são reduzidas a 4


Já é conhecida a Proposta de Extinção de Freguesias que, no que respeita à parte oriental do concelho de Loures é semelhante ao desolador cenário que aqui tínhamos ensaiado. Aliás, em relação à redução do numero de freguesias resultante da aplicação da lei nesta parte do concelho, estava na cara que seria de 10 para 4.

As 3 freguesias de Santa Iria da Azóia (18240 habitantes), São João da Talha (17252) e Bobadela (8839) ficam reduzidas a uma única, o mesmo acontecendo às freguesias de Camarate (19789), Unhos (9507) e Apelação (5647). Juntam também Sacavém (18469) e Prior Velho (7136)  numa freguesia, e Moscavide (14266) e Portela (11809) noutra. Tudo freguesias urbanas com população entre 18200 e 5600 habitantes.

Na zona ocidental do concelho a  Santo António dos Cavaleiros (25881) junta-se Frielas (2171), e os dois Tojais , Santo Antão (4216) e São Julião (3837) , são também juntos numa única Freguesia. Mantêm-se no concelho de Loures, as freguesias de Bucelas (4663), Fanhões (2801), Lousa (3169) e Loures (27362).

Para disfarçar a violência duma reorganização alucinada (como lhe chamou Mota Amaral), e não juntar insulto à injúria, mantêm os nomes das freguesias extintas na designação das novas freguesias, por exemplo União das Freguesias de Santa Iria da Azóia, São João da Talha e Bobadela, o que é algo de muito pratico de dizer sempre que lhe perguntarem em que freguesia reside e, no futuro, qual a freguesia da sua naturalidade.

Vai ser interessante de ver como é que se vão enfiar nomes com 50 ou 60 caracteres em impressos ou bases de dados que previam nomes com o máximo de 20 ou 25 letras, e o que é que acontece se, por engano, trocarmos a ordem dos nomes. Será que, como na propriedade associativa da soma ou da multiplicação, a ordem dos factores também vai ser arbitrária?

Arbitrária certamente é uma alegada reforma administrativa que não traz quaisquer benefícios  e que apresenta todos os inconvenientes que autarcas e populações não se cansam de apontar. Em Loures,  num mesmo concelho, se a proposta for aprovada na AR e promulgada pelo Presidente da República, vamos passar a ter freguesias com mais de 35 mil ou mesmo 44 mil habitantes (uma freguesia com mais habitantes do que 242 dos 308 Concelhos do país), ao lado de outras com cerca de 3000 habitantes.

Ou seja, antes que estas aberrações se concretizem, mais um motivo para correr com um Governo que nunca devia sequer ter tomado posse.

As eventuais futuras 10 freguesias do concelho de Loures, e numero de habitantes:
  • União das Freguesias de Santa Iria da Azóia, São João da Talha e Bobadela - 44331
  • União das Freguesias de  Camarate, Unhos  e Apelação - 35156
  • União das Freguesias de Sacavém  e Prior Velho - 25605
  • União das Freguesias de Moscavide e Portela - 26075
  • União das Freguesias Santo António dos Cavaleiros e Frielas - 28052
  • Freguesia de Loures - 27362
  • União das Freguesias de  Santo Antão do Tojal e São Julião do Tojal - 8053
  • Freguesia de Bucelas - 4663
  • Freguesia de Fanhões - 2801
  • Freguesia de Lousa - 3169

terça-feira, 17 de julho de 2012

FINALMENTE METRO CHEGA AO AEROPORTO
Que contributo para a melhoria da mobilidade na zona oriental do concelho de Loures?


Até por neste blog se ter falado por diversas vezes nesta obra tão útil para quem mora e trabalha por estes lados, não podia deixar de, neste primeiro dia, ir até lá ver as três novas estações da linha Vermelha.

Entrei na estação de Moscavide e por hoje apenas vou dizer-vos que ao chegar à estação do Aeroporto já lá tinha à espera, à esquerda, sentado numa democrática cadeira, o Dr. Álvaro Cunhal, e à direita, num aristocrático cadeirão, o Dr. Mário Soares.

Com uma sincera saudação a todos os que contribuíram para fazer chegar o Metro ao Aeroporto da Portela, como morador desta zona não posso no entanto deixar de lamentar que, por umas escassas centenas de metros, não tenha hoje o Metro chegado também à freguesia da Portela.

