segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Opinião do “Ministro” Com Muita Pasta

ESTA é, em síntese, a opinião do “ministro” com muita pasta, do governo do engenheiro incompleto José Sócrates. É provável que haja outras razões, que eu suspeito quais sejam, mas a complicação a que Ricardo Salgado se refere, também deve ter a ver com a ocorrência de novos problemas com o Cartão do Cidadão e o Número de Eleitor…

NOTA – O apontador da notícia é do semanário EXPRESSO de 26 de Fevereiro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O SAMBA DA MAIS-VALIA
Dedicado aos gajos que escolheram como símbolo o boneco dos lavabos de homem com um coração na mão.



Uns quantos gajos que dizem pertencer à "geração com o maior nível de formação na história do país", e que escolheram para símbolo das suas mágoas o boneco que assinala os lavabos dos homens com um coração na mão, embora não tenham a ponta de corno de ideia do buraco em que estamos metidos, chegaram à brilhante conclusão que a culpa é dos "políticos, empregadores e nós mesmos".

Vai daí puseram-se ao Facebook e convocaram um queixume à la carte em que, provavelmente inspirado no tal site do PSD onde cada um deixava a sua proposta para retirar direitos a quem trabalha ou despedir mais uns quantos, se pede aos eventuais participantes que levem uma folha A4 de queixumes com a solução (assim tipo se eu mandasse) para os males que os afligem.

Claro que em cenas dessas não contam comigo, sou jovem, quinhentoeurista e precário, mas não sou estúpido.



Adenda

Tomadas de posição mais recentes dos responsáveis da Geração à Rasca, nomeadamente a Carta Aberta de convite à participação na Manif de 12 de Março, levam-me a reconsiderar e a decidir participar na Manif. Até sábado.

Abra-se um Incidente, JÁ!

ESTOU escandalizado, e não é caso para menos! Portugal tem quase nove séculos de história, é um país pequenino, pobrezinho e bem agradecido, e não merecia que andassem a dizer dele estas coisas. A dignidade nacional exige que se provoque um incidente diplomático, já! Portanto, devia chamar-se a Lisboa, de imediato, o embaixador em Washington, para consultas, e declarar “persona non grata” o seu homólogo americano, despejando-o no aeroporto da Portela, que se calhar, aqui de Lisboa e pela calada, nos continua a vilipendiar e a comer as papas na cabeça, através dos seus venenosos telegramas para o Departamento de Estado.
Digo isto, humilhado e ofendido, a propósito da divulgação pelo EXPRESSO dos primeiros 5 telegramas, de um lote de 722 que dizem respeito a Portugal, e que a WikiLeaks, em muito boa hora, trouxe à luz do dia. Se aquilo é uma amostra, o que não estará pelo armazém! Assim, acho que o engenheiro incompleto José Sócrates devia fazer uma pausa nessa coisa da crise com a dívida soberana, e com as palhaçadas das inaugurações, arregaçar as mangas, meter os pés à parede, fazer uma mobilização geral da patriótica opinião pública, pôr o país de pé, e abrir um contencioso com os States, sejam eles superpotência, ou não, ameacem eles com os Marines e a Sétima Esquadra, ou não. O que não pode ficar sem resposta é os “camones” terem aviltado a nossa soberania, andando a espreitar pelo buraco das contas públicas, a bisbilhotar os nossos negócios dos submarinos, das fragatas, dos helicópetros e dos carros de combate, coisas que eles consideram brinquedos caros e inúteis cá para os portugas, e a meterem o nariz nas nossas bases, ao ponto de até saberem quantos F-16 e C-130 temos inoperacionais, por falta de peças ou sem contratos de manutenção. Vejam lá que até sabem quantos soldados calham a cada general, e acham abominável que estes passem a vida sentados à secretária, muito sossegados, muito bem ataviados, à espera que lhes caiam em cima as promoções e os galões, e que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas não mande nada, nem sequer nas bandas de música. Não só por isto, mas também por dizerem que temos complexos de inferioridade, acho que o governo devia convocar uma manifestação nacional de repúdio, com queima de efígies, bandeiras e tudo. Se só dissessem mal do Rui Pereira, do Paulo Portas, do Severiano Teixeira ou do Santos Silva, ainda vá lá, agora andarem a meter a foice em seara alheia, e a rebentar com a auto-estima do nosso povo, isso é que não! Então o povão fica-se assim, sem tugir nem mugir, e só lhe dá para bradar “às armas, às armas, contra os canhões, marchar, marchar”, quando joga a selecção de futebol?Claro que isto não vai ficar assim! Tenho a certeza que o Sócrates vai fazer qualquer coisa, nem que seja deixar de encomendar os seus fatinhos, as camisas e as gravatas na «House of Bijan», da Rodeo Drive de Beverly Hills em Los Angeles, para que eles sintam a falta do nosso peso económico, e o quanto estamos ofendidos com o abuso. Além do mais, era o que faltava que depois disto, os papalvos do governo, que andam sempre a genuflexarem-se em frente do Tio Sam e do Homem Aranha, ainda fossem ceder, de mão beijada, e a pretexto da “segurança global”, as nossas identificações e dados biométricos à CIA, ao FBI e ao Pentágono, como se nada se tivesse passado. Então é que eles se iriam rir de nós, e dizer que não passamos de uns trouxas…