No dia em que a linha Vermelha do Metro toca a fronteira da parte oriental do concelho de Loures em Moscavide é boa altura para perguntarmos, mais uma vez, o que está a ser feito em termos de aproveitar este importante e prático meio de transporte para melhorar a mobilidade das populações que vivem nas freguesias orientais do concelho de Loures.

Como é que se vai articular esta nova infraestrutura com a rede de transportes rodoviários existente? Fizeram-se estudos? Há planos? Discutiram-se esses estudos e/ou planos com as populações? Concretamente o que têm andado a fazer quanto a isto os autarcas destas freguesias e concelho? Que os moradores tenham dado por isso, infelizmente, parece-me que nada.


 Mais posts sobre o Metro na zona oriental do concelho de Loures:

Metro e interface rodoviário em Moscavide Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Já que o Metro não vem à Portela... Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?

PORTELA: LIGAÇÃO À ESTAÇÃO DE METRO DE MOSCAVIDE.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Freguesia do Parque das Nações, a Assembleia Municipal de Loures, o CDS, Marx, e o preço do metro quadrado.


Como foi anunciado aqui no blog realizou-se ontem uma Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal de Loures, com o ponto único Alteração dos limites, território e população do concelho de Loures – Análise da situação e proposta(s) de atuação.

Posições convergentes no repudio à forma golpista, desonesta e trapalhona como o PSD e PS (nas palavras dos que não querem assumir o que os seus partidos fazem, o Parlamento) conduziram o processo de aprovação da lei que cria a Freguesia do Parque das Nações incluindo parte do território de Moscavide e Sacavém.

Posições divergentes quanto à questão de fundo, ou seja à criação da freguesia do Parque das Nações da Matinha ao Trancão. CDS e BE a favor (coerentes com a apresentação de projetos dos seus partidos nesse sentido na AR), PS e PSD contra na  Assembleia Municipal, mas a favor na AR, e CDU com uma só cara, contra na Assembleia Municipal e contra na AR. 

A argumentação andava à volta dos grandes princípios, até que o representante do CDS, visivelmente agastado com alguns remoques às posições do seu partido (abster-se, na AR, numa situação que agora denunciava como grave), decidiu cair na real, chamar o boi pelos nomes, e numa curta intervenção de clara inspiração marxista, salientou a base económica da questão, ou seja a diferença entre o preço do metro quadrado na parte do Parque das Nações que pertence a Loures, mais baixo, e o preço do metro quadrado na parte de Lisboa, obviamente mais elevado.

Preço do metro quadrado que também nos ilumina sobre a razão que deve ter levado a estender o limite poente entre o Parque das Nações e os Olivais da linha de comboio para a Av. Infante Santo, ou seja, o preço do metro quadrado de todo aquele território à espera de especuladores imobiliários, que terá um valor bem mais apetecível se em vez de Cabo Ruivo se chamar Parque das Nações.

Preço do metro quadrado que tem sido o verdadeiro líder da politica de Urbanismo nas  últimas décadas deste nosso alegado regime democrático.

terça-feira, 12 de junho de 2012

FREGUESIA DO PARQUE DAS NAÇÕES
O que dizem os autarcas de Loures.


Depois do comunicado da Câmara de Loures, PS, em que a única objeção do Teixeira à criação da freguesia do Parque das Nações parece ser a perca das massas do IMI, vem a CDU dizer que a ideia de que a gestão do Parque das Nações poderia ser prejudicada por ficar dividida entre três freguesias e dois concelhos é infundada. Pena não explicar o infundado da ideia.

Estava eu convencido de que a principal razão da criação, com o apoio da CDU, da freguesia da Portela, em 1985 (até aí dividida entre as freguesias de Moscavide e Sacavém), foi dotar aquele bairro duma gestão autárquica única, mais próxima dos cidadãos, mas se calhar também estava infundado.

Mas a parte que verdadeiramente me arrebata na moção da CDU é o: Não abdicaremos daquilo que demorou décadas a conquistar para o concelho de Loures. Conquistas que, pelo que se depreende to texto, serão os "espaços habitacionais e novas populações, um novo e qualificado espaço urbano dotado de equipamentos e infraestruturas culturais e desportivas, amplas e desafogadas zonas de recreio e lazer, a possibilidade de contacto direto com o rio".

Será que com a criação da freguesia do Parque das Nações no concelho de Lisboa, o Costa do jumento e do ferrari se prepara para arrasar aqueles espaços habitacionais? Será que planeia expulsar as novas populações? Será que vai impedir os habitantes de Moscavide e Sacavém de usufruírem do novo e qualificado espaço urbano? Barrar o seu acesso aos equipamentos e infraestruturas culturais e desportivas? Vedar-lhes as amplas e desafogadas zonas de recreio e lazer? Proibir-lhes o contacto direto com o rio?

Fala ainda a CDU, sem especificar, de promessas só parcialmente cumpridas. Como por exemplo, julgo eu, o tão ansiado Parque do Tejo, inviabilizado antes de nascer pela decisão, a que Câmara PS de Loures não se opôs, de ali se construir um colégio privado.  Será que a divisão do Parque das Nações por três freguesias e dois concelhos, iria permitir ressuscitar o projeto do Parque do Tejo, ou a concretização de outras promessas não cumpridas?

E  quais serão os fantástico planos que as autarquias de Moscavide, Sacavém, e do concelho de Loures, todas de maioria PS, tinham na manga para aqueles territórios, que iriam beneficiar os habitantes daquelas freguesias, e do concelho de Loures, e que ficaram comprometidos com a criação da nova freguesia do Parque das Nações?

Enfim, talvez a Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal de Loures convocada para 5ª feira 14/6 à 21h nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, com um período inicial de intervenção do público, não só dê respostas a estas questões e perplexidades, como esclareça o que as forças políticas do concelho se propõem fazer. Ou será que, como até agora, se vão ficar pelos apelos patéticos ao inquilino de Belém para não promulgar a Lei?

Nota Final
Também daqui denuncio a forma ilegal e inconstitucional, que viola de forma clara o estabelecido no art.º 249 da Constituição da República Portuguesa e a recém-aprovada Lei 22/2012, como foi tomada a decisão da criação da Freguesia do Parque das Nações, e considero que, como se diz noutro post deste blog, o que o que está errado não é a criação da Freguesia mas a génese e o desenvolvimento do projecto do Parque das Nações desde 1993 até ao presente.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

IMBRÓGLIO NA FRONTEIRA LISBOA LOURES
Então os deputados do PSD e PS nem se dão ao trabalho de ver no que votam?

Área de Lisboa (a castanho) a passar para Loures na moção aprovada pelo PSD na AF da Portela.

Para além da polémica anexação de parte do território de Moscavide e Sacavém para a nova freguesia do Parque das Nações, a lei da Reorganização Administrativa de Lisboa aprovada no passado 1 de Junho na Assembleia de República inclui ainda outra alteração à fronteira entre Lisboa e Loures, na zona das freguesias da Portela e Moscavide.

Assim,  com a proposta de alteração conjunta do PSD e PS de 31/5/2012, a Norte, o limite entre Loures e Lisboa passa a ser a Alfredo Bensaúde (artº 9 alinea x), em vez da antiga Estrada de Circunvalação (artigo 8º alínea v) do projeto original de 15/12/2011), o que implica a passagem para Loures dum pequeno bairro entre a Praça José Queiroz e a rotunda do Pingo Doce, dos terrenos do Laboratório Militar e do bairro social Alfredo Bensaúde onde se encontra a sede da GEBALIS, empresa municipal de Lisboa.

Vem agora o inefável Costa dar o dito por não dito, que afinal se trata dum erro. Talvez para um deputado do distrito de Bragança as fronteiras entre Loures e Lisboa nada digam. Mas para os deputados destas bandas, como o senhor Pedro Farmhouse, simultâneamente deputado do PS na AR e Presidente da Assembleia Municipal de Loures, não seria natural darem pelo erro? Ou será que os deputados do PSD e PS se limitam, sem sequer ler, a aprovar tudo o que o partido lhes manda?

Mas a versão de que se tratou dum erro levanta outra pequena questão. Como já aqui tínhamos referido na Essência, o PSD da Portela fez aprovar na Assembleia de Freguesia da Portela, em Março deste ano, uma Moção que propõe exactamente a mesma alteração à fronteira entre Loures e Lisboa, do que a constante da alteração ao Projecto de Lei introduzida pelo PSD e PS no dia 31 de Maio e votada favoravelmente pelos dois partidos no dia 1 de Junho (ver mapa acima).