sábado, 26 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Preocupado, EU?

A LÍBIA é um dos principais fornecedores de petróleo a Portugal, mas apesar da turbulência que aquele país está a viver, e do amigo Kadafi não atender os seus telefonemas, José Sócrates não está preocupado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sábado 26/2 em Moscavide
Tertúlia Evocativa de José Gouveia


Tomei conhecimento através do FaceBook de que este sábado, das 16h às 19H, terá lugar no Centro Cultural de Moscavide na Rua António Maria Pais, ao lado da Junta de Freguesia, uma Tertúlia Evocativa de José Augusto Gouveia. Lá estaremos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É certo que não foram os alemães que despacharam o Hitler, mas talvez agora nos livrem da Merkel.


Sempre que vejo ou ouço a dupla Merkel e Sarkozy, acabo a pensar noutra dupla ainda mais famosa, os seus antecessores Hitler e Pétain, e a magicar o que é que o Adolfo achará dos sucessos da Angela que, sem disparar uma canhota, acabou por atingir o seu, do Adolfo, sonho de transformar a Alemanha na potência hegemónica deste velho continente.

Enquanto em 39/45, por aqui em Portugal, acabámos por ficar à margem dos blindados e bombardeamentos aéreos alemães, não era preciso, já por cá tinham um fiel correlegionário, desta vez não só temos a desgovernar-nos lacaios completamente submissos aos diktats germânicos, como sofremos diariamente as consequências dos PECs disparados de Berlim e dos assaltos dos especuladores financeiros parceiros e patrões da dita Merkel.

É por isso que o meu coração teve hoje um sobressalto de esperança quando li no Público que a votação no partido da chancelera deu um trambolhão de 42,6% para 21% nas eleições em Hamburgo, o que é um bom augúrio, mau para a Angela, para as outras eleições a que proximamente terá de se submeter.

Se isto falhar, se os alemães não conseguirem correr com a chefe do Reich, e dado que já não podemos contar com o Exército Vermelho, lá teremos de voltar ao Plano A, ser nós mesmos, Povos PIGSosos do sul da Europa, a dar um par de coices que nos tire a Merkel e respectivos lacaios locais, duma vez por todas, de cima do lombo.

E Não se Pode Engavetá-los?

VÃO-SE somando os casos de fraudes com receitas médicas, envolvendo medicamentos comparticipados pelo Estado, no valor de muitos milhões de euros. Alguns médicos, administradores de empresas distribuidoras de medicamentos e farmacêuticos estão conluiados numa indústria bem montada e oleada, que dá rendimentos fabulosos, atendendo ao preço a que os medicamentos estão, e à pouca fiscalização que até agora tem sido exercida. No entanto, convém salientar que estas burlas são os cidadãos que as pagam, de duas formas distintas, embora complementares: uma através do esbulho do Serviço Nacional de Saúde, pago pelos impostos de todos nós, e que alguns “especialistas” garantem que está a ficar com custos insuportáveis; a outra, accionada pelo próprio Estado, na sua ânsia de reduzir custos, através da redução e extinção das comparticipações aos que mais necessitam da solidariedade social. Habitualmente, das investigações relacionadas com estes casos, resultam pessoas detidas, que são posteriormente devolvidas à liberdade, deixando de se conhecer os posteriores desenvolvimentos. Então eles, os burlões, não se pode engavetá-los? Se pode, porque se espera?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Grã Cruz da Ordem da Bravura Autárquica para o gajo* da Vidigueira, já, ou em junho.