Coincidência? Gato escondido com o rabo de fora? O prezado leitor julgará segundo o seu melhor entendimento.


Adenda
Desafia-me o leitor Pedro Cabeça a descobrir um erro na definição dos limites entre a nova Freguesia do Parque das Nações e as Freguesias de Moscavide e de Sacavém. E não é que os  senhores deputados do PSD e do PS, autores da alteração, se esqueceram (ver artigo 9º alínea aa) de dizer qual é o limite? Tanto pode ser o Passeio do Tejo, junto ao rio, como a linha dos comboios, o eixo Norte Sul, ou Oceano Atlântico, sei lá. Como diz o Povo cadelas apressadas parem cachorros cegos.

domingo, 3 de junho de 2012

À sorrelfa e desrespeitando a lei, PSD e PS anexam parte de Moscavide e Sacavém à nova freguesia do Parque das Nações.

Antevisão do Parque do Tejo que nunca iremos ter

E não havia necessidade. Podiam ter cumprido os trâmites que a lei determina, nomeadamente a consulta às autarquia envolvidas (não vinculativo), e o resultado teria sido o mesmo, a criação da nova Freguesia do Parque das Nações na faixa de terreno, junto ao Tejo, que vai da foz do Trancão à Avenida Marechal Gomes da Costa.

O que se dispensava era o Comunicado da Câmara de Loures, que apenas se lamenta das taxas que vai deixar de cobrar, e se faz esquecida de que o seu próprio partido, o PS, votou favoravelmente a anexação daquela parte do concelho de Loures. A mesma Câmara de Loures e o mesmo Carlos Teixeira que ao darem o seu acordo à construção do colégio dos Jesuítas, e à expansão das torres de habitação até quase à foz do Trancão, inviabilizaram ali definitivamente a criação do Parque do Tejo.

Já não era sem tempo acabar com a situação de exceção que retirou a gestão daquele território à participação e controlo democráticos dos cidadãos, e a manteve, por quase duas décadas, nas mão do conselho de administração duma empresa pública.

E faz todo o sentido que, tal como está, o Parque das Nações não fique com a gestão repartida por diversas autarquias, e tenha a sua própria freguesia integrada num dos concelhos (Loures ou Lisboa) a que pertencia o seu território.

O que é bastante questionável é o projeto do Parque das Nações, concebido e desenvolvido como uma nova urbanização de costas voltadas para as freguesias a que pertencia aquele território, e subjugado aos interesses da especulação imobiliária.

O que teria sido desejável, e o que os autarcas e populações desta zona deviam ter reivindicado na altura, era que a regeneração da zona ribeirinha do Tejo fosse pensada como um desenvolvimento natural e complementar das freguesias dos Olivais, Moscavide e Sacavém, servindo em primeiro lugar para aí se implantarem os equipamento e zonas verdes que sobretudo Moscavide e Sacavém tanto necessitavam, e continuam a necessitar.

Saudando daqui a nova Freguesia do Parque das Nações, faz-se votos para que, em vez de criar e alimentar rivalidades fúteis, os autarcas destas freguesias e câmaras travem a expansão desenfreada do betão no Parque das Nações, e preservem o espaço que ainda resta para usufruto dos que vivem e trabalham nestas freguesias da Grande Lisboa.

sábado, 28 de abril de 2012

Escolhendo os bocados mais apetitosos
CDS/PP, BE, PSD e PS: JUNTOS A RETALHAR MOSCAVIDE.


Já em 1985 as freguesias de Moscavide e Sacavém foram amputadas de parte dos seus territórios para dar lugar à criação da freguesia da Portela.

Agora, como já por aqui se falou, o PSD da Portela, na Assembleia de Freguesia, aprovou uma proposta, com a abstenção do PS e o voto contra da CDU, de anexar à Portela mais 23 hectares da parte oeste de Moscavide, onde se situa a nova urbanização Jardins do Cristo Rei.

Entretanto na Assembleia da Republica já deram entrada um projecto do CDS/PP, e outro do BE, com propostas de anexar o território da frente ribeirinha das freguesias de Moscavide e Sacavém, concelho de Loures, à futura freguesia do Parque das Nações, Lisboa.