A maioria dos posts sobre o corte da água aos ciganos da Vidigueira, e respectivas declarações do Presidente da Câmara, são só assim tipo racista e reaccionário, mas os comentandores, esses, são mesmo de caixão à cova, chegando ao ponto de vomitar incitamentos ao ódio inqualificáveis e criminosos como o que pode ver no post do blog Alvitrando,

mas, nos posts por onde andei, o aspecto mais salientado é a “coragem” do autarca da Vidigueira, o que, do alto deste blog, me leva a solicitar ao actual e próximo futuro Presidente Cavaco que inclua desde já o gajo* da Vidigueira na lista dos condecoráveis da cerimónia, com ou sem Kátia Guerreiro, do próximo 10 de Junho (Dia da Raça Tuga, e este ano também dos Autarcas que por valorosos cortes de água, se vão da lei da morte libertando),

e já que estamos numa de cortes da água, e se não é pedir demais, pedia também a Sua Excelência o Presidente de 23% de todos os Portugueses para atribuir uma Menção de Bravura Autárquica ao Presidente da Câmara PS de Loures, que, quiçá na demanda de mais um record do Guiness, teve a “coragem” de cortar a água aqui a um dos meus vizinhos de Moscavide,

89 anos de idade e 61 de utente dos serviços do SMAS de Loures, facturinhas sempre pagas a tempo e horas, que após ter sido levado de charola para o hospital, onde passou algumas semanas, ao regressar a casa onde vive sozinho, encontrou também a água corajosamente cortada.


*Gajo aqui não tem nada de desrespeitoso para com o supremo magistrado da Vidigueira, é, recorde-se, a palavra usada pelos ciganos (que apesar de tudo ainda vão existindo) para designar os não ciganos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os ciganos que não existem para o Presidente da Câmara da Vidigueira, mas que são uma ameaça para a Câmara da Vidigueira.


O corte do abastecimento de água a um grupo de 16 famílias ciganas que vivem em condições precárias junto às muralhas do castelo, pela Câmara da Vidigueira, deu origem a uma carta de protesto do ERRC - European Roma Rights Centre.

A isto responde o Presidente da Câmara, independente da CDU, esclarecendo que "No meu concelho não há ciganos". Esqueceu-se provavelmente de consultar o site da Câmara onde no Diagnóstico Social não só se informa que a Vidigueira é o "Quinto concelho do distrito de Beja com maior numero de famílias (27) e de indivíduos de etnia cigana (129)", como se encontram várias outras referencias aos ciganos do concelho, por exemplo:



Por me parecerem óbvias, no post não me estendi em considerações sobre as palavras do Presidente da Câmara da Vidigueira, mas depois do que li por aí acrescento:

A frase "No meu concelho não há ciganos, há portugueses”, é uma versão racista e patrioteira do conhecido principio do neo liberalismo "não há sociedade, apenas indivíduos".

Racista, na modalidade covert racism, ou racismo dissimulado (se não há ciganos, não pode haver racismo anti-cigano), que nega a identidade do Outro, a sua tradição e cultura.

Como digo num dos posts referidos, pela minha parte considero os ciganos uma minoria (em processo de aculturação) mas com tradição e cultura próprias, e não partilho da visão, que parece agora dominante, que encara os ciganos basicamente como indivíduos com hábitos duvidosos e comportamentos reprováveis.


Recordo também:

SAPOS DE BARRO PARA AFASTAR CIGANOS.

"Ninguém quer fazer mal aos ciganos em Portugal, mas é verdade que eles nos incomodam; o que a gente queria é que eles não existissem"

O FENÓMENO

NA SEMANA em que o número de desempregados atingiu os 11,1% (619.000 trabalhadores, fora os que não contam para as estatísticas porque já não recebem ou nunca receberam subsídio, o que eleva a taxa para 13,5%, afectando 760.000 pessoas), veio o secretário de estado do Trabalho, um tal de Valter Lemos, que se notabilizou no ministério da Educação do anterior governo PS por algumas tiradas notáveis, mostrar-se surpreendido com os números e contrapor que, apesar do aumento do desemprego, o número de inscritos nos Centro de Emprego baixou, ou melhor, está em “desaceleração”, o que é um óptimo sinal. Como diria o meu amigo Z.A., tanta confiança (ou falta de informação) deve ser resultante de ter chegado agora de alguma visita oficial à Canzânia. Entretanto, não satisfeito com o seu optimismo e contrariando as afirmações do próprio governador do Banco de Portugal, este “especialista” descartou a possibilidade de o país entrar em recessão económica (parece que já está), que como se sabe é potenciador de desemprego, pois, diz ele, as exportações estão a carburar bem e foram eleitas a alma da nossa recuperação económica.
Já existiam os fenómenos do Entroncamento, agora, para que fique mais composta a extraordinária segunda governação do engenheiro incompleto, estamos confrontados com um novo fenómeno, este localizado em Lisboa, mais exactamente na Praça de Londres, no edifício do Ministério do Trabalho (também conhecido por ministério do desemprego).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Triângulo das Bermudas à Portuguesa

OS IMPERTINENTES Pereiras (mais exactamente os ministros Silva Pereira e Rui Pereira) têm que dar explicações ao país, não bastando para isso juntar a sua negligência à sua incompetência, ou andar a passar a bola, de cá para lá, como se andássemos no recreio. Depois do mal explicado acontecimento com o Número de Eleitor, o qual deixou não sei quantos milhares de eleitores sem possibilidade de votar nas eleições presidenciais, os números totais deste acto eleitoral não batem certo, isto é, 1,17% (113.247 inscritos) da população portuguesa, com direito a voto, desapareceu entre os resultados provisórios e definitivos, ao passo que 1,35% (60.448 cidadãos) dos votantes, perderam-se pelo caminho e não se sabe onde foram parar. Como o deixou bem sublinhado o deputado do PCP, António Filipe, caso as eleições tivessem sido legislativas, era garantido que esta aberração, teria tido reflexo nos resultados e na distribuição de deputados. Como isto ainda não é a república dos ananazes, vamos aguardar por mais esclarecimentos dos senhores Pereiras. O problema tanto pode ser mais uma infeliz ocorrência com o sistema informático do MAI, uma “coisa” demasiado SIMPLEX para as exigências, ou então, também podemos estar na presença de uma espécie de triângulo das Bermudas, bem isósceles e à portuguesa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PORTELA: ONDE PÁRA O OLEÃO?


Embora pouco publicitado o oleão colocado pela Câmara de Loures, PS, no jardim Almeida Garrett, próximo da Igreja, tinha já um número de utentes que excedia a sua limitada capacidade, era habitual ver-se no chão embalagens que já não cabiam no oleão, com com os inconvenientes e riscos que o óleo derramado implica para os peões.

Subitamente, sem dizer água (ou óleo) vai, o oleão escafedeu-se dum dia para o outro. No local não existe qualquer explicação do sucedido nem, ao que sei, foi dada qualquer outra informação aos munícipes. Pelo que ouvi por aí, que isto de dar contas da gestão da coisa pública parece que vai chegar mais depressa ao Cairo do que a Loures, o oleão teria sido retirado daquele local por questões estéticas (???), e estar-se-à agora a estudar (???) um novo local para a sua colocação.

Ora como muito bem se diz no anúncio da introdução dos oleões no concelho de Loures, um litro de óleo alimentar usado pode contaminar um milhão de litros de água, haverá por aí na Câmara de Loures alguém capaz de nos informar de quantos milhões de litros de água é que estão a ser contaminados por cada dia que passa sem que o oleão seja de novo instalado? E dada a população da Portela, cerca de 15 000 habitantes, e o êxito do uso do oleão retirado, não será de instalar um oleão maior, ou mais oleões distribuídos pelo bairro?