Intenção que, ficámos a saber agora, conta também com o apoio de António Costa e vereadores do PS, PSD e CSD/PP da Câmara de Lisboa, apenas com o voto contra do vereador do PCP Ruben Carvalho.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PARA TRAVAR A DEGRADAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO CONCELHO DE LOURES.


Centro de Saúde de Santa Iria com falta de médicos, deficientes condições e falta de médicos na Extensão do Centro de Saúde da Bobadela, encerramento da Extensão de Saúde de Camarate, redução do horário de funcionamento do CATUS de Moscavide (que serve as freguesias de Apelação, Camarate, Moscavide, Sacavém, Santa Iria de Azoia, São João da Talha, Unhos, Portela, Bobadela e Prior Velho), encerramento das Urgências do Hospital Curry Cabral (e tranferencia de mais de metade da população do concelho para as Urgências sobrelotadas de São José, apesar da inauguração do Hospital de Loures), é um rol de problemas que não acaba, e que a politica do Governo PSD/CDS continua a agravar. Pela sua saúde, não se conforme, participe.

terça-feira, 27 de março de 2012

ARITMÉTICA DA EXTINÇÃO DE FREGUESIAS NA ZONA ORIENTAL DO CONCELHO DE LOURES.


Das 13 freguesias urbanas do concelho de Loures (considerado de nível 1), 10 situam-se na zona oriental do concelho, e nenhuma destas 10 atinge os 20000 habitantes apontado como limite mínimo (pag. 6) na proposta de lei de Extinção de Freguesias do Governo PSD/CDS. Apenas 2 freguesias do concelho, Loures e Santo António dos Cavaleiros, da zona ocidental, têm mais de 20000 habitantes.

Como, para além desse limite, a proposta de lei impõe ainda uma redução de 55% do numero de freguesias urbanas (pag.8), teria que se reduzir para 6 o atual numero de 13 freguesias urbanas do concelho de Loures, e sendo natural que duas dessas 6 freguesias fossem, sós ou com a integração de freguesias vizinhas, Loures e Santo António dos Cavaleiros, para se cumprir os critérios da lei teriam de se reduzir as atuais 10 freguesias da zona oriental a apenas 4.

Ou seja, não se trataria apenas de freguesias maiores juntarem a si uma freguesia vizinha de menores dimensões, mas de ter de se fundir numa única freguesia duas de maior dimensão, ou mesmo de se juntar 3 freguesias numa única, o que por mais voltas que se desse acabaria sempre por resultar em qualquer coisa semelhante ao seguinte absurdo:
  • Santa Iria Azóia (18240) + São João Talha (17252) = 35492
  • Sacavém (18469) + Bobadela (8839) = 27308
  • Camarate (19789) + Apelação (5647) + Unhos (9507) = 34943
  • Moscavide (14266) + Portela (11809) + Prior Velho (7136) = 33411

Uma outra hipótese seria retalhar algumas freguesias e distribuir o seu território pelas freguesias vizinhas, como por exemplo acabar com a freguesia da Portela e integrar uma parte em Moscavide e outra em Sacavém, voltando à situação anterior à da sua criação em 1985.

Com os critérios alucinados (Mota Amaral dixit) definidos na proposta de lei é possível conceber uma grande variedade de soluções abstrusas e disparatadas como a ensaiada acima, o que não é possível é encontrar uma única solução com um mínimo de bom senso, capaz de salvaguardar o carácter de proximidade dos serviços prestados às populações pelas juntas de freguesia ou de manter a proximidade eleitores/eleitos, sempre tão defendida na teoria, mas sempre tão ignorada na prática.

E como bom senso é coisa que não assiste aos fundamentalistas do neo liberalismo tuga, apenas obcecados em ir ainda mais além do que aquilo que a troika nos quer impor, a solução para derrotar esta aberração legislativa do Governo PSD/CDS terá de contar com o protesto generalizado das populações, incluindo a participação na Manifestação em defesa das Freguesias convocada pela ANAFRE para o próximo sábado 31 de Março pelas 14:30 do Marquês de Pombal ao Rossio.



Ver também:
Lei de Extinção de Freguesias PSD DA PORTELA QUER ANEXAR TERRITÓRIO DE MOSCAVIDE E DOS OLIVAIS.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

VERÃO NO JARDIM DA PORTELA
E a Piscina da Câmara de Loures ali tão perto...