E se o estudo (???) da nova localização for assim uma coisa para o complexo e demorado, podiam fazer a fineza de, até chegarem a uma douta decisão, colocar de novo o oleão retirado lá no local onde as pessoas já estão habituadas a deixar as suas embalagens de óleo usado? Obrigado.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sopra Outro Vento

SOPRA um vento novo para os lados do norte de África. Tunísia e Egipto despertaram e já respiram, ao passo que outros ensaiam seguir os mesmos passos, de Damasco a Agadir. Os povos erguem-se, enfrentam os regimes autoritários, e decidem tomar o futuro nas suas mãos. A terra treme, os vilões recuam e cedem, o mundo está mesmo a mudar, e nada será como dantes. O problema está agora em saber o que virá a seguir, e se a generosidade e vitalidade populares não irão esmorecer, ou serem abafadas com as receitas dos aventureiros do costume.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MOÇÃO DE CENSURA DO BE
Quando a realidade ultrapassa a mais delirante ficção.


Um post meio delirante com o sugestivo título "BE reune Mesa Nacional para decidir se vota a favor da sua própria Moção de Censura", é levado a sério por alguns leitores a quem provavelmente daqueles lados já nada os espanta.

Já genuinamente espantado tem de se confessar este escriba depois de ouvir há bocado num telejornal o líder parlamentar do BE, com a maior cara de pau, dizer que afinal a moção de censura, provavelmente de acordo com alguma nova Constituição da República aprovada pelos mesários, é "contra o Governo e o PSD".

Vai-se a ver a posição revelada pelo bloquista Pureza foi mesmo decidida na tal reunião de que nos fala o post. Se o BE vai votar a favor ou contra? Simples. Já ouviu falar no principio de Heisenberg, no gato de Schrondinger?

IR BUSCAR LÃ E SAIR TOSQUIADO
Discursos de Mubarak e Suleiman foram faísca para explosão que os pôs KO.

Pela reabertura dos Museus de Loures ao Domingo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
(Começo a considerar a hipótese de haver por aí uma qualquer justiça cósmica)


O meu amigo e vizinho Penim Redondo publicou no seu blog um post onde relata as suas desventuras, ontem, num serviço do SNS. Por uma qualquer coincidência também ontem fui a uma consulta externa do SNS, mais concretamente ao Serviço de Ortopedia do Hospital Curry Cabral, onde tinha consulta marcada para as 9:50.

E é aqui que, comparando o que aconteceu aos dois, eu, defensor confesso do SNS, começo a considerar a hipótese de haver por aí uma qualquer justiça cósmica que leva o SNS a retribuir simpaticamente todo o meu empenho no seu reforço e continuidade.

Enquanto ao Penim o SNS impôs uma seca de mais de duas horas, sem que lhe fosse ao menos possível descortinar o critério por que os utentes eram atendidos, quando ontem cheguei ao hospital por volta das 9:30 fui logo surpreendido por uma amiga que ao consultar as listas de consultas do dia, expostas em local bem visível, tinha lá visto o meu nome e a hora da consulta.

Depois de produzir os merecidos elogios ao médico comum, para ela primeira consulta, estávamos a começar a comparar os respectivos achaques quando tivemos que interromper a conversa às 9:55 pela chamada do meu nome para a consulta, exactamente, é isso mesmo, 5 minutos depois da hora marcada.

(Postado no dia em que o FMI vem defender publicamente a liberalização da Saúde em Portugal)

Jerónimo de Sousa em amena cavaqueira com Kim Il Sung
A foto que faltava para provar o apoio do PCP a ditadores.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cara Ana Benavente, mas então nunca ninguém lhe disse que a social-democracia sempre foi o sidekick do capitalismo?


No Publico de ontem Ana Benavente faz um retrato arrasador do Governo e direcção do PS, destacando, com toda a razão, a sua submissão ao neo liberalismo triunfante no que, digo eu, não passam de mais uns tristes seguidores da dupla Thachter/Blair, e demais discípulos do "socialismo moderno".

No fundo a social democracia dos nossos dias limita-se a prosseguir, de forma revista, aumentada, e actualizada, a sua vocação original e nunca renegada: a fiel defesa e, quando a deixam, cogestão do sistema capitalista.