O quadro, deste início de Verão cá pelo bairro, até pode ser aprazível, mas aquela não é seguramente água com um mínimo de condições sanitárias para quem quer que seja tomar banho, muito menos crianças.

Provavelmente alguns daqueles miúdos estão entre os 4 500 do Ensino Básico a quem a Câmara PS de Loures cortou este ano as aulas de Natação Curricular, e agora é isto o melhor a que conseguem ter acesso.

Se o leitor conhece a Portela sabe que ali a cem metros de distância existe uma piscina municipal, aberta todo o dia, durante todo o ano. O que talvez não saiba é que para a frequentar em regime livre (fora regime de aulas) tem de começar por pagar 27.50 euros de inscrição e depois mais 11 euros por 45 minutos de utilização (se optar pela modalidade de 5 utilizações de 45 minutos por mês fica-lhe por 36 euros).

Para que servem as piscinas municipais do concelho de Loures?

Em primeiro lugar, para providenciar uns jobs aos boys da GesLoures, mais uma das muitas empresas municipais criadas para aquilo que sabemos.

Em segundo lugar, para quem tem dinheiro para pagar as elevadas taxas de utilização, cerca do dobro das praticadas pela Piscinas Municipais de Lisboa (apesar do aumento de preços à volta de 50% com que, nesta época de crise, António Costa do PS, Helena Roseta da cidadania e o Zé que fazia falta ao BE, brindaram este ano os lisboetas).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

HISTÓRIAS DUM TEMPO FELIZ
(que os miúdos aqui do concelho de Loures deixaram de poder contar)


Texto colectivo dos alunos duma turma do 4º ano duma escola de Lisboa que frequentam as aulas de natação das actividades de enriquecimento curricular na Piscina do Oriente.

No concelho de Loures um programa semelhante que existia há largos anos e envolvia cerca de 4500 crianças do ensino básico foi extinto pela Câmara PS de Loures.

"Estamos pelo 3º ano consecutivo a frequentar o programa de natação curricular da C.M.Lisboa, na piscina do Oriente.
Este ano as aulas começaram em Novembro e os nossos professores são o Rodolfo e a Ana e os monitores são a Sofia e o Pedro.

A natação está a ser muito divertida (Marcelo) porque temos feito muitos jogos (Miguel).
Este ano já aprendi a boiar e a deslizar para a frente (Susana) e eu já consigo respirar por baixo de água (Mariana).
Para mim, a natação está a ser muito boa porque perdi os medos que tinha de nadar (Inês).
Eu também concordo, o problema é que quando mergulho as toucas saltam (Miguel).
Agora, eu já consigo mergulhar e abrir os olhos debaixo de água (Rodrigo). Mas eu não (Gonçalo).

A professora continua a ir connosco para dentro de água (Carlos) e ajuda-nos a ultrapassar as nossas dificuldades (Érica) e a vencer os "medos" (Daiana).
O que eu mais gosto de fazer é mergulhar como os golfinhos (Daniel) e eu gosto de saltar de cabeça por dentro do arco (Rodrigo). Eu prefiro brincar dentro de água (Diogo).
Eu gosto do meu professor e embora eu tenha algumas dificuldades, acho que estou a ir no bom caminho (Mafalda).

Este ano eu ainda não fui para dentro de água porque fui operada ao braço e tenho gesso, mas ajudo as minhas colegas a secar o cabelo, que também é importante (Bruna).
O David também tem faltado porque foi operado aos olhos. Eu sei que ele também está cheio de pena, mas o importante é que ele está a ver melhor (Sandra).

Eu agora já consigo mergulhar mais fundo (Miguel) e dar cambalhotas dentro de água (Guilherme).
A natação está a ser muito divertida, porque vou com os meus colegas (Daniel).
Aprendemos coisas novas e estamos quase a passar as etapas definidas pelos professores. Mas o que é bom acaba depressa e as aulas estão quase a terminar (Maria)."

Nota: Painel afixado na Piscina do Oriente, Lisboa. A definição da foto foi reduzida de modo a não permitir a identificação das crianças.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PORTELA: ONDE PÁRA O OLEÃO?


Embora pouco publicitado o oleão colocado pela Câmara de Loures, PS, no jardim Almeida Garrett, próximo da Igreja, tinha já um número de utentes que excedia a sua limitada capacidade, era habitual ver-se no chão embalagens que já não cabiam no oleão, com com os inconvenientes e riscos que o óleo derramado implica para os peões.

Subitamente, sem dizer água (ou óleo) vai, o oleão escafedeu-se dum dia para o outro. No local não existe qualquer explicação do sucedido nem, ao que sei, foi dada qualquer outra informação aos munícipes. Pelo que ouvi por aí, que isto de dar contas da gestão da coisa pública parece que vai chegar mais depressa ao Cairo do que a Loures, o oleão teria sido retirado daquele local por questões estéticas (???), e estar-se-à agora a estudar (???) um novo local para a sua colocação.

Ora como muito bem se diz no anúncio da introdução dos oleões no concelho de Loures, um litro de óleo alimentar usado pode contaminar um milhão de litros de água, haverá por aí na Câmara de Loures alguém capaz de nos informar de quantos milhões de litros de água é que estão a ser contaminados por cada dia que passa sem que o oleão seja de novo instalado? E dada a população da Portela, cerca de 15 000 habitantes, e o êxito do uso do oleão retirado, não será de instalar um oleão maior, ou mais oleões distribuídos pelo bairro?

E se o estudo (???) da nova localização for assim uma coisa para o complexo e demorado, podiam fazer a fineza de, até chegarem a uma douta decisão, colocar de novo o oleão retirado lá no local onde as pessoas já estão habituadas a deixar as suas embalagens de óleo usado? Obrigado.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Qual foi a parte que a Câmara PS de Loures não percebeu? Que o comboio é um meio de transporte pesado ou ...


Depois da castanha legume, a imaginação conceptual/classificativa da Câmara PS de Loures não pára de nos surpreender. Agora é o seu vice-presidente, João Pedro Domingos, que nos vem dizer que "Somos o quinto maior concelho do país e continuamos a ser o único da Área Metropolitana de Lisboa que não é servido por um meio de transporte pesado".

Será que os comboios passaram agora à categoria de ultra leves? Ou o senhor Domingos ainda não se apercebeu que Santa Iria da Azóia, São João da Talha, Bobadela, Sacavém e Moscavide, também fazem parte do concelho de Loures? Que deste lado oriental do concelho com comboio suburbano à porta, ou não muito longe, vive quase dois terços da população do concelho de Loures?

Isto vem a propósito do Programa Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML), cuja proposta de alteração está em discussão pública até segunda-feira, e que é tão mauzinho que até as Câmaras PS se abstêm ou votam contra a proposta do Governo PS, o tal que nas eleições de 2009, acolitado pela Câmara PS de Loures, nos brindou com a promessa, entretanto metida na gaveta, da extensão do Metro a Loures e Sacavém.

E a pergunta que aqui deixo a todos os leitores é: como é possível que alguém que se sai com aquele desconchavo esteja em posição de dar parecer e/ou tomar decisões sobre questões tão importantes da vida deste concelho, de fazer opções que vão afectar, por muitos anos, todos os que aqui vivemos?


Sobre o Metro e mobilidade no concelho de Loures pode ver também:

Metro e interface rodoviário em Moscavide
Melhorar a mobilidade na parte oriental do concelho de Loures.

Já que o Metro não vem à Portela...
Qual a melhor maneira de ligar a Portela ao Metro?


I LIKE TO MOVE IT, MOVE IT

domingo, 21 de novembro de 2010

PORTELA: AQUI NINGUÉM SE PERDE...


Talvez pelo trauma de viver muito anos sem nomes de ruas, a escolha da toponímia e a identificação das ruas tem merecido uma especial atenção aos autarcas da freguesia da Portela, no que até são uma honrosa excepção ao generalizado desleixo com que a sinalização de estradas e ruas é tratado pelo país fora.

Mas enough is enough, e o dinheiro que a nova junta de freguesia PSD está a desbaratar neste ridículo reforço da sinalização, seria certamente melhor aplicado, por exemplo, na recuperação e reabertura do PARQUE INFANTIL DA PORTELA, cuja PETIÇÃO NA INTERNET pode também subscrever.

E vá-se lá saber porquê mas, como podem ver pelas fotos abaixo, a par da duplicação de placas nalgumas ruas, outras há que não têm qualquer identificação.