Agora claro com consequências mais gravosas para os trabalhadores, pois longe vão os tempos em que o capitalismo, confrontado com a pressão do "perigo vermelho", se via na necessidade de aceitar formas mitigadas de concertação social, e pôr de pé e gerir o, agora em processo de desmantelamento, Estado Social.

Mas nunca é tarde para perceber o sarilho em que estamos (quase) todos metidos, e só faço votos para que Ana Benavente, e outros socialistas que ainda lá andem pelo PS se decidam a agir em conformidade com aquilo que muitos deles sentem, e alguns, poucos, já vão dizendo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Trabalhem, Discutam, Analisem em Profundidade, Mas Despachem-se...

NO PASSADO Sábado, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, durante a reunião de Quadros da Organização Regional do Porto, declarou que uma moção de censura ao actual governo é um instrumento de combate político que não está excluído, mesmo que apresentado por outras forças políticas, mas que deve ser usado de forma ponderada, que continua em aberto, muito embora o Comité Central ainda não tenha discutido, nem decidido nada sobre a matéria.
Deixo aqui uma sugestão: trabalhem, discutam, analisem em profundidade, acusem quem tem que ser acusado, peçam a substituição do primeiro-ministro (porque não vale a pena pedir a remodelação do governo), não se precipitem, mas sobretudo despachem-se, porque isto já há muito que passou das marcas, e o abismo está ali mesmo à frente. E não se esqueçam que quem vota à esquerda do PS (partido Sócrates) tem um peso eleitoral de quase 20%, isto sem contar com os descontentes desse mesmo PS, que andam calados há seis anos, e já não sabem para que lado se devem virar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cuidado Com o Que Ele Diz

"Vejo por aí muitas pessoas que acham que a única resposta que se há-de dar aos problemas é com uma única palavra: privatizar. Temos um problema aqui? Privatizar. Temos um problema ali? Privatizar. Lamento muito, mas não há balas mágicas que possam resolver os problemas do país e muito menos essa".
Estas palavras são da autoria do primeiro-ministro José Sócrates, em defesa do Serviço Nacional de Saúde, e foram proferidas durante a cerimónia de inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra. Fica aqui um aviso: Tenham muito cuidado com o que ele diz, sobretudo quando fala em privatizações, porque habitualmente, o que ele quer dizer é exactamente o contrário.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LIÇÃO DE JORNALISMO NO CAIRO
Onde os alegados jornalistas só perceberam o que se está a passar quando começaram também a levar umas arrochadas.


Quando há dois dias bandos de provocadores irromperam na praça Tahrir armados de paus e apedrejando uma multidão pacifica, onde se viam muitas mulheres e crianças, para os alegados jornalistas que nas nossas TVs comentavam as imagens onde se percebia perfeitamente tratar-se de provocadores, o que se estava a passar era "confrontos entre apoiantes pró e contra Mubarak".

Agora que Mubarak, que quer limpar as ruas de testemunhas incómodas antes de proceder ao massacre geral, deu ordens para os mesmos "apoiantes" intimidarem e agredirem jornalistas e estrangeiros, até os alegados jornalistas do Público perceberam finalmente que se trata de "gangs pró-Mubarak".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os pobres pensam com a barriga e a sua política é o estômago?


Paulo Granjo no Antropocoiso, a propósito das revoltas nos países árabes, lembra-nos que não, embora esse seja um preconceito comum não só às visões neo-clássicas e neo-liberais, mas também ao marxismo mal digerido de manual de divulgação.

Uma ideia a reter, mesmo para outras latitudes e contextos sociais e políticos.

Cooperação Institucional

CADA VEZ que vejo o José Sócrates a olhar de frente (ou de lado, tanto faz) para o Cavaco Silva, parece que estou a ler-lhes o pensamento:
Sócrates ameaça: - O juizinho é uma coisa muito bonita. Convém não fazer ondas. Olha que tenho na manga os trunfos do BPN e da Coelha...
E Cavaco riposta: O tento na língua também é muito proveitoso. É preciso ter cuidado com aquilo que sei do Freeport , e além disso, tenho para ali uma cópia pirata das escutas do Face Oculta, para o que der e vier...
Se forem estes os pensamentos que têm quando se encontram, pode dizer-se, sem medo de errar, que são estas as verdadeiras bases do entendimento a que chamam “cooperação institucional”